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Archive for novembro \29\UTC 2010

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Como alunos da Faculdade de Medicina do Paraná, em Curitiba, eu e meu colega de turma, Nelson Grisard, participamos da Assembleia da Associação Catarinense de Medicina (ACM), presidida por Antônio Moniz de Aragão e reunida em 31 de julho de 1957, em Florianópolis, com a finalidade de fundar a Faculdade de Medicina de Santa Catarina.

Os 129 médicos presentes, quase a totalidade dos médicos catarinenses, elegeram uma comissão organizadora, formada por Roldão Consoni, Isaac Lobato Filho e Henrique Manoel Prisco Paraíso para, sob a presidência do primeiro, concretizar a ideia de dar ao nosso Estado um curso de Medicina. Iniciando os trabalhos, a comissão soube que o Colégio Barriga Verde, prédio situado na Rua Ferreira Lima, estava com sua construção paralisada.

Fundado em maio de 1947 por um grupo de idealistas, objetivava difundir o ensino secundário e científico na Capital. Por motivos adversos, a ideia não prosperou. Procurados pela comissão, os senhores Oscar Cardoso e Pedro de Moura Ferro, líderes da instituição, autorizaram-na a conversar com os cotistas, que aceitaram a ideia de o prédio do colégio vir a servir ao ensino superior.

Como escreveu Roldão Consoni, em seu livro A Fundação da Faculdade de Medicina de Santa Catarina, “a doação dos cotistas do Colégio Barriga Verde constituiu uma das páginas mais lindas da criação da faculdade”. Motivando os poderes constituídos e a sociedade catarinense, a comissão angariou recursos, viabilizou novos espaços e promoveu a contratação de professores. Em janeiro de 1960, foi realizado o primeiro vestibular, com 136 candidatos para 28 vagas, todas preenchidas.

A faculdade foi oficialmente inaugurada em 18 de fevereiro de 1960. Nesses 50 anos, a grande maioria dos médicos formados nessa escola exerce a profissão em SC, primando pela competência científico-profissional. (Murillo Capella, médico e professor, DC, 29/11)

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Dias atrás, um sobrinho praieiro chegou com a novidade: um dos últimos produtos miraculosos em chegar às prateleiras é a reinvenção das tais pulseiras magnéticas, ainda que nesta ocasião a fraude chega revestida de hi-tech… já não falamos de metal senão de neoprene e silicone, e o poder curativo não emana da magnetita senão dos hologramas. Os imãs já não curam, a bola da vez são as fotografias tridimensionais.

O que é power balance? É um conjunto de produtos (pulseira, cordão, adesivo e cartão) que, em alguns poucos sites da rede, são descritos à perfeição. O cheiro a embuste é tão forte que alguns poderão chegar a sentir náuseas, vertigens e inclusive vômitos. Uma simples passada de olhos em sua publicidade mostra todas as características da vigarice do produto (fraude) mágico:

“O Power Balance, desenvolvido por um cientista da NASA, consiste num holograma quântico feito a uma frequência que entra em contato com o campo energético do nosso corpo, aumentando eficiência dos sistemas eletrônicos, físicos e orgânicos do corpo.

É um estimulador natural de energia que instantaneamente ajusta o seu corpo para uma melhor performance, aumentando: a resistência, o equilíbrio, a força no tronco (área abdominal), flexibilidade.

Não importa a sua atividade o power balance ajuda na sua performance e a você se sentir melhor fisicamente e emocionalmente”.


  1. Mantém o nome do produto em Inglês para conquistar incautos que não sabem o que significa;
  2. Faz referência à energia (“power”);
  3. Introduz o termo “natural” (puro chamariz);
  4. Usa termos científicos (“quântico”, “freqüência”, “eletrônicos”, “físicos”, “orgânicos”).
  5. Menciona que foi criado por um cientista da NASA (outra grande mentira inevitável para dar credibilidade ao produto).

À falta de argumentos científicos sólidos, utilizam depoimentos sofríveis do tipo: “… jente eu uso e asino em baixo pura verdade, muito bom esse adezivo uzo para ir malhar e faz um efeito enorme durante os ezercicios. tenho mais equilibriu, energia ,forssa. caranba tudo isso melhorou devido o adezivo. muito bom mesmo. adorei”.

Se não bastasse depoimentos de miguxos tem depoimentos até do Barrichello e do pescador Nelson Nakamura. Nos sites da gringolândia o garoto propaganda é Shaquille Ou’Neal. Desta forma, acrescentando os rostos de personagens famosos que supostamente usam o produto (ganham uma baba de publicidade), estão conseguindo enganar um monte de jovens desportistas.

 

Equilíbrio? Humm... O Rubinho usa as pulseirinhas Power Balance!

Eu estava pensando em como explicar às pessoas que os hologramas emitem tanta radiação eletromagnética quanto um cinzeiro ou um papel higiênico (usado) ou ainda o resto dos corpos que nos rodeiam.

Como usar power balance? Em fim, se você, por modismo ou por decidir crer nos poderes curativos desta pulseira apesar das advertências, pode tentar o seguinte:

  1. Pega um velho cartão de crédito que já não use.
  2. Peça a sua irmã um rabicó de elástico prendedor de cabelo.
  3. Recorta o holograma da pomba de dois cartões natalinos velhos e cole um no cartão e outro no rabicó.
  4. Coloque o rabicó no pulso e o cartão no bolso e teste o seu “equilíbrio interno” com seu FVM.

Pronto, você acaba de economizar uma grana. (Metamorfose Digital, 8/1)

Nota do blog: A Curadoria do Consumidor do Ministério Público catarinense já está investigando este produto e requisitando laudos científicos às universidades, para que se ateste a ausência de benefício e a fraude. Então, alguma medida deverá ser proposta.

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Os médicos do Brasil têm uma inserção constante nas discussões sobre políticas de saúde. Nem sempre são ouvidos, mas fazem sua parte ao propor soluções para problemas crônicos da assistência e ao defender condições adequadas para o exercício da medicina.

Gestores mal intencionados jogam contra, afirmando tratar-se de lobby. Pura má fé. Ao intervir politicamente, os médicos reforçam o juramento de Hipócrates; saem em defesa de uma de medicina de qualidade e de seus pacientes. Vejam o que ocorre no sistema suplementar. É um setor que abarca cerca de 44 milhões de pessoas. Todas pagando mensalidades bem generosas com o sonho de ser bem atendidas. O problema é que não é bem isso que têm com retorno. Órgãos de defesa do consumidor sempre trazem planos e seguros saúde na liderança de seus rankings de reclamações.

Nesse momento, no meio médico, existe uma mobilização para a moralização do setor. Recente pesquisa Datafolha, encomendada pela Associação Paulista de Medicina (APM), atesta que 93% da classe sofre interferências das empresas na prática diária. São pressões para reduzir solicitações de exames, de internações, entre outros tantos procedimentos. Um atentado à prática da medicina e um risco à vida dos pacientes. Diante de situações como esta, não podemos mesmo calar. O mesmo vale para a questão dos honorários vis tanto na área pública quanto na suplementar.

No Sistema Único de Saúde (SUS), os honorários são ainda piores, assim como o conjunto da obra. O financiamento insuficiente gera distorções perigosas, como hospitais sucateados, filas de meses para marcar consultas, carência de medicamentos, dificuldade de atrair profissionais para periferias, áreas remotas e de difícil acesso. Todo mundo conhece a extensão do problema e o explora em campanhas eleitorais. Encerrada a contagem de votos, viram as costas à população e nada fazem para solucioná-lo.

Enfim, quando os médicos se mobilizam, é para alertar a população e a mídia sobre problemas como esse e muitos outros. É mais do que bom senso e direito de cidadão. É compromisso com a medicina, com a saúde e com os pacientes. (DC, 22/11)

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Olhos ressecados

O número de piscadas cai até 30% durante o trabalho em frente ao computador. Assim, ocorre uma rápida evaporação do filme lacrimal, uma fina camada de água que recobre os olhos. A córnea, então, fica seca. Daí, o olho pode ficar irritado, já que há menos proteção. Qualquer partícula de poeira causa incômodo e a visão pode ficar embaçada


Cansaço visual

Para ler as informações na tela, a gente, sem se dar conta, faz um grande esforço. Depois de horas e horas de leitura, os músculos que sustentam o cristalino, lente responsável por focar o que vemos, entram em fadiga, deixando a visão turva e desfocada. Luz de mais ou de menos também contribui para o desconforto, porque a pupila tem de se fechar ou se abrir mais para controlar a passagem dos raios luminosos.


Pescoço tensionado

A flexão exagerada do pescoço sobre a tela é ruim para os músculos da região. Eles tendem a ficar contraídos e duros, como esponjas que retêm água, e não conseguem voltar rapidamente a seu formato original.


Postura e coluna

Quando sentamos inclinados em direção à tela do computador e em cadeiras inadequadas, a curvatura da lombar fica mais plana e a curva das vértebras cervicais, mais acentuada, em forma de corcunda. Os músculos são tensionados e pressionam os nervos da coluna, causando dor nas costas. Depois de muito tempo sendo tracionada, a musculatura relaxa e a tensão vai toda para os ligamentos. A sensação de queimação, ou dor do arrancamento de prego, como também é conhecida, aumenta progressivamente.


Tendão lesionado

Muito comum, a LER (lesão por esforço repetitivo) inclui uma série de problemas, como tendinite (inflamação dos tendões dos dedos e punhos), tenossinovite (inflamação de membranas dos tendões) e bursite (inflamação das bursas, almofadas que permitem o deslizamento dos tendões).


Inchaço nas pernas

Esta posição pressiona os vasos da coxa e, dessa forma, torna-se mais difícil para o sangue fazer o caminho de volta para o coração. Ele fica represado nas veias, que se distendem e permitem a passagem de água para os tecidos, inchando as pernas.


Barriga saliente

Quando a musculatura das costas fica tensionada, caso de quando a gente se senta horas a fio diante do PC, os músculos do abdômen acabam relaxados. Aí, sem a prática regular de exercíciosfísicos, a barriga começa a exibir sinais de flacidez e se transforma em um alvo fácil para o acúmulo de gordura.

Do Estratégia & Estrutura.

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