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Archive for dezembro \30\UTC 2010

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Falta de dentistas é um dos principais motivos da demora no atendimento

Usuário da rede municipal de saúde sofre com a falta de dentistas

A rede municipal de saúde de Florianópolis tem 121 dentistas, que trabalham em 49 postos nos bairros e nas policlínicas do Sul e do Norte.

O problema é que apenas dois deles são especialistas em endodontia, aptos a realizar um tratamento de canal, feito quando a cárie invade a polpa do dente, um dos procedimentos mais comuns nesta área. Para piorar, defeitos em aparelhos odontológicos dificultam o atendimento.

O resultado é a longa espera, que já acumula por volta de 900 pessoas. Há três anos, o estudante Marcos de Melo Oliveira, 14 anos, foi até um posto de saúde, no Norte da Ilha. Lá, soube que precisaria de um tratamento de canal.

Ainda vai esperar mais

Mas, somente sexta-feira, na Policlínica do Continente, ele começou a fazer o procedimento. Neste longo período, o jovem e a mãe, Zumira Melo, estiveram na policlínica quatro vezes. Eles moram na Vargem Pequena e para chegar no Continente, só pegando dois ônibus. — Toda vez que a gente ia lá tinha uma coisa estragada. Agora, segundo Zumira, o filho terá que esperar mais, pois ainda falta um dente para ser consertado.

Coordenadoria diz que há opções

Quem precisa de dentista em Florianópolis, e opta pela rede municipal de saúde, pode ser atendido em qualquer posto ou, em caso de emergência, nas policlínicas do Norte, em Canasvieiras, e do Sul, no Rio Tavares.

Para tratamentos mais complexos, existem dois Centros de Especialidades Odontológicas, na policlínica do Centro e no Continente. Para lá só são encaminhados os pacientes que já passaram por uma triagem nos postos de saúde.

Raio X quebrado atrapalhou mais

No entanto, para tratamento de canal, só existem dois endodontistas, na policlínica do Continente.  Segundo a coordenadora de saúde bucal da Secretaria de Saúde da Capital, Marinei Terezinha Reibnitz, outro profissional da área pediu exoneração neste ano, o que diminuiu o ritmo de atendimento. O equipamento de raio X quebrado, por três meses, já consertado, também aumentou a fila de espera. — A demora não é o ideal. Mas esses pacientes não terão grandes sequelas — explica Marinei.

Reforço em breve

De acordo com funcionários da policlínica do Continente, seriam necessários pelo menos 10 especialistas em endodontia para dar conta da quantidade de pacientes. Segundo Marinei, já foi feito um concurso público para a função. Porém, por motivos judiciais, os aprovados não podem ser chamados. A expectativa é de que em janeiro seja resolvido o problema.

Atendimento na região

Em Florianópolis

::: Atuam na rede pública 121 profissionais
::: Encontrados em 49 postos de saúde
::: Atendimento emergencial 24h na policlínica do Sul e do Norte da Ilha
::: Tratamentos especializados somente na policlínica do Continente, após encaminhamento nos postos de saúde.

Em São José

::: Trabalham na rede pública municipal 60 dentistas
::: Encontrados em 18 postos de saúde
::: Tratamentos especializados somente na policlínica de Campinas, após triagem nos postos de saúde.
::: Na cidade, a fila de espera para tratamento de canal é de 200 pessoas.

Em Palhoça

::: Trabalham 30 dentistas na rede pública municipal
::: Encontrados em 19 unidades básicas de saúde
::: Tratamentos especializados no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), no Bairro Bela Vista, após triagem. (DC, 20/12)

 

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Homem que teve o sobrinho internado reclama da ausência de identificação de pacientes, falta de remédios e de despreparo

Obras causam transtornos no Infantil

O Ministério Público de Santa Catarina ajuizou ação civil pública para investigar a qualidade e a eficiência de serviços prestados no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. A promotora Sonia Maria Demeda Groisman Piardi, da 33ª Promotoria de Justiça da Capital, baseou-se em denúncias como falta de identificação dos pacientes internados, de medicamentos e do despreparo dos vigilantes terceirizados.

As denúncias são do advogado Gilberto Lopes Teixeira, que recentemente teve um sobrinho internado no hospital. Teixeira relatou que a criança, de quatro anos, teve problema digestivo e intestinal, mas que uma auxiliar de enfermagem queria levá-lo para fazer enxerto no pé. Declarou, ainda, que pediu duas vezes que identificassem os leitos do quarto coletivo para evitar erros: – Por duas vezes impedimos a auxiliar de aplicar o remédio do paciente do lado (com nome parecido) no meu sobrinho – explica.

Teixeira conta ter presenciado a troca de leitos em função da estrutura do oxigênio não estar funcionando, mas sem atualizarem a identificação dos leitos no novo layout. Para o advogado, os profissionais terceirizados de vigilância mostram despreparo para atender e prestar informações.

No relato, também encaminhado ao setor de Ouvidoria do hospital e à Secretaria de Estado da Saúde, o advogado diz que a família esperou três dias por um leito individual, mesmo tendo plano médico particular. Enquanto isso, havia apartamentos individuais vazios. Outra questão é a privacidade das crianças e adolescentes em situação pós-operatória. Meninos e meninas, algumas vezes sem roupas devido aos procedimentos, ficam em leitos lado a lado sem separação por biombos ou cortinas.

– As condições físicas não são boas. Mobília com ferrugem, condicionadores de ar sucateados, sem revisão e limpeza dos filtros. Percebe-se, também, reclamação de baixos salários, profissionais exaustos e estressados com a falta de pessoal, estrutura e condições adequadas – conta.

Conforme Teixeira, sua crítica é para que o serviço melhore, e que pais, servidores e enfermeiras teriam agradecido a ele pelas denúncias. – Lembro de duas mães que, depois de verem nossas críticas expostas, vieram nos agradecer, dizendo que o tratamento havia mudado. (DC, 13/12)

As reformas
– Setor de Nutrição (cozinha) em reforma: durante esse período, a alimentação de funcionários e acompanhantes foi terceirizada. O alimento dos pacientes continua sendo produzido pelo hospital.
– Construção de um novo centro de material esterilizado.
– Unidade de Queimados: em reforma total. Está funcionando anexa à Unidade de Infectologia.
– Unidade C: em reforma total. Funcionando anexa à Unidade D.
– Emergência: continua aberta 24 horas. No local estão sendo construídas duas salas cirúrgicas. Objetivo é fazê-las funcionar quando ocorrer a reforma total do atual Centro Cirúrgico e, com isso, ampliar a capacidade para 10 salas cirúrgicas.
– UTI Geral: reforma total prevista para o começo de 2011. Ampliará de oito para 20 o número de leitos.
Todos os projetos já foram aprovados e estão em curso, com financiamento garantido pelo governo do Estado.

Nota do Blog: A reportagem do Diário Catarinense gerou pequena confusão na 33ª Promotoria, com muitos pedidos de entrevista e pessoas em geral atrás de informações mais apuradas. Isso se deveu à um erro da matéria aqui reproduzida, que afirma ter o Ministério Público ajuizado Ação Civil Pública contra o Hospital Infantil Joana de Gusmão, quando na verdade, o correto é que instaurou um Inquérito Civil Público, peça investigatória apenas, conforme extrato publicado na imprensa oficial e postado aqui no blog (post anterior).

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COMARCA:  Capital

PROMOTORIA DE JUSTIÇA:  33ª Promotoria de Justiça da Capital

INQUÉRITO CIVIL N. 06.2010.005805-0

N. da Portaria de Instauração: 0022/2010

Data da Instauração:  10/12/2010

Requerido: Hospital Infantil Joana de Gusmão e Secretaria Estadual de Saúde.

Objeto:  Apurar deficiências estruturais e de funcionamento do Hospital Infantil Joana de Gusmão

Promotora de Justiça:  Sonia Maria Demeda Groisman Piardi

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Programação de amanhã, na Capital, serve para discutir sobre práticas do dia a dia e da política

O Dia Internacional Contra a Corrupção será lembrado, amanhã, em Florianópolis, com panfletagem e uma cerimônia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O Diário Catarinense vai trazer uma cartilha da campanha “O que você tem a ver com a corrupção?”, que alerta sobre como a corrupção influencia as nossas atitudes diárias. Ressalta, por exemplo, atitudes como furar a fila e ficar com o troco recebido a mais numa compra. A programação começa com uma atividade no Terminal Urbano de Florianópolis (Ticen).

O Dia Internacional Contra a Corrupção foi criado há sete anos, na cidade de Mérida, no México, quando diversos países assinaram o texto da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção. A meta: fortalecer a cooperação internacional para ampliação dos projetos de prevenção e o combate à corrupção no mundo todo.

No Brasil, é a Controladoria-Geral da União (CGU) que acompanha a implementação da convenção e de outros compromissos internacionais assumidos pelo país, que tenham o mesmo objetivo. Nos últimos anos, a data passou a ser marcada com eventos ligados à campanha “O que você tem a ver com a corrupção?”, lançada pelo MPSC em agosto de 2004.

A iniciativa, que começou em Chapecó, pretende conscientizar a sociedade, especialmente crianças e adolescentes, sobre o valor da honestidade e transparência das atitudes do homem comum. A campanha passou a ter alcance estadual, a partir do apoio de instituições como o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a elaboração de uma cartilha com o apoio da Secretaria de Estado da Educação. Em 2006, a iniciativa foi vencedora do prêmio Innovare, do Ministério da Justiça, e foi encampada nacionalmente pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) e Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG). (DC, 8/12)

Nota do blog: Além de discutir sobre as práticas do dia a dia e da política, além de lembrar que furar fila e não conferir o troco é errado, é necessário, na verdade urgente, dado o princípio da relevância, que haja efetiva punição aos políticos corruptos, às empresas corruptoras e aos agentes públicos.

Não pode-se aceitar a justiça sendo praticada com dois pesos e duas medidas. Se o sujeito é um bagrinho que levou uma resma de papel A4 pro filho (erradíssimo), processo nele! Se o sujeito é um tubarão poderoso, que rouba, que faz esquemas escusos com o executivo em troca de vantagens, que passa o tempo passeando com dinheiro público, que se desvia de suas funções constitucionais etc, tapinhas nas costas…

É intragável ver juíz e promotor corrupto, ao invés de sofrer processo administrativo, ser demitido e processado judicialmente, ter como pena aos seus crimes, aposentadoria compulsória com vencimentos integrais. A sociedade não aguenta mais essa pouca vergonha.

Mais do que isso, para que não se incorra em hipocrisia, é necessário que, antes das aulas de moralidade e ética, que os “professores” olhem para o próprio meio onde estão inseridos, cortem na própria carne. Poder Judiciário, Legislativo, Ministérios Públicos e Tribunais de Contas tem que atentar, em primeiro lugar, para a ‘corrupção branca’, uma das práticas mais nocivas à nação.

Casa de ferreiro e espeto de pau não dá!

 

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Levantamento do Conselho Nacional de Justiça mostrou que em 20 dos 91 tribunais brasileiros existem mais de 112 mil processos sobre demandas de saúde. Esses dados evidenciam a falta de credibilidade dos sistemas de saúde brasileiros. No âmbito público, a insistência de que tudo se oferece contrasta com o pouco que se tem e a resistência em encarar a falta de recursos. As indisfarçáveis tentativas de distorcer a realidade por meio da manipulação da informação e interferência na prática clínica, criam inconsistências óbvias. Por outro lado, os planos de saúde, enredados em processo de concorrência, vendem, igualmente, o que não têm. Impossibilitados de entregar o prometido, voltam-se contra os prestadores de serviços, pressionando-os a aderir a padrões de atenção incompatíveis com a ciência e a ética. Vinte e dois anos de prática de SUS e 11 anos de regulamentação da saúde suplementar não foram suficientes para corrigir vícios e construir um plano de ações que faça, de fato, boas ideias saírem do papel.

Há cerca de uma década, a Associação Médica Brasileira (AMB) trabalha pela adoção integral da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). Revisada, regularmente, pelas sociedades de especialidades, a CBHPM lista os procedimentos médicos adequados. Para beneficiar os pacientes, considera-se a eficácia e a segurança, eliminando-se alternativas obsoletas e as em experimentação. O Projeto Diretrizes, também desenvolvido pela AMB, busca definir quando e como realizar os procedimentos médicos. Até o momento, foram publicadas 320 diretrizes que apóiam a decisão clínica, sem ofender a individualização dos cuidados e a independência, valores in alienáveis a prática médica.

Enquanto guiados pela lógica da contenção de recursos, gestores políticos e empresários da saúde suplementar têm rejeitado a transparência e a evidência científica. Vê-se, portanto, a Justiça obrigada a intervir em prol dos interesses da sociedade. Opõem-se, paradoxalmente, os que deveriam a ela antecipar-se. A AMB coloca-se à disposição do Poder Judiciário em defesa da qualidade da atenção à saúde. (José Luiz Gomes do Amaral, presidente da AMB, DC, 6/12)

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