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Archive for agosto \26\UTC 2011

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A venda de pacotes de serviços de fisioterapia e terapia ocupacional por meio de sites de compra coletiva foi proibida, de acordo com uma resolução publicada ontem no Diário Oficial da União.
Entre os tipos mais comuns de tratamentos oferecidos pelos sites estão a drenagem linfática e a radiofrequência.
Segundo a resolução, a comercialização desses pacotes sem diagnóstico pode pôr em risco a saúde dos pacientes. A fiscalização será realizada pelos conselhos regionais de fisioterapia e terapia ocupacional. (DC, 25/8)

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Kazue Harada Ribeiro, médica

Se, durante muito tempo, a mulher foi vista como responsável pela dificuldade de engravidar, hoje a medicina sabe que as causas da infertilidade estão bem divididas: 30% atingem as mulheres; 30%, os homens; e outras 30%, o casal. Enquanto isso, 10% das causas são desconhecidas.

O problema chega a atingir um a cada oito casais que desejam ter filhos. Os fatores que levam ao aumento do número de casais inférteis, bem como os avanços nos tratamentos da infertilidade, serão discutidos em Florianópolis, de hoje até sábado, no 15º Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida. O evento, que acontece no Costão do Santinho, terá a participação de diversos palestrantes nacionais e de nove convidados internacionais.

Um dos principais temas abordados será a criopreservação da fertilidade. Para pacientes com câncer, que vão ser submetidas a quimioterapia ou radioterapia, e para mulheres solteiras ou que desejam adiar a maternidade, o congelamento de óvulos é a melhor solução para preservar a fertilidade.

Outro assunto a ser debatido será a importância da idade da mulher e os testes para se avaliar a idade do ovário, que nem sempre é igual à idade biológica. Além dos últimos avanços em biologia molecular, genética e tecnologia, aspectos éticos e jurídicos também serão discutidos no maior evento nacional de reprodução assistida.

Há 33 anos, desde o nascimento do primeiro bebê de proveta do mundo, na Inglaterra, a evolução dos conhecimentos e técnicas de reprodução assistida tem sido surpreendente, graças à dedicação e trabalho de doutores e cientistas, proporcionando esperanças para milhares de casais que não conseguem engravidar de forma natural.

Kazue Harada Ribeiro, médica especialista em reprodução assistida. preside o XV Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida

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É uma realidade triste e enquanto nossos governantes não organizarem esforços reais para mudar essa situação, o melhor a fazer é ficarmos com os olhos bem abertos.

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Divulgo os Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) expedidos nos autos dos Inquéritos Civis nºs 06.2011.003019-8, 06.2011.005189-5.
O primeiro tem como objeto garantir a continuidade do tratamento com o medicamento Glivec® a 6 pacientes do CEPON, portadores de Leucemia Linfoblástica Aguda Ph+ e Síndrome de Hipereosinofílica, e a elaboração de Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas visando a implementação deste tratamento aos portadores das referidas patologias.
O segundo, visa garantir a qualidade das refeições servidas nos Hospitais Infantil Joana de Gusmão e Florianópolis, preservar a saúde dos comensais e evitar a ocorrência de danos e agravos  decorrentes da transgressão das normas sanitárias por parte da empresa prestadora do serviço (SEPAT Multi Service), bem como garantir o cumprimento contratual e evitar prejuízos ao erário. O TAC foi assinado em reunião realizada na 33ª Promotoria no dia 4 de agosto último, pelo proprietário da SEPAT, a Vigilância Sanitária (como interveniente) e aguarda a assinatura do Secretário Estadual de Saúde.

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Estudo da OMS que atualiza dados sobre depressão no planeta mostra que a população de pacientes já bate nos 121 milhões de pessoas. O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking da prevalência da doença em países em desenvolvimento

Fábio* sofre de depressão e controla as crises com medicamentos: "Minha vida mudou"

A doença não deixa marcas aparentes, é impossível de ser diagnosticada por exames de imagem e, confundidos com uma tristeza normal, os sintomas podem passar despercebidos. Mesmo assim, a depressão é a quarta principal causa de incapacitação em todo o mundo e, de acordo com projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2030 ela será o mal mais prevalente do planeta, à frente de câncer e de algumas doenças infecciosas. Hoje, segundo um estudo epidemiológico publicado na revista especializada BMC Medicine, 121 milhões de pessoas estão deprimidas. Para se ter uma ideia, é um número quase quatro vezes maior do que o de portadores de HIV/Aids (33 milhões).

Quando considerado um período de 12 meses seguidos, o Brasil lidera, entre os países em desenvolvimento, o ranking mundial de prevalência da depressão: 18% da população que participou da pesquisa estava deprimida há pelo menos um ano. Os dados brasileiros foram retirados do São Paulo Megacity, um estudo do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo que avaliou a prevalência de distúrbios psiquiátricos na região metropolitana da cidade, baseado em 5.037 entrevistas.

“O episódio depressivo maior é uma preocupação significativa para a saúde pública em todas as regiões do mundo. Esse é um distúrbio sério e recorrente, ligado a morbidades médicas, à mortalidade e à diminuição da qualidade de vida”, alertam, no estudo, os autores, todos eles colaboradores das pesquisas mundiais da OMS. “A organização projeta que, em 2020, a depressão será a segunda maior causa de incapacitação no mundo.”

Mortalidade De acordo com a psiquiatra Susan Abram, da Universidade da Carolina do Norte, estudos epidemiológicos são importantes porque trazem o assunto à tona e estimulam o debate sobre a doença. “É preciso educar melhor as pessoas a respeito da depressão e de outros distúrbios de humor. Depressão não é tristeza, é uma doença desafiadora, com taxas de mortalidade maiores que 30%”, diz. A professora adjunta do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Espírito Santo Maria Carmen Viana denuncia que “existe uma desassistência à saúde mental dentro da saúde pública”, e acredita que a divulgação de dados como esses deve servir de alerta a um país. Ao lado de Laura Helena Andrade, da USP, Maria Carmen é a representante no Brasil do grupo de pesquisas de saúde mental da OMS.

A servidora pública Bety*, 46 anos, sofreu com a falta de esclarecimento sobre um mal que a atormenta desde os 14. Na adolescência, ela chegou a ficar internada, mas só aos 28 foi diagnosticada corretamente e, de fato, tratada. “Antes disso, eu fazia terapia e não descobria o porquê de me sentir sempre daquela forma”, conta Bety, que toma medicamentos para dormir, um para ansiedade e outro específico para depressão. “Quando fico em crise, sinto que estou em um palco com as cortinas fechadas. O dia pode estar lindo, mas eu não consigo ver beleza em nada”, descreve.

Já o especialista em informática Fábio, 32 anos, não enfrenta problemas sérios com a depressão desde 2005, quando aliou o uso de medicamentos prescritos à psicoterapia. “Sou outra pessoa. Tomo remédios e não sinto mais aquela dor perturbadora causada pelo cansaço”, conta. Desde criança, Fábio chorava aparentemente sem motivos, se isolava e parecia muito triste, comparado a outras crianças. “Eu passei dois anos fazendo um tratamento que não mudou em nada o quadro da minha depressão”, recorda. Sentido-se profundamente cansado e com crises nervosas que considera acima do normal, ele procurou pela terapia e, enfim, melhorou.

Diferenças O estudo epidemiológico, realizado sobre dados de 89 mil indivíduos ajustados à população global, encontrou diferenças na incidência da depressão entre os países desenvolvidos e aqueles pobres ou em desenvolvimento. Também houve variações, dependendo do statuas social, do nível de escolaridade e do estado civil. Mas, para os autores, é preciso investigar melhor a relação dos fatores sociodemográficos e a prevalência do distúrbio psiquiátrico, pois, mesmo dentro de um determinado grupo – países ricos ou pessoas separadas, por exemplo -, o padrão variou bastante.

Os autores descobriram que o nível social afeta a incidência da depressão de formas diferentes. Nos países desenvolvidos, os mais pobres apresentavam um risco aproximadamente duas vezes maior de ter a doença. Já nos países em desenvolvimento, não houve diferenças significativas. “As descobertas nos países asiáticos foram mais complexas”, diz o artigo. Na Índia, aqueles com poucos anos de estudo tinham 14 vezes mais chances de ter depressão. No Japão e na China, porém, um padrão inverso foi encontrado: quanto mais anos de educação formal, mais deprimidas eram as pessoas. O mesmo ocorreu em relação ao estado civil. Enquanto que na maioria dos países o fato de estar separado ou divorciado aumentava o risco da depressão, em outros não fazia qualquer diferença.

De acordo com Maria Carmen Viana, as metodologias que investigam a prevalência da depressão foram criadas tendo o Ocidente como referência. Ela explica que em países asiáticos e africanos, os indivíduos podem ter representações sintomáticas diferentes, o que explicaria a baixa prevalência, nesses locais, de episódios depressivos.

O Brasil, embora considerado em desenvolvimento, apresentou índices semelhantes aos do Primeiro Mundo. Maria Carmen Viana afirma que não é possível dizer com certeza os motivos de a prevalência ter sido mais próxima à dos Estados Unidos do que à da Colômbia, por exemplo. Ela lembra, contudo, que a amostra anexada à compilação da OMS representa a população da região metropolitana de São Paulo, e não do país inteiro. “Tínhamos um projeto para investigar o Brasil todo, mas não conseguimos financiamento”, lamenta. “São Paulo tem um perfil diferente, com uma população grande de migrantes, índices maiores de violência e não tem praticamente regiões rurais”, afirma a psiquiatra.

Para Maria Carmen, o fato de o estado ser o mais rico do país, com características semelhantes às de nações desenvolvidas, como melhor nível educacional e forte carga de estresse, não faz de São Paulo uma unidade da Federação mais parecida com nações desenvolvidas do que com o restante do Brasil. “Lá também há muitos bolsões de pobreza”, diz. Para esmiuçar os dados, seriam necessárias pesquisas mais complexas, mas a falta de financiamento no país pode deixar a questão sem resposta. (Correio Braziliense, 26/7)

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