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Posts Tagged ‘saneamento básico’

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FIESC realiza pesquisa para traçar diagnóstico sobre a gestão ambiental nas indústrias catarinenses, revelando os aspectos facilitadores, motivadores e as limitações encontradas neste processo.
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Miriam Tendler

A médica infectologista Miriam Tendler sempre viu o desafio de vencer a esquistossomose, doença que atinge 200 milhões de pessoas no mundo, como uma missão. “Estava convencida de que, se a gente não fizesse essa vacina, dificilmente o mundo desenvolvido faria”, afirma. Na semana passada, a eficácia de sua vacina em seres humanos foi comprovada. A missão estava cumprida.

O sucesso da vacina, a primeira desenvolvida para erradicar uma doença parasitária, abre as portas para sua fabricação. Ela não apenas funciona, mas o faz com segurança, anunciaram os pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz. Também servirá de base para a criação de vacinas contra outras doenças provocadas por vermes (helmintos). Estima-se que sua produção em escala industrial comece em quatro anos. “O descaso com a doença foi o que me prendeu ao assunto”, diz Miriam. Ela dedicou 30 anos à coordenação da pesquisa, que já entrou para a história científica mundial.

A esquistossomose é uma doença crônica, típica de áreas sem saneamento básico. Comum em regiões pobres, com infraestrutura precária, ela ainda preocupa no Brasil, onde 55% dos municípios não têm rede coletora de esgoto. O contágio acontece pelas fezes do caramujo hospedeiro, encontrado em lagos, represas e cursos d’água de correnteza fraca. As larvas liberadas pelo animal penetram através da pele humana sem a necessidade de cortes. As fezes de um doente saem com ovos das larvas, que voltam a contaminar o ambiente sem saneamento, num ciclo permanente. O resultado da doença é visível: a imagem de crianças com barrigas extremamente dilatadas é seu sinal mais repugnante, típico da fase crônica e mais grave. No início, a esquistossomose pode não revelar sintomas.

No quadro agudo, mais comum, a vítima tem coceiras, febre, diarréia, náuseas e dores de cabeça. E uma doença que raramente mata, mas devasta. Do ponto de vista social, a esquistossomose só não causa mais estrago que a malária, outro mal transmitido por parasitas.

Miriam tem uma família criativa. Mãe do roteirista Daniel Tendler e cunhada do cineasta Sílvio Tendler, ela tratou sua pesquisa como uma obra de arte. Ela também sabe que a saga em busca de uma vacina no Brasil tem ingredientes de um roteiro cinematográfico, com uma heroína e vários vilões. Entre eles, cientistas estrangeiros céticos quanto à capacidade brasileira de desenvolver uma vacina de ponta e o desinteresse da indústria por um produto voltado para pobres. No meio da história, os desafios da heroína incluem a falta de peças de reposição de equipamentos importados, que chegou a atrasar parte dos trabalhos de Miriam. Os estudos da equipe do Instituto Oswaldo Cruz abrem portas para outros avanços científicos, que não se limitam a dar esperança a vítimas da esquistossomose nas comunidades mais carentes. A vacina contra a doença provou ser também eficaz no combate à fasciolose, a principal verminose do gado. A possibilidade de usála numa área mais sensível para a economia atraiu o interesse de vários laboratórios particulares, que estabeleceram uma parceria com o Oswaldo Cruz. A abrangência trouxe recursos para a pesquisa, mas o foco de Miriam sempre foi a vacina humana.
“O descaso com a esquistossomose foi o que me prendeu ao assunto”

Enquanto a vacina não é produzida em larga escala, aos 62 anos Miriam nem pensa em se aposentar. Ela seguirá dividindo seu tempo entre o trabalho e suas outras paixões: nadar diariamente e conviver com os netos, Olívia, de 2 anos, e Caetano, de 6. Sobre ter recebido destaque por ser uma mulher no mundo científico, tradicionalmente masculino, ela hoje admite seu papel de pioneira. “Antes me incomodava, mas agora vejo que foi importante. A mulher luta para ser aceita, e o interesse por mim ajudou a dar destaque à pesquisa.” (Época, 17/6)

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COMARCA: Capital

PROMOTORIA DE JUSTIÇA: 33ª Promotoria de Justiça da Capital

Proc. Preparatório N. 06.2007.00000185-0

Data da Instauração: 17/12/2008

Data da Conclusão: 07/05/2012

Parte: a coletividade.

Conclusão:  SAÚDE PÚBLICA. Qualidade da água distribuída pela CASAN para consumo dos habitantes da Grande Florianópolis. Assunto objeto de TAC no IC 06.2008.000165-3, em fase de execução e da ACP 023.10.034014-0. Arquivamento.

Promotora de Justiça: Sonia Maria Demeda Groisman Piardi

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As cidades brasileiras contam com boa cobertura de iluminação pública e de pavimentação, mas problemas como esgotos a céu aberto, lixo acumulado nas ruas e baixa incidência de rampas para deficientes ainda são significativos no país. Os dados constam de mais um recorte do Censo 2010 – Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios, divulgado na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No levantamento, foram pesquisados 47.264.208 domicílios urbanos no país, onde vivem em torno de 84,4% da população brasileira, de acordo com cálculos do IBGE. Desse total, 96,3% das casas contavam com iluminação pública em sua quadra e 81,7% tinham pavimentação em sua rua. Mas 11% encaravam esgoto a céu aberto e 5% sofriam com lixo acumulado em seu quarteirão. Além disso, a existência de rampas para deficientes era de apenas 4,7% no entorno dos domicílios pesquisados pelo IBGE.

Segundo a pesquisadora Daléa Soares Antunes, a iluminação pública é a característica urbana mais disseminada em todas as regiões, entre as pesquisadas pelo instituto. A maior ou menor incidência das outras características oscila de acordo com outros fatores, como renda. “Não queremos dizer que obras importantes de infraestrutura urbana sejam feitas mais frequentemente onde os ricos moram; e sim que as pessoas com renda maior escolhem os melhores lugares para morar”, afirma. (Valor, 28/5)

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Se não economizar, vai acabar!

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Guaramirim é uma das 15 cidades do Estado de Santa Catarina contemplada pelo Fundo Nacional de Saúde (Funasa) para receber sistema de esgoto sanitário. O programa abrange apenas municípios com menos de 50 mil habitantes Guaramirim tem 35 mil. A melhoria está em fase de execução de projeto, elaborado pela empresa MPB Engenharia, contratada pelo governo federal.

Depois de apresentado, o documento será encaminhado para o Ministério da Saúde, que viabilizará a execução da obra, orçada em R$ 30 milhões e prevista para 2013, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3).

O engenheiro da MPB, Max Demonti, explica que a implantação ocorrerá em duas etapas. A primeira é a elaboração do projeto que analisará a viabilidade da implantação do sistema, fará os projetos básicos e executivos de engenharia e estudará aspectos ambientais específico da cidade. – Na segunda-feira, após a aprovação do projeto pela Funasa, ocorre a execução da obra por empresa a ser licitada que deve atender a todos os moradores.

Hoje, a cidade não possui rede instalada e os resíduos são destinados a fossas sépticas (tratamento primário de esgoto doméstico pelo qual os detritos são lançados na terra e podem poluir lençóis freáticos). No entanto, a instalação deste tipo de tratamento não é feita em todas as residências e parte dos resíduos acaba poluindo o rio Itapocu, como na rua Pedro Graf.

A moradora Eva Cristina Scheffer Alves se queixa do mau cheiro no local. Ela mora a menos de dez metros do riacho. Não é apenas esgoto sanitário que polui o rio, há material de estamparia e óleo do posto, denuncia. Ela convive com o problema há 15 anos e ao saber sobre as obras comemorou. É tudo o que precisávamos. (A Notícia, 15/3)

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Para maiores informações ou fazer sua inscrição, dê uma passada no blog da GesPública, clicando aqui.

As inscrições vão até o dia 28 de novembro e o evento é aberto a todos
que quiserem participar!

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Os Centros de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CME) e Moralidade Administrativa (CMA), coordenaram reunião sobre saneamento no dia 7/6 com o objetivo de discutir o andamento das ações relacionadas aos planos regionais, municipais e estadual de saneamento básico em Santa Catarina, em vista do programa institucional de Saneamento Básico do Ministério Público de Santa Catarina.

Durante a reunião, o Diretor de Saneamento e Meio Ambiente da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano Sustentável (SDS), Daniel Casarin Ribeiro, explicou o trabalho desenvolvido pela Secretaria em relação à análise dos Planos Municipais de Saneamento que estão sendo subsidiados pelo Governo do Estado, totalizando 179 planos em fase de execução.

O Promotor de Justiça Luís Eduardo Couto de Oliveira Souto elogiou e a mobilização dos municípios na assinatura dos Ajustamentos de Conduta para cumprimento das metas da política nacional (lei 11.445/06), bem como a iniciativa do Estado em apoio aos municípios. Porém, mostrou-se preocupado com a morosidade na conclusão dos planos de saneamento. Segundo dados da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), a ausência de projetos em tempo hábil, resultou em uma perda superior a R$ 101 milhões, destinados ao Estado no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC 1, para obras e ações de saneamento.

De acordo com o Diretor de Regulação e Fiscalização da Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Estado de Santa Catarina (AGESAN), Silvio César dos Santos Rosa, 16 municípios, com população total de 759 mil habitantes, sequer iniciaram os planos municipais. Rosa também critica o fato de que 55 municípios ainda não repassaram nenhuma informação. Em 203 cidades os planos estão sendo elaborados e somente em 15 estão concluídos, enquanto que em quatro os planos estão em análise.

A preocupação da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (ARIS) está relacionada com a falta de regulação do serviço pelos municípios beneficiados. Dos 179 municípios apoiados pelo Estado na execução de seus planos, apenas cinco estão com situação regularizada e, desses, três selecionaram agências reguladoras por decreto e dois por lei, considerado o modelo ideal pela agência.

Além dos Centros de Apoio citados, participaram da reunião a Promotoria da Moralidade Administrativa da Capital, o Tribunal de Contas, Agências Reguladoras do Serviço de Saneamento Básico (AGESAM e ARIS), empresas contratadas e a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária-ABES. Uma nova reunião está agendada para o dia 4/7, quando será discutido o termo de referência dos planos de saneamento do Estado.

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Aldo Paviani, da UnB

As grandes cidades possibilitam a elaboração de uma geografia do desperdício, que tem estreita ligação com a sustentabilidade urbana. Essa exige esforços coletivos na direção de dois projetos: o da escolaridade plena e o reaproveitamento dos descartes, do lixo e de entulhos, danosos à natureza. Os centros urbanos apresentam alguns tipos de desperdícios como: o lixo produzido e não reciclado, porque é jogado na natureza; a mão de obra não aproveitada, sobretudo nas periferias metropolitanas, por falta de postos de trabalho novos, pelos empregos eliminados no “período técnico-científico-informacional” (termo criado pelo grande geógrafo Milton Santos) ou pelo despreparo educacional para enfrentar atividades exigentes em conhecimento científico e tecnológico.

O desperdício de braços e massa cinzenta dos trabalhadores terá solução quando a educação se tornar prioridade nacional: família motivada a colocar as crianças em escolas equipadas, com educadores bem remunerados e entusiasmados com sua missão. No preparo de crianças e jovens para o período técnico-científico-informacional, a cidadania passa a ser importante para conquistar espaço nas cidades. As metas de todas as crianças na escola e a obrigatoriedade do término do segundo grau serão importantes para elevar o IDH do Brasil, que ocupa a 73ª posição em 169 países.

A cada dia se exige maior escolaridade: empresas e entidades governamentais oferecem oportunidades de trabalho que demandam profissionais com graduação completa, caminhando para a exigência de mestrado e, em certos casos, de doutorado. Claro, o projeto educacional não pode colocar imposições somente ao estudante; requer escolas organizadas, limpas e motivadoras ao estudo e docentes preparados. O estímulo salarial aos docentes foi, em parte, resolvido com o piso salarial, que será atrativo para que os professores tenham tranquilidade financeira. Bem remunerados, os docentes haverão de incrementar seus currículos com cursos de capacitação e pós-graduação. A bolsa escola e a merenda escolar são complementos importantes nas periferias urbanas, pois crianças e jovens com esses incentivos terão maior capacidade de assimilar os conteúdos. Muitos países seguiram esse caminho para o desenvolvimento. O Brasil se motivará para tanto?

O lixo urbano estaria em lista levantada pelo Correio Braziliense como a “oitava praga”, pois incomoda e prejudica o cotidiano dos urbanitas e é uma ameaça à sustentabilidade. De fato, as grandes cidades tornaram-se verdadeiras fábricas de lixo, com baixa capacidade de solução ambientalmente admissível.

A sustentabilidade urbana não acontece porque o lixo se acumula nos quatro cantos das cidades. O material descartado e o lixo são jogados a esmo e demonstram que a população não está educacionalmente preparada para a civilidade, a reciclagem e a coleta seletiva. Mesmo em cidades novas como Brasília, tida como planejada, é frequente encontrar verdadeira indústria de reformas, responsável pela poluição ambiental, quando o entulho e as sobras são jogados em terrenos baldios, rios, riachos e lagos. O transporte em caminhões de lixo e terra exige basculantes hermeticamente fechados para evitar que a carga se espalhe pelo caminho.

Cada reforma, ou obra nova, deveria estimular a reciclagem dos restos de construção. Esses materiais, triturados, poderiam ser a base para a pavimentação de vias públicas ou mesmo para produzir tijolos e paredes para novas habitações a baixo custo. Outros vilões da poluição ambiental são sacos plásticos e papéis jogados fora. Se forem para a sarjeta são danosos à natureza, pois entopem bocas de lobo ou vão diretamente para os corpos d”água. Como o plástico se deteriora lentamente, ocasiona prejuízos irreparáveis aos cursos hídricos e mananciais. A saúde pública perde com garrafas, latas e pneus usados, pois esse lixo pode acumular água e contribuir para a proliferação da dengue e outras doenças que afetam principalmente a população carente.

Que soluções são oferecidas para o lixo? O aterro sanitário (os lixões) e a incineração. Ambas têm impacto ambiental, um pela poluição do ar e o outro pela descarga do chorume no lençol freático, com poluição da água subterrânea e de nascentes. A reciclagem se torna solução viável, econômica, social e ambientalmente falando. Reciclagem de materiais servidos emprega pessoas, oferece ganhos financeiros e possibilita a manutenção da qualidade do meio urbano, a caminho da desejável sustentabilidade.

Aldo Paviani, Professor emérito da UnB e pesquisador associado do Departamento de Geografia e do Núcleo de Estudos Urbanos e Regionais (Ceam/UnB).

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A Pastoral da Criança prepara uma campanha para reduzir o número de mortes causadas por infecções respiratórias, como pneumonia. Nela, vai pedir para que a primeira dose de antibiótico seja imediata, logo após a consulta com o médico e ainda dentro da unidade de saúde. Também vai alertar para informações incompletas em bulas de remédios, que falam em diluição do medicamento em água filtrada ou fervida e não dizem que pode ser usada a da torneira.

“A mãe volta para casa, lê a bula e, como não tem filtro, vai ferver a água, esperar esfriar e só então dar a primeira dose. Essa demora está levando a internações e mortes”, diz o médico Nelson Arns Neumann, coordenador nacional-adjunto da instituição.

Nelson Arns Neumann, da Pastoral da Criança: queda no repasse de verbas por parte de parceiros da entidade e atraso nos recursos do Ministério da Saúde

Trata-se de nova batalha da pastoral, que, em 2009, obteve sucesso com a campanha “Este Lado Para Cima”, ao orientar os pais sobre a posição mais segura para evitar a morte súbita de bebês. O novo trabalho será mais uma amostra de que a instituição continua firme no propósito de salvar a vida de crianças, mesmo após a morte de sua fundadora, a médica Zilda Arns, no ano passado, no terremoto do Haiti.

Se, no começo, a pastoral foi bem-sucedida ao ensinar a usar soro caseiro feito com água, sal e açúcar para combater a desidratação, agora os desafios são mais complexos e a dependência dos serviços de saúde aumentou. “A parte fácil de atuação da pastoral passou”, diz Neumann, 45 anos, que é doutor em saúde pública e filho de Zilda.

Ele já estava acostumado com a rotina da pastoral, onde começou a trabalhar em 1990, após atuar como médico missionário em Bacabal, no Maranhão. “A mãe sempre levava os filhos para o que estava fazendo. Até nas férias”, conta. Após a morte de Zilda, tragédia, coube a Neumann assumir as funções da mãe na entidade – em 2008, ela passou o cargo de coordenadora nacional para a freira Vera Altoé e assumiu a coordenação internacional.

Neumann passou a ter rotina parecida com a de Zilda, com viagens constantes. Ele conta que, por “barreira linguística”, não foi para o Haiti, mas duas missões com pessoas que falam francês foram enviadas para lá em 2010 e o trabalho foi implantado em Fort Liberté, na divisa com a República Dominicana. “Não temos experiência para atuar em áreas de catástrofe”, explicou, ao falar sobre a situação da capital haitiana, Porto Príncipe.

Segundo ele, quando um trabalho é iniciado, a expectativa da pastoral não é com ganho de escala, mas com a transferência de metodologia para saúde e educação e também de gerenciamento.

O braço internacional da instituição foi criado em 2008 e tem sede em Montevidéu, com o nome de Pastoral de la Niñez Internacional. “Visitando os países pobres, vejo que a pastoral hoje é mais importante para a África e outros países da América Latina e do Caribe que para o Brasil”, avalia. A instituição recebe doações para projetos internacionais de diversos parceiros, mas ele reclama que, no caso da Haiti, só não foram maiores por falta de mecanismo legal para a transferência de recursos.

Neumann conta que perdeu o pai quando tinha 12 anos, e Zilda sempre dizia que os filhos teriam que se preparar para sua ausência. Ela também fazia questão de ressaltar que Vera não seria sua substituta, mas sucessora. E explicava que, de uma substituta, as pessoas esperam as mesmas coisas. O sucessor tem seu próprio método. “As pessoas são diferentes e os tempos também são diferentes”, diz Neumann. Vera é hoje a coordenadora nacional e Neumann, além de adjunto no cenário nacional, é o coordenador internacional da Pastoral, cargo que era de sua mãe.

Sobre o novo cenário, ele afirma que o número de crianças por família diminuiu nos últimos anos e as distâncias para atendimento aumentaram. A pastoral entrou em nova fase, com foco nos pobres e também em novas doenças, o que exige maior qualificação dos 240 mil voluntários que possui. A pastoral está em todos os Estados brasileiros e, em 2010, acompanhou 81 mil gestantes e 1,6 milhão de crianças com até seis anos.

Outro desafio é a administração do caixa. A pastoral fechou o exercício de 2010, encerrado em setembro, com déficit de R$ 12,3 mil, mesmo fazendo reversão de provisão para contingências no valor de R$ 1,27 milhão. No balanço, houve queda no repasse de verbas por parte de alguns parceiros e a saída de outros, como Gol e Nestlé.

A Gol informou que apoiou a instituição de 2004 a 2008 e, com mudanças na política de patrocínios da empresa, o contrato não foi renovado. No caso da Nestlé, o apoio é para projetos específicos, com fornecimento de materiais. Mas foram registradas entradas extras, como os R$ 238 mil que seriam destinados a compras de flores para o velório de Zilda. A pastoral sugeriu que o dinheiro, que seria usado em coroas, poderia ser doado, e foi atendida.

A maior diferença, no entanto, refere-se a repasses do Ministério da Saúde, fato que é explicado por questões burocráticas. No exercício anterior, foi contabilizado o valor integral de um contrato, no valor de R$ 33,9 milhões. Em 2010, o que consta é a primeira de seis parcelas que serão liberadas, no valor de R$ 5,6 milhões cada.

Neumann reclama que, recentemente, aumentou a burocracia no relacionamento com o Siconv, sistema de convênio do governo federal. Em vez de funcionar com pequenos caixas nos municípios e auditoria por amostragem, a pastoral teve de passar a trazer notas de 4 mil municípios para Curitiba, onde fica a sede, para fazer a prestação de contas. Do último convênio, foram 354 mil notas, sendo 70 mil inferiores a R$ 10. “Nos assustou a informação, no fim do ano, de que as notas terão de ser digitalizadas e colocadas uma a uma na internet”, diz. Para a tarefa teriam de ser contratadas 37 pessoas.

Administrar a entrada e saída de recursos nunca foi tarefa fácil na instituição. Neumann diz que já conviveu com períodos de “vacas gordas e de vacas magras”. Ele cita um personagem bíblico para ilustrar a situação. José do Egito, homem usado por Deus para gerenciar o período de estiagem que viria pela frente, e que criou uma estratégia para armazenar alimentos no período de prosperidade. “A seca era certa, mas os celeiros estavam cheios”, explicou, sobre a provisão feita em 2007, no valor de R$ 6,5 milhões, para cobrir possíveis efeitos causados por alteração na legislação.

Agora, segundo ele, os celeiros estão com menos da metade da capacidade. Independentemente da contabilidade, o trabalho dele continua, especialmente em países que servirão de referência e apoio para os vizinhos – Paraguai, Guatemala, República Dominicana, Angola, Timor Leste e Peru. (Valor, 17/2)

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Estão abertas as inscrições para o II Seminário Estadual de Saneamento Ambiental, que será no Auditório da Assembleia Legislativa do Estado, em Florianópolis, nos dias 12 e 13 de agosto e apresentará temas relacionados à gestão ambiental municipal, políticas ambientais, financiamento da gestão ambiental, saneamento básico e regulação dos serviços públicos de saneamento básico.

A promoção é da Federação Catarinense de Municípios (FECAM) e do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), com apoio do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL) e das Associações de Municípios de Santa Catarina.

O evento tem entre os seus objetivos desenvolver as competências dos gestores e técnicos dos poderes públicos, capacitando principalmente aqueles que têm atribuições na formulação e execução de políticas públicas de meio ambiente, saneamento básico e saúde, além de oportunizar as discussões sobre o saneamento ambiental.

Durante a assinatura do convênio com o MP/SC, por meio do FRBL, o prefeito de Caçador e presidente da FECAM, Saulo Sperotto, enfatizou a importância de esclarecer com este evento as responsabilidades do poder público na área ambiental.

Para o assessor de Saneamento e Meio Ambiente da FECAM, o engenheiro sanitarista e ambiental Rolando Nunes Córdova, o evento visa, além da capacitação, trazer discussões para a política ambiental nos municípios catarinenses. “Queremos contribuir na formação dos profissionais e gestores públicos que atuam neste setor e fomentar iniciativas locis que promovam o desenvolvimento sustentável”, explica.

O promotor de Justiça Luís Eduardo Couto de Oliveira Souto, que coordena o Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do MP/SC, destaca a importância da parceria com a Federação. “Estamos focados para trabalhar na efetivação de políticas públicas que favorecem o desenvolvimento de Santa Catarina”, considerou. Ele será um dos palestrantes do evento.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas clicando aqui. Para mais informações ligue para a Escola de Gestão Pública Municipal (EGEM) no (48) 3221-8800.

Esgoto à céu aberto: para a maioria dos políticos está tudo bem o fato de o Brasil ter indicadores africanos de saneamento básico

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Especialistas apontam os principais problemas ambientais do Estado e o que você pode fazer para ajudar a mudar este quadro

Hoje (5/6), no Dia Mundial do Meio Ambiente, debates e palestras ocorrem nos cinco continentes para discutir como anda a nossa relação com os recursos naturais. Os fóruns também buscam chamar a atenção da população mundial sobre a importância da conscientização para a manutenção da vida na Terra.

Para alertar que a preservação do meio ambiente depende de cada um, o Diário Catarinense conversou com cinco especialistas e pediu a cada um que apontasse qual o problema ambiental mais sério em SC. Depois de mapear o desafio a ser resolvido, os entrevistados indicaram cinco soluções que você pode fazer e pôr em prática no seu dia a dia. A conclusão: salvar o planeta das agressões ambientais não é impossível. Ao contrário, as ações individuais, pequenas e rotineiras, são fundamentais para que o meio ambiente não só seja preservado, mas também recuperado.

Nos últimos cinco anos, cada um de nós passou a produzir 200 gramas a mais de lixo por dia. A produção fica entre 0,8 e um quilo. Infelizmente, o aumento na produção de resíduos não acompanhou a mudança de comportamento necessária. Mas sempre é tempo de repensar os hábitos. Reaproveitar a casca da banana e transformá-la em adubo, utilizar os dois lados de uma folha, não estacionar o carro nas dunas, ligar para as organizações competentes quando encontrar um animal silvestre machucado, economizar água e não jogar papel no chão são atitudes simples, que podem até passar despercebidas, mas que fazem muita diferença para a preservação do meio ambiente.

Lixo

O não reaproveitamento dos materiais e a falta de políticas públicas fazem do lixo o principal problema ambiental de SC. Sem coleta seletiva eficiente e a indisponibilidade de aterros sanitários públicos, muito do que se produz de lixo vai parar nas ruas e bueiros. Quando o resíduo vai para o lixão, o problema não está solucionado. O chorume contamina o lençol freático.

Mar

Santa Catarina continua de costas para o mar. Não há políticas públicas que sirvam para identificar qual a vocação de cada praia e nem para reconhecer a zona costeira como um bem público. Por isso, há tantas construções e empreendimento à beira-mar e um uso quase espontâneo da área litorânea. Como resultado, a mesma área pode ser disputada pela Maricultura (cultivo de ostras, mexilhões e camarões em cativeiro), atividades portuárias, desenvolvimento urbano, pesca artesanal, turismo e até a produção industrial. A costa catarinense é muito heterogênea. Há lagunas no Sul, praias para turismo em todo o seu Litoral e muitas unidades de preservação espalhadas por todo o território. O problema é que o espaço da mesma praia é disputado por diferentes setores. Uma mesma praia ser usada para diferentes finalidades resulta em grandes perdas econômicas, sociais e principalmente degradação ambiental. A legislação marinha é forte, mas há uma descontinuidade na sua aplicação prática.

A aplicação mais severa das leis da Marinha na costa pode salvar as praias catarinenses.

Ocupação

Sem consultar órgãos competentes e nem se preocupar com a própria segurança, as pessoas construíram cidades em cima de morros e beira de rios. Invadiram as encostas e espaços destinados ao leito da água. Retiraram a cobertura vegetal, que segura o solo, e provocaram erosão. Em épocas de chuva intensa, pagam o preço por terem desconsiderado morar em uma área de declive: a terra encharca, amolece e desliza. Na beira dos rios, os moradores ribeirinhos retiraram a mata ciliar, a cobertura vegetal às margens da água, que servia como proteção. Sem a barreira e com a erosão agravada, o processo natural do rio é sair do leito quando chove bastante, o que causa as inundações.

Muitas pessoas quando foram fazer suas casas, invadiram encostas de morros, retirando a cobertura do solo. Em épocas de chuvas fortes, pagam o preço por isso.

Água

Córregos, rios e lençóis freáticos do Oeste, Norte e Sul, além das águas do mar, podem estar ameaçados se as práticas atuais não forem repensadas. A contaminação está relacionada diretamente à falta de saneamento básico em todas regiões de Santa Catarina. O fato de sermos o segundo Estado com pior rede coletora, evidencia que as águas catarinenses estão em risco. Menos de 14% do território catarinense tem coleta. O que sobra vai para os rios e contamina os lençóis freáticos. A contaminação da água no Oeste ocorre principalmente pela agroindústria. Sem a destinação correta, herbicidas e dejetos de suínos poluem os lençóis freáticos. No Sul, a exploração de minas carboníferas tirou a vida do Rio Tubarão. No Norte, os resíduos da indústria têxtil causaram a liberação de metais pesados nos rios. No Litoral, a poluição da água, por meio de coliformes fecais lançados diretamente no mar, fica mais evidente no verão, com a chegada de milhares de turistas às praias catarinenses.

Animais

A biodiversidade da fauna e flora está ameaçada em Santa Catarina porque a ocupação humana ocorre cada vez mais em áreas de floresta. Locais onde antes havia somente animais e vegetais. Construções, plantações e criações de gado situadas nestes ambientes trazem um prejuízo imenso à natureza. Os animais ficam sem o espaço reservado para o seu habitat natural e podem morrer. É comum ocorrerem mudanças de comportamento que, nem sempre, dão certo; podendo causar doenças e até a morte daqueles que não conseguem se adaptar ao espaço reduzido. Além disso, a diminuição do habitat deixa os animais encurralados e torna mais acirrada a luta pela sobrevivência. Gambás e veados são espécies que correm sério risco de extinção no Estado devido a esta situação. Sem espaço, os animais são cada vez mais presença comum nas zonas urbanas, onde viram alvos fáceis de predadores (Nota do blog: ato falho, nas zonas urbanas, os animais não viram alvos de predadores). (Francine Cadore, DC, 05/06/2010)

Onde denunciar:
- Fatma
(48) 3216-1700/ 0800-6448500
http://www.fatma.sc.gov.br
- Polícia Militar Ambiental
(48) 3348-0336 /3240-1270
http://www.pm.sc.gov.br
- Ibama
(48) 3269-7111
http://www.ibama.gov.br/fauna/cetas.htm
- Ministério Público do Estado
(48) 3229.9000 / http://www.mp.sc.gov.br
Faça a sua parte
- Faça a separação do lixo em casa, no trabalho, na escola e participe da coleta seletiva
- Apóie as organizações e associações de catadores de lixo
- Repense os hábitos de consumo: não compre, especialmente material tecnológico, sem necessidade e apenas por consumismo
- Faça a compostagem em casa (transformação do resíduo orgânico em adubo natural) e jogue a matéria orgânica na horta
- Reaproveite materiais: reduza a impressão de folhas, use os dois lados, não descarte uma caneta sem a carga ter acabado
Faça a sua parte
- Exija a criação de espaços públicos na costa, como parques, museus ao ar livre e jardins, para que não se tenha mais a possibilidade de criar praias particulares
- Desista de ter casa à beira-mar
- Não jogue lixo na praia, não pesque na época do defeso e nem estacione o carro nas dunas ou vegetação
- Respeite a vocação de cada praia
- Consuma produtos da Maricultura sustentável
Faça a sua parte
- Não jogue lixo na rua para evitar o entupimento dos bueiros
- Antes de construir ou comprar um imóvel, verifique a segurança do terreno. Buracos ou fendas são indícios de um possível deslizamento
- Não more em áreas de encosta
- Preserve a mata em torno dos rios
- Capte a água da chuva em cisternas e reservatórios e a reaproveite na limpeza da casa e do carro
Faça a sua parte
- Para evitar a contaminação dos lençóis freáticos na cidade, cada um deve ter em casa o sistema de coleta e tratamento de resíduos. No campo, a fossa asséptica cumpre a mesma função
- Preservar a água limpa significa não ligar a rede do esgoto com a rede pluvial. Além de contaminar as águas, a ligação é ilegal e o mau cheiro provoca a proliferação de mosquitos, que são transmissores de diversas doenças
- Cobre dos síndicos e administradores de condomínios a captação e reaproveitamento da água da chuva
- Quando vir algum esgoto a céu aberto, ou desconfiar de ligação ilegal de esgoto, é importante denunciar para a Fatma
- Além de não poluir, é importante não desperdiçar a água limpa disponível. Não escovar os dentes durante o banho, por exemplo
Faça a sua parte
- Conheça quais são as áreas de floresta e não as ocupe
- Quem mora nestes locais, não deve deixar os animais de estimação soltos. Além disso, deve colocar sinos nos gatos e cachorros para que possam ser identificados à distância pelos animais da mata
- Fazendeiros não devem deixar o gado e ovelhas passar a noite no campo para evitar ataques de pumas e outros predadores
- Quando encontrar algum animal silvestre fora da área de floresta, o encaminhe para o Ibama ou para a Polícia Ambiental
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A erosão da Praia da Armação ameaça o maior manancial da Ilha de SC, de acordo com um estudo que será entregue hoje na Floram. O parecer técnico alerta para a contaminação da Lagoa do Peri com a água salgada num prazo de dois a três meses

Na Lagoa do Peri, maior manancial de água doce da Ilha de Santa Catarina, pode ocorrer um desastre natural sem precedentes em Florianópolis. A causa é a erosão extrema na Praia da Armação. O manancial é responsável pelo abastecimento de cerca de 113 mil habitantes. Ele corre o risco de ter suas águas salgadas se, além da construção do muro (enrocamento), não for feito o engordamento da faixa de areia em cerca de 150 metros e o canal existente entre a Ilha das Campanhas e o molhe não for removido.

A conclusão faz parte de um parecer técnico elaborado pelo geógrafo Alexandre Felix, mestrando em Geologia Marinha e Geomorfologia Costeira da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e pelo geógrafo José Maurício de Camargo. O DC teve acesso ao documento, que será protocolado hoje, na Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), pelos técnicos da Ambiens Consultoria Ambiental. A empresa faz parte do grupo de trabalho do Programa Estadual de Gerenciamento Costeiro (Gerco), que trata do Zoneamento Ecológico Econômico Costeiro em Santa Catarina.

Pelo estudo, a salinização da Lagoa do Peri pode ocorrer dentro de um prazo preocupante:

Calculo entre dois e três meses para que isso ocorra se as ações não forem feitas. Além disso, o pico da ressaca está por vir, em agosto.

Se confirmada, a salinização pode acontecer de três formas: contato da cunha salina com o canal do Rio Quincas Antônio e sangradouro da Lagoa do Peri (perigo iminente); entrada da cunha salina do aquífero diretamente, na Lagoa do Peri, e rompimento da barreira formada pela restinga.

Estas obras emergenciais são medidas paliativas que darão um tempo maior para a definição de medidas adequadas a serem aplicadas para resolver os problemas relacionados aos riscos inerentes à erosão extrema na Praia da Armação observa Felix.

De acordo com a Companhia de Águas e Saneamento de Santa Catarina (Casan), no estudo Sistema de Abastecimento de Água da Ilha de Santa Catarina Mananciais da Ilha, o abastecimento de água nos distritos da Barra da Lagoa, Lagoa da Conceição, Campeche, Morro das Pedras, Armação e Ribeirão da Ilha é realizado pelo Sistema Costa Leste/Sul, a partir de barragem e Estação de Tratamento de Água (ETA) localizada na Lagoa do Peri.

Se a água salgar, haverá interrupção deste serviço aos milhares de moradores da região.

Os pesquisadores observam que, além das recorrentes ressacas, o fechamento do canal existente entre a Ilha das Campanhas e a linha de costa, na divisa entre as praias da Armação e Matadeiro, pode ser considerado como uma das prováveis causas para o estado de desequilíbrio que vem causando a erosão na Armação.

O molhe construído serve de armadilha de sedimentos, bloqueando todo o aporte direto de material vindo da desembocadura do Rio Quincas Antônio e sangradouro da Lagoa do Peri para a Armação.

Os eventos constantes e recorrentes de ressaca, a partir do mês de abril, são apenas o gatilho para o cenário atual de erosão extrema.

O governo federal liberou R$ 12 milhões para obras emergenciais de recuperação na Praia da Armação. O enrocamento colocação de pedras numa extensão de 1.750 metros começou ontem. A obra deve ser executada em 90 dias. O dinheiro precisa ser usado para as medidas de contenção, e não para os imóveis atingidos pelas constantes ressacas.

O que diz o prefeito

O prefeito Dário Berger define como megaoperação o trabalho que está sendo feito na Armação e descarta o risco de salinização da lagoa: Nosso esforço é impedir o avanço do mar sobre todo o sistema, incluindo a lagoa. O resto é especulação. Berger diz desconhecer o parecer técnico, mas declara confiar que a obra de contenção impedirá um dano maior. (Diário Catarinense, 28/05/2010)

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Há uma semana, a água que abastece metade da comunidade do Jagatá, no Bairro José Mendes, em Florianópolis, não vem da torneira. Cai do céu. É graças à chuva dos últimos dias que mais de 350 famílias conseguem manter em ordem a limpeza da casa e outras necessidades, como a descarga do banheiro. A torneira secou na terça-feira passada, quando um temporal atingiu a região. A nossa sorte é que está chovendo sem parar afirma o presidente da Associação dos Moradores do Jagatá, Sulimar Alves. Com as torneiras secas, as famílias se viram como podem. Umas vão de balde e garrafas pet pegar água emprestada na casa dos vizinhos que não foram afetados. Outros compram água de galão. Mas a maior parte improvisou uma calha para aproveitar a água da chuva. Foi orientação da associação de moradores.

Na casa do aposentado José Mauro Andrade, 49 anos, o investimento passou a ser em bombonas de 20 litros. Segundo Andrade, as quatro pessoas da família consomem um galão por dia só para alimentação. Estamos economizando tudo que dá. A roupa suja está acumulando. E para tomar banho, nós vamos até a casa de parentes, na Costeira e no Jardim Atlântico diz.

Ontem, no sexto dia sem água, a Companhia Catarinense de Água e Saneamento (Casan) providenciou um caminhão-pipa para o bairro. Com mangueiras, os técnicos encheram a caixa d¿água de todas as casas atingidas. À reportagem, a estatal não falou sobre o que está acontecendo na comunidade, nem deu prazo para o problema ser resolvido.

Moradores da comunidade Jagatá dizem que a falta de água é um problema antigo. Pelo menos uma vez por mês, contam, as torneiras secam e não há abastecimento. O caso mais grave ocorreu em janeiro deste ano, quando algumas famílias ficaram 16 dias sem água em casa nas torneiras. (DC, 25/05/2010)

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As constantes alterações climáticas, as crises no fornecimento de água, a poluição dos nossos rios, o crescimento desordenado nas cidades e a falta de consciência ecológica por parte da população brasileira trazem a reflexão sobre o meio ambiente e a sustentabilidade e a certeza de que, se não fizermos nada para mudar, o planeta será alterado de tal forma que a vida como a conhecemos deixará de existir.

Sustentabilidade é prover o melhor para as pessoas e para o meio ambiente, agora e no futuro. É atender às necessidades da geração presente sem afetar a capacidade das gerações futuras de suprir as suas, garantindo com isso um meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Ao visualizarmos as dimensões da sustentabilidade, surge um questionamento: é possível conseguir com que a economia cresça sem destruir os recursos e o ambiente dos quais o futuro depende? Sim, é possível, desde que haja a garantia do poder público e da coletividade de que ações efetivas serão realizadas visando à qualidade de vida e ao equilíbrio ambiental.

Neste sentido, ao poder público é certo que políticas públicas que visem à conservação do meio ambiente e à sustentabilidade de projetos econômicos devem sempre ser a ideia principal e a meta a ser alcançada para qualquer governante.

Já a coletividade, todos os cidadãos devem ser constantemente ensinados e chamados à razão para os perigos ocultos nas intervenções mais inocentes que realizam no meio ambiente a sua volta e para a adoção de práticas que garantam a sustentabilidade de todos os seus atos e ações. Entre elas, destinar corretamente os resíduos domésticos, a proteção dos mananciais que se encontrem em áreas urbanas, a preservação das matas ciliares, o racionamento de água e luz e a prática de medidas simples que estabeleçam a cultura da sustentabilidade em cada família.

Deste modo, diminuindo-se os desperdícios, os despejos de esgoto doméstico nos rios e as demais práticas ambientais irresponsáveis, os danos causados ao meio ambiente serão drasticamente minimizados e a sustentabilidade dos assentamentos humanos e das atividades econômicas de qualquer natureza estará assegurada.

Tornar real o plantio de árvores, a reciclagem de lixo, a coleta seletiva, a utilização de sacolas ecológicas, o aproveitamento de partes descartadas dos alimentos como cascas, folhas e talos; assim como o desenvolvimento de cursos, palestras e estudos que orientem todos os cidadãos para a importância da participação e do engajamento nesses projetos e nas soluções simples para fomentar a sustentabilidade e a conservação do meio ambiente.

Para finalizar, tenho que o mais importante de tudo é educar e fazer com que o cidadão comum entenda que tudo o que ele faz ou fará gerará um impacto no meio ambiente. (Luciano Trierweiller Naschenweng, Promotor de Justiça, MPSC, Jornal de Santa Catarina, 29/04/2010)

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O governador Leonel Pavan (PSDB) e o presidente da Casan, Walmor de Luca, detalharam ontem o projeto de implantação e ampliação de um sistema de tratamento de esgoto no Estado com investimentos de R$ 395 milhões. Um acordo com a Jica ( Agência Internacional de Cooperação do Japão) garantiu R$ 281 milhões, e a Casan entrou com a contrapartida de R$ 114 milhões.

Florianópolis deverá receber  a maior parte dos recursos: 80% do total, o equivaente  a R$ 215 milhões. Os municípios de Penha, Barra Velha, Porto Belo, Piçarras, Balneário Barra do Sul e Bombinhas receberão 180 milhões. Em entrevista ontem na Lagoa da Conceição, Walmor de Luca explicou que a inciativa poderá mais do que dobrar a cobertura de esgoto no Estado, que hoje é de 16%. “Em conco anos, teremos índices de primeiro mundo, com 80 % da população atendida,” informou o presidente.

Nas próximas semanas, será contratada uma consultoria e em seguida feita concorrência com a participação das empresas internacionais . Leonel Pavan observou que o saneamento vai contriuir para o desenvolvimento turítico de toda a região. A parceria japonesa também estaria ligada ao interesse no país na maricultura catarinense, já que os municípios contemplados são produtores.

Em Florianópolis, as obras abrangem as bacias do Iatcorubi, do José mendes, Saco Grande, Monte Verde e João Paulo, o distrito de Ingleses, a lagoa da Conceição, o Pântano do Sul e o Ribeirão da Ilha. (A Notícia, 15/04/2010)

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Índice de acesso da população brasileira a esgoto sanitário nas zonas rurais é semelhante ao de países miseráveis e de nações em guerra

A vida pacata de Zenilda Barbosa Firmino, moradora há 25 anos do Núcleo Rural Taquara, a cerca de 50km do Plano Piloto, nada tem a ver com o horror terrorista do Afeganistão, a matança provocada pela guerra civil no Timor Leste ou a fome que dizima milhares no Sudão. Em um ponto, porém, a realidade da mulher de 54 anos se aproxima muito do ambiente vivenciado nesses países marcados por miséria extrema. É que no Brasil apenas 23,1% da população rural têm acesso a esgotamento sanitário índice pior que o da Nigéria, por exemplo, onde 25% dos moradores do campo são atendidos com serviços adequados de saneamento. Os dados nacionais constam do mais recente relatório de monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que foram comparados com as estatísticas oficiais de outras nações pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Diante de tal quadro, é consenso entre especialistas que uma das oito metas do Projeto ODM reduzir pela metade, até 2015, a proporção de pessoas sem acesso permanente a água potável e a esgotamento sanitário dificilmente será atingida pelo Brasil caso o atual ritmo de melhora seja mantido. Na prática, isso significa chegar a 44,85% de excluídos do serviço de esgoto na área rural em cinco anos. Só que, entre 1992 e 2008, tal índice caiu pouco: de 89,7% para os atuais 76,9%. Quase metade de todos os moradores do campo no país cerca 30 milhões de pessoas, ou 16% da população brasileira utiliza fossas rudimentares, 5,6% depositam seus dejetos em valas e 3,1% jogam direto em rios, lagos ou no mar. Para 21%, o drama é ainda pior: eles simplesmente não contam com nenhuma forma de se livrar do esgoto (veja quadro).

Historicamente a área rural é largada à própria sorte, inclusive no saneamento. Os índices no setor simplesmente não condizem com a oitava economia do mundo. Países como Chile, Argentina e Uruguai têm realidades melhores que a nossa , protesta Cassilda Teixeira de Carvalho, presidenta da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. Ela defende uma mudança gerencial, de cultura e de mentalidade para driblar o problema. É isso que falta nas políticas públicas, mais do que uma carência de recursos financeiros , alfineta.

Obstáculos

Para as instâncias do governo federal ligadas ao setor que não negam a deficiência , são vários os obstáculos a serem vencidos a fim de garantir o esgotamento sanitário adequado fora das cidades. Entre os principais, estão distância, pulverização geográfica das residências e dinheiro. O custo da infraestrutura para atender uma comunidade pequena acaba se tornando inviável financeiramente. Temos que trabalhar com alternativas tecnologicamente adequadas , afirma Sérgio Gonçalves, do Departamento de Articulação Institucional da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades.

Coordenador de Engenharia Sanitária da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Pedro Villar reafirma o problema de financiamento, embora destaque que o orçamento a ser gasto na área vem, aos poucos, aumentando. Não digo escassez, mas há limitação de recursos , diz o engenheiro da entidade, cuja tarefa é atender, na área do saneamento, municípios com menos de 50 mil habitantes e vilas rurais de até 2,5 mil moradores, além de quilombolas, indígenas, ribeirinhos e assentados.

Walder Suriani, superintendente executivo da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe), não duvida da dificuldade financeira de implementar equipamentos adequados de esgoto na área rural. Nossos investimentos, falando como companhia, precisam ter retorno, ter a tarifa. Exatamente por esse motivo é que a União e os governos estaduais e municipais devem entrar pesado no setor se quiserem garantir condições mais saudáveis para a área rural e o meio ambiente , diz Suriani.

Sonho

Tal intervenção é sonho antigo de Zenilda. Em sua casa no Núcleo Rural Taquara, com mais três residências dentro do mesmo lote, ela mostra sua fossa no quintal, praticamente colada à janela de um cômodo. Seria bom se fosse mais longe um pouco da gente, talvez lá na rua. Mas desde que eu vim para cá é assim, ninguém do governo nunca veio perguntar sobre isso , afirma.

Há alguns meses, a mulher, que vive com o marido e um filho, de 21 anos, na zona rural de Brazlândia tenta juntar dinheiro para reformar a fossa que recebe os dejetos do banheiro. Aos poucos as bordas estão caindo , diz, apontando para o cimento no chão. Um outro cano, por onde é escoada a água das torneiras da casa, esse a céu aberto, também preocupa Zenilda. Em tempos de dengue e com muitas crianças morando nas três residências dentro do lote, o acúmulo de água no quintal pode ser um chamariz para o mosquito Aedes aegypti. Com o solo molhado por conta das chuvas dos últimos dias, o processo de infiltração na terra torna-se ainda mais lento e demorado.

Compromisso

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) foram definidos durante a Cúpula do Milênio, em Nova York, em 2000, quando líderes de 191 nações oficializaram um pacto para tornar o mundo mais solidário e mais justo até 2015. Para mensurar o sucesso desse grande projeto humanitário, foram definidas oito metas, que ficaram conhecidas como ODMs. Elas dizem respeito ao fim da miséria e da fome; educação básica de qualidade para todos; igualdade entre sexos e valorização da mulher; redução da mortalidade infantil; melhoria da saúde das gestantes; qualidade de vida e respeito ao meio ambiente; combate à Aids, malária e outras doenças; além de formalizar parcerias pelo desenvolvimento. (Renata Mariz, Correio Braziliense, 04/03/2010)

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A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) tem até o início de fevereiro para responder a notificação por irregularidades na estação de tratamento (ETA) de Palhoça e na captação de água nos mananciais – nascentes – Cubatão e Pilões.

A fiscalização foi feita em dezembro do ano passado, em uma ação conjunta da Vigilância Sanitária Estadual com as Vigilâncias municipais de Florianópolis, São José, Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz.

O ato foi supervisionado pelo Ministério Público.

Segundo a Vigilância, não há risco iminente para os usuários, por isso a ETA não foi interditada.

No início de fevereiro, será feita uma reunião com o Ministério Público para definir quais medidas judiciais serão tomadas, caso a empresa não atenda às solicitações.

De acordo com a fiscal da Vigilância Sanitária de Santo Amaro da Imperatriz, Andréia Borges, foram encontrados produtos químicos com o prazo de validade vencido e sem identificação no laboratório da estação de tratamento.

Além disso, a estrutura física do local e da captação dos mananciais citados na notificação está precária, podendo, futuramente, prejudicar a qualidade da água.

A diretora metropolitana da Casan, Adeliana Dal Pont, informou que reconhece o trabalho da Vigilância e vai acatar todas as solicitações. A Companhia contratou uma empresa especializada para dar o destino adequado aos produtos químicos.

Com relação às obras, na estrutura física, a Casan vai solicitar um prazo maior, porque a realização depende de licitação. Estão em andamento a pintura da estação de tratamento e melhoramento dos filtros. (Mayara Rinaldi DC, 21/1/2010)

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