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Posts Tagged ‘condicionamento físico e esporte’

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300img_5602“Conte até 10. Paz. Essa é a atitude.” Esse é o slogan da campanha lançada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) nesta sexta-feira (14/12), em evento na escola estadual América Dutra Machado, na comunidade Chico Mendes, na capital. A campanha visa à prevenção de homicídios cometidos por impulso, motivos fúteis e ações impensadas.
Ao lançar a campanha, o Procurador-Geral de Justiça, Lio Marcos Marin, falou às crianças da escola que o verdadeiro corajoso não é quem agride. “Corajoso é aquele que respeita, que tolera e resolve os problemas de forma amistosa. Paz, essa é a atitude”, disse Lio, que ressaltou, ainda, que um terço dos homicídios acontecem por motivos banais e que é preciso reverter essa estatística.

Em Santa Catarina, apesar da taxa de homicídios por 100 mil habitantes ser menor que a média brasileira – 12,9 no Estado contra 26,1 no Brasil – ela ainda é o dobro da média mundial, que é de 6,9 homicídios por 100 mil habitantes.
Na ocasião, o MPSC firmou um protocolo de intenções com as Secretarias Estaduais de Educação e de Segurança Pública para a divulgação da campanha. A ideia é sensibilizar a sociedade para a atitude de tolerância diante de situações que são propensas ao conflito, como discussões em bares, no trânsito, no ambiente doméstico, nas escolas, entre vizinhos e outras.

O Secretário Estadual de Segurança Pública, César Augusto Grubba, destacou que somente neste ano já ocorreram 691 homicídios em Santa Catarina, cerca de 200 por motivos fúteis. Já no ano passado, foram cometidos 247 homicídios, cujo motivo foi desavença. Também foram cometidos 61 crimes por motivo passional. “Temos que mudar a cultura do cidadão a partir das crianças. Tenho certeza de que os reflexos desta campanha repercutirão diretamente na segurança pública catarinense”, falou Grubba.

Representando a Secretaria de Estado da Educação, a Coordenadora do Núcleo de Educação e Prevenção às Violências na Escola, Rosemari Kock Martins, salientou que a política de prevenção da violência tem como princípio a valorização da vida. “É importante promover novas formas de agir, de pensar, neste ambiente que é a escola, ideal para formação da cultura de paz”, complementou.

O Coronel Marcelo Martinez Hipólito, coordenador do Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROERD), que em 15 anos atendeu cerca de 1 milhão de crianças, disse que irá agregar à campanha aos trabalhos já desenvolvidos. “Precisamos nos unir não só pelo presente, mas principalmente pelo futuro que queremos”, disse. Maria Clara Vinotti, Diretora da Escola América Dutra Machado, disse que a escola desenvolve vários projetos, buscando melhorar o índice de desenvolvimento humano. “A escola é o palco onde se pode dançar a dança da paz, através do ensino e da aprendizagem. Acreditamos no potencial de nossas crianças”, falou. A diretora se disse, ainda, sensibilizada por a escola ter sido escolhida para o lançamento da campanha. “Nos sentimos incluídos, e não marginalizados”, finalizou.
Luta, só no esporte

No lançamento, o lutador do UFC Thiago Tavares, padrinho estadual da campanha “Conte até 10″, esteve presente, distribuindo autógrafos, deixando sua mensagem de paz e divertindo as crianças e adolescentes com uma demonstração de seu esporte. “Fico triste de saber que nosso país é líder em consumo de drogas. Penso que podemos mudar o mundo ao formar essas crianças, e os professores fazem a diferença. Contem até dez para vencer na vida”, disse aos olhinhos que brilhavam ao ver o ídolo de perto.

A campanha em SC

O público-alvo da campanha, embora diversificado, tem como foco principal os jovens, que, segundo as estatísticas, são as principais vítimas e que também é o grupo que concentra grande parte dos autores desses tipos de homicídio.

O MPSC utilizará a campanha para demonstrar às crianças e aos jovens a importância do controle emocional para evitar homicídio e outros crimes contra a vida e a integridade física. Pretende-se criar meios para resolução de conflitos dentro das escolas, inclusive desobediência ao regimento escolar, preferencialmente por equipe formada por servidores da escola, membros da comunidade e representantes dos pais dos alunos, desenvolvendo a cultura da paz.

A campanha também será levada às delegacias de polícia e será integrada ao Proerd, programa preventivo e educacional de resistência às drogas, da Polícia Militar, que tem como finalidade evitar que crianças e adolescentes em fase escolar iniciem o uso de drogas. Também visa a despertar para a questão da violência e a preparar os pais no intuito de oferecer sustentação aos seus filhos para enfrentar o problema.
Para combater os crimes por impulso, a campanha “Conte até 10. Paz. Essa é a atitude.” passa a mensagem de tolerância em situações de conflito, buscando evitar a violência (brigas de trânsito, entre vizinhos, em bares, etc).

A campanha nacional

A campanha “Conte até 10″ foi criada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e parte da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (ENASP). As peças nacionais são estreladas por atletas renomados – os campeões mundiais de MMA Anderson Silva e Junior Cigano e os judocas campeões olímpicos Leandro Guilheiro e Sarah Menezes -, que participam da iniciativa sem cobrar cachê. Em Santa Catarina, o lutador do UFC Thiago Tavares é a estrela das peças de divulgação (assista ao vídeo).
A campanha tem vídeos, jingles de rádio, anúncios para veículos impressos e digitais, entre outras peças, que serão veiculadas na mídia nacional gratuitamente até março do ano que vem. Também estão previstas ações educativas. Material didático sobre o tema está sendo elaborado em parceria com o Ministério da Educação (MEC) para uso a partir de 2013. (COMSO/MPSC, 14/12)

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Florianópolis é a Ilha do Surf. Sem dúvida somos a principal surf city do país, celeiro de grandes atletas e palco de números eventos. Contudo, apesar de seu forte apelo junto à geração saúde, sobretudo pelo seu contato íntimo com a natureza, o surf, como qualquer outro esporte requer cuidados especiais. Observe:

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Lembra daquela pulseira dos bobos do “equilíbrio”?!? Aquela que virou febre entre esportistas, artistas e outros istas, desde meados do ano de 2010? Pois é… a tal Power Balance, empresa americana fabricante da pulseira de borracha com dois filmes holográficos colados a ela, que, segundo a empresa, daria mais “força, equilíbrio e flexibilidade” ao usuário, foi condenada a pagar US$ 57 milhões em indenizações aos clientes, apenas nos Estados Unidos.

A estelionatária empresa perdeu um processo por publicidade enganosa naquele país, como já havia perdido em outros, e deverá declarar sua falência.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou ontem uma resolução que determina novas regras parao protetor solar. O objetivo é garantir a proteção da pele dos consumidores brasileiros.

Entre as principais mudanças estão o valor mínimo do Fator de Proteção Solar (FPS), que vai aumentar de 2 para 6, e a proteção contra os raios UVA, que agora terá de ser de, no mínimo, 1/3 do valor do FPS declarado. Os fabricantes terão prazo de até dois anos para se adequarem às normas, que seguem os novos parâmetros para protetores solares adotados no Mercosul.

Segundo a Anvisa,também serão alterados os níveis dos testes exigidos para comprovar a eficácia do protetor. Pela norma, alegações, como resistência à água, terão de ser comprovadas por metodologias específicas definidas no novo regulamento.

Os fabricantes poderão indicar em seus rótulos as expressões “resistente à água”, “muito resistente à água”, “resistente à água/suor” ou “resistente à água/ transpiração”, desde que comprovem as características. Outra norma fala sobre reformulação nas informações obrigatórias dos rótulos dos produtos, como a reaplicação na pele, mesmo quando se tratar de um protetor resistente à água. Também fica vedada alegação de 100% de proteção contra as radiações solares ou a indicação de que o produto não precisa ser reaplicado.

Para a comprovação dos fatores de proteção, a Anvisa estabelece uma metodologia específica que, até então, não estava definida. O FPS mede a proteção contra os raios UVB, que penetram superficialmente na pele e causam queimaduras. É o principal responsável pelas alterações celulares que predispõe ao câncer. Já o fator UVA mede a proteção contra os raios UVA,que entram profundamente na pele, causando o envelhecimento precoce. Antecedentes. Um estudo divulgado em dezembro de 2009 pelo ProTeste mostrou que cinco das dez principais marcas de protetor solar em loção vendidasno País não eram resistentes à radiação. Alguns produtos perderam até 50% do FPS quando expostos a uma hora de sol nos testes.

Na época, as marcas avaliadas discordaram da pesquisa e responderam que seus produtos foram submetidos atestes científicos, aprovados pela Anvisa. (Estadão, 5/6)

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Segundo pesquisa, quanto mais uma mulher com excesso de peso emagrece, menores os níveis de hormônios associados ao câncer

Mesmo moderada, a perda de peso já pode reduzir significativamente os níveis de hormônios associados ao risco de câncer de mama. De acordo com uma nova pesquisa, a diminuição de 5% no peso corporal pode chegar a reduzir pela metade as chances dos tipos mais comuns de tumores de mama. O estudo foi feito no Centro de Pesquisa em Câncer Fred Hutchinson, nos Estados Unidos, e publicado nesta segunda-feira no periódico Journal of Clinical Oncology.

Esse trabalho é o primeiro ensaio clínico feito para estudar os efeitos do emagrecimento na incidência da doença. Ele se baseou em dados de 493 mulheres com obesidade ou sobrepeso, sedentárias e com idades entre 50 e 75 anos. As participantes foram divididas em quatro grupos de acordo com os hábitos os quais foram designadas a seguirem: somente atividade física (cerca de 20 minutos ao dia de caminhada rápida); exercícios e dieta; somente dieta; e nenhuma intervenção.

Essas mulheres foram acompanhadas durante um ano. Após esse período, a equipe mediu, por meio de exames de sangue, os níveis de alguns tipos de hormônios sexuais que estão relacionados ao risco de câncer de mama, entre eles diferentes tipos de estrogênio e testosterona. A equipe observou que as mulheres que fizeram tanto dieta quanto atividade física tiveram uma redução de até 25,8% nos níveis desses hormônios, dependendo do tipo. Essa diminuição foi de até 22,.4% entre as mulheres que apenas seguiram uma dieta.

Embora as participantes desses dois grupos tenham perdido, em média, 10% do peso ao longo do estudo, a pesquisa concluiu que uma redução de 5% do peso corporal já é suficiente para haver um impacto benéfico sobre os níveis hormonais, podendo diminuir as chances de câncer de mama em até 50%. Os resultados indicaram que quanto mais peso perdido, maior é o efeito positivo.

Segundo os autores do estudo, essas conclusões somente se aplicam a mulheres com sobrepeso ou obesidade que não estão fazendo reposição hormonal. “A quantidade de peso perdido foi a chave para as mudanças nos níveis hormonais, e o maior efeito foi obtido com uma associação de dieta e atividade física. Por isso, o ideal é que as mulheres, para emagrecer, incluam esses dois hábitos no dia-a-dia e assim reduzam os níveis de hormônios como o estrogênio”, diz Anne McTiernan, coordenadora do estudo. (Veja online)

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As mais energéticas:
açaí (495 kcal em 1 tigela pequena), abacate (235 kcal em 1/2 unidades), caqui (90 kcal por unidade) e figo (90 kcal por 3 unidades)
As menos energéticas:
melão (20 kcal em 1 fatia) e pêssego (25 kcal em 1 unidade)
As mais ricas em fibras:
açaí (35 g em uma tigela pequena) e goiaba (10 g em 1 unidade)
As mais ricas em carotenóides:
manga (3600 mcg em 1 unidade), caqui (1800 mcg em 1 unidade)
As mais ricas em vitamina E:
abacate (230 mg em 1/2 unidade), açaí (90 mg em 1 tigela pequena)
As mais ricas em potássio:
banana (350 mg em 1 unidade) e uva (296 mg em 1 xícara)
As mais ricas em vitamina C:
goiaba (370 mg em 1 unidade) e morango (110 mg em 1 xícara)
As mais ricas em cálcio:
açaí (236 mg em 1 tigela pequena) e tangerina (40 mg em 1 unidade)
As mais ricas em magnésio:
abacate (100 mg em 1/2 unidade) e banana (30 mg em 1 unidade)
As mais ricas em ferro:
açaí (25 mg em 1 tigela pequena) e amora (5 mg em 1 copo médio)

Frutas para esportistas: os esportistas estão sujeitos a algumas condições que podem ser prevenidas e aliviadas com as frutas

Anemia: açaí, amora, carambola
Artrite: abacaxi, ameixa e maçã
Cãibras musculares: banana, laranja e melão
Diarréia: maçã sem casca e banana-maçã
Digestão pesada: combinar as refeições pesadas com o abacaxi
Prisão de ventre: maçã com casca, ameixa e figo
Fadiga: banana, uva e figo
Retenção de líquidos: a maioria das frutas, por possuir potássio, pode
provocar maior perda de líquido.
Baixar o colesterol: maçã, pêra, abacaxi e pêssego

Ameixa, tônico antiestresse

Contém alta quantidade de fibra sorbitol que estimulam o movimento intestinal e favorecem a evacuação. Dependendo da coloração da fruta, a quantidade de vitaminas que possuem pode variar: as claras são as mais doces e ricas em carotenos, e as com coloração escura contêm mais ferro. Sua riqueza em vitaminas B e C torna essa fruta uma aliada contra o estresse e o suco de ameixa alivia a gota, o reumatismo, a artrite e problemas articulares.

Damasco, a fruta da pele

Tem alto teor de caroteno (provitamina A), vitamina que previne o câncer, regenera os tecidos, e favorece o bronzeado. É rica em ferro, magnésio, potássio, zinco e vitaminas B1, B2 e C. Um verdadeiro coquetel contra a fadiga. E só tem 47 kcal.

Figo, para os ossos

Tem cálcio, por isso, é recomendado para esportistas e ajuda a prevenir a osteoporose. Contém benzaldeido, um agente anticancerígeno, flavonóides e uma enzima chamada ficina que ajuda a digestão das proteínas. Além disso, possui ferro, potássio e fibra. As avós utilizavam o látex branco (líquido que sai da planta ao ser cortada) para eliminar as verrugas. Na ásia, o figo é considerado um afrodisíaco natural.

Maçã, o presente de Eva a saúde

Ela é rica em fibra solúvel, regula o colesterol, protege o coração e equilíbra a função intestinal, tanto no caso de diarréia como de prisão de ventre. Contém vitamina C, potássio e é hidratante.

Banana, a barrinha energética

É o alimento dos campeões. Uma comida rápida, ideal para recarregar as energias. Quanto menos maduras, mais ricas em amido. A banana previne as cãibras musculares por sua riqueza em potássio. Também tem magnésio e vitamina B6, vital para levantar seu ânimo e ajudar no metabolismo do corpo.

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Os padrões de excelência consagrados no setor privado na área de comunicação corporativa estão cada vez mais disseminados no setor público com o aumento da presença das agências dentro dos governos, autarquias e estatais. Ferramentas de comunicação estratégica, como análise de imagem e índices de avaliação de resultados, já foram incorporadas à rotina de muitas entidades públicas, assim como o uso intensivo das redes sociais.

A FSB Comunicações atende ao Ministério da Saúde, que tem diversas ramificações. Na realidade, pelo tamanho da estrutura, há vários ministérios dentro do Ministério da Saúde, destaca o sócio-diretor da FSB, Moisés Andrade Gomes. A agência tem 42 profissionais só para dar atendimento ao ministério.

Uma das principais ações da FSB na pasta da Saúde foi a divulgação da Campanha Nacional de Vacinação e Eliminação à Rubéola. O plano de comunicação criou um cronograma de ações para manter o assunto na imprensa durante os quatro meses de campanha. No governo federal, a FSB atende também os ministérios dos Esportes e do Turismo.

A FSB também se destacou numa área cada vez mais importante: o trabalho nas redes sociais. A agência ganhou a medalha de prata no Festival de Cannes em 2011 na Categoria Melhor Uso de Mídia Social, com um trabalho para o governo do Estado do Rio de Janeiro, tendo como cenário a reação das organizações que dominavam o tráfico de drogas durante o processo de pacificação das favelas. A estratégia foi aproximar a ação e os policiais aos cidadãos conectados às redes, humanizando a atuação do Estado. O plano incluiu treinamento de porta-vozes para a Web.

Outra grande do setor, a CDN Comunicação Corporativa, desenvolveu uma campanha para a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) para divulgar a imagem do Brasil no exterior. Segundo o vice-presidente da CDN, Andrew Greenlees, além de promover teleconferências de autoridades brasileiras com a imprensa internacional, a agência fez um trabalho com analistas de mercado e grupos de estudos acadêmicos nos Estados Unidos e na Europa.

O trabalho rendeu duas premiações à CDN: Stevie International Business Award 2011, na categoria Campanha de Comunicação do Ano Global Issues, com a atuação desenvolvida em parceria com a Fleishman-Hillards, e o Golden World Awards for Excellence in PR – concedido em 2010 pela Associação Internacional de Relações Públicas (IPRA) na categoria Media Relations, com as ações realizadas durante a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 15).

A CDN também responde pelo atendimento do Banco Central, Ministério do Trabalho, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Em busca de experiência internacional, a agência S/A Comunicação firmou parceria com a Kreab & Gavin Anderson, com sede em Estocolmo e Londres. De acordo com o diretor-geral da S/A, Marco Antonio Sabino, a companhia atuou na Islândia durante a crise financeira em 2008 e no Japão, após o tsunami, no ano passado. (Valor, 26/4)

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Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, que ouviu 54 mil adultos em todos os Estados, 15,8% são obesos. Taxa de fumantes fica abaixo de 15% pela primeira vez desde que o levantamento começou a ser feito

A proporção de obesos no país cresceu 38,6% em seis anos, atingindo quase um em cada seis adultos em 2011, segundo levantamento do Ministério da Saúde.

Também manteve a tendência de aumento o índice de adultos com excesso de peso -que considera IMC (Índice de Massa Corporal, encontrado dividindo o peso pela altura ao quadrado) de 25 ou mais. A obesidade corresponde ao IMC de 30 ou mais.

Em 2006, 42,7% da população tinha excesso de peso. Em 2011, a taxa foi a 48,5%. O problema do peso, que é maior entre homens e piora com a idade, é visto pelo governo como “preocupante”. “Continuamos com crescimento [de sobrepeso e obesidade]. Não é abrupto, mas vemos o aumento de maneira sistemática e consistente”, diz Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde.

A meta do governo é frear o crescimento entre adultos e eliminá-lo entre crianças. De acordo com o ministro Alexandre Padilha (Saúde), a situação deve ser contida logo para evitar patamares elevados de obesidade, como os dos Estados Unidos. Lá, 27,6% dos adultos são obesos.

No Brasil, o excesso de peso atinge 52,6% dos homens -e até 63% na faixa de 35 a 44 anos. Entre eles, é pequena a influência da escolaridade no sobrepeso. Já entre as mulheres, quanto maior a instrução, menores são as taxas de excesso de peso.

Ainda em comparação com as mulheres, eles consomem menos frutas e hortaliças, mais leite e carne gordurosos e refrigerantes. Mas praticam mais atividades físicas.

O consumo dos alimentos que entram na pesquisa não mudou nos últimos anos mas, segundo Barbosa, a troca da comida caseira pela industrializada ajuda a explicar o avanço da obesidade.

Dados de 2011 revelam que apenas 30,9% da população consome pelo menos cinco porções de frutas e hortaliças a cada semana, mas 29,8% toma refrigerante pelo menos cinco vezes por semana.

Menos fumantes

A pesquisa mostra uma tendência de queda no percentual de fumantes. Em 2006, eram 16,2%, passando para 14,8% em 2011. A taxa é ainda maior entre homens e entre pessoas com menos anos de escolaridade.

Frente aos novos dados do inquérito, chamado Vigitel, o ministro Padilha reafirmou medidas como a proibição dos fumódromos, o banimento de aditivos ao cigarro e a assinatura de acordos com escolas e empresas para a melhoria da alimentação.

O consumo de álcool abusivo (mais de cinco doses para homens ou quatro para mulheres em uma só ocasião nos últimos 30 dias) ficou estável, com 17% dos adultos nesse padrão. Entre os homens, são 26,2%.

O inquérito por telefone é divulgado anualmente. Em 2011, ouviu cerca de 54 mil pessoas com 18 anos ou mais, em todos os Estados do país. (Folha, 11/4)

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O Revezamento Volta à Ilha ASICS 2012 acontece amanhã (sábado, 14/4) e deve receber cerca de 400 equipes, divididas em duas categorias: grupo e dupla. Os mais de 3700 atletas inscritos terão que completar uma volta na Ilha de Santa Catarina, em um trajeto com cerca de 140 quilômetros, incluindo uma travessia de barco. A prova começa às 4h15 e a cada 15 minutos um novo grupo de atletas inicia a competição.

Criada em 1996, o Revezamento Volta à Ilha ASICS é realizado todo ano. Com 17 edições, a prova se consolidou no calendário de corredores de todo o Brasil que buscam uma corrida que associe diferentes terrenos, belas paisagens e integração entre os participantes. “A cada ano que passa, a prova fica melhor, e sempre traz alguma novidade. Sentimos que todos estão empolgados”, avalia Carlos Duarte, organizador e idealizador do evento.

Uma das novidades para esse ano são as mudanças do percurso, que está dividido em 19 seções. Os atletas que sempre desbravaram os limites de Florianópolis, como Jurerê Internacional, Santinho, Joaquina Campeche e Mole, agora terão duas trilhas a mais para enfrentar. Uma delas com 3,5 km, com 180 metros de altitude, que irá levá-lo da praia da Lagoinha até a praia Brava, e outra menor até a praia dos Ingleses. Outra inovação será a travessia de barco entre Sambaqui e o pontal da praia da Daniela.

Consolidação

Na primeira edição do Volta à Ilha, em 1996, eram 22 equipes participantes. Dezessete anos depois, o revezamento passou a contar com 400 equipes inscritas, e ainda é preciso fazer sorteio de vagas. “Hoje, a corrida é uma das mais procuradas no país. Parte das vagas são reservadas àqueles que participaram 6 anos ou mais, ou venceram alguma das provas da Eco Floripa no ano anterior ”, explica Duarte.

A prova consegue agregar atletas com diferentes perfis de preparos físicos, devido ao número de competidores por equipe e a diversificação das categorias. A faixa etária varia de 12 anos, na categoria participação, até quem tem mais de 50, na veterana. Mas a disputa por quais atletas vão terminar a prova no menor tempo fica por conta das equipes da categoria Aberta. A Paquetá Esportes/Asics, de Porto Alegre (RS), e Beckhauser Malhas, de Tubarão (SC), são as favoritas para concluírem o revezamento com tempo total de aproximadamente 8h50 min.

Solidariedade

A Eco Floripa Eventos Esportivos irá doar parte do valor da inscrição de cada atleta para a Sociedade Espírita de Recuperação, Trabalho e Educação – Serte, localizada no bairro Cachoeira do Bom Jesus, em Florianópolis. Atualmente, a Serte atende a 63 velhinhos no Lar Irmão Erasto e a 25 crianças no Lar Seara da Esperança. Tem ainda um educandário, o Lar de Jesus, para 120 alunos da comunidade.

Volta à Ilha ASICS acumula prêmios

A mais recente edição da Revista Viagens e Turismo, de 2012, premiou o Revezamento Volta à Ilha ASICS como a 5ª melhor corrida do mundo. A Revista O2 entregou o troféu de “Evento de corrida mais admirado do Brasil”, nos anos de 2007, 2008 e 2009, ao organizador da prova, Carlos Duarte. Esse reconhecimento foi destacado também por outras importantes revistas especializadas do ramo. A Revista Mens´s Health a elegeu, em 2007, como a “Melhor Corrida do Brasil”. Em 2006 e 2007, os leitores da Revista Running Brasil consideraram a prova como o “Melhor Evento de Aventura” do país.

Para saber mais, clique aqui.

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Enquanto a população brasileira de alimenta inadequadamente e consome gordura saturada em excesso, a população de Florianópolis está no topo da alimentação saudável. Além disso, a capital catarinense tem o melhor índice quando se trata da prática de exercícios. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde.


Alimentação

De acordo com a pesquisa, Florianópolis lidera o ranking das capitais brasileiras sobre o consumo de cinco ou mais porções diárias de frutas e hortaliças. O índice chega a 25% da população. Neste item, a capital com a pior colocação é Rio Branco (AC) com 11%. Na média nacional, 20,2% da população ingere a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de cinco ou mais porções ao dia.

Capital do exercício

Outro dado importante divulgado no levantamento do Ministério da Saúde é que Florianópolis lidera o ranking das capitais brasileiras em relação à prática de exercícios. De acordo com o ministério, 41% da população de Floripa pratica atividade física durante o tempo livre. Enquanto isso, a média nacional indica que 30% da população no país faz exercícios.

Na avaliação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o alto índice está relacionado à oferta de espaços livres no município. — O desafio no país está em construir mais espaços públicos para a prática de exercícios — avalia.

Padilha destacou ainda a criação das Academias de Saúde, do governo federal. Conforme o ministro, nos locais onde as estruturas foram criadas, o número de pessoas que praticam atividade física aumentou em 30%.

Estudo nacional

Os dados são da última pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), promovida pelo Ministério da Saúde, em parceria com Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo. Foram entrevistados 54 mil adultos em todas as capitais e também no Distrito Federal, entre janeiro e dezembro de 2011.

O estudo retrata os hábitos da população brasileira e, conforme o ministério, é uma importante fonte para o desenvolvimento de políticas públicas de saúde. Realizado desde 2006, o levantamento aborda itens como tabagismo, excesso de peso, consumo alimentar, atividade física e consumo de bebidas alcoólicas, fatores de risco para doenças crônicas como diabetes e hipertensão. (ClicRBS, 10/4)

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O sedentarismo amplia a predisposição genética para a obesidade, mas é possível reduzir seus efeitos à metade caminhando a um ritmo constante durante uma hora por dia, revela um estudo apresentado nesta quarta-feira nos Estados Unidos. “Nossa pesquisa mostra que caminhar em um bom ritmo diariamente reduz a influência genética na obesidade, o que se traduz pela queda à metade do índice de massa corporal (IMC)”, assinalaram os pesquisadores.

O trabalho foi apresentado na conferência sobre nutrição, atividade física e metabolismo (EPI/NPAM, na sigla em inglês), organizada pela Associação Americana do Coração (AHA) reunida nesta semanaem San Diego, Califórnia (oeste).

Já um estilo de vida sedentário, marcado pelo ato de ver televisão quatro horas por dia, aumenta a influência dos genes sobre o tamanho da cintura e faz subir 50% o Índice de Massa Corporal (peso dividido pela altura ao quadrado)”, acrescentaram os especialistas, em um comunicado.

Uma pessoa com um IMC de 30 ou mais é considerada obesa

Participaram do estudo 7.740 mulheres e 4.564 homens. Os cientistas colheram dados sobre a atividade física dos participantes e as horas dedicadas a ver televisão durante dois anos antes de avaliar o Índice de Massa Corporal. O efeito da predisposição genética à obesidade foi calculado com base em 32 variações genéticas que influenciariam o aumento de peso.

Cada uma destas variantes genéticas que predispõem à obesidade podem aumentar o Índice de Massa Corporal 0,13 kg/m2, segundo os especialistas, entre eles Qibin Qi, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard em Boston (Massachusetts, nordeste). No entanto, este efeito pode ser reduzido nos indivíduos que realizam mais atividade física, em comparação aos que se movem menos, com perdas de 0,15 kg/m2 e 0,08 kg/m2.

Do mesmo modo, o efeito genético do sedentarismo sobre o IMC foi mais pronunciado entre os participantes que passaram 40 horas por semana vendo televisão, em comparação aos que dedicam a essa atividade uma hora ou menos. Os primeiros aumentaram 0,34 kg/m2 de IMC contra 0,08 kg/m2 para os segundos.

Segundo os autores do estudo, o americano médio vê televisão de quatro a seis horas por dia.

Os testes genéticos para determinar se uma pessoa é portadora das variações que predispõem à obesidade, no entanto, ainda não estão disponíveis ao público e os cientistas aconselham aos médicos perguntar a seus pacientes se têm antecedentes familiares. (Correio Braziliense, 15/3)

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Karina Oliani, médica atleta e apresentadora de TV

O câncer da pele é o mais comum entre os variados tipos dessa doença, e o aumento de sua incidência deve-se, em parte, ao fato de que a cada ano a camada de ozônio está cada vez mais comprometida.

O antigo conceito de que bronzeado forte é sinal de saúde caiu por água abaixo há tempos. Ele é, na realidade, sinal de agressão à pele. Num esforço para aumentar a proteção da epiderme contra os efeitos da radiação solar, as células produzem mais melanina e, conseqüentemente, há escurecimento da tonalidade.

O problema maior é que, enquanto o bronzeado se desenvolve, danos permanentes às células já aconteceram e, posteriormente, se manifestarão sob a forma de rugas, manchas, queratoses actínicas e, até mesmo, câncer da pele.

Se antigamente os fotoprotetores eram encarados como cosméticos, hoje eles são classificados pelo FDA como drogas que protegem a estrutura e a função da pele humana contra os danos causados pelo sol. Então vamos entender melhor algumas características básicas desses produtos:

>> No espectro solar, a radiação ultravioleta B (UVB) é a responsável pela maioria dos efeitos cancerígenos na pele.

>> A radiação ultravioleta A (UVA) induz ao fotoenvelhecimento e parece estar relacionada com o desenvolvimento do melanoma (neoplasia maligna).

>> Uma diferença importante entre a UVA e a UVB é que a intensidade da UVA é a mesma durante todo o dia e também não muda com a estação do ano. Esse é um dos motivos pelos quais você precisa utilizar protetores solares diariamente, em todos os dias do ano, a qual deve ser iniciada a partir dos 6 meses de idade.

O que é o Fator de Proteção Solar – FPS?

Os Fatores de Proteção Solar (FPS) são uma medida que indica quanto tempo uma pessoa pode ficar exposta ao sol sem se queimar. Eles auxiliam na escolha do produto de acordo com o tipo de pele. Peles mais claras necessitam de filtros com FPS mais altos (por exemplo, a partir de FPS 30).

Um bom fotoprotetor deve ter FPS de no mínimo 15, e ser de amplo espectro (deve absorver ou bloquear as radiações ultravioletas A e B). Os veículos podem ser creme, loção, spray ou gel e sua indicação vai depender do tipo de pele e região do corpo onde será utilizado.

Perigo à vista: a 'Musa do Brasileirão', Lucilene Caetano torrando no sol

Dicas de como usar seu fotoprotetor da maneira certa:

>> Os fotoprotetores devem ser aplicados 30 minutos antes da exposição solar e, normalmente, precisam ser reaplicados a cada 2 horas de exposição.

>> A reaplicação é válida sempre que você der um mergulho ou transpirar muito.

>> Superfícies como areia, neve e água podem refletir muito a luz solar, então atenção redobrada quando estiver no mar, na montanha ou na praia. E não esqueça os protetores labiais e os óculos escuros!

>> Tão importante quanto o uso de filtros solares é o horário de exposição. Por isso, se puder escolher, evite o sol entre 10h e 16h (período de maior incidência de radiação ultravioleta).

>> Apesar da sensação de frescor, até 50% da radiação solar pode atingir partes do corpo submersas na água. Dias nublados (mormaço) também emitem radiações com riscos de queimadura solar.

>> Se for se expor ao sol por muito tempo, utilize também algum tipo de barreira física, como chapéu e camisetas de manga longa.

>> Não economize na quantidade a ser aplicada. A aplicação deve ser abundante e uniforme: na hora de passar seu protetor seja generoso e lembre-se que o sol é a principal causa de 90% de todos os cânceres da pele!

>> E, por experiência própria, para quem gosta de água e esportes outdoor como eu, um dos melhores protetores no mercado é o da Mormaii Saúde. Ele é muito resistente à água e protege mesmo quem tem a pele super clara como eu.

Karina Oliani, médica, especialista em Wilderness Medicine, atleta e apresentadora de TV

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Fast-food é principal fonte de gorduras nocivas ao corpo. Pesquisa foi divulgada no jornal de livre acesso ‘PLoS ONE’.

Ingerir alimentos ricos em gorduras trans e saturadas aumenta os riscos de depressão, segundo um estudo espanhol publicado nos Estados Unidos, confirmando os resultados de estudos anteriores que vinculavam o consumo de fast-food a esta doença. Os cientistas que participaram do estudo também demonstraram que alguns produtos, como o óleo de oliva, ricos em ácidos graxos ômega 3, podem combater o risco de doença mental.
Autores do amplo estudo, realizado pelas universidades de Navarra e Las Palmas de Gran Canaria, acompanharam e analisaram a dieta e o estilo de vida de cerca de 12 mil voluntários ao longo de seis anos.
Quando o estudo começou, nenhum dos participantes havia sido diagnosticado com depressão. Ao final, 657 tinham desenvolvido a doença. “Os participantes com um consumo elevado de gorduras trans [gorduras presentes em alimentos industrializados e fast-foods] apresentaram até 48% de aumento no risco de depressão quando comparados com participantes que não consumiam estas gorduras”, disse o chefe das pesquisas.
Almudena Sanchez-Villegas, professor associado de medicina preventiva da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, também observou que no evento “quantas mais gorduras trans eram consumidas, maiores os efeitos negativos produzidos nos voluntários”.
A equipe de pesquisas descobriu, ao mesmo tempo, que depois de avaliar o impacto de gorduras poli-insaturadas – compostas de quantidades maiores de óleos de peixes e vegetais – , estes produtos “são associados a um risco menor de sofrer depressão”.
O estudo, publicado na edição online do jornal “PLoS ONE”, destacou que a pesquisa foi realizada com uma população europeia que tem uma ingestão relativamente baixa de gorduras trans – compondo apenas 0,4% “do total de energia ingerida pelos voluntários”. “Apesar disso, observamos um aumento no risco de sofrer de depressão de cerca de 50%”, disse o cientista Miguel Martinez.”Com base nisto, deduzimos a importância de levar em conta este efeito em países como os Estados Unidos, onde o percentual de energia derivada destas gorduras é por volta de 2,5%”, acrescentou.

O estudo indicou que o número atual de pessoas com depressão no mundo é de 150 milhões de pessoas. O montante aumentou nos últimos anos. Este aumento é imputável, segundo os autores, “a mudanças radicais nas fontes de gorduras consumidas em dietas ocidentais, onde substituímos certos tipos de gorduras benéficas – como as poli-insaturadas e as monosaturadas encontradas em nozes, óleos vegetais e peixes – pelas gorduras saturadas e trans encontradas em carnes, na manteiga e em outros produtos, como massas de produção industrial e comida rápida”.
Embora não seja um foco do estudo, os cientistas indicam que a doença cardiovascular fatal é “influenciada de forma similar pela dieta e pode partilhar de mecanismos similares em sua origem”. (France Presse para G1)
Peguei no blog da Fernanda Scheer, Nutricionista.

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“Visitación reconheceu naqueles olhos o sintoma da doença cuja ameaça a havia obrigado, com o irmão, a desterrar-se para sempre de um reino milenar onde eram príncipes. Era a peste da insônia.” A moléstia se espalharia então por todo o povoado de Macondo em um dos mais conhecidos romances do colombiano Gabriel García Márquez, “Cem Anos de Solidão”. A literatura é farta em referências ao mal que, fora dos livros ou das telas do cinema, atinge um terço da humanidade, mina a saúde, traz prejuízos à economia e é responsável por milhares de acidentes todos os anos.

Dorme-se mal desde sempre, mas a medicina só começou a desvendar o corpo em repouso no fim da década de 1960, e os novos dados só foram incorporados ao conhecimento mais amplo da população no início de 2000. Com as descobertas desses desbravadores do sono, foi possível saber que dormimos cada vez menos e cada vez pior. A imagem de gênios como Marcel Proust ou William Shakespeare imersos em longas jornadas noite adentro já não parece tão romântica quando ficam patentes os efeitos de um sono ineficaz sobre a saúde e, em consequência, sobre a economia.

Ampla pesquisa realizada pela Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, publicada no fim de setembro, revelou uma assombrosa realidade: os custos da insônia chegam a US$ 63,2 bilhões no país, uma perda média de US$ 2.280 e 11,3 dias no ano por trabalhador. Não há levantamentos dessa ordem no Brasil, mas Dalva Poyares, professora da Universidade Federal de São Paulo e médica do Instituto do Sono, entidade credenciada internacionalmente, estabelece uma equivalência dos números com as perdas de dias com o Brasil. “A insônia tende a ser similar nos indivíduos”, diz. “Assim, guardada a devida proporção em níveis socioeconômicos, o prejuízo tende a ser o mesmo.” Segundo ela, o insone tende a ir ao médico até dez vezes mais do que quem está sempre em paz com o travesseiro.

Não conseguir engatar o sono, despertar de madrugada ou acordar muito antes da hora são as queixas dos insones. As causas mais comuns vão de doenças como depressão e ansiedade até o mal de Alzheimer. Mas nem sempre é preciso uma doença de base. Há o distúrbio de insônia (antes chamado de insônia primária), que se instala sem nenhuma dessas causas em quem apresenta uma resposta anormal ao estresse. São os hiperalertas, pessoas que não desligam mesmo que o corpo esteja exausto.

Estudo inédito do Instituto do Sono obtido pelo Valor aponta que o nível de pessoas com insônia na cidade de São Paulo é de 13,4% da população. As mulheres respondem com 17,8% ante 8,7% de homens, observa Walter Moraes, pesquisador do instituto. No levantamento feito pela Faculdade de Medicina de Harvard, a população feminina também predomina: compõe 27,1% do contingente de insones. Coube aos homens a parcela de 19,7%.

A pesquisa brasileira fez a medição também por faixa etária. A porcentagem de 13,4% refere-se a pessoas entre 20 e 40 anos. Dos 40 aos 60 anos, esse índice sobe para 15%. A partir daí, até os 80 anos, cai para 8,7%. O estudo de Moraes, “Consequências Metabólicas do Sono”, feito com os médicos Dalva Poyares, Marco Túlio de Mello e Sergio Tufik, também do Instituto do Sono, pesquisou a chamada insônia síndrome. Ou seja, a que realmente compromete o dia a dia do paciente com irritação, alterações cognitivas (a troca de palavras é comum), perda de concentração, lapsos de memória e, a longo prazo, o seu metabolismo. (mais…)

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A parceria entre a TopMed e a equipe Ivana Henn fica no ar de 10 a 30 de novembro, e vai sortear, exclusivamente, pelo Twitter uma bola suíça, um curso de Pilates em DVD e ainda uma camiseta autografada pela professora, empresária e atleta que foi 29 vezes recordista brasileira de Marcha Atlética. Para participar, é preciso seguir @topmedsaude e @ivanahenn no Twitter, além de dar RT da frase que anuncia a promoção.

O sorteio será realizado no dia 30, às 14, pela agência de mídia digital Publish New Media. “Esta é mais uma campanha com foco no estímulo à adoção de hábitos saudáveis. Já sorteamos através das redes sociais, somente este ano, uma bicicleta com 21 marchas, uma bike dobrável, um livro de receitas, camisetas do Câncer de Mama no Alvo da Moda, um mês de acesso ao serviço Saúde 24H e, agora, vamos dar ao vencedor equipamento e conteúdo para que pratique Pilates em casa mesmo, no horário que mais convier. Para a TopMed, mais do que atrair seguidores, o mérito da campanha será motivar mais pessoas a praticarem exercícios regularmente”, avalia a diretora de marketing da empresa, Renata Zobaran.

Ivana Henn

Sócia da maior rede de Pilates do Brasil, Ivana Henn comanda hoje 11 estúdios próprios, a academia TopOne em Florianópolis, uma equipe de personal training com 161 alunos e 18 profissionais, um site de venda de produtos para Pilates, o programa de TV Saber Viver, exibido pela TVCom e, como se não bastasse, uma grande equipe que atua na formação de professores de Pilates, suspension training e plataforma vibratória, o que levou cerca de 150 estúdios de Pilates a utilizarem a bandeira Ivana Henn, no Brasil e no exterior. “Eu realmente acredito que todos possam exercitar o seu corpo em qualquer lugar, e com isso melhorar a sua qualidade de vida. Ao cultivar o movimento automaticamente cultivamos uma vida saudável”, ensina a estrela do DVD a ser sorteado, Ivana Henn.

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Ana Lavratti, jornalista, blogueira e atleta

O blog Correr é Poder está dando uma “mãozinha” pra quem sonha em pôr os “pés à obra” neste Verão… A jornalista Ana Lavratti, em parceria com seis assessorias esportivas de Santa Catarina, lançou neste sábado, 5 de novembro, o Concurso Cultural Correr é Poder. A promoção vai até 20 de novembro e vai oferecer a seis pessoas orientação especializada pra corrida ou caminhada, pelo período de dois meses. As empresas parcerias do blog, que integra o cardápio de blogs da RBS, são a i9, Integral, Floripa Runners, LifeRun, TreineBem e Sprint Assessoria Esportiva.

    Pra participar, os interessados deverão publicar no post que traz as regras do Concurso, uma frase que traduza “por que Correr é Poder”, juntamente com o e-mail e nome do “candidato”. As frases concorrentes, publicadas na opção “Comentários”, serão divulgadas apenas nos dias 26 e 27 de novembro, juntamente com o resultado do Concurso. Os critérios avaliados pela Comissão Julgadora serão criatividade, nível de compreensão e pertinência ao tema.

     A orientação personalizada pra caminhada ou corrida, que caracteriza a premiação deste concurso, será oferecida in loco, nos endereços em que as assessorias esportivas atendem regularmente seus clientes, ou ainda de forma “online” pra quem mora longe de Florianópolis, onde as empresas parceiras têm sua base. Durante dois meses, os seis vencedores receberão uma planilha semanal de treinos, e o período pra usufruto do prêmio vai de 1º de dezembro de 2011 a 31 de janeiro de 2012.

     “Atletas ou não, todos estão convocados pra participar da nossa promoção”, convida a jornalista, blogueira e corredora Ana Lavratti, que costuma sentir na pele os benefícios da prática de exercícios ao ar livre. “Os resultados são visivelmente superiores quando a prática de esportes é realizada sob a supervisão de profissionais especializados, por isso tomei a iniciativa de mobilizar algumas assessorias esportivas e dar um incentivo extra a quem está sempre na iminência de quebrar a inercia mas resiste em dar o primeiro passo. Tenho certeza de que todos os que provarem a experiência vão fazer questão de manter o ritmo de treinamento no ano que vem e, de preferência, pra sempre”, completa.

Ana Lavratti também é parceira do blog Justiça & Saúde, nos abastecendo diariamente com sua clipagem da área da saúde.

Para participar da promoção, clique aqui.

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Karina Oliani, médica e atleta

Em 2008, ajudei a criar um grupo chamado Medicina da Aventura.

Quando me formei  em São Paulo há 4 anos, muitos amigos acharam que eu fui louca de me mudar para os Estados Unidos para estudar e me especializar em um tipo de medicina que ainda não é nem reconhecida no Brasil. Faz parte da minha personalidade abrir novos caminhos e trilhar o que eu amo, e hoje tenho a grande alegria de dividir em primeira mão aqui com vocês o fato de eu ser a primeira médica do país a receber o certificado de Fellowship da Wilderness Medical Society em Wilderness Medicine.

Espero eu seja a primeira de vários médicos do Brasil a trilhar esse caminho. Ao lado de colegas e enfermeiros do meu grupo, sonhamos em ver a medicina de emergência em ambientes remotos se tornar uma especialidade aqui também.

Um dos principais tópicos desse tipo de medicina é a chamada medicina do mergulho. Comecei a mergulhar com 12 anos e sou instrutora pela PADI desde 2002, ou seja, já estava mais do que na hora de escrever algo sobre este tópico tão interessante.

Quando vemos por aí a sigla SCUBA (self-contained underwater breathing apparatus), isso nada mais é do que o mergulho com o uso de cilindro. Foi por causa da fome e da escassez de comida durante a 2ª Guerra Mundial que o lendário Jacques Cousteau começou a desenvolver o equipamento SCUBA . Hoje ele é usado não apenas para o mergulho recreacional, mas também para o mergulho científico, profissional, militar, a pesca artesanal, entre outros.

No Brasil, o mergulho recreacional só chegou em 1974, graças a Álvaro Costa, um mergulhador português. E acho que ele na época nem imaginava que estava trazendo uma atividade que se tornaria tão popular: nosso país tem o maior número de mergulhadores da América Latina, batendo até  países do Caribe e México! Atualmente, estima-se que há aproximadamente 500 mil mergulhadores certificados no Brasil, e só no arquipélago de Fernando de Noronha são realizados, em média, 5 mil mergulhos por mês.

Durante uma faculdade de medicina, os médicos não têm aulas sobre as doenças do mergulho e nem ouvem falar disso. Então é fundamental termos médicos especializados que entendam do assunto e  saibam tratar e diagnosticar as principais doenças do mergulho, caso de Eduardo Vinhaes, da DAN (Divers Alert Network).

Para encurtar o texto, dividirei os acidentes de mergulho em 2 classes:

1) Os acidentes não descompressivos, tais como: acidentes com animais marinhos, traumas e barotraumas, apagamento (do mergulho livre), afogamento etc.

2) E os acidentes descompressivos: doença descompressiva (DD) e a Síndrome da Hiperdistensão Pulmonar.

Infelizmente, esse tema é grande demais e fica impossível falar de tudo aqui no blog! Poderia escrever uma revista inteira sobre os problemas do mergulho e ainda não daria para falar de tudo.

Então escolhi falar sobre a mais grave e, provavelmente, a mais subdiagnosticada em todo mundo.
Da próxima vez que vocês depararem com uma pessoa que estava mergulhando e alguns minutos ou horas depois apresenta dores em articulações, coceira na pele, dor de cabeça, perda de equilíbrio, alterações visuais, fadiga, formigamento,  atenção, pode se tratar de um caso de DD.

Para entendermos melhor como essa doença acontece, imagine que nosso corpo seja uma garrafa de água mineral. O ar que respiramos é, basicamente, composto por 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases que agora não vêm ao caso.

Ao nível do mar  recebemos 1 atmosfera (atm) de pressão. E para cada 10 metros de profundidade que descemos durante um mergulho, essa coluna de água exerce mais 1 atm sobre nós. Sendo assim, pela Lei de Henry (que diz que “A solubilidade de um gás dissolvido em um líquido é proporcional à pressão parcial do gás acima do líquido”) os mergulhadores que descem para profundidades maiores e ficam por mais tempo embaixo d’água se expõe a altas pressões e logo ficam mais suscetíveis à dissolução desses gases em maior proporção dentro da corrente sanguínea, e quando eles resolvem voltar para a superfície, essas bolhas se expandem, já que a pressão diminui. E é aí que mora o perigo.

Foi em 1878 que Paul Bert desenvolveu a teoria da bolha. E essas inúmeras bolhinhas invisíveis de nitrogênio passeando pela nossa corrente sanguínea causam muita dor e sintomas que, se não imediatamente tratados com oxigênio e câmera hiperbárica, podem levar um mergulhador à morte. Por outro lado, se não for fatal, as seqüelas podem ser permanentes, e a avaliação cuidadosa por um especialista da área é fundamental, já que existem sinais e sintomas que só um médico pode determinar, como detectar problemas de falha de memória. Pessoas apropriadamente treinadas podem perceber esses sinais durante um exame físico e neurológico completo.

Não desconsidere sintomas que podem ter desaparecido com o uso de oxigênio. Existem vários relatos de mergulhadores de que os sintomas desapareceram apenas por algumas horas e depois retornaram, muitas vezes, piores do que no início. A câmara hiperbárica é o único tratamento definitivo para o mal descompressivo.

Essa doença é tão séria que, para isso, a marinha norte-americana criou uma tabela que deve ser obedecida por todos os mergulhadores. Ela determina quanto tempo você pode ficar a uma determinada profundidade para que seu mergulho não necessite de descompressão. Os computadores de mergulho também avisam quando é hora de voltar para a superfície.

Mas fique atento porque mesmo ficando dentro dos limites há fatores que podem aumentar a predisposição à DD, tais como excesso de peso, condicionamento físico ruim, ingestão de drogas e álcool antes do mergulho, exercícios físicos extenuantes, baixa temperatura da água, idade avançada, desidratação, episódio descompressivo prévio, entre outros.

Caso você depare com um caso desses, aqui fica a minha dica: oriente a pessoa a respirar oxigênio a 100% e procurar um médico imediatamente. Como há muitos médicos por aí que nunca ouviram falar disso, anote o telefone da Divers Alert Network (DAN) no Brasil — e avise a seu médico de que pode se tratar de um acidente descompressivo de mergulho e ele também pode ligar neste número em caso de dúvidas sobre acidentes de mergulho: DAN Hotline (Brasil: 0800-684-9111 e no Exterior: +1-919-684-9111).

Karina Oliani é médica, atleta de aventura e apresentadora de TV.

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Academia pública ao ar livre na Rua Dom João Becker, Ingleses

A empresa catarinense de promoção da Saúde TopMed, que já instalou 25 academias ao ar livre em oito municípios catarinenses, anunciou a entrega de mais uma Academia da Saúde em Florianópolis. A partir de hoje, uma nova academia ao ar livre estará à disposição da comunidade na rua Dom João Becker, junto à Praça Professor Manoel Emidio Silveira.

Instaladas em contrato de comodato com as prefeituras, as academias TopMed ganharam inclusive repercussão na mídia nacional, na ocasião em que foi entregue um espaço inédito de lazer e Saúde na Beira-Mar Norte, com equipamentos ergonomicamente adaptados para crianças e cadeirantes. Outro diferencial das academias TopMed é que, através de uma parceria com a Fundação Municipal de Esportes, a maioria conta com a presença de monitores de educação física, em horários previamente definidos, para orientar os freqüentadores.

Os hábitos saudáveis, e isso inclui a prática regular de atividade física, são os maiores aliados da população no controle da obesidade e das diversas doenças que se originam do excesso de peso.

Dos óbitos ocasionados por doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, doenças respiratórias e o câncer, 80% são motivados pelos mesmos fatores de risco: o alcoolismo, o sedentarismo, o tabagismo e a alimentação inadequada. “Mais do que ajudar a reverter, a longo prazo, o preocupante quadro das doenças crônicas não-transmissíveis no país, a atividade física traz benefícios imediatos à Saúde: melhora o sistema imunológico, o fôlego, a qualidade do sono, a postura, ajuda na perda de peso e facilita o controle da hipertensão arterial, colesterol ou triglicerídeo e diabetes, reduzindo, inclusive, a utilização de medicamentos de uso continuado”, explica a médica Renata Zobaran.

A academia nos Ingleses é composta por alongador, multiexercitador, surf, rotação dupla diagonal, esqui, simulador de caminhada, simulador de cavalgada, remada sentada, rotação vertical, e pressão de pernas. Para instalar as academias, a TopMed estabelece uma parceria com as prefeituras municipais, a fim de que cedam um terreno que respeite uma série de requisitos, como segurança, iluminação noturna, estacionamento próximo, fácil acesso, condição mínima de qualidade do ar e poluição sonora controlada.

Academias ao ar livre em Florianópolis

Beira-Mar Norte – junto ao trapiche

Beira-Mar Norte – junto à estação da Casan

Beira-Mar Norte – Praça Celso Ramos

Beira-Mar Sul – Costeira de Pirajubaé

Bairro Santa Mônica – Associação Comunitária ACOJAR

Parque Ecológico do Córrego Grande – Horto Florestal

Bairro Parque São Jorge – Praça José Elias

Trindade – Praça Santos Dumont

Saco dos Limões – Praça Abdon Batista

Rio Tavares – anexo à Policlínica

Canasvieiras – rotatória de acesso ao bairro

Jurerê Internacional – esquina Av. dos Búzios com Av. das Raias

Jurerê – Praça Santa Luzia

Ingleses – Praça Professor Manoel Emidio Silveira, na rua Dom João Becker

Morro das Pedras – Associação Comunitária

Coqueiros – Av. Engenheiro Max de Souza, 789

Estreito – Praça Nossa Senhora de Fátima

Capoeiras – Centro Comunitário

Balneário – Praça Renato Ramos da Silva

Academias em outras cidades do Estado

São José – Avenida Beira-Mar

Palhoça – Av. dos Lagos, no bairro Pedras Brancas

Ouro – Rua 7 de Abril, 2350

Caçador – Parque Central José Rossi Adami 

São Miguel D´Oeste – Praça Belarmino Annoni

Gaspar – Centro Integrado de Eventos

Blumenau – Praça das Gaitas Hering

Orientações básicas para a prática de exercícios:

- Consulte sempre seu médico antes de iniciar atividades físicas e procure ter o acompanhamento de um educador físico;

- Fazer exercícios deve proporcionar prazer. Não encare o “treino” como um desafio a ser vencido nem tente acompanhar colegas mais treinados;

- Ao tentar se proteger do frio, no Inverno, evite casacos de nylon. Tecidos que “não respiram” podem fazer com que o sangue chegue muito quente ao cérebro;

- Nunca pare de repente. Diminuo o ritmo dos exercícios gradualmente, para desacelerar aos poucos o batimento cardíaco;

- Pratique exercícios ao menos três vezes por semana. Faça da atividade física um hábito;

- Cerca de 60% do corpo humano é constituído por líquidos. Por isso, hidrate-se antes, durante e após a atividade física, para recompor o que é perdido através do suor;

- Na fase de adesão aos exercícios, é comum sentir desconforto muscular no dia seguinte. Faz parte do processo temporário de adaptação e não é motivo para desistência;

- Use filtro solar sempre que for praticar esportes ou exercícios ao ar livre;

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No Rio de Janeiro, Zico e Nalbert, celebridades mundiais do futebol e do vôlei. Em Florianópolis, os craques do Avaí, do Figueirense e da Cimed! Assim, mobilizando atletas – nos moldes do evento realizado pelo Ministério da Saúde entre as praias do Leme e Copacabana, no fim de semana – a Associação de Pacientes Renais de Santa Catarina espera chamar a atenção da sociedade para a importância da doação de órgãos. O encontro entre os jogadores, seus fãs e o público em geral será nesta terça-feira, Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, no Beiramar Shopping em Florianópolis, das 10 às 22h. Ao longo do evento, a APAR lançará três modelos distintos de camisetas com o slogan da campanha: Torço pelo Figueira, torço pela vida; Torço pelo Avaí, torço pela vida; e Torço pela Cimed, torço pela vida. Produzida pela Propague, a campanha traz como diferencial em relação aos anos anteriores a inclusão do vôlei entre os esportes destacados, e a expectativa é que vários atletas compareçam ao estande da APAR para autografar as peças nesta terça-feira. Também serão distribuídos adesivos e flyers com esclarecimentos sobre o tema. “Nossa preocupação é com o aumento de pacientes em lista de espera por transplantes. Também é assustador o número de doentes renais em hemodiálise, em decorrência de doenças crônicas como a diabetes e a hipertensão”, destaca o presidente da APAR e transplantado de rim, Juarez Alves Nunes. “Isso justifica a necessidade de programas de prevenção para essas doenças, que constituem um grave problema de saúde pública”, completa. A campanha da APAR se dispõe a reduzir a barreira do preconceito e fomentar a conscientização em torno da doação voluntária de órgãos. “A sociedade precisa ver a doação como um ato de solidariedade e amor ao próximo capaz de salvar muitas vidas”, reforça o presidente. Santa Catarina tem 1202 pacientes em lista de espera por um transplante, dos quais 340 são para transplante de rim. Até agosto foram realizados 665 transplantes, sendo 174 de rins. No Brasil, o slogan da campanha 2011 é Seja um doador de órgãos, seja um doador de vidas. Segundo o Ministério da Saúde, o SUS é o maior sistema público de transplantes do mundo, respondendo por 95% das cirurgias deste gênero no Brasil. Em 2010, no país, foram feitas 21.040 cirurgias para transplante pelo SUS, quase o dobro da quantidade registrada em 2002 (11.203). Se você é doador, avise a sua família.

Em Floripa, o evento ocorrerá no BeiraMar Shopping, na terça-feira, dia 27, das 10 as 22 horas.

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A noite de quarta-feira foi trágica para o futebol em Santa Catarina. Além do acidente envolvendo um torcedor do Figueirense, que caiu da arquibancada do Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, mas passa bem, um simpatizante do Colorado não teve a mesma sorte.

Érico Veleda, que completaria 50 anos nesta sexta-feira, morreu ao passar mal na entrada do estádio, pouco antes do início da partida entre os dois times, que terminou em 1 a 1. A família dele acusa a Unimed de omissão de socorro.

Érico havia ido pela primeira vez ao estádio para assistir a um jogo do time do coração com o filho Vinícius. Na fila, enquanto aguardavam para entrar, Érico teria tido uma parada cardíaca.

Os primeiros socorros foram prestados ainda no local, por policiais militares que faziam a segurança do portão 16, onde entrariam os torcedores colorados. - Verificamos os sinais vitais e ele estava sem batimentos cardíacos. Imediatamente, então, começamos o procedimento de reanimação – conta o capitão da PM, Rodrigo Dutra.

Os agentes acionaram o Samu, que foi encaminhado ao local. Mas, diante da urgência do caso, solicitaram auxílio à ambulância da Unimed que estava dentro do estádio. A equipe, no entanto, negou o pedido. O Samu levou cerca de 20 minutos para chegar até o estádio, devido ao grande movimento no trânsito. Érico já chegou sem vida ao Hospital Regional de São José.

- Somos clientes da Unimed e temos as contas todas em dia. A ambulância da Unimed estava ali a 50 metros de distância, mas eles não vieram. Era uma esperança, uma chance maior de sobrevivência – revolta-se Vinícius.

O caso está registrado na Central de Polícia da Capital como omissão de socorro.

Em nota, a Unimed da Grande Florianópolis informou que o contrato que mantém com o Figueirense limita o atendimento da ambulância apenas para a área interna do estádio. (DC, 23/9)

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Estudo feito na Espanha comprovou que o consumo moderado da bebida após exercícios é benéfico para a saúde

A cervejinha depois do futebol está liberada! Com moderação, diga-se!

Um estudo apresentado nesta terça-feira em Bruxelas comprova que o consumo moderado de cerveja após exercícios físicos é tão eficaz quanto a água para a hidratação, segundo especialistas médicos.Esta é uma das conclusões apresentadas no “VI Simpósio Europeu de Cerveja e Saúde”, onde participaram especialistas em medicina, nutrição e alimentação da União Europeia.
O pesquisador Manuel Castillo, da Universidade de Granada, expôs os resultados de um estudo que consistiu em medir a reação do corpo à ingestão de água ou cerveja após a realização de esforço físico intenso. “Realizamos o estudo para comprovar se o costume de tomar cerveja depois do exercício era recomendável”, explicou Castillo.A conclusão foi de que uma quantidade moderada de cerveja “não prejudica a hidratação após o exercício”. Tomar cerveja seria “a mesma coisa que tomar água”, por isso é recomendado o consumo da bebida fermentada a todas as pessoas que não tenham nenhuma contraindicação.
“Não foi encontrado nenhum efeito negativo que pudesse ser atribuído à ingestão de cerveja em comparação com a ingestão de água”, disse Castillo, que também afirmou que durante as conferências será apresentado outro estudo que descarta que exista “qualquer relação” entre o consumo da bebida e a tendência a desenvolver “barriga de chopp”.
O médico Ramón Estruch, do Hospital Clínico de Barcelona, afirmou que os resultados dos estudos mostram que o consumo moderado de cerveja “ajuda na prevenção de acidentes cardiovasculares, graças aos efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios das artérias”.
Além disso, proporciona proteção contra fatores de risco cardiovascular, como diabetes, melhora a pressão arterial, regula o colesterol e previne a arterioesclerose, segundo a pesquisa.Estruch informou que atualmente estão sendo feitas pesquisas para determinar se os benefícios da cerveja com álcool são maiores que os da cerveja “sem”, embora haja indícios de que a primeira tem efeitos mais positivos.
De qualquer forma, Estruch ressaltou a importância de “consumir a cerveja dentro de um padrão de alimentação saudável, preferencialmente a dieta mediterrânea”.Maria Teresa Fernandez Aguilar, pesquisadora da Agência da Saúde de Valência, informou sobre os efeitos benéficos da cerveja sem álcool para as mães lactantes. Ela citou o estudo que demonstrou que crianças amamentadas por mães que consumiram duas cervejas sem álcool durante a lactação têm menos possibilidades padecer de doenças como câncer e arteriosclerose, devido à transmissão dos componentes antioxidantes de bebida.
“Os resultados nos surpreenderam”, afirmou Maria Fernandez, acrescentando que a cerveja sem álcool seria mais recomendável que outras bebidas gasosas com base química. (Portal Exame, 20/09/2011)

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Para saber mais, clique aqui.

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XIII Congresso Brasileiro de Aterosclerose, evento que começa hoje no CentroSul, no centro de Florianópolis, presidido pelo médico catarinense Antônio Felipe Simão, estará bem prestigiado. Estarão no evento, ao lado das principais autoridades brasileiras, cinco dos mais reconhecidos pesquisadores na área em todo o mundo: Raymond Wong e Ernst Shaefer, da Universidade de Harvard (EUA), Colin Baigent, da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha), Khurram Nasir, do Beth Israel Deaconess Medical Center (EUA) e Joep Desfeche, da Academic Medical Center (Holanda).

Para conhecer a programação deste ano, clique aqui.

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A acessibilidade é um tema de constante preocupação do MPSC

A empresa  TopMed, em Florianópolis (SC), transformou sua 25ª Academia da Saúde em um ambiente único no país com o objetivo de disseminar tanto a prática de atividade física quanto a inserção social por meio do esporte. O Espaço TopMed de Lazer e Saúde contou com uma variedade de equipamentos, com opções ergonomicamente adaptadas para adultos, crianças e pessoas com deficiência física.

Segundo o presidente da Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos (Aflodef), José Roberto Leal, a academia é um empreendimento sem igual no Brasil, além de ter acesso fácil e adaptado, iluminação, segurança e a vista para a Baía Norte. “Antes a gente ficava só observando, vendo os outros se exercitarem. Agora também somos parte dos ativos, e podemos tirar proveito da atividade física que traz tantos benefícios para a Saúde”, destaca .

Para a diretora-médica da TopMed, Renata Zobaran, a oferta desse espaço diferenciado para a comunidade é a mais um passo para a construção de um mundo mais adaptado. “A Organização Mundial de Saúde fez um alerta, recentemente, defendendo em nível mundial a acessibilidade dos deficientes físicos em todos os segmentos, seja ele transporte, reabilitação ou esporte. A TopMed, ao inaugurar uma academia pública para cadeirantes, faz a sua parte neste sentido, permitindo que Florianópolis dê um exemplo de inclusão social para o Brasil”, conclui. (Revista Incluir, junho/julho 2011)

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Renata Zobaran, médica

Estamos vivendo por mais tempo, mas não, necessariamente, com mais qualidade. Enquanto pesquisas do IBGE apontam uma significativa alta na longevidade, dados da Organização Mundial de Saúde acusam uma prevalência de doenças crônicas, em pessoas com idade superior a 65 anos, de 75%. Ou seja, ¾ dos idosos convivem com problemas como cardiopatias, hipertensão, diabetes e outras doenças que, se não forem devidamente acompanhadas e tratadas, levam a óbito. Impedir que as doenças crônicas se manifestem ou evoluam de forma negativa, portanto, passou a ser um dos maiores desafios no âmbito da saúde neste século XXI.

Precisamos criar meios e respostas adequadas para que, lá pelo ano de 2050, quando as pessoas com mais de 70 anos representarem 17% da população, elas vivam muito tempo e, ao mesmo tempo, se sentindo muito bem. O novo Ciclo de Atendimento à Saúde, defendido por especialistas americanos, preconiza que a saúde deve preceder a assistência. Para Michael Porter, doutor de economia pela Universidade de Harvard, e Elizabeth Olmsted Teisberg, pós-doutora pela Universidade da Virginia, ambos autores de Repensando a saúde, estratégias para melhorar a qualidade e reduzir os custos, é cada vez mais latente a necessidade de se medir e a minimizar o risco de doenças, oferecer um gerenciamento abrangente de doenças e disponibilizar serviços de prevenção para todos, inclusive aos saudáveis.

Neste escopo, segundo os especialistas norte-americanos, a saúde não pode envolver meramente a assistência, mas sim a preparação para o serviço (que aumenta a eficiência da cadeia de valor), a intervenção, a recuperação, o monitoramento/gerenciamento da condição clínica, a promoção ao acesso, a mensuração de eesultados, e, por fim, a disseminação da informação. O argumento parte da comprovação de que, a cada dólar investido em prevenção e gerenciamento de doenças crônicas, o retorno é de US$ 2,9, ou seja, um benefício de quase 3 por 1.

Em idosos, inclusive, as vantagens de se investir em prevenção vão muito além da questão financeira. Quando uma pessoa adota hábitos, posturas e atitudes capazes de promover a saúde, prevenir riscos e doenças, fica fácil contabilizar outros benefícios, como a melhora na qualidade de vida, em um período especialmente propício para se desfrutá-la, como a aposentadoria, e o conforto para os familiares, decorrente da autonomia mantida pelo parente mais velho. É muito comum, por ecemplo, a perda de musculatura, associada à osteoporose, comprometer o equilíbrio nesta fase da vida, tanto que os tombos respondem por 61% das entradas de idosos nas emergências, mas a prática de exercícios pode reduzir as chances de quedas e fraturas.

Oito cidades catarinenses já perceberam a importância de combater o sedentarismo e disponibilizaram 25 academias ao ar livre, com acesso gratuito à população. No Continente, estão disponíveis em Florianópolis nos bairros Coqueiros, Estreito, Capoeiras e Balneário, além da Beira-Mar de São José e da Pedra Branca, em Palhoça. A grande demanda por parte do público inclusive levou nossa empresa a inovar em termos de Brasil, inaugurando uma academia integrada, com aparelhos desenvolvidos para adultos, crianças e cadeirantes.

Para 2020, estima-se que as doenças crônicas serão responsáveis por 60% dos custos dos planos de saúde e por 73% de todas as causas de morte. Felizmente, dá para reverter este prognóstico através de programas e serviços que promovam a prática de atividade física, a adoção de hábitos saudáveis e o autoconhecimento. Acredito que é possível fazer uma nova era, com conceitos de promoção da saúde incorporados ao cotidiano, e com maior qualidade de vida para todos.

Renata Zobaran, Médica gastroenterologista, diretora-médica e de relacionamento da TopMed

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Neymar ganhou projeção internacional e é cobiçado não apenas por clubes estrangeiros. Ontem, a ONU lançou a ideia perante o governo brasileiro para convidar o atacante do Santos e da seleção para ser embaixador da boa vontade para promover campanhas contra a aids. A proposta foi apresentada ao ministro da SaúdeAlexandre Padilha, em conversa em Genebra com a entidade que se ocupa do combate à doença no mundo, a UNAids.

Na semana passada, o atleta de 19 anos anunciou que será pai neste ano, fruto de um relacionamento com uma garota menor de idade (ela teria 17 anos).

Ao que parece, o futuro embaixador contra a AIDS não é, exatamente, um adepto do sexo seguro

Entre os jogadores brasileiros, Kaká é um dos embaixadores da ONU, além de Ronaldo. Mas a ideia da ONU é de que novas personalidades precisam entrar no circuito das promoções de políticas sociais para atingir uma nova geração. Neymar, popular entre os mais jovens, foi considerado como um potencial candidato ao cargo. Sua função seria promover campanhas para estimular o uso de preservativos e cuidados básicos. O governo e a UNAids ainda vão negociar os termos de como seria essa participação do jogador.

A reunião entre a ONU e o ministro Padilha, corintiano declarado, ocorreu justamente no domingo, quando o Santos bateu o rival por 2 a 1 na final do Paulista, com um gol de Neymar.

A brasileira Marta, cinco vezes eleita a melhor jogadora do mundo, ganhou o título de embaixadora , com um foco especialmente dirigido às garotas de países mais pobres, como as africanas. (Estadão, 17/5)

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Rafael Zobaran, ultramaratonista brasileiro

A empresa catarinense de prevenção e promoção à saúde TopMed, que já mantém a visibilidade da sua marca por meio da instalação de 24 academias ao ar livre em Santa Catarina, está diversificando seu investimento em marketing sem abrir mão do incentivo à prática de atividade física.

Com sede em Florianópolis, a TopMed acaba de assumir o patrocínio do ultramaratonista Rafael Zobaran, que pela alta performance nas pistas brasileiras espera migrar ao longo do ano para a categoria internacional, com provas acima de 135 milhas, que correspondem a 217 quilômetros!!! (Notícias do Dia, 16/5)

Para saber mais sobre o ultramaratonista Rafael Zobaran, clique aqui. Para saber mais sobre os serviços da saúde da TopMed, visite o novo portal da empresa, clicando aqui.

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O Ministério da Saúde divulgou recentemente os resultados parciais do VIGITEL 2010.  Segundo a pesquisa, o percentual de sobrepeso no país subiu de 42,7%, em 2006, para 48,1%, em 2010. Já o percentual de obesos, no mesmo período, passou de 11,4% para 15% da população.

Um estudo, realizado na Escócia, acompanhou durante 15 anos 6.082 pacientes do sexo masculino. Neste período, os pesquisadores observaram 214 mortes causadas por doenças cardíacas. Outros 1.027 pacientes sofreram ataque cardíaco e/ou acidentes vasculares mas sobreviveram. Mesmo após a exclusão de variáveis relevantes, como idade e histórico de tabagismo, o risco de morte entre os homens obesos (IMC entre 30 e 39,9) foi 75% superior ao de não-obesos.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o sedentarismo é o quarto maior fator de risco de morte no mundo.

O sedentarismo é um importante fator de risco, não somente para a aparecimento de doenças crônicas como obesidade, HAS e DM, mas também para o desenvolvimento de câncer. E precisa ser combatido!

Quanto mais as pessoas forem incentivadas a praticarem exercícios, maiores as chances de elas abandonarem a inércia, perceberem os benefícios do movimento e se manterem ativas”.

Neste sentido, a empresa de saúde preventiva TopMed, com sede em Santa Catarina, está lançando uma campanha virtual entitulada “Atividade Física, Eu Pratico”. A campanha, voltada aos usuários de redes sociais, a campanha oferece arquivos eletrônicos com este slogan nas versões avatar e wallpaper para download no seu portal.

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Duas pesquisas recentes do governo mostraram mudanças na saúde e na alimentação dos brasileiros. O Ministério da Saúde divulgou o relatório Saúde Brasil 2009, que mostrou, dentre outras coisas, o aumento de mortes por diabetes no Brasil. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dias depois, apresentou um estudo sobre a alimentação do brasileiro, com base nos alimentos disponíveis nas residências. Dentre outros dados, verificou-se a diminuição no consumo de arroz e de feijão.

Diversos estudos propagam as qualidades do nosso típico cardápio, composto, essencialmente, pela dupla arroz e feijão, pelo bife e por uma salada. Segundo o estudo do IBGE, o consumo do arroz e do feijão diminuiu, mas também foi menor o de açúcar. O problema é que parece ter havido a substituição de nosso menu tradicional por comida industrializada, gorduras ruins, refrigerantes, guloseimas e aqueles lanchinhos apressados.

E o relatório do Ministério da Saúde diz que o número de mortes por diabetes pulou da quarta para a terceira causa de morte no Brasil. Só perde para as doenças cerebrovasculares, como o derrame, e paradas cardíacas. Mas aí vem o detalhe: muitas doenças cardíacas são causadas pelo diabetes. Ou seja, entra na estatística que a pessoa morreu do coração, mas, na verdade, o que causou a morte foi o diabetes. E o que causa o tipo de diabetes mais comum? Em termos gerais e bem simplistas, sedentarismo, obesidade e má alimentação.

Ou seja, os dois estudos falam, no fundo, do mesmo assunto: mudança no estilo de vida. E mudança para pior. Hoje somos mais obesos, comemos mal, não fazemos exercícios físicos, somos estressados, esquecemos as prioridades com a saúde. Quem sabe este seja um bom item para se colocar na lista de metas para 2011: arroz e feijão preparado em casa e saboreado em família na hora do almoço.

Já seria uma boa maneira de começar a repensar sua atitude em relação à alimentação. (Mauro Scharf, médico endocrinologista, DC, 28/3)

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Apenas uma pulseira de borracha: a empresa esportiva Lost saiu ganhando ao debochar, com inteligência, do engodo da pulseira sei-lá-o-que Power Balance

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Dorian "Doc" Paskowitz, surfando aos 85 anos, em 2007

Na semana que sucede o 41º Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, repercutem em todo o mundo as inquietantes declarações do Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon. A estimativa da Organização das Nações Unidas é que as doenças crônicas aumentem em pelo menos 50%, em países da África, do Oriente Médio e do Sudeste da Ásia, até o ano de 2030. Atualmente, as doenças crônicassão responsáveis por seis a cada 10 mortes no mundo, o que representa 35 milhões de óbitos por ano. Em seu depoimento, Ban Ki-moon foi contundente, alegando que os países desenvolvidos já dispõem de soluções para reverter estes dados. Segundo o Secretário Geral, por exemplo, 60% das doenças não-transmissíveis podem ser evitadas através da redução dos fatores de risco.

Em Santa Catarina, há três anos a TopMed fez da prevenção de doenças o seu principal negócio. Com um trabalho diferenciado, a empresa disponibiliza aos beneficiários uma série de programas e serviços, a fim de que desenvolvam uma maior autonomia em relação à sua condição de saúde. “Nossa proposta é estimular os usuários a cuidarem da saúde de forma regular e disciplinada, e não apenas ao perceber algum sintoma de doença”, observa a Diretora Médica da empresa, dra. Renata Zobaran. Entre os programas com resultados mais efetivos, por exemplo, está o Saúde em Dia, que monitora a condição clínica de cerca de 80 mil beneficiários, a fim de evitar a manifestação de doenças, a evolução negativa de problemas já diagnosticados e, consequentemente, internações e afastamentos do trabalho.

Dentro do programa Saúde em Dia, a TopMed desenvolveu o Programa de Atenção ao Idoso, em que uma equipe multidisciplinar avalia o Nível de Fragilidade e a Necessidade de Atenção de beneficiários com idade superior a 60 anos.  A classificação pontual do risco, permitida graças à complexidade de um software de última geração, leva em conta fatores como a falta de acompanhamento médico, episódios de internação ou consultas de Emergência, uso incorreto de medicações, apresença de doenças degenerativas como Parkinson e Alzheimer, dificuldade na realização de tarefas simples ligadas à alimentação e higiene, histórico de quedas e sedentarismo e a presença ou não de um cuidador.

“Os resultados, ainda que preliminares, já confirmam que cada R$ 1,00 gasto em prevenção gera uma economia de R$ 2,50, a médio e longo prazo. “Além da vantagem financeira, é preciso contabilizar outros benefícios, como a melhora na qualidade de vida de uma pessoa que se cuida, o conforto para todos os envolvidos, quando um familiar idoso mantém a sua autonomia, e a redução nas chances de internações decorrentes de fraturas”, destaca dra. Renata. “Por isso a prática de exercícios na terceira idade é um dos fatores que merece grande atenção no âmbito dos nossos programas”, completa.

De acordo com o Estudo Brasileiro sobre Osteoporose (Brazos), a perda de musculatura, associada à osteoporose, compromete o equilíbrio nesta fase da vida. A atividade física, por fortalecer músculos e ossos, facilita a manutenção da “marcha” e ajuda a reduzir o risco de tombos, que respondem por 61% das entradas de pessoas com mais de 60 anos nas Emergências. O estudo Brazos mostra ainda que 16% das quedas causam fraturas, e a cada quatro idosos internados para cirurgia no fêmur, um morre no prazo de um ano, em decorrência de problemas advindos da internação, como úlceras de pressão (escaras), embolia pulmonar e infecção.

Publicado na revista Gerontololy, um estudo realizado com 20 mulheres idosas, que faziam alongamento na região do quadril três vezes por semana, mostrou que a atividade física já trazia benefícios no período de quatro semanas. As senhoras que participaram da pesquisa apresentaram melhora na velocidade e no tamanho da passada, e passaram a fazer menos esforço para levantar os pés. A família, claro, tem participação decisiva neste processo, e quase sempre é a “célula” responsável por estimular o idoso a praticar exercícios e por manter o ambiente doméstico em condições que preservem a integridade física de quem tem mais dificuldade para locomoção. Em Santa Catarina, de 2005 a 2010, o aumento no número de acidentes do gênero foi de 60%, sendo que 120 idosos foram a óbito, apenas em 2009, em decorrência de danos provocados por tombos. Muitos poderiam ter sido evitados, como alerta o médico Dr. Raul Wittmann, que relaciona algumas medidas preventivas:

- Evitar deixar tapetes ou carpetes soltos em superfícies lisas;

- Usar calçados com salto baixo;

- Manter a casa bem iluminada e com os móveis bem distribuídos;

- Reforçar o cuidado ao subir e descer em ônibus;

- Solicitar auxílio ao perceber dificuldade para realizar atividades do dia-a-dia, como alimentação, higiene pessoal e limpeza da casa;

- Anotar a dose e o horário de cada medicação prescrita;

- Dar preferência aos alimentos saudáveis;

- Praticar atividades físicas. (http://mdemulher.abril.com.br/)

 

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Ele é rico em vitaminas e minerais que ajudam a manter a saúde do organismo
Todo o começo de ano penso em como ter uma alimentação mais saudável e conseguir melhorar também a dieta de meus pacientes. Para conseguir alcançar essa meta, é preciso ingerir nutrientes que façam bem ao nosso corpo sem trazer efeitos colaterais. Nesses tempos é comum que, na busca por uma vida mais saudável e sem doenças, procuremos remédios caros e nem sempre eficientes criados em laboratório.
Como sempre digo aos meus pacientes, produtos criados em laboratório quase nunca são a melhor opção, por isso, vale procurar alementos naturais para fortalecer o nosso organismo, desde que tenham sido testadas com sucesso, claro. É o caso do vinagre, que mostrou ser muito mais que um simples tempero para saladas.
O vinagre possui mais de trinta elementos nutritivos importantes, uma dúzia de minerais, de vitaminas, de ácidos essenciais e várias enzimas como a pectina, boa para o coração.
Ele possui mais de trinta elementos nutritivos importantes, uma dúzia de minerais, de vitaminas, de ácidos essenciais e várias enzimas como a pectina, boa para o coração. Igualmente encontra-se ferro, vitamina B12, ácido fólico (bom no combate à anemia) e cálcio.
Entre esses vários benefícios que o vinagre traz ao nosso organismo, dois estudos merecem destaque por apresentarem resultados significativos relacionando o consumo de vinagre para diabéticos do tipo 2 e para quem precisa emagrecer.
Um grupo de diabéticos tipo 2, de pessoas com propensão à doença, e outro de pessoas saudáveis foram testados. Cada grupo consumiu vinagre derivado da maçã, pronto para beber, ou uma substância com efeito placebo antes de um café da manhã rico em carboidratos. Verificou-se que ingerir uma colher de chá desse vinagre com alta concentração de ácido acético reduz taxas de insulina e glicose, que se elevam sempre após a alimentação, e que podem trazer efeitos negativos aos diabéticos.
Em outro estudo foi descoberto que o vinagre pode ser uma boa arma contra a epiedemia de obesidade que ronda por aí. Nessa pesquisa um grupo de pessoas tomou o mesmo tipo de vinagre antes das duas principais refeições do dia e outro grupo recebeu apenas placebo. Os resultados foram surpreendentes: em um mês, o grupo do vinagre apresentou perda de quatro a sete quilos, enquanto o peso das pessoas tratadas com placebo não se alterou de forma significativa.
Vamos procurar ter um ano mais saudável, ingerindo menos produtos industrializados e ficar cada vez mais próximos da natureza. E nesse esforço não podemos esquecer que até mesmo os temperos, como o vinagre, influenciam na nossa alimentação. (Yahoo)

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Dias atrás, um sobrinho praieiro chegou com a novidade: um dos últimos produtos miraculosos em chegar às prateleiras é a reinvenção das tais pulseiras magnéticas, ainda que nesta ocasião a fraude chega revestida de hi-tech… já não falamos de metal senão de neoprene e silicone, e o poder curativo não emana da magnetita senão dos hologramas. Os imãs já não curam, a bola da vez são as fotografias tridimensionais.

O que é power balance? É um conjunto de produtos (pulseira, cordão, adesivo e cartão) que, em alguns poucos sites da rede, são descritos à perfeição. O cheiro a embuste é tão forte que alguns poderão chegar a sentir náuseas, vertigens e inclusive vômitos. Uma simples passada de olhos em sua publicidade mostra todas as características da vigarice do produto (fraude) mágico:

“O Power Balance, desenvolvido por um cientista da NASA, consiste num holograma quântico feito a uma frequência que entra em contato com o campo energético do nosso corpo, aumentando eficiência dos sistemas eletrônicos, físicos e orgânicos do corpo.

É um estimulador natural de energia que instantaneamente ajusta o seu corpo para uma melhor performance, aumentando: a resistência, o equilíbrio, a força no tronco (área abdominal), flexibilidade.

Não importa a sua atividade o power balance ajuda na sua performance e a você se sentir melhor fisicamente e emocionalmente”.


  1. Mantém o nome do produto em Inglês para conquistar incautos que não sabem o que significa;
  2. Faz referência à energia (“power”);
  3. Introduz o termo “natural” (puro chamariz);
  4. Usa termos científicos (“quântico”, “freqüência”, “eletrônicos”, “físicos”, “orgânicos”).
  5. Menciona que foi criado por um cientista da NASA (outra grande mentira inevitável para dar credibilidade ao produto).

À falta de argumentos científicos sólidos, utilizam depoimentos sofríveis do tipo: “… jente eu uso e asino em baixo pura verdade, muito bom esse adezivo uzo para ir malhar e faz um efeito enorme durante os ezercicios. tenho mais equilibriu, energia ,forssa. caranba tudo isso melhorou devido o adezivo. muito bom mesmo. adorei”.

Se não bastasse depoimentos de miguxos tem depoimentos até do Barrichello e do pescador Nelson Nakamura. Nos sites da gringolândia o garoto propaganda é Shaquille Ou’Neal. Desta forma, acrescentando os rostos de personagens famosos que supostamente usam o produto (ganham uma baba de publicidade), estão conseguindo enganar um monte de jovens desportistas.

 

Equilíbrio? Humm... O Rubinho usa as pulseirinhas Power Balance!

Eu estava pensando em como explicar às pessoas que os hologramas emitem tanta radiação eletromagnética quanto um cinzeiro ou um papel higiênico (usado) ou ainda o resto dos corpos que nos rodeiam.

Como usar power balance? Em fim, se você, por modismo ou por decidir crer nos poderes curativos desta pulseira apesar das advertências, pode tentar o seguinte:

  1. Pega um velho cartão de crédito que já não use.
  2. Peça a sua irmã um rabicó de elástico prendedor de cabelo.
  3. Recorta o holograma da pomba de dois cartões natalinos velhos e cole um no cartão e outro no rabicó.
  4. Coloque o rabicó no pulso e o cartão no bolso e teste o seu “equilíbrio interno” com seu FVM.

Pronto, você acaba de economizar uma grana. (Metamorfose Digital, 8/1)

Nota do blog: A Curadoria do Consumidor do Ministério Público catarinense já está investigando este produto e requisitando laudos científicos às universidades, para que se ateste a ausência de benefício e a fraude. Então, alguma medida deverá ser proposta.

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Especializada em promoção de saúde e prevenção de doenças, a empresa TopMed, da Capital, doa para a cidade mais uma academia (foto) ao ar livre, dentro do seu projeto social que já soma mais de 20 unidades na cidade. O espaço contemplado agora é a Praça Governador Celso Ramos, situada na Beira-Mar Norte, logo após o Hotel Majestic, que foi renovada com investimentos da Woa Empreendimentos Imobiliários, nova empresa da família Koerich que está construindo condomínio de luxo na região. Neste sábado, a Woa promove evento de inauguração da praça a partir das 10h30min. Na mesma solenidade será inaugurada a nova academia, que tem dez equipamentos. Enquanto a construtora expõe sua marca em placas nos jardins da praça, a TopMed mostra a sua nos equipamentos para ginástica ao ar livre, que atraem adeptos de todas as idades. (DC, 3/10)

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(disponível no arquivo Veja – clique para ampliar)

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A Polícia Federal prendeu cinco  pessoas e apreendeu 15 mil comprimidos nesta terça-feira, na operação Panaceia, deflagrada para desmontar um esquema ilegal de venda de remédios pela internet. Entre os produtos oferecidos irregularmente estavam anabolizantes, abortivos, inibidores de apetite e medicamentos caseiros.

Duas pessoas foram presas em Minas Gerais, onde a polícia fez buscas nas cidades de Belo Horizonte, Divinópolis, Nova Serrana e Juiz de Fora. As outras foram detidas em Florianópolis (SC), em São Paulo (SP) e em São Luis (MA). Também houve buscas em Maringá (PR),  em Campina Grande (PB) em Fortaleza (CE). Ao todo, os policiais cumpriram 20 mandados de busca e apreensão.

Nos últimos dias, ações semelhantes ocorreram em outros 45 países, sob coordenação da Interpol. No Brasil, a PF identificou 60 páginas na internet que ofereciam os medicamentos proibidos ou falsificados. O montante movimentado pelos grupos, que atuavam de forma separada, não foi contabilizado.

De acordo com a PF, a maior parte dos remédios entrava ilegalmente no país, trazida por compradores individuais que os adquiriam no exterior. Um dos detidos se passava por médico para poder negociar quantidades maiores dos produtos.

O delegado Elmer Coelho Vicente ressalta que a Polícia Federal tem aperfeiçoado os mecanismos de identificação de criminosos que agem no mundo virtual: “A internet não garante o anonimato. Essas pessoas serão encontradas e indiciadas”, diz o investigador.

Além dos quatro detidos, dezesseis pessoas devem ser indiciadas por comercialização de medicamentos sem autorização, o que é crime hediondo. Em alguns casos, também havia adulteração dos produtos. As penas podem chegar a 10 anos de prisão.

O delegado Elmer afirma que os compradores tinham total consciência de que praticavam ato ilegal: “A maioria desses medicamentos é proibido no Brasil, ou de venda restrita, que exige alguma receita especial”, explica. Ele diz ainda que, em tese, os compradores que porventura sejam identificados também podem responder legalmente pelo crime. (Veja.com)

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Campanha quer diminuir o uso do sal. Sociedade Brasileira de Cardiologia alerta para redução do tempero responsável por problemas que podem levar à morte

O hábito de dar uma salgadinha a mais na comida tem de acabar. Com a campanha Eu Sou 12 por 8, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) quer reduzir drasticamente o consumo de sal no Brasil. O ideal, segundo parâmetros da Organização Mundial da Saúde, é usar, no máximo, cinco gramas por dia, o mesmo que uma colher rasa de chá. Pesquisas mostram que os brasileiros têm consumido uma média de 12 a 18 gramas diárias.

Para se ter uma ideia do que cinco gramas do produto significam na prática, um pão francês tem, em média, 1,5 grama, e uma salsicha chega a 2,5 gramas. Basta um cachorro-quente, portanto, para atingir a meta. O problema é que a maior parte das pessoas não para por aí.

– Precisamos trabalhar na prevenção. Senão, em 2050 teremos 100 milhões de habitantes com mais de 50 anos doentes, o que sairá caro para os cofres públicos – justifica o médico Carlos Alberto Machado, coordenador de Ações Sociais da SBC.

Informação para combater consumo excessivo

A arma para combater o consumo excessivo é a informação. O grande entrave é que é quase impossível, para um leigo, decifrar a quantidade de cloreto de sódio (sal de cozinha) descrita nas tabelas nutricionais dos alimentos industrializados, onde a apresentação não vem em gramas de sal, mas em miligramas de sódio.

Uma pesquisa da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, realizada com hipertensos atendidos no Hospital Dante Pazzanese, constatou que 93% deles simplesmente desconheciam a diferença entre as duas substâncias. Para elucidar a questão, seria necessário fazer uma conversão matemática: 400 miligramas de sódio equivalem a um grama de sal. Então, cinco gramas de sal são 2 mil miligramas de sódio.

Para facilitar a vida dos consumidores e garantir que a população entenda a quantidade exata de sal contida nos alimentos, a SBC pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uma mudança nos rótulos dos alimentos industrializados, alterando o termo cloreto de sódio pelo nome popular.

Sabor sem prejuízos

Se o brasileiro consome, em média, 12 gramas de sal por dia, podendo chegar a até 18, é possível presumir que reduzir essa quantidade para cinco gramas não será uma tarefa fácil.

– O sal tem o poder de realçar o sabor dos alimentos. Sem ele, a comida fica sem gosto. Mas isso não significa que precisamos abusar – afirma o chefe de cozinha e professor de Gastronomia Jorge Nascimento.

A dica para deixar os alimentos saborosos sem precisar abusar do sal é investir nos temperos cítricos, como vinagre, vinho, laranja e limão, além de algumas ervas, como manjericão, curry, cilantro, cominho e gengibre. Cebola, alho, cogumelos, tomates e orégano também são bem-vindos.

Os grandes vilões
- Queijos em geral
- Temperos industrializados, como ketchup, mostarda, shoyu
- Caldos concentrados e molhos comprados prontos
- Embutidos (salsicha, linguiça, mortadela, presunto e salame)
- Conservas (picles, azeitonas, aspargos, palmitos em vidro ou lata)
- Enlatados (molhos de tomate, carnes, peixes, milho e ervilha)
- Carnes salgadas (bacalhau, charque, carne seca e defumados)
- Aditivos conservantes (glutamato monossódico)
Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia

Os riscos de uma doença silenciosa

Embora seja uma velha conhecida dos médicos, a hipertensão arterial vem sendo considerada uma das mais preocupantes epidemias do mundo moderno.

Na origem da doença, que no Brasil assumiu lugar de destaque entre os principais problemas de saúde pública, está o consumo excessivo de sal, aliado a estresse e fumo.

Especialistas argumentam que, reduzindo esses fatores de risco, seria possível diminuir drasticamente as chamadas mortes evitáveis, que não ocorreriam se os 30 milhões de brasileiros hipertensos – fora aqueles que desconhecem ter a enfermidade – fossem tratados adequadamente.

A hipertensão está ligada a derrames e a infartos, cada vez mais comuns no país.

Saleiro, álcool, tabaco e estresse devem ser evitados

Foi esse cenário que levou a Sociedade Brasileira de Cardiologia a lançar, em abril, a campanha Eu sou 12 por 8. A intenção é alertar para o problema e convencer a população a se prevenir, evitando o tabagismo, praticando exercícios físicos, ficando longe do saleiro, reduzindo o álcool e se estressando menos.

A ideia é chamar a atenção para uma doença que os médicos classificam como silenciosa – e, por isso mesmo, tão perigosa. Segundo o cardiologista Carlos Alberto Machado, é comum o paciente não perceber os sintomas ou confundir o que sente com outra coisa – como uma simples dor de cabeça, por exemplo. – Queremos frisar que os hipertensos devem ter o hábito de controlar a pressão e mantê-la sempre em 12 por 8. Quem não tem problemas de pressão deve medi-la duas vezes por ano.

Para Ivo Nesralla, diretor-presidente do Instituto de Cardiologia, a pressão não precisa necessariamente estar em 12 por 8 – pode até chegar a 13 por 9, dependendo do caso. O importante é que o paciente se policie para levar uma vida saudável. Isso significa sair com os amigos, rir, relaxar, amar. E, é claro, controlar o sal. (DC, 26/7)

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Uma pesquisa em 27 capitais revela um quadro de obesidade, sedentarismo, má alimentação e abuso de álcool. Você está nessa estatística?

Nos últimos quatro anos, a renda média do brasileiro cresceu, mas o dinheiro extra não trouxe mais saúde. O Brasil está mais gordo e sedentário. Abusa mais de álcool. Come menos feijão, frutas e hortaliças. Está mais sujeito à hipertensão e ao diabetes. Esse é o retrato de uma pesquisa anual feita pelo Ministério da Saúde desde 2006, com 54 mil moradores de todas as capitais. Nas próximas páginas, ÉPOCA publica com exclusividade os resultados colhidos em 2009.

O levantamento Vigitel capta o estilo de vida da população por meio de extensas entrevistas feitas por telefone. Não traduz o que acontece em todos os cantos do país, mas dá uma boa ideia do comportamento de quem vive nas capitais e tem renda suficiente para ter em casa uma linha telefônica fixa. O trabalho é baseado na metodologia adotada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos. É uma das mais importantes ferramentas dos governos para monitorar fatores de risco de doenças crônicas e orientar os gastos com medicamentos. O Vigitel ajuda a prever as bombas que vão estourar nos hospitais nos próximos anos, consumindo vidas e comprometendo o orçamento do sistema de saúde. Pelo que a pesquisa vem mostrando nos últimos anos, o Estado brasileiro pode se preparar para o pior. Em várias áreas.

“Os dados mais alarmantes são os índices de sobrepeso e obesidade”, diz Deborah Carvalho Malta, coordenadora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde. Entre os entrevistados do sexo masculino, 51% têm excesso de peso (em 2006, eram 47%). Nas mulheres, o índice é de 42% (em 2006, era de 38%). O Brasil está caminhando rapidamente para a situação de países como os Estados Unidos, onde 60% da população tem sobrepeso. “Não acredito que vamos derrubar esses índices. Se conseguirmos estabilizá-los, já será uma vitória”, diz Deborah. Entre as mulheres, ficou claro que o excesso de peso é mais comum entre as mais pobres. No estrato de menor escolaridade (zero a oito anos de estudo), 50% das mulheres têm sobrepeso. Na faixa mais culta (12 anos de estudo ou mais), o índice é de 31%. No sexo masculino, a situação é diferente: a barriga independe da escolaridade.

Para ler a reportagem na íntegra, clique aqui.

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O fio de náilon Emana, de poliamida 6.6, desenvolvido pela subsidiária brasileira da Rhodia, chega ao mercado com um aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que certificou as funções terapêuticas do produto, ativando a circulação do sangue na pele e reduzindo celulites, quando utilizado por um período diário de 6 horas.

A companhia informa que realizou um amplo estudo cientifico que concluiu que o uso de roupas com o produto ao longo de 60 dias resultam em um aumento de 8% na elasticidade da pele e reduz a celulite.

Ainda segundo a Rhodia, o fio Emana tem cristais bioativos em seu interior, que ativam a microcirculação da pele, amenizando a fadiga muscular, melhorando a performance física e o equilíbrio térmico.

Além disso, na prática esportiva, é possível uma redução média de 35% no acúmulo de ácido láctico no músculo, uma das causas da fadiga muscular. Já há confecções utilizando o fio em suas roupas.

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Médico ensina como se manter em forma e se proteger da arteriosclerose, a principal causa de infarto

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que até 2040 o índice de doenças cardiovasculares no Brasil deve aumentar em 250%. Hoje, 300 mil brasileiros morrem anualmente por causa desses problemas. E de 14% a 25% dos infartos ocorrem sem sinal de dor. Além disso, 30% dos brasileiros são hipertensos, e, de cada cem, apenas de 25 a 30 têm a doença controlada. Com o estresse, o excesso de informações e a vida sedentária, o coração fica ainda mais sobrecarregado.

Uma hora começa a falhar. O médico Cláudio Domênico, doutor em cardiologia pela UFRJ e membro do Colégio Europeu e Americano de Cardiologia, diz que medidas simples ajudam a proteger não só o coração, mas os demais órgãos. Ele lançou o guia “Detalhes” – que distribui a seus pacientes e amigos – com dicas de bem-estar. Nesta entrevista, ele ensina como melhorar a qualidade de vida.

ESTILO DE VIDA: “Um coração saudável mantém os outros órgãos saudáveis. Se o coração vai mal e bombeia sangue em quantidade insuficiente, o cérebro, os rins e o pâncreas sofrem. Daí a importância de prevenir e tratar a arteriosclerose, doença que pode começar precocemente e piorar, dependendo de estilo de vida e hábitos alimentares.

Hoje há maior consumo de fast-foods, de produtos com mais corantes, antibióticos e hormônios. E, com os avanços tecnológicos, a vida tornou-se confortável demais; antes as pessoas se mexiam mais. O ideal é associar exercícios aeróbicos, como corrida, caminhada e natação, ao alongamento e à musculação (com orientação de profissional de educação física), que retarda a perda progressiva de massa muscular. Exames são importantes, mas é fundamental que motivemos nossos pacientes a mudarem seu comportamento em benefício de sua saúde

HORA DO CHECK-UP: “Pessoas sem sintomas e histórico de doença cardiovascular podem iniciar o check-up clínicocardiológico a partir dos 35 anos. A avaliação inclui exame de sangue completo, teste de esforço, eletrocardiograma, consulta oftalmológica, ginecológica ou urológica. Se a pessoa quer praticar atividade física mais intensa, o médico deve incluir o teste de esforço e o ecocardiograma. É uma medida para tentar prevenir a morte súbita, cuja principal causa é a hipertrofia anormal do coração, que pode causar arritmias malignas. Apenas o exame clínico pode ser insuficiente para detectar essa alteração.

Já o teste de esforço mostra, entre outras coisas, o comportamento da pressão em repouso e no exercício, o condicionamento físico, os sintomas e as arritmias na prática da atividade física. Por exemplo, a queda de pressão num esforço pode indicar entupimento grave de artérias coronárias”.

OUTROS EXAMES: “Em pacientes com mais de dois fatores de risco cardiovascular, como diabetes, colesterol alto, hipertensão, histórico de doença coronária precoce e medida de cintura do quadril acima do normal (até 0,9 para homens e 0,85 para mulheres; a gordura no abdômen é a mais nociva) recomenda-se a tomografia de tórax com escore de cálcio coronário e o ultrassom das carótidas.

A angiorressonância do crânio é indicada para pessoas com histórico de aneurismas no cérebro. Os exames mostram o que o médico William Osler já dizia: “O homem é tão velho quanto suas artérias”. Isto é, o que se observa é que a idade vascular nem sempre corresponde à sua idade cronológica”.

GORDURAS NO SANGUE: “Ter a fração de bom colesterol, o HDL, baixa é tão perigoso quanto ter o LDL, a gordura má, alto. E os medicamentos que existem para aumentar o HDL são pouco eficazes e têm efeitos adversos. Portanto, é melhor tentar elevar o HDL praticando atividade física regularmente e se alimentando de forma saudável, com orientação de nutricionista, até para evitar as dietas da moda. O ideal é que o HDL represente pelo menos 25% do colesterol total. Com relação aos triglicerídeos, esta gordura tem relação com o aumento do açúcar – a glicose – no sangue. Os triglicerídeos podem ser reduzidos com o uso de drogas do tipo fibratos, porém elas não devem ser associadas rotineiramente a estatinas (receitadas para baixar colesterol), porque essa combinação afeta os rins. Então devemos tratar primeiro a alteração mais grave.”

NOVOS MARCADORES: “Um marcador muito estudado é a proteína C-reativa (a PCR). Quando está alta, indica inflamação em algum órgão. Esse é o problema de usá-la, porque não é específica para o coração. Pode estar alterada numa infecção por vírus ou num infarto. Mas estudos mostraram que pacientes sem diagnóstico de doença coronária e que apresentavam PCR acima de 2 se beneficiavam de estatinas. Então é preciso avaliar melhor esse marcador”.

HIPERTENSÃO E CÂNCER: “Quem tem pressão alta deve ser avaliado individualmente. Esta semana saíram estudos relacionando o uso de drogas bloqueadoras dos receptores da angiotensina ou BRA (um dos mais receitados) a risco moderado de câncer. Porém, são necessárias novas pesquisas. Para cada caso há um tratamento, dependendo da avaliação médica. Geralmente, o uso isolado de um único fármaco só funciona em casos leves. Não há receita de bolo”.

CLÍNICO OU CIRÚRGICO: “De maneira geral, quem precisa de implante de três ou mais stents é candidato à cirurgia de revascularização do miocárdio. Por outro lado, pacientes tratados com angioplastia tendem a se descuidar com o tempo, voltam a se alimentar mal, a levar vida sedentária e suas artérias vão se obstruindo. Já os operados aderem melhor ao tratamento. Talvez porque se lembrem dos dias no CTI, no pós-operatório”.

SONO RELAXANTE: “É essencial para o coração dormir bem. Alguns indivíduos chegam ao consultório se queixando de cansaço e acreditam que o coração está falhando.

Quando investigamos, descobrimos que o problema está associado a distúrbios do sono, como apneia, que causa várias paradas respiratórias por alguns segundos, com queda de oxigenação, aumento de pressão, arritmias, falhas de memória, sonolência durante o dia. Às vezes basta melhorar a qualidade do sono para o coração ficar bem”.

SAÚDE DA BOCA: “Cuidar da boca também é importante para o coração. Muitas das bactérias que vivem na cavidade oral entram no sangue e atingem o coração, o que pode ser perigoso em certos casos, como prolapso de válvula. Estudos com pacientes submetidos à angioplastia indicaram que a mesma espécie de bactéria encontrada no cateter balão vivia na boca”.

DISFUNÇÃO ERÉTIL: “A disfunção erétil pode ser o primeiro sinal de que as artérias estão mal ou entupidas. Há drogas para tratar a dificuldade de ereção, e uma restrição é para cardíacos que tomam nitratos. E não adianta tratar apenas a disfunção. É preciso avaliar o paciente de forma geral, inclusive com relação à necessidade de reposição hormonal, com testosterona”.

CUIDADO NA MENOPAUSA: “O efeito protetor do estrogênio ao coração diminui na menopausa. Estudos mostraram que a reposição hormonal nesse período pode ser perigosa, quando feita sem controle. Se a mulher não tem queixas graves, recomendo que evite a reposição. Mas se sofre com irritabilidade, ressecamento da pele, ondas de calor etc, deve consultar o ginecologista para saber se vale a pena tomar os hormônios. Se teve infarto, o cuidado deve ser maior”.

CUIDAR DA MENTE: “Além do físico, é importante cuidar da mente. Muitos pacientes vivem sob estresse, carga enorme de informações, de poluição mental. É essencial controlar o estresse, ter momentos de lazer. Recomendo que as pessoas leiam mais para relaxar, mas não livros técnicos ou apenas jornais. A leitura de livros como romances é como uma “musculação” para o nosso cérebro, e o coração agradece.” (O Globo, 20/6)

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Proposta já aprovada por duas comissões obriga modelos a apresentarem atestado médico para desfiles e campanhas publicitárias

A modelo Stella Lopes, 21 anos, 1,80m e 58kg

Do alto dos seus 1,80m e com 58km, a modelo Stella Lopes, 21 anos, está dentro dos padrões de magreza normalmente exigidos pelas passarelas. Eles são assim desde que o mundo da moda existe , diz. Entretanto, no que depender da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, as medidas padronizadas do universo fashion não serão mais as principais exigências para desfilar. De acordo com proposta aprovada no início de maio, todos os modelos terão de apresentar atestado médico para participar de desfiles, campanhas e eventos. E mais: as agências serão obrigadas a oferecer acompanhamento físico e mental periódico aos profissionais. Para virar lei, a proposta só precisa agora de aprovação da Comissão de Constituição e Justiça.

O objetivo é estimular um ideal de beleza mais saudável e evitar casos como o da brasileira Ana Carolina Reston Marcan, que morreu em 2006 em decorrência de anorexia. A modelo de 21 anos tinha 1,74m e chegou a pesar 40kg. De acordo com o endocrinologista Júlio César Ferreira Júnior, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, o projeto é positivo. A proposta é vantajosa para os modelos. E como as agências funcionam como entrepostos para eles e geram a demanda, devem arcar com essa vigilância , acredita. Para o médico, é possível manter-se dentro das exigências do mercado sem comprometer a saúde, e a exigência de um atestado deve ajudar na compreensão dos modelos em relação a essa necessidade. Não é penitência. Com alimentação saudável e uma prática constante de atividade física, os modelos podem continuar trabalhando da mesma forma.

Vanessa Lippelt, proprietária da agência brasiliense Glam, diz que a exigência de atestado médico deve ser incentivada, já que é prática de todas as empresas o pedirem no momento da contratação. Entretanto, ela considera que deixar a cargo das agências os cuidados médicos é um ato demagógico, pois foca somente no trabalho de modelo, deixando de fora outras profissões. O problema é que a profissão de modelo está sempre na mídia. Não deve caber a nós esse acompanhamento, até porque eles prestam serviço terceirizado. Toda agência séria não exige emagrecimento a qualquer custo.

De acordo com Vanessa, a maioria das agências faz convênios com médicos, psicólogos e nutricionistas, deixando mais barato para as modelos cuidarem da saúde. Nunca tivemos casos de anorexia ou bulimia na agência. Quando vemos algo diferente, conversamos e os encaminhamos ao médico, já que ele é quem pode dizer se há algo errado , explica.

A cobrança com as modelos

Porém, as cobranças existem. Stella Lopes, por exemplo, alega ter sido coagida por uma agência paulista, onde trabalhava, a tomar sibutramina um remédio para emagrecer e controlar o peso, hoje proibido pela Anvisa , sem orientação médica. Tive vários problemas por causa da medicação e não consegui emagrecer tanto quanto eles queriam. Agora, mantenho meu peso cuidando da alimentação e fazendo exercícios , revela a modelo, que tem IMC de 17,5. A sibutramina é contraindicada até mesmo para pessoas com IMC acima de 18,5. Para quem tem o índice abaixo disso, é quase como induzir a um estado de subnutrição. Um ato completamente absurdo , alerta o endocrinologista Júlio César.

O personal trainer Gustavo Bergamaschi afirma que a individualidade deve ser respeitada e que estipular pesos e medidas não é a forma correta de atestar a saúde de ninguém. É preciso ouvir a opinião de diversos profissionais de saúde, que podem dizer se a magreza do modelo é algo genético ou um distúrbio. O profissional avalia que é preciso analisar o dia a dia deles: se dormem bem, se têm uma alimentação saudável, se praticam alguma atividade física. Caso algum desses fatores não esteja em ordem, a pessoa pode ter algum problema, independentemente de ser magra ou gorda. (Correio Braziliense, 20/6)

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Especialista explica por que o som destas cornetas onipresentes na Copa é tão irritante

Elas são uma das marcas registradas da Copa da África. Não se pode dizer que chegaram de mansinho e foram conquistando espaço aos poucos. Não.

Elas já chegaram zoando, aos milhares, em coro desafinado, infernizando os ouvidos de quem está nos estádios e até de quem assiste aos jogos pela televisão.

Mas o que torna o som da vuvuzela tão irritante? Trevor Cox, presidente do Instituto de Acústica do Reino Unido e engenheiro acústico da Universidade de Salford, de Manchester, tem lá sua explicacões, que ganharam destaque na revista New Scientist.

A vuvuzela é tocada meio soprando, meio vibrando os lábios. O movimento, diz Trevor Cox, é frenético: os lábios vibram nada menos que 235 vezes por segundo, enviando ar pelo tubo, e provocando uma forte ressonância no espaço cônico.

- Uma única vuvuzela, tocada por um músico competente, remete a um som ancestral, como o de uma trompa de caça. Mas o som é menos agradável quando ela é tocada por um fã de futebol, já que as notas são imperfeitas. Além disso, cada torcedor toca com uma intensidade e frequência diferente, causando uma zoeira, parecida com zumbido de insetos ou um berro de elefante – explica Trevor.

O som é alto devido ao seu formato cônico. Além disso, por causa do material que é feita, plástico, a vuvuzela se dilata.

- Um instrumento que se dilata tem harmonias com frequências mais altas do que um cilíndrico, tipo a flauta – acrescenta Trevor Cox. – É como o saxofone, com sua boca em forma de cone, que soa mais alto que uma flauta cilíndrica.

E a danada é barulhenta mesmo. Emite 116 decibéis a uma distância de um metro – o limite tolerável estipulado pela Organização Mundial de Saúde é de 80 decibéis.

A exposição prolongada à vuvuzela apresenta risco à audição, de acordo com um estudo do Departamento de Patologia da Comunicação da Universidade de Pretória, África do Sul. (Jornal do Brasil, 16/6)

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Um terço dessa fatia da população está acima do peso; meninos ainda fazem mais atividades físicas que elas. Estudo levou em conta lazer, mas desprezou aulas de educação física por falta de qualidade, segundo pesquisadores

Pelos critérios da Organização Mundial de Saúde, menos da metade dos adolescentes brasileiros podem ser considerados ativos do ponto de vista físico. Quase um terço deles está acima do peso.

As causas apontadas para a inatividade vão do hábito de ficar em frente à TV ou ao computador até a falta de segurança para brincar na rua.

O dado é de um estudo da Universidade Federal de Pelotas (RS) que avaliou 4.325 jovens entre 14 e 15 anos.

Só 48% praticam os 300 minutos de atividade física semanal recomendados pela OMS – cerca de uma hora por dia. E os meninos são duas vezes mais ativos do que as meninas.

Os resultados podem ser extrapolados para o país, e equivalem ao cenário mundial: pesquisa da OMS feita em 34 países mostra que só 24% dos meninos e 15% delas preenchem os critérios mínimos recomendados.

Educação Física

Para chegar à conclusão, os pesquisadores brasileiros avaliaram a prática de atividade física de lazer (como futebol, natação, skate etc.); a atividade física de deslocamento, que considera se o jovem costuma ir à escola a pé ou de bicicleta; e a soma desses dois hábitos.

Segundo o educador físico Samuel Dumith, autor do estudo, as aulas de educação física não foram consideradas porque elas não são feitas nem em quantidade nem em qualidade necessárias para promover benefícios à saúde.

“Os adolescentes não levam a educação física a sério e fazem os exercícios sem intensidade e regularidade.”

Apesar de a pesquisa mostrar que 75% dos adolescentes fazem alguma atividade de lazer e que 73% deles caminham ou vão de bicicleta até a escola, o estudo provou que as duas ações juntas não alcançam o mínimo recomendado de exercício.

“Os jovens priorizam as atividades sedentárias, e isso é muito preocupante. Eles estão acima do peso e ficam, em média, quatro horas por dia em frente à TV, ao videogame ou ao computador, enquanto se dedicam menos de uma hora por dia para os exercícios”, afirma Dumith.

Para Marlos Domingues, outro autor do trabalho, a falta de segurança explica parte dessa situação. Além disso, o nível de sedentarismo entre os pais também é alto, o que pode acabar influenciando os hábitos dos “teens”.

“Já não se brinca na rua. A pessoa depende de alguém para levá-la às escolinhas de esportes”, diz Domingues, que é educador físico.

Para ele, os resultados são “uma surpresa” porque, nessa faixa de idade, é difícil sofrer falta de tempo para justificar a pouca atividade.

“A surpresa fica por conta da tragédia que esperamos daqui a alguns anos. Todos serão sedentários”, diz Timóteo Araújo, educador físico que dá assessoria ao programa Agita São Paulo. (Folha, 16/6)

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Nem todos gostam de sexo, como o técnico Dunga.

Mas mesmo quem não liga, leva uma vida sedentária e faz pouco exercício (71,8% das mulheres e 54% dos homens, segundo pesquisa da SulAmérica Saúde), deveria praticá-lo, dizem especialistas em medicina do exercício.

Transar é uma atividade que exige pouco preparo físico comparada a outras, mas ajuda a manter o coração batendo forte. E apesar de o ato sexual não ser um santo remédio para a hipertensão, como sugeriu o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, faz bem.

Mas o ato sexual substitui uma outra atividade física? Pode-se trocar a corrida leve por uma relação sexual e ter o mesmo benefício físico? Na opinião dos especialistas, não. A fórmula para calcular o gasto energético na prática de sexo leva em conta vários fatores, mas, principalmente, as suas fases: preliminares, penetração, orgasmo e relaxamento; que variam de casal para casal, em diferentes momentos.

Em geral, o tempo desde a penetração ao orgasmo num relacionamento estável dura de 2 a 7 minutos, com média de 5 minutos, diz Cláudio Gil Soares de Araújo, diretor-médico da Clínica de Medicina do Exercício (Clinimex). - O ato sexual por cinco minutos corresponde, no mesmo período de tempo, a andar em passos normais (70 a 80 metros por minuto), e o orgasmo no final a subir um ou dois lances de escada – diz o médico. É pouco exercício, mas certamente benéfico se praticado frequentemente.

Para estimar o gasto de uma pessoa transando, os médicos usam a medida Met (sigla em inglês para equivalente metabólico). Um Met é igual a 3,5ml de oxigênio consumido por quilograma de peso corporal por minuto (ml\/kg-min) ou 1kcal para um indivíduo de 60kg.

Ou mais fácil: o número de calorias que um corpo consome enquanto está em repouso. Uma atividade leve a moderada gasta de 4 a 6 Mets, isto é, o organismo despende de 4 a 6 vezes mais energia do que em repouso.

Uma fórmula prática, diz Gil. Um jovem tem capacidade máxima de 12 a 14 Mets (homem) e 10 a 12 Mets (mulher). Ela cai de 1,5 e 1 Met a cada década no sexo masculino e feminino, respectivamente.

O ato sexual de cinco minutos exige de 2 a 3 Mets em média, podendo alcançar o pico de 3 a 4 Mets, o equivalente a uma atividade leve, como tomar banho ou trabalhar sentado, a moderada, como limpar janelas ou pedalar num terreno plano. - Para os jovens essa demanda é baixa, mas em pessoas de meia idade, sedentárias, ela pode ser razoável – diz Gil.

O cardiologista Daniel Kopiler, chefe do serviço de reabilitação do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), concorda. Para ele, usar sexo como atividade física é válido, mas há muitas variáveis.

A posição “papai e mamãe”, conta, gasta só 3 Mets. (Antonio Marinho, O Globo, 13/06/2010)

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A 10ª edição da maior competição de triatlo da América Latina reuniu atletas de 33 países e terminou com duas vitórias estrangeiras. Os ganhadores desbancaram os campeões de 2009, com direito a quebra de recorde na elite masculina, que permanecia por nove anos

O australiano Luke McKenzie, 29 anos, não deu chances para ninguém e venceu de ponta a ponta a 10ª edição do Ironman Brasil, com o novo recorde da prova (8h07min39seg). A canadense Tereza Macel, 36 anos (foto acima), foi a campeã entre as mulheres. Santiago Ascenço, 29, levou o bronze e foi o melhor brasileiro.

Obrasileiro Reinado Colucci havia alertado sobre a força do australiano, vencedor de três provas em 2010, entre elas um Ironman na China.

McKenzie tratou de desconsiderar qualquer pressão e surpreendeu logo na primeira visita ao país. Saiu da água, após 3,8 km de natação, em primeiro e abriu dois minutos de vantagem para os argentinos Eduardo Sturla e Oscar Galindez e o brasileiro Colucci, que vinham logo atrás.

Confiante, Luke não diminuiu o ritmo e terminou os 180 quilômetros do ciclismo na liderança, seguido de Sturla e Galindez, que faziam um duelo à parte. Com um problema na bike, Colucci teve que abandonar. A chuva prevista começou a cair em forma de garoa, no início da maratona (42,1 km), e não atrapalhou os competidores da elite.

Na corrida, Luke manteve as passadas largas, enquanto Galindez e Sturla sentiram o esforço nas bikes e foram ultrapassados pelo argentino Ezequiel Morales e o brasileiro Santiago Ascenço, dois especialistas na maratona. A cinco quilômetros do fim já era possível prever a quebra de recorde, confirmada com a chegada de Luke McKenzie, após 8h07min38seg de prova. O recorde anterior pertencia a Sturla, feito em 2001, com 8h11min10seg.

– É a maior experiência da minha vida, com certeza. Estava bastante confiante e soube no final da maratona que faria o recorde – declarou. Sucesso de público e recordista em inscrições de atletas (1.650), o Vick Pastilhas Iroman revelou todas as facetas da prova de resistência: – Acho que falar do Ironman é falar de superação, garra e muita saúde – definiu o gerente de marketing da Vick, Leonardo Pereira, que premiou o campeão com a medalha de ouro. (Cristiano Rigo Dalcin, DC, 31/05/2010)

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Estudo da Unifesp conclui que 69% dos anúncios de álcool na TV são feitos em atrações esportivas

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) analisaram 420 horas da programação dos quatro canais de TV de maior audiência no Brasil e concluíram que a publicidade de bebidas alcoólicas está concentrada nos programas de esporte. Segundo os autores, esse tipo de programação é mais freqüente nos períodos da manhã e da tarde e tem forte apelo entre o público menor de idade, que fica exposto à propaganda de bebida.

“Diversos estudos já mostraram que quanto maior a exposição à publicidade, maior o consumo de álcool“, afirma a psiquiatra Ilana Pinsky, vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead) e coordenadora do estudo. Para Ilana, a autorregulamentação publicitária não é suficiente para evitar abusos e seriam necessárias restrições à propaganda de álcool tão rígidas quanto as existentes para o cigarro.

O presidente do Conar, Gilberto Leifert, discorda. “Podem restringir a publicidade ao máximo, mas o acesso à geladeira vai continuar franqueado”, diz ele, afirmando que o problema é a falta de fiscalização da venda para menores de idade. “A sociedade tem direito à informação de produtos lícitos”, defende. A entidade argumenta que sem publicidade livre não há imprensa livre e que a indústria da comunicação é a base da democracia.

A posição dos pesquisadores, no entanto, coincide com um documento aprovado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na semana passada para reduzir o abuso no consumo de álcool – terceiro fator de risco para problemas de saúde e morte prematura no mundo. A OMS propõe que a publicidade não tenha como alvo os jovens, mesmo os que têm idade legal para beber.

“Quanto mais o jovem se identifica com a propaganda, maior é a influência no consumo de álcool“, explica Ilana. “Por isso é preocupante ver os jogadores da seleção fazendo propaganda de cerveja durante a Copa do Mundo.”

Para o especialista em marketing esportivo Erich Beting, isso acontece porque não há no Brasil especialistas na gestão da imagem dos atletas. “O David Beckham (jogador de futebol ) e a Maria Sharapova (tenista) não renovaram o contrato com a Pepsi para não estimular seus fãs a consumir refrigerante. Mas eles têm uma equipe por trás pensando o que devem ou não fazer”, diz. “Aqui os jogadores fazem propaganda de cerveja porque a grana é boa, mas não percebem o alcance que isso tem.”

A Brahma se tornou este ano a primeira marca brasileira de cerveja a patrocinar a Copa do Mundo. Procurada pela reportagem, a Ambev afirmou em nota que as campanhas da Brahma respeitam as normas do Conar. “Para a Ambev não interessa nenhum tipo de consumo inadequado, seja no excesso, entre menores e ou na direção”, diz o texto.

Cerveja

Nas 420 horas de programação analisadas, foram encontradas 7.359 peças publicitárias. Dessas, 438 (7,6%) eram de bebida alcoólica – o sexto produto mais anunciado. As bebidas não alcoólicas ficaram em 10.º lugar, com 3,4%. Os programas de esportes concentraram 69,2% dos anúncios de álcool. As novelas ficaram com 19,6% e os humorísticos com cerca de 11%.

O autor principal do estudo, Nelson Fragoso, explica que foram gravados apenas programas que tinham ao menos 10% de audiência de adolescentes, de acordo com dados do Ibope. Cerca de 80% da propaganda de bebida encontrada era de cerveja. “A publicidade usa elementos da cultura nacional, como o futebol, para atingir o jovem”, diz Fragoso. Essa e outras pesquisas sobre o tema serão apresentadas hoje no seminário Álcool, Tabaco e a Publicidade, da Abead. / K.T.

Para entender: Governo tentou regulamentar bebidas

Pela lei atual, só bebidas com alto teor alcoólico, como uísque, têm restrição de publicidade: só podem anunciar na TV das 21 às 6 horas. Cervejas podem anunciar em qualquer horário. No início do governo Lula, o Ministério da Saúde elegeu como prioridade a regulamentação das bebidas alcoólicas, inclusive da propaganda. Temendo restrição, o setor criou um código de autorregulamentação que veta, por exemplo, anúncios com personagens infantis. A Advocacia Geral da União assinalou que a Anvisa não era competente para determinar restrições, e o governo sepultou o projeto. (O Estado de S. Paulo, 26/05/2010)

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A vacina contra a febre amarela merece um capítulo à parte, porque é uma exigência do governo sul-africano para franquear o acesso de brasileiros àquele país. Para se proteger, qualquer cidadão pode recorrer à rede pública (hospitais e postos de saúde) ou às clínicas particulares de vacinação credenciadas pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa). Essa vacina deve ser tomada, no mínimo, dez dias antes da viagem.

Mas vale lembrar que esses estabelecimentos fornecem apenas o Cartão Nacional de Vacinação, com a data da administração, o lote da vacina aplicada, a assinatura do profissional responsável pelo procedimento e a identificação da unidade de saúde. Quem vai para o exterior, antes da viagem, precisa apresentar o passaporte e o cartão em um Centro de Orientação ao Viajante da Anvisa para obter o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia.

“Muitas pessoas deixam para validar o cartão no aeroporto, um pouco antes do embarque, e aí podem ter surpresas desagradáveis. O centro da Anvisa pode estar fechado ou o cartão ter falhas no preenchimento”, adverte Isabella ballalai. O viajante que não quer ter dores de cabeça deve fazer esta operação com antecedência. A relação dos centros da Anvisa e das clínicas de vacinação credenciadas pode ser consultada pelo website www.anvisa.gov.br. (Jornal de Brasília, 30/04/2010)

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