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Archive for outubro \28\UTC 2010

Os conselhos Federal e Regionais de Medicina divulgaram, ontem, nota em que ressaltam a importância das medidas adotadas pelas autoridades sanitárias para evitar casos de contaminação pela superbactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC), causadora de alguns tipos de infecções resistentes a tratamentos.

As entidades alertam que o consumo indevido de remédios, sobretudo antimicrobianos, pode provocar o surgimento de micro-organismos resistentes por conta do uso irracional dessas substâncias. Para evitar problemas, orientam que o paciente só faça o uso de medicamentos sob prescrição médica.

A valorização do médico no ato da prescrição, adotada pelas autoridades sanitárias, está de acordo com recente deliberação da Associação Médica Mundial, que, durante assembleia geral, em Vancouver (Canadá), referendou posicionamento de que “o direito de prescrever medicamentos deve ser responsabilidade apenas do médico”.

Os conselhos alertam, ainda, para a higienização das mãos e de outros procedimentos, que devem ser observados por médicos, pacientes e seus acompanhantes e visitantes. “Não há indícios de proliferação da bactéria KPC fora do ambiente hospitalar, sendo especialmente vulneráveis a elas os pacientes internados com baixa imunidade”, cita o documento.

Um dos pontos destacados na nota é a necessidade de atuação das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), que podem apoiar o monitoramento e o combate aos microorganismos nos hospitais, que facilitam a identificação da KPC. (DC, 28/10)

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(Disponível no arquivo digital Veja – clique para ampliar)

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BEM LONGE DISSO: O governo federal quer nos fazer crer que o Brasil atingiu as metas do milênio da ONU

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Receita bilionária

A participação das multinacionais no mercado de genéricos do Brasil triplicou nos últimos dois anos, atingindo 40% do total da receita dos laboratórios que atuam nesse segmento no país. Há três anos, essa fatia era de 12%. “A entrada da francesa Sanofi-Aventis em 2009, com a compra da nacional Medley, a maior farmacêutica desse setor no país, elevou expressivamente a parcela do capital estrangeiro nessa área. Com a entrada da americana Pfizer [com compra de 40% do laboratório Teuto, com possibilidade de ter o controle], o peso das companhias internacionais aumentou”, disse ao Valor Odnir Finotti, presidente da ProGenéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos).

A venda de medicamentos genéricos completou dez anos no Brasil neste ano. No início dos anos 2000, as farmacêuticas nacionais praticamente dominavam esse mercado – uma vez que as multinacionais estavam mais preocupadas em proteger suas patentes. Há dois anos, a participação das estrangeiras no país estava em 12%, segundo Finotti, representadas apenas Sandoz, braço de genéricos da suíça Novartis, e outras companhias de pequeno porte.

O movimento de consolidação de grupos internacionais em países emergentes, sobretudo no Brasil, começou nos últimos três anos, quando muitas companhias internacionais reduziram seu portfólio de produtos de inovação e tiveram a patente de medicamentos campeões de venda (“blockbusters”) expirada.

O segmento de genérico movimenta 20% dos volumes totais de medicamentos no Brasil e 17% em valor, ou US$ 3,253 bilhões dos US$ 19,61 bilhões faturados até setembro deste ano (últimos 12 meses), de acordo com a consultoria IMS Health. Nos EUA, os volumes de genéricos chegam a 70% do total e na Alemanha, a 65%. “Nos países desenvolvidos, a participação dos genéricos cresce a taxas menores. No Brasil há muito espaço para avançar”, disse Nilton Paletta, presidente da IMS. “As multinacionais estão vendo esse segmento como oportunidade, mas ainda é um grande desafio para elas, uma vez que os genéricos são commodities. A disputa é mais acirrada para quem tem maior portfólio e preços competitivos.”

A própria Pfizer, que neste ano teve o Viagra (para disfunção erétil) e Lipitor (colesterol elevado), dois de seus principais produtos com patente vencida, decidiu se movimentar. Até o ano passado, a farmacêutica estava na disputa para levar a Neo Química, de Goiás, que acabou ficando nas mãos da Hypermarcas. Depois concentrou esforços para levar a Teuto, também do mesmo Estado. Nos Estados Unidos, a empresa comprou um laboratório especializado em genéricos de pequeno porte, o Greenstone.

Maior laboratório nacional, a EMS, de Hortolândia (SP), está investindo pesado este ano para avançar nesse segmento, com o lançamento das versões genéricas e similares do Viagra e do Lipitor. “Não acredito que seja positivo para o setor que uma multinacional detenha a patente e produza a versão genérica do produto”, afirmou Waldir Eschberger, vice-presidente de mercado do grupo. “Estamos preparados para competir e atingirmos o primeiro lugar no ranking em genéricos”, disse.

Segundo Nelson Mussolini, vice-presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sindusfarma), o que contará daqui para frente nesse mercado será a competitividade das indústrias do setor. “A participação dos genéricos na venda total dos medicamentos deverá crescer e atingir até 50% do volume nos próximos anos. A não ser que as grandes nacionais decidam vender seu controle [EMS, Aché, Eurofarma], as multinacionais deverão avançar daqui para frente sobre os pequenos e médios laboratórios do país”, disse.

Só neste ano, a americana Valeant comprou dois laboratórios pequenos para crescer nesse segmento. Entre abril e maio deste ano, a farmacêutica comprou a Bunker, na capital paulista, e a Delta, de Indaiatuba (SP).

Mussolini lembra que grandes grupos estrangeiros também estão fazendo esse movimento fora do Brasil. Grandes multinacionais, como a Teva, estão olhando oportunidades no país. As próprias nacionais também seguem a mesma trilha. Embora não comente o assunto, a Mantecorp, de São Paulo, virou alvo de cobiça. Entre os interessados estão, além de grupos estrangeiros, o laboratório Aché, que poderá firmar parceria para aumentar o portfólio das duas empresas. (Valor, 26/10)

 

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Neste outubro em que comemoramos o Dia do Médico, a categoria de 350 mil profissionais tem uma pergunta aos gestores, tomadores de decisão e à sociedade. Afinal, qual o futuro da saúde brasileira? Em 1988, o país viu nascer o SUS, esperança de atendimento universal, integral, gratuito, hierarquizado e descentralizado aos brasileiros. Mas o modelo não evoluiu com a velocidade das mudanças que atingiram o Brasil nas últimas décadas. Para garantir avanços, é urgente repensá-lo dentro de novas bases.

Os problemas se acumulam: o crescimento da população e seu envelhecimento, a mudança do perfil epidemiológico, os avanços científicos, tecnológicos e das relações sociais exibem fatura que aumenta a cada dia. Sem financiamento adequado, o SUS se vulnera com recursos humanos precários, estrutura deficiente e uma assistência pouco resolutiva.

Parte da solução pode vir da regulamentação da Emenda Constitucional 29. Mas a demora em aprová-la tornou o Brasil sede do sistema universal de acesso à saúde com menor financiamento público. Em 1995, de todo o dinheiro que se gastava com saúde no Brasil, 62% era público (União, estados e municípios) e 38% era privado. Em 2009, a proporção havia minguado para 47% público e 53% privado.

Este cenário traz prejuízos à assistência desejável à saúde do povo brasileiro. O caos se materializa nas emergências, sempre lotadas e porta de entrada dos problemas que dependeriam de cuidados no campo da atenção básica, secundária ou da alta complexidade. Na saúde suplementar, a ameaça aparece de outras formas. A interferência de planos e de operadoras coloca o exercício ético da medicina em concordata.

A falta de ações para responder às questões elencadas nos inquieta e deixa os brasileiros sem uma perspectiva de futuro no campo da saúde. Esperamos que, em outros outubros, nossa ansiedade esteja aplacada e possamos, juntos, realmente comemorar a vitória do interesse coletivo na gestão da saúde. (Roberto Luiz D’Ávila, presidente do Conselho Federal de Medicina, DC, 25/10)

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(disponível no arquivo Veja – 20/10 – clique para ampliar)

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