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Archive for maio \31\UTC 2010

Fundação amplia sua presença em outros estados brasileiros e já presta atendimento à população da África

Criada em 1900 para solucionar os problemas de saúde do Brasil no início do século 20, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), à época Instituto Soroterápico Federal, completa 110 anos na próxima terçafeira. Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, é necessária uma constante modernização, quase minuto a minuto. A expansão também está na pauta da instituição, considerada a maior de pesquisa biomédica da América Latina. Hoje, a Fiocruz está presente em mais sete capitais brasileiras, além do Rio de Janeiro, e há planos de inaugurar filiais em mais quatro estados.

– A Fiocruz é uma instituição que pensa o país, mas também está extremamente integrada com o panorama internacional.

Em outubro de 2008, a instituição instalou sua primeira representação no exterior, o Escritório Técnico de Moçambique, na África. A unidade reforça o compromisso de promover a melhoria das condições sociossanitárias de populações carentes – diz Gadelha.

Ele enfatiza que, apesar da tradição, a instituição está alinhada com o futuro, principalmente na inovação tecnológica.

Doenças que afligem os brasileiros, como dengue, Aids, febre amarela, doença de Chagas, hanseníase, tuberculose e malária, são alvo de constantes pesquisas. Na área de vacinas, a Fiocruz se destaca na produção de cerca de 130 milhões de doses anuais, para combater enfermidades como poliomielite, sarampo, rubéola e caxumba. Em 1987, um grupo de cientistas da instituição isolou o HIV pela primeira vez na América Latina, considerado até hoje um dos grandes feitos da Fiocruz. (Jacqueline Costa, O Globo, 23/05/2010)

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Como a Dinamarca consegue dar um extraordinário grau de satisfação a seus cidadãos

Em 2006, estudiosos da Universidade de Leicester, no Reino Unido, divulgaram os resultados de uma pesquisa pioneira. Eles usaram uma série de fatores para criar um mapa – de imediato respeitado e posteriormente emulado de várias formas – da felicidade no mundo. De dados relativos à saúde e educação pública ao grau de satisfação das pessoas com os rumos de seu país, a alegria planetária foi prospectada e investigada como nunca antes.

No topo da lista, não estava um ensolarado e luxuriante paraíso tropical nem alguma terra marcada por prazeres consagrados como uma culinária irresistível. O país campeão mundial de felicidade era, sob muitos aspectos, uma improbabilidade: temperaturas abaixo de 20 graus negativos em invernos intermináveis e taxas altíssimas de Imposto de Renda. A Dinamarca deixou o mundo inteiro para trás. Não só na lista da Universidade de Leicester, como em sucessivas outras feitas de lá para cá.

Qual é a mágica?

Se você vai à Dinamarca, o mistério se desfaz em pouco tempo, apenas com o que seus olhos alcançam. As pessoas sorridentes, saudáveis e bonitas que circulam de bicicleta pelas ruas bem tratadas e seguras de Copenhague são uma cena que impressiona e eleva a alma de forasteiros. A alegria está no ar. Você não se sente dominado pelo medo ao caminhar à noite por Copenhague, como acontece em tantas cidades brasileiras. Tampouco vê pessoas aflitas, como em metrópoles como Nova York, andando apressadamente com celulares colados aos ouvidos e laptops prontos a ser ligados em qualquer parada num café. Copenhague, a capital e a alma da Dinamarca, é diferente. Para melhor. Para usar uma expressão memorável de Hemingway sobre a Paris dos anos 20, a Copenhague contemporânea é uma festa móvel.

O que os olhos do visitante não captam os livros explicam com clareza. Os 5,5 milhões de dinamarqueses são como que guiados pelo Janteloven, ou Leis de Jante. Jante é uma cidadezinha imaginária criada pelo romancista Aksel Sandemose em 1933 no livro Um fugitivo cobre seus passos. Os traços básicos dos habitantes de Jante refletem o dinamarquês médio. Uma frase das Leis de Jante resume o espírito da coisa: “Você não é melhor que ninguém”. Logo, ninguém também é melhor que você. A Janteloven estimula a modéstia e a simplicidade – e acaba sendo uma armadura contra golpes na autoestima. As Leis de Jante têm o efeito de fazer os habitantes da Dinamarca sentir que ninguém é superior a eles.

Elas têm sido, de tempos em tempos, objeto de revisão e, não raro, questionamento. Alguns anos atrás, a treinadora de um time olímpico feminino dinamarquês causou celeuma ao se deixar fotografar com um agasalho esportivo em que estava escrito: “Dane-se a Janteloven”. Ela queria dizer que, em seu time, as jogadoras deveriam querer ser melhores que as outras. O desempenho da equipe não foi brilhante, e a estrela da treinadora foi deixando paulatinamente de brilhar. A Janteloven sobreviveu, e muito bem, às agressões estampadas no agasalho. Ela é uma instituição dinamarquesa, um motivo de orgulho e reverência – e controvérsias em torno dela fazem parte do espírito inquisitivo do país.

Compare o modelo mental esculpido pela Janteloven com a divisão estabelecida na sociedade americana entre vencedores e perdedores. Há uma crise econômica e você perde o emprego nos Estados Unidos: consequentemente, está transferido para o time dos derrotados. Não é pouca a pressão. Em nenhum dos muitos estudos feitos sobre o tema da felicidade os Estados Unidos aparecem entre os primeiros colocados. Tampouco o Brasil, é verdade. A ideia de que o brasileiro é um povo feliz pertence à categoria de mitos e lendas. Uma pesquisa recente feita por um instituto internacional chamado Pew, na qual foram ouvidas 200 mil pessoas de 57 países, mostrou que apenas um terço dos brasileiros está satisfeito com os rumos do país. Os traços básicos da Dinamarca são parecidos com os de outros países da região, como Suécia, Noruega e Islândia. Todos eles, previsivelmente, costumam brilhar em levantamentos globais de felicidade. “O conceito de felicidade ou satisfação com a vida é uma das áreas mais importantes de pesquisa em economia s e psicologia”, diz Adrian White, o coordenador do estudo da Universidade de Leicester. “Há um interesse crescente no uso de métricas de felicidade como um indicador nacional, em conjunção com medidas de riqueza.” Uma pesquisa feita na Inglaterra revelou que 81% da população acha que o governo deve se centrar em tornar as pessoas mais felizes, não mais ricas.

Como seus vizinhos nórdicos, e eis aí mais um fator positivo para aumentar a satisfação, a Dinamarca é um lugar libertário por excelência. A liberdade de expressão é um valor tão sagrado como a bandeira nacional. Não surpreende que tenha sido lá o lugar em que alguém ousou desafiar o fundamentalismo islâmico com a publicação e a republicação alguns anos depois de caricaturas de Maomé. Numa delas, o Profeta aparecia com uma bomba. Em outra, com o corpo de um cachorro. As charges deram origem a protestos enfurecidos, parecidos com os que se seguiram à publicação em 1989 de um romance de Salmon Rushdie que lhe valeu uma condenação à morte – não consumada – pelo aiatolá Khomeini, então no poder no Irã.

Produtos dinamarqueses foram boicotados por países muçulmanos, bombas explodiram, marchas e ameaças de toda natureza foram feitas. Calcula-se que 150 pessoas tenham morrido nos tumultos nascidos das charges. Os editores dinamarqueses, ao publicá-las e republicá-las, queriam deixar claro que não se vergavam diante de intimidações e não recuariam de outro valor nacional: a ironia. Esse é um traço que encontrou seu símbolo maior no filósofo existencialista Soren Kierkegaard, da primeira metade do século XIX. Conhecido como o Sócrates de Copenhague, Kierkegaard é lido, comentado e cultuado pelos dinamarqueses. Estátuas dele fazem parte destacada da paisagem de Copenhague. Ele escreveu sob diferentes pseudônimos, e muitas vezes o que afirmava num deles era desmentido em outro. “O mundo já tem gente demais que facilitou a vida das pessoas, com coisas como o telégrafo e a locomotiva”, disse Kierkegaard com um dos pseudônimos. “Meu papel é dificultar.”

O apreço à liberdade de expressão pode levar a paroxismos. É permitida na Dinamarca a veiculação de desenhos de pornografia infantil, por exemplo. Neste momento, os políticos locais estão discutindo isso. Um deles disse que, se não for comprovado que os desenhos estimulam os pedófilos a praticar crimes, será difícil mudar a legislação. Foi sob a mesma lógica permissiva que os alemães publicaram, na década de 1920, Mein Kampf (Minha Luta), um livro em que Hitler antecipava tudo o que faria, alguns anos mais tarde, no poder: basicamente, dedicar-se a um projeto bélico de dominação global da Alemanha e exterminar os judeus. Alguns países de tradição igualmente libertária promoveram recentemente ajustes na liberdade de expressão. No Reino Unido, “glorificar o terror” – elogiar a Al Qaeda de Osama Bin Laden e grupos terroristas similares – dá, agora, cadeia.

Os efeitos desanimadores dos impostos altíssimos da Dinamarca (entre 50% e 70% da renda) são mitigados pelo que o Estado oferece, em contrapartida, aos cidadãos. O dinamarquês tem, a despeito da mordida enorme em seu patrimônio, uma relação tranquila e decente com a taxação. É bem diferente do que ocorre em países como a cambaleante Grécia, onde as pessoas costumam se gabar em reuniões sociais de como driblaram o fisco. Uma das razões da presente tragédia financeira grega é exatamente a alta evasão de impostos. Para ter uma ideia, a economia informal grega chega a quase 30% do PIB. Isso se reflete numa sonegação de cerca de 10% do PIB. É uma informalidade parecida com a do Brasil. Uma das explicações que os economistas dão para esse fenômeno é que em democracias relativamente jovens, como é o caso da Grécia e do Brasil, o espírito público da sociedade é menor. Os cidadãos não enxergam um benefício claro no dinheiro que o Estado quer tomar deles.

Na Dinamarca, a economia paralela é uma das menores do mundo: gira em torno de 10%. Os impostos financiam o sistema educacional gratuito, a começar por dez anos de escolaridade obrigatória. Também o ensino superior é gratuito. Nos seus anos escolares, os jovens dinamarqueses recebem uma ajuda do Estado. Ao se iniciar na vida profissional, eles são beneficiados por um sistema de formação contínua. O Estado gasta 9% do PIB em educação, o dobro do que acontece no Brasil. As escolas preparam com capricho seus alunos para o mundo globalizado. Tão difícil quanto avistar sinais explícitos de pobreza na Dinamarca é topar com alguém que não seja fluente em inglês – seja um lixeiro, porteiro de restaurante, motorista de táxi ou o que for.

Os dinamarqueses desfrutam também um sistema de saúde invejável. Os hospitais são gratuitos e o acesso a médicos especialistas é franqueado. Se você tem uma doença crônica, como diabetes ou pressão alta, pode comprar por preços reduzidos remédios subsidiados pelo governo. A Dinamarca investe 20% do PIB em saúde pública. Um estudo recente da Fundação Oswaldo Cruz mostrou que no Brasil esse número gira em torno de 4%. Os dinamarqueses recebem uma pensão a partir dos 65 anos.

Mas têm oportunidade de seguir trabalhando depois em horários adequados, em nome da saúde mental. Num museu nos arredores de Copenhague, por exemplo, você encontra guardas de mais de 70 anos que têm uma jornada de trabalho de dez dias por mês. Um deles, com quem converso, é um oficial reformado da Marinha. “Numa escala de zero a dez, qual é o seu grau de felicidade?”, pergunto. “Oito”, ele responde num inglês fluente, depois de uma breve reflexão. Sem pretensões científicas, fiz a mesma pergunta a variados habitantes de Copenhague de diferentes profissões e origens. Em nenhum caso a resposta foi menor que oito. Todas as pessoas que abordei foram afáveis e delicadas. Tente fazer o mesmo em cidades como Paris ou Londres e você provavelmente receberá alguns pontapés em sua autoestima.

A Dinamarca é um raro exemplo de país em que o chamado Welfare State, o Estado de Proteção Social, foi preservado nas últimas décadas. Os ventos sopraram fortemente na direção econômica contrária, sob a pregação do Estado mínimo defendido com imenso sucesso nos anos 80 por líderes mundiais como Ronald Reagan e Margaret Thatcher. Na Inglaterra, a rede de proteção social armada depois da Segunda Guerra Mundial foi, em boa parte, desativada. Na França, o presidente Nicolas Sarkozy foi eleito há dois anos com uma plataforma inspirada em Thatcher. A Dinamarca decidiu não reinventar seu sistema, nascido como uma espécie de terceira via entre o capitalismo e o socialismo. Pelo que mostram os estudos, e por aquilo que qualquer visitante verifica, os dinamarqueses ficaram felizes com a decisão.

Quem é mais feliz? Os melhores países, segundo um estudo da Universidade de Leicester

1º DINAMARCA 2º SUÍÇA 3º ÁUSTRIA 4º ISLÂNDIA 5º BAHAMAS 6º FINLÂNDIA 7º SUÉCIA 8º BUTÃO 9º BRUNEI 10º CANADÁ 11º IRLANDA 12º LUXEMBURGO 13º COSTA RICA 14º MALTA 15º HOLANDA 16º ANTIGUA E BARBUDA 17º MALÁSIA 18º NOVA ZELÂNDIA 19º NORUEGA 20º ILHAS SEYCHELLES (Paulo Nogueira, Revista Época, 23/05/2010)

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A saúde é um dos direitos fundamentais assegurados na Constituição de 1988. Apesar de tal afirmação parecer óbvia, o respeito a este direito parece estar sendo negligenciado quando o assunto é a saúde do trabalhador. Isso porque, muitas empresas, públicas ou privadas, não estão dando a devida atenção para o fato de que seus empregados e funcionários são humanos e não estruturas robotizadas resistentes a todo tipo de intempérie. Não é novidade que as condições de trabalho não são das mais adequadas no Brasil. Entretanto, choca saber que muitas das vezes elas são abusivas no que diz respeito à preservação física e psicológica dos trabalhadores.

Muitos são aqueles que, por necessidade financeira ou falta de conhecimentos de seus direitos, submetem-se a condições subumanas em seus ambientes de trabalho. Ambientes estes marcados pela insalubridade, nos quais despendem mais tempo trabalhando do que prevê a legislação (44 horas semanais) e cercado por cobranças e pressões.

O que não parece ter coerência alguma é que o empregador não perceba as consequências negativas que as más condições de trabalho podem trazer para o crescimento da empresa. Num primeiro momento, a impressão que fica é de um total descaso com o trabalhador.

Entretanto, este descaso alcança também a lucratividade da empresa. Para que uma instituição se desenvolva é preciso que seus funcionários estejam comprometidos com o trabalho, apresentem boas condições físicas e emocionais e entendam sua importância na estrutura organizacional.

A partir do momento em que seu bem-estar é desconsiderado no processo de produção, sua produtividade diminui consideravelmente.

Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre os determinantes sociais que influem na saúde reforça a dualidade do tema ao demonstrar que as conseqüências dessas irregularidades no mercado de trabalho podem afetar algo mais que apenas o bolso.

De acordo com o médico Carlos Muntaner, pesquisador do Centro de Vícios e Saúde Mental, e um dos autores da pesquisa, destacou que as condições de trabalho exercem um profundo impacto sobre a saúde dos trabalhadores ao redor do mundo. A equipe de especialistas concluiu que uma baixa saúde mental e física está associada a ganhar a vida com um trabalho precário, de contratos temporários, baixos salários e escassos benefícios.

Estatísticas demonstram que pessoas submetidas a más condições de trabalho têm 50% a mais de risco de sofrer de doenças coronárias graves. Além disso, foi comprovado que os trabalhos de maior demanda, baixo controle e cujo esforço não se vê recompensado rapidamente agravam o risco de problemas físicos e psíquicos, dentre os quais depressão e ansiedade.

Mas a responsabilidade não é apenas dos empregadores, passa também pelos trabalhadores, pelo governo e pelos parceiros sociais. Os empregadores têm por obrigação garantir boas condições de trabalho aos colaboradores, cumprindo a legislação vigente, formando os trabalhadores e colocando à sua disposição os equipamentos e meios necessários para que possam desempenhar as suas funções com segurança e bem-estar.

Os próprios trabalhadores, ao não terem essas boas condições de trabalho devem exigi-las, fazer valer seus direitos e sua cidadania plena.

Cabe ao governo não somente melhorar a legislação que assegura a saúde do trabalhador e zelar para que seja cumprida, mas também levar a cabo ações de prevenção e de informação, não apenas no âmbito dos trabalhadores e empregadores diretamente envolvidos como na esfera da sociedade em geral, para que houvesse uma maior conscientização para esta questão. (Natália Pacheco Junior, especialista em Sociologia do Trabalho, Jornal do Brasil, 23/05/2010)

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Maior parte das brasileiras que interrompe a gravidez é casada, religiosa e já tem filhos

A vereadora e ex-VJ Soninha já fez aborto

Uma em cada cinco brasileiras de 40 anos (22%) já fez pelo menos um aborto, aponta o maior levantamento sobre o tema realizado no País. Quando consideradas mulheres de todas as idades, uma em cada sete (15%) já abortaram.

Ao contrário do que se imagina, a prática não está restrita a adolescentes solteiras ou a mulheres mais velhas. Cerca de 60% das mais de 2 mil entrevistadas interromperam a gestação no centro do período reprodutivo – entre 18 e 29 anos. “A maioria é de mulheres casadas, religiosas, com filhos e baixa escolaridade”, revela a antropóloga da Universidade de Brasília Debora Diniz, autora principal do estudo. “Elas já têm a experiência da maternidade e tanta convicção de que não podem ter outro filho no momento que, mesmo correndo o risco de serem presas, interrompem a gestação”, diz.

Medicamentos abortivos foram usados em metade dos casos pesquisados. É provável que para a outra metade das mulheres a interrupção da gravidez tenha ocorrido em condições precárias de saúde, aponta o estudo. “Cerca de 55% das mulheres precisou ser internada por causa de complicações. Se o aborto seguro fosse garantido, isso seria evitado”, defende Debora.

“Os dados reafirmam a opinião já consolidada no Ministério da Saúde de que aborto é uma questão de saúde pública“, diz Adson França, assessor especial do ministro José Gomes Temporão. “Mostra que estamos no caminho certo ao ampliar a oferta de métodos contraceptivos no Sistema Único de Saúde.”

Segundo França, a política de planejamento familiar está reduzindo os casos de gravidez não desejada no País. “Nos últimos sete anos, o número de curetagens pós-aborto no SUS caiu de 240 mil para 200 mil ao ano.”

Financiada pela Fundação Nacional de Saúde, a Pesquisa Nacional de Aborto entrevistou 2.002 mulheres entre 18 e 39 anos de todo o País. A técnica utilizada é semelhante a de pesquisas eleitorais e, como o anonimato é garantido, estima-se uma margem de erro de apenas 2%.

Mas, para o pesquisador do Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva de Campinas Anibal Faúndes, os números ainda estão subestimados. “Qualquer estudo feito com entrevista face a face não consegue que todas as mulheres admitam o aborto. A realidade é daí para cima”, diz.

Embora o acesso a anticoncepcionais tenha melhorado, afirma Faúndes, ainda há muito a ser feito. “A mulher atendida em um hospital após passar por aborto não poderia ter alta sem receber orientação para uso de contraceptivo. Isso não acontece. Também é preciso ampliar o acesso entre as adolescentes.”

O porta-voz da CNBB d. Antônio Augusto Duarte afirma que o alto índice de internações decorrentes do aborto ilegal não pode ser usado como argumento para a descriminalização da prática no País. “Ao analisar dados de países onde ele foi legalizado se percebe que os casos de aborto clandestino não diminuíram.” (Karina Toledo, O Estado de S. Paulo, 22/05/2010)

Para ler uma matéria sobre aborto na Revista TPM, clique aqui.

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Ministros da saúde reunidos na assembleia anual da Organização Mundial da Saúde, em Genebra, concordaram em aumentar os impostos de bebidas alcoólicas e apertar o cerco à publicidade, para tentar conter os estragos causados pelo abuso do álcool. A estratégia global foi adotada em consenso. As dez principais recomendações não são obrigatórias, mas servem de guia para 193 países. O consumo de bebidas alcoólicas é a terceira causa de morte prematura e deficiências no mundo. (Folha de S. Paulo, 21/05/2010)

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O Brasil, em conjunto com África do Sul, Índia e Rússia, criticou a partilha de informações sobre a influenza A (H1N1) durante a Assembleia Mundial de Saúde, na Suíça. Os países entregaram à Organização Mundial da Saúde (OMS) uma carta que aponta as principais falhas do sistema de acesso às informações do vírus pandêmico. Eles também pretendem obter a expansão da capacidade para produzir vacinas e remédios contra a popularmente chamada gripe suína, o que implica transferência de tecnologia e participação nos resultados da investigação científica. Durante a pandemia da influeza A (H1N1), a rede de coleta de informações do vírus teve alcance global. No entanto, de acordo com o Ministério da Saúde, países que detêm tecnologia e desenvolveram vacinas, drogas antivirais e kits de diagnóstico restringiram o acesso dos países menos favorecidos às informações essenciais sobre o vírus. A Assembleia Mundial de Saúde termina hoje (21/5), com a divulgação das resoluções. O Brasil espera que a OMS exerça pressão política sobre os países membros detentores de tecnologia. (Correio Braziliense, 21/05/2010)

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O Instituto Butantã, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, responde hoje por 25% das vacinas adquiridas pelo Programa Nacional de Imunizações e 98% dos soros antiveneno, segundo dados do Ministério da Saúde. O laboratório Bio-Manguinhos, federal, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz, fornece 50% dos imunizantes.

Em 2009, a pasta comprou seis tipos de vacinas do Butantã: DT adulta e infantil (contra tétano e difteria), DTP (tétano, difteria e coqueluche), hepatite B, contra influenza (gripe comum) e raiva. Neste ano, o ministério adquiriu ainda 63 milhões de doses contra a gripe suína por meio do instituto.

Percepção

No caso da vacina da gripe comum, problemas do instituto para dar conta da demanda neste ano levaram a um atraso da vacinação dos idosos em parte do País.

Depois, por causa de problema na qualidade de parte dos imunizantes formulados, o órgão acabou liberando um tipo de vacina não previsto inicialmente na campanha, contra gripe comum e suína, que causou confusão entre os mais velhos.

Além do Instituto Butantã e Laboratório Bio-Manguinhos-Fiocruz, outras duas empresas públicas produzem vacinas para o programa nacional – o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tec-Par) e a Fundação Ataulpho de Paiva (FAP), no Rio. (O Estado de S. Paulo, 21/05/2010)

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