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Archive for abril \29\UTC 2011

O exame permite diferenciar tumores benignos de malignos e avaliar a exata extensão da doença, isto é, se o problema atinge um órgão ou se há metástase

Obter eficácia no tratamento do câncer, uma doença com múltiplas facetas de acordo com o órgão e a extensão que atinge, é uma tarefa que requer muita tecnologia em todas as áreas.No setor de equipamentos médico-hospitalares, está na união da medicina nuclear com a radiologia o que há de mais avançado para essa finalidade: o Pet/CT-Pet é sigla em inglês para Tomografia por Emissão de Posítrons e CT, ou Tac, para Tomografia Computadorizada.

É a união dessas duas técnicas de diagnóstico por imagem em um único aparelho que tem feito nos últimos anos a diferença entre a vida e a morte de muitos pacientes, pois tem revolucionado as indicações de tratamento nas áreas de cardiologia, neurologia, doenças infectocontagiosas e, principalmente, oncologia.O equipamento permite uma avaliação mais precisa da doença e, em consequência, a prescrição adequada de terapias.

No entanto, ainda é disponível para poucos no Brasil. O primeiro Pet/CT desembarcou no país no Hospital Sírio-Libanês, em 2003. O hospital é referência brasileira em oncologia e hoje proprietário de dois desses aparelhos de última geração, cujo preço varia atualmente de US$ 2 milhões a US$ 2,5 milhões. No Brasil, calculam alguns especialistas, existem menos de 50 Pet/CTs e apenas cerca de 20% deles estão no serviço público de saúde. O cenário piora quando se analisa que um exame custa em média R$ 3 mil e os planos privados são obrigados a cobrir apenas os casos de câncer de pulmão e linfoma, conforme as regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “O custo-benefício do Pet/CT compensa o investimento.

Já está provado que o uso desse equipamento reduz custos ao evitar a utilização de terapias que não seriam efetivas.

Sem contar os ganhos na qualidade de vida dos pacientes”, observa Elba Etchebehere, supervisora médica do serviço de medicina nuclear do Hospital Sírio Libanês.

O coordenador da área de medicina nuclear do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Michel Carneiro, diz que pesquisas clínicas mundiais mostram que há mudança na indicação de tratamento em aproximadamente 30% dos casos de pacientes submetidos a esse tipo de exame. “Ou seja, houve uma correção na conduta.” Esse percentual pode variar em até 40%, dependendo do tipo de câncer, afirma Elba. Essa mesma estatística também foi observada tanto nos pacientes do Inca quanto do Sírio- -Libanês, segundo os especialistas.

O Sírio-Libanês realiza entre 18 e 20 exames diários de Pet/CT e calcula que mais de 12 mil pacientes fizeram esse exame desde 2003.

O Inca, que tem o aparelho desde janeiro de 2010 e é o único serviço público no Estado do Rio de Janeiro que possui o equipamento, contabilizou mil exames no ano passado, afirma Carneiro.

Com o aparelho, é possível descobrir se há alteração metabólica no organismo-uma atribuição do Pet e uma indicação de tumor, se o resultado for positivo – e a sua exata localização-obtida pelo CT.

O exame permite diferenciar tumores benignos de malignos e avaliar a exata extensão da doença, isto é, se o problema atinge um órgão ou se há metástase. Assim, os médicos podem definir o procedimento terapêutico adequado e também, em exames posteriores, verificar se o tratamento está sendo realmente eficaz. “Ele antecipa algumas alterações que somente seriam percebidas por outros testes convencionais muito depois, com o tumor maior”, afirma Carneiro. O exame detecta grande parte dos tipos de câncer de maior incidência, explica Elba, mas não os de crescimento mais lento, como o de próstata. (Brasil Econômico, 29/4)

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Apenas seis dos 80 leitos oferecidos pelo Hospital Florianópolis, no Bairro Estreito, em Florianópolis, estão funcionando. O atendimento de emergência é improvisado, com os pacientes instalados em macas e cadeiras nos corredores. A reforma desta instituição de saúde arrasta-se desde 2009. A obra deveria ter sido concluída no final do ano passado, mas não foi surpresa embora escandaloso o anúncio de que, antes de janeiro do ano que vem, nada feito.

Em Balneário Camboriú, a crise enfrentada pelo Hospital Santa Inês também vale como um atestado da situação falimentar do atendimento à saúde no Estado e no país. No hospital, os médicos ginecologistas e obstetras que atendem na maternidade pediram desligamento do quadro funcional, alegando falta de condições para o trabalho. Os problemas vão da frequente falta de água a aparelhos essenciais sem condições de uso, como as máquinas para esterilizar instrumentos cirúrgicos, por exemplo. A maternidade do Santa Inês efetua, em média, cem partos por mês.

As explicações dos poderes públicos responsáveis são fartas; as promessas de corrigir os problemas, também. Poucos acreditam em umas e outras depois de tantas decepções e engodos. As situações desses dois hospitais refletem o assustador quadro do atendimento médico e hospitalar público no país. Mais do que isso: são emblemáticas do descalabro geral da saúde pública. Os cidadãos dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS) – e eles formam a imensa maioria – são obrigados a aguardar meses por uma simples consulta e a penar longas esperas por atendimento hospitalar.

Um panorama que provoca justa revolta, que impõe mudança urgentíssima, e sinaliza para gestões incompetentes, permitindo, até mesmo, falar em desídia por parte dos formuladores e administradores das políticas de saúde nas três esferas do poder público. Literalmente, uma questão de vida ou morte. (Editorial do DC, 29/4)

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Qual a posição do Brasil no cenário de parceria público-privada na saúde em relação a outros países? O Brasil está atrasado. E não estou falando de comparar com Inglaterra e Espanha, que tradicionalmente trabalham com este modelo. Falo de México e Chile, por exemplo. O interessante é que parcerias com o setor privado não são novidades no país. A concessão de rodovias é uma certa modalidade de PPP bastante utilizada no Brasil.

Como as PPP podem ajudar a ampliar os recursos para saúde? A capacidade de investimento das esferas governamentais é limitada. Por isso, nada mais lógico que os recursos venham do setor privado. E lembre-se que se trata de um empréstimo, o governo devolve os valores investidos em prazo um maior.

E a primeira iniciativa de PPP, o Hospital do Subúrbio, na Bahia, provou que este tipo de investimento não tem caráter partidário-ideológico [a primeira PPP foi feita pelo governador petista Jacques Wagner].

A segunda PPP foi feita em Minas Gerais [o Hospital Metropolitano, pelo governo de Aécio Neves, do PSBD]. Isto permite que outros estados utilizem o formato para ampliar o acesso à saúde.

Qual a diferença entre a PPP de São Paulo e a realizada na Bahia? Em São Paulo, seguimos o modelo espanhol de PPP, onde o investidor aplica os recursos para a construção e cuida dos serviços como limpeza, segurança, manutenção, alimentação. O consórcio faz o projeto, constrói, equipa e opera as atividades não-assistências. Já a atividade médico-assistencial, que não é expertise do consórcio, será feita em parceria com OSS [Organização Social de Saúde].

Na Bahia, o consórcio assumiu a parte assistencial.

Por que não abrir também para hospitais privados a possibilidade de gestão hospitalar? Cada prefeitura tem sua legislação e em São Paulo o modelo adotado é que a gestão dos hospitais pode ser feita apenas por OSS, que são entidades sem fins lucrativos. (Brasil Econômico, 28/4)

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O Brasil é auto suficiente em petróleo? Esqueceram de avisar alguém? Por que o povo, dono legítimo do mineral, não vê benefício algum

O Ministério Público do Rio Grande do Norte já se engajou em campanha. Em Florianópolis, o Ministério Público trava uma batalha há anos contra o cartel dos combustíveis

E você, vai aceitar isso? Podemos começar exigindo sempre Nota Fiscal!

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Grávidas fazem parte do público alvo da campanha

Campanha nacional iniciada ontem teve apelo da presidente Dilma Rousseff, que se imunizou. Autoridades da área de saúde recomendam à população que procurem os postos de saúde nos primeiros dias da campanha nacional de imunização contra a gripe, iniciada ontem. Como o movimento registrado na maior parte dos postos foi tranquilo, a orientação é se vacinar o quanto antes para evitar eventuais filas no período final da mobilização contra a doença típica de inverno.

Gestantes, crianças de seis meses a dois anos incompletos e profissionais da saúde foram incluídos entre o público-alvo da campanha nacional de combate ao vírus Influenza que teve início dando prioridade aos idosos. Conforme a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Tani Ranieri, os municípios gaúchos foram orientados a começar o envio de números de doses aplicadas até amanhã.

Em Porto Alegre, a Secretaria Municipal de Saúde registrou movimento tranquilo na maior parte dos postos ao longo do dia. Por isso, a orientação do coordenador-adjunto de Vigilância em Saúde, José Carlos Sangiovanni, é antecipar a dose: é importante aproveitar enquanto o movimento está fluindo.

A presidente Dilma Rousseff ajudou a divulgar a campanha ao se vacinar, ontem, no Palácio do Planalto: “eu faço um apelo. A aplicação é rápida, não dói” disse a presidente, já uma senhora de 63 anos.

De acordo com Dilma, desde que a campanha de vacinação contra a gripe começou no Brasil, há 13 anos, o número de internações por causa de pneumonia caiu 60% na rede pública de saúde, principalmente entre os idosos. (Zero Hora, 26/4)

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