Feeds:
Posts
Comentários

Archive for setembro \28\UTC 2010

Iniciativa interessante:

Revista da Turma da Mônica sobre drogas

Read Full Post »


Em vez de proteger o usuário, o jaleco médico – indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como equipamento de proteção individual para os profissionais do setor – pode ser fonte de contaminação. É o que indica um estudo realizado por alunas da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), câmpus de Sorocaba, e divulgado ontem. Das amostras analisadas, 95,83% estavam contaminadas.

Entre os micro-organismos identificados nos jalecos está o Staphilococcus aureus, bactéria considerada um dos principais agentes de infecção hospitalar. A pesquisa foi realizada pelas alunas Fernanda Dias e Débora Jukemura, sob orientação da professora Maria Elisa Zuliani Maluf.

A proposta surgiu após a constatação de que alunos e residentes do hospital-escola do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, da rede estadual de saúde, saíam para o almoço em bares e restaurantes sem tirar o jaleco.

O objetivo foi comparar a microbiota – conjunto de micro-organismos que habitam um ecossistema – existente nos jalecos, sobretudo na região do punho e na pele dessas pessoas, com a dos não usuários. Foram avaliados 96 estudantes de Medicina, distribuídos nos seis anos da graduação, que atuam na enfermaria de clinica médica do hospital. A metade usava jalecos (de mangas longas) e a outra metade não.

“Essa elevada taxa de contaminação pode estar relacionada ao contato direto com os pacientes, aliada ao fato de os micro-organismos poderem permanecer entre 10 e 98 dias em tecidos, como algodão e poliéster”, explica Fernanda. A PUC-SP pretende aprofundar os estudos para encaminhá-los à OMS. (IstoÉ Online, 23/9)

Nota do blog: como será que estarão os jalecos em Santa Catarina?

Read Full Post »

Aumentam na Justiça brasileira os casos de assédio moral horizontal

“Em 25 anos de carreira, nunca tive sequer um desentendimento no ambiente de trabalho. Há cerca de dois meses, porém, comecei a receber e-mails anônimos me desqualificando como profissional e me ofendendo pessoalmente. O meu agressor me chama de pseudoprofissional, me pergunta quando vou deixar de enrolar e começar a trabalhar e usa palavras de baixo calão. Se dá ao trabalho de mandar essas mensagens até de madrugada. Gerencio uma equipe e sei que ninguém morre de amores por seu chefe, mas acho improvável que seja algum subordinado. Parece mais coisa de outro gerente, até pelo tipo de ataque. Ainda não falei com ninguém da empresa, mas já consultei uma advogada. Se a perseguição continuar, vou fazer um boletim de ocorrência e abrir um processo para pedir que o gerenciador de e-mails me passe os dados do dono dessa conta.”

O depoimento do gerente de TI A.M, 44 anos, de São Paulo, ilustra uma prática cada vez mais comum no ambiente profissional. Humilhar, ridicularizar e isolar pessoas deixou de ser uma exclusividade hierárquica, de superiores truculentos, ignorantes ou tiranos. Agora, colegas também se espezinham e se torturam, protegidos por divisórias, contas anônimas de e-mails ou até pela política da maioria das empresas, que fazem vista grossa para casos evidentes de assédio moral horizontal – como se convencionou chamar esse tipo de agressão entre iguais. “A prática cresceu muito nos últimos cinco anos”, confirma a médica Margarida Barreto, uma das maiores especialistas do assunto no Brasil, que organizou a Conferência Internacional sobre Assédio Moral, no Rio de Janeiro. Prova do aumento de casos é a audiência do site Assédio Moral (www.assediomoral.org), criado por Margarida em 2000. No primeiro ano, a página recebia no máximo dois depoimentos de vítimas por mês. Hoje, são 20 por dia.

img.jpg

Como nos casos clássicos de assédio moral, em que o chefe é o algoz do subordinado, esse tipo de psicoterrorismo, também chamado de bullying no trabalho, afeta emocionalmente o trabalhador, compromete a produtividade da empresa e, em última instância, desemboca em processos judiciais e pedidos milionários de indenização. O ambiente corporativo cada vez mais competitivo e a cultura empresarial, que vê o funcionário como gasto em vez de investimento, contribuem para a fabricação em série de torturadores profissionais. Metas inalcançáveis, prazos exíguos, prêmios e castigos criam uma atmosfera inóspita falta de respeito ao ser humano. Mas, apesar de a competitividade funcionar como fermento para índoles frágeis, o funcionalismo público, em que a garantia da estabilidade neutraliza a necessidade de ser melhor que os outros para manter o emprego, também tem se mostrado profícuo de casos. Como o da servidora Tatiana Araújo Jorge, 48 anos, de Brasília. Há 31 anos no Congresso, e em contagem regressiva para se aposentar, ela passou a ser vítima de assédio no trabalho. Tudo porque aderiu a uma chapa contrária à do diretor no sindicato. “Passei a ser perseguida por ele e por colegas que o idolatram e fazem parte do grupo político dele”, conta. Além de ouvir piadinhas, quando chegava ao trabalho Tatiana encontrava invariavelmente sobre sua mesa algum material político do grupo adversário – um folheto, um boné, uma camisa, etc. Ao reclamar, todos alegavam estar apenas brincando. Não estavam. As duas chapas perderam a eleição, mas a perseguição continuou e ela se viu obrigada a pedir transferência. “Foi uma das piores fases da minha vida, de uma violência enorme”, diz.

img1.jpg

Como na história de Tatiana, uma das questões mais nebulosas nos casos de assédio entre colegas é perceber o ponto em que uma brincadeira ganha ares de coisa séria. Regra geral, afirmam os especialistas, a piada deixa de ser uma gracinha corporativa quando se repete diariamente e passa a ser pejorativa. “A grande maioria das vítimas nem se dá conta de que está passando por isso”, concluiu a psicóloga gaúcha Mayte Raya Amazarrai, que defendeu uma tese de doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) sobre o bullying entre bancários, uma das categorias mais afetadas pelo problema. Mayte entrevistou 600 profissionais em duas etapas. Em um primeiro momento, apresentou várias situações típicas de assédio e perguntou se a pessoa passava por aquilo com frequência. Em seguida, questionou: você é vítima de assédio moral? Um terço afirmou passar por situações de assédio semanalmente. Mas só 7% afirmaram que sofriam assédio moral de fato. “Isso comprova que eles acham que as perseguições e humilhações fazem parte do jogo e que, se não se submeterem, serão vistos como fracos ou maus profissionais”, explica a pesquisadora.

img2.jpg

A psicóloga carioca Luciene Lacerda, que coordena um projeto de combate ao assédio moral na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez um estudo com funcionários da área da saúde do Rio de Janeiro e também detectou um considerável número de reclamações de assédio moral horizontal. “Se isso acontece entre colegas é porque há espaço, seja dado pelo chefe, seja por causa da cultura da empresa”, afirma. Foi o que se deu com a enfermeira Naiara Dias Pereira França, 35 anos, de Patrocínio (MG). Primeiro, o dono do hospital em que ela trabalhava a assediou sexualmente. Depois, moralmente. Aí seus colegas se viram no direito de acuá-la também. O bullying começou com piadas relacionadas à cor da pele da enfermeira, que é negra. Ela reagiu e deu queixa na polícia. Em seguida, vieram os boatos de que ela não era boa mãe nem esposa e que traía o marido. “Fora que diziam que eu é que tinha dado a chance para meu ex-patrão me cantar, usando a velha máxima machista.” A situação se arrastou até que a enfermeira foi demitida e entrou com um processo de assédio moral. “Vou até o fim com isso”, diz. “Perdi o sono, o emprego, até o marido. Mas não perdi minha dignidade.”

G_bullyng.jpg
g_1.jpg

O assédio moral, vertical ou horizontal, não tem legislação específica – os casos são julgados com base no princípio da dignidade humana, que está na Constituição. Pelo menos nove projetos de lei tramitam no Congresso com esse objetivo. A Justiça do Trabalho, encarregada de julgar casos de assédio desde 2004, não contabiliza processos específicos de assédio moral. Mas juízes, procuradores e advogados são unânimes em apontar o visível aumento. “Os casos crescem em progressão geométrica”, afirma o vice-presidente do Tribunal Superios do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen. Embora a grande maioria se resolva nas Superintendências Regionais do Trabalho em acordos entre as partes, os especialistas preveem um congestionamento de ações nas varas.

O assédio moral horizontal também ganha território no meio digital. Troca de acusações por e-mail e reclamações nas redes sociais têm se tornado cada vez mais comuns. O grande perigo da internet é que ela encoraja os agressores mais tímidos. “As pessoas se sentem mais à vontade atrás de um teclado, porque os meios eletrônicos quebram a timidez. Mas esquecem que, dessa forma, estão deixando rastros, que são aceitos como provas pelo Judiciário”, afirma o advogado especializado em direito digital Renato Opice Blum. Segundo a advogada Patrícia Peck Pinheiro, um confronto de gerações está gerando uma situação curiosa nos casos de assédio moral. “A geração Y (até 30 anos) se acostumou a desabafar e fazer justiça via Twitter, enquanto a geração X (acima de 30) é mais adepta da reclamação no cafezinho”, constata. O perigo, segundo ela, é que uma pessoa que está sendo assediada passe de vítima a culpada ao desabafar na internet. Ela começa com um “odeio meu chefe” ou “meu colega é um idiota” e, quando se dá conta, pode ser processada por tê-los difamado. “Por isso, sempre brinco que os fins não justificam os e-mails.”

Muito antes de chegar à Justiça, as vítimas de assédio moral enfrentam uma romaria de adversidades. A primeira delas é o aparecimento de distúrbios físicos e psicológicos. O sofrimento gerado pela agressão causa desde crises de choro e insônia até pensamentos suicidas. Vítima do assédio de seus colegas, a bancária Cassandra Martins, 32 anos, de São Paulo, tem seguidas crises de ansiedade e engordou 12 quilos. Ela adquiriu uma doença nas cordas vocais quando trabalhava no telemarketing da instituição financeira, que a faz tirar seguidas licenças médicas. Sempre que volta de uma delas, é a mesma ladainha: “Estava de férias?”, “Que vida boa, hein?” ou “Adoraria ter sua doença para ficar recebendo sem trabalhar”. Atualmente afastada, Cassandra não vê a hora de voltar à ativa. “Não aguento mais ficar em casa, preciso sustentar meu filho”, diz. Segundo o psicólogo especialista em relações humanas Dirceu Moreira, autor do livro “Transtorno do Assédio Moral. Bullying – a Violência Silenciosa” (WAK Editora), quando chega ao seu consultório, a vítima de assédio já está em depressão. “Ela se sente incapaz e não vê mais sentido na vida”, diz.

img3.jpg

Diante do aumento de casos, algumas empresas começam a se mobilizar para evitar o problema, afirma a consultora em recursos humanos Maria Inês Fellipe. Palestras de prevenção e cursos de formação de líderes estão entre as estratégias. “Tudo é muito tímido, no entanto”, diz Maria Inês. “A grande maioria das empresas ataca as consequências e não a causa do assédio”, diz. “Se está todo mundo estressado, por exemplo, um curso de massagem não resolve a questão.” Magnus Ribas Apostólico, diretor da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), concorda que se antecipar é o melhor caminho. “O concorrente está fora da empresa, não dentro”, lembra. A analista financeira Gabriela Marcondes, 25 anos, de São Paulo, aprendeu essa lição de maneira traumática. Recém-formada, ela foi assediada pela pessoa que iria substituir. Magoada, a funcionária demitida fez com que toda a equipe ignorasse Gabriela, a ponto de ela ter de voltar para casa na hora do almoço por não ter companhia. “Parecia coisa de colégio”, lembra. “Acho que isso só aconteceu comigo porque meu chefe não soube gerir a troca de funcionários.”

Em meio ao terreno pantanoso no qual o assédio moral se desenrola, fica a dica às vítimas: procure ajuda psicológica em primeiro lugar. “Se a pessoa consegue voltar a enxergar a própria competência, ela perde o medo, recupera a autoestima e consegue se impor”, ressalta Moreira. Se ainda assim as humilhações persistirem, anote todos os detalhes sobre as agressões –, datas, dias, horários, setores e até possíveis testemunhas – caso a história mereça ser levada aos tribunais. (IstoÉ, 15/9)

Read Full Post »

Read Full Post »

A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) deverá promover uma série de medidas para corrigir e adequar os serviços de captação, tratamento e distribuição de água potável aos municípios de Florianópolis, Santo Amaro da Imperatriz, Palhoça, Biguaçu e São José, o que abrange 80% da população da Grande Florianópolis. A determinação está em liminar concedida pelo Juiz de Direito Hélio do Valle Pereira em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina.

A ação foi elaborada em conjunto pelos Promotores de Justiça Rui Arno Richter e Sonia Maria Demeda Groisman Piardi (33a. PJ da Capital), Vânia Lúcia Sangalli (Santo Amaro da Imperatriz), José Eduardo Cardoso (Palhoça), Luís Eduardo Souto (Coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente) e Rodrigo Cunha Amorim (Coordenador do Centro de Apoio Operacional do Consumidor). Seu embasamento é a inexistência de controle da qualidade da água pela Casan e de medidas preventivas à poluição do manancial de Pilões, pertencente ao Rio Cubatão, nos locais onde a companhia capta e trata a água. E, ainda, não há fiscalização por parte da Fundação Estadual do Meio Ambiente, que não cobrou a necessária Licença Ambiental de Operação (LAO) da Casan – e por isso a Fatma também responde à ação.

As irregularidades foram constatadas em inspeções e vistorias realizadas no local de captação de água, na localidade de Vargem do Braço, em Santo Amaro da Imperatriz, e também na estação de tratamento de água (ETA) Pedro Horstmann, na localidade de Morro dos Quadros, Alto do Iririú, em Palhoça. As fiscalizações foram realizadas no final de 2009 pela Vigilância Sanitária dos municípios abrangidos pelo fornecimento de água, pelo Tribunal de Contas do Estado e pela Promotoria de Justiça de Santo Amaro da Imperatriz.

O MPSC tentou resolver o problema extrajudicialmente com a Casan, mas a companhia resistiu em atender às recomendações expedidas e não assinou a proposta de Termo de Ajustamento de Conduta. A ação também foi ajuizada contra a Fatma para que ela exija da Casan a Licença Ambiental de Operação (LAO), fiscalizando e acompanhando o cumprimento dos condicionantes da licença quando ela for expedida. Para os Promotores, a deficiência nos serviços prestados pela Casan “compromete a segurança da saúde pública da população da Grande Florianópolis e o equilíbrio ecológico da região e do manancial”.

Problemas apontados

Na ação civil pública ajuizada, o Ministério Público demonstrou ao Judiciário que a Casan não possui Licença Ambiental de Operação (LAO) do sistema de abastecimento de água em Pilões; não identifica ou controla diferentes fontes de contaminação e poluição, ou possui programa de proteção do manancial; não acompanha a ocupação da bacia por famílias ou por atividades agropecuárias; não possui programa de medição de vazões, monitoramento da qualidade da água bruta e plano de amostragem e contingência.

Quanto à ETA situada no Morro dos Quadros, os Promotores de Justiça apontaram na ação o armazenamento, no laboratório da Estação de insumos, de produtos e reagentes químicos diversos sem identificação, validade e procedência; ausência de tratamento dos efluentes da ETA, com o despejo de todos os resíduos químicos e outros compostos no Rio Cubatão, contaminando o manancial; ausência de controle de qualidade de procedimentos de limpeza e desinfecção dos reservatórios de água; inexistência de controle de acesso no ponto de captação de água; entre outros. (ACP n° 023.10.034014-0)

Para saber mais, clique em MPSC.

Read Full Post »

Clique para saber mais: O MPSC vai as ruas – folder

Read Full Post »