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Archive for setembro \25\UTC 2012

Há tempos que a Saúde Pública virou moeda de apelação eleitoral. Não é por menos – embora os Programas de Atenção Básica estejam absorvendo grande parte da demanda – sempre haverá superlotação da atenção secundária e terciária – enquanto não houver um investimento eficaz e sustentável em Educação.

Enquanto a população acreditar que a Unidade Básica de Saúde (o Posto de Saúde) sirva como intermédio entre a consulta com o especialista – e a solicitação de “exames de rotina”; enquanto os pacientes não tiverem noção de auto cuidado, da percepção de saúde do próprio corpo – inundado as agendas dos médicos das Unidades Locais de Saúde de demandas sem critérios clínicos; não haverá atendimento suficiente em todos os segmentos da saúde.

Haverá o dia – espero eu – que toda criança saia da sua sala de aula com noção de auto cuidado e prevenção – para que a Saúde assuma suas responsabilidades, sem ter que abraçar a demanda da falta de conhecimento.

Pra pensar.

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Governo vê gargalo na produção e cria unidade de desenvolvimento de remédios com padrões internacionais para reduzir a importação

 

Unidade no Sapiens Parque começa a funcionar em fevereiro

A experiência de 30 anos do professor e pesquisador João Calixto garantiu a ele um centro de desenvolvimento de medicamentos, voltado para pesquisa pré-clínica, idealizado pelos Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia e com o apoio do Governo do Estado de Santa Catarina, que será inaugurado em novembro, no Sapiens Parque, em Florianópolis (SC).

“Há três anos, o governo me procurou perguntando se eu queria ser o responsável. O centro será o primeiro do Brasil a ter padrão internacional. Algumas indústrias brasileiras fazem experimentos no exterior, o que é ruim, pois é muito difícil e caro mandar omaterial para fora”, explica Calixto. Apesar de a inauguração ser em novembro, o centro vai funcionar somente em fevereiro por causa dos trâmites legais.

“Teremos recursos para sobreviver durante três anos, mas a intenção é ser autossustentável e independente. Teremos setores específicos para a indústria, desenvolvimento próprio de inovação e vamos trabalhar na parte de serviços para empresas industriais”. O momento é propício para a inauguração, pois fundos de investimentos estão interessados no Brasil. No entanto, o professor aponta para um futuro incerto, pois ficará à mercê de aspectos regulatórios e políticas governamentais.

O centro será especificamente para empresas criadas no Brasil, com capital nacional ou não. “Queremos que o centro esteja totalmente capacitado em 2015. Inicialmente, teremos demanda de apenas 40% de sua capacidade, mas em pleno funcionamento teremos 80 pessoas trabalhando. Dessas, cerca de 20 serão cientistas para trabalhar também com inovação”, conta o pesquisador.

Para isso, Calixto está abrindo espaço na Universidade Federal de Santa Catarina para mandar universitários para estudar no exterior, pois o Brasil é carente no setor. Segundo ele, no início, o centro deverá contar com profissionais estrangeiros, principalmente na área de toxicologia e de metabolismo de drogas e medicamentos biológicos. Todo esse projeto tem fundamento.

O objetivo do centro é de melhorar as patentes e de dar suporte às empresas brasileiras para desenvolver medicamentos. Com isso, o governo entende que a produção terá que dar reflexo positivo ao Sistema Único de Saúde. “Estamos importando muitos medicamentos e isso está saindo caro em nossa balança comercial”.

“O governo já lançou uma lei estipulando que empresas que inovarem no Brasil terão prioridade para a compra dos medicamentos. Isso gera mais emprego, mais capital e diminui nossa dependência externa.” (Brasil Econômico, 25/9)

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Como vem se noticiando desde o fim de semana passado, chega a vinte e três o número de crianças que passaram mal nos últimos dias, após ingerirem leite pasteurizado em Santa Catarina. Delas, sete continuavam internadas até ontem: três em Tubarão, uma em Joinville, uma em Navegantes e outra em Itajaí.

Os pacientes apresentaram cianose central aguda (escurecimento da boca e arredores) causada pela ingestão de uma substância conservante chamada nitrito.

Segundo Fábio Gaudenzi, diretor de Vigilância Epidemiológica (Dive), é como se a pessoa estivesse com a garganta bloqueada por algum objeto e a dificuldade de respirar deixa o rosto com a coloração roxa. “A maioria dos casos foi considerada relativamente leve, mas causou uma grande preocupação às famílias”, disse Gaudenzi.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc) e a Vigilância Sanitária do Estado iniciaram uma investigação que apontou para a contaminação da marca de leite Holandês, de Biguaçu, cidade vizinha a Florianópolis. A principal suspeita é de que tenha ficado algum resíduo após o processo de limpeza das tubulações de pasteurização do leite.

A fábrica foi interditada, assim como a venda dos alimentos da marca. Todos os lotes de leite Holandês foram apreendidos e inutilizados. (Estadão, 25/9)

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Ao analisar a genética dos tumores, cientistas os classificaram de acordo com características como a ocorrência de metástase e a reação ao uso de medicações. O detalhamento pode revolucionar o tratamento contra o mal

A rede de cientistas do Atlas Genômico do Câncer, projeto apoiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, acaba de concluir o primeiro mapeamento genético completo do câncer de mama. A análise dos dados coletados identificou quatro principais subtipos da doença, sendo que um deles se mostrou bastante peculiar: tem características moleculares muito próximas às de um tipo grave de câncer de ovário. Os resultados apontam para uma compreensão mais profunda dos mecanismos de ação de cada subtipo do câncer, além de carregarem a promessa de uma revolução no tratamento do tumor maligno que mais acomete as mulheres.

Em artigo publicado no último domingo, na versão on-line da revista Nature, os pesquisadores detalham a avaliação molecular das amostras de 825 pacientes com câncer de mama. A partir delas, foi possível gerar a caracterização de quatro principais subtipos do mal, cada um com uma biologia e perspectiva de sobrevivência. São eles: o HER2 amplificado, o Luminal A, o Luminal B e o câncer de mama basal. Um quinto tipo também foi observado, mas, por ter sido encontrado a uma quantidade muito pequena (oito espécimes), o estudo não conseguiu defini-lo rigorosamente.

“É uma classificação que foca principalmente a agressividade do tumor e se ele responde ou não a certas medicações. Por exemplo, o basal é um tipo de câncer que tem um comportamento mais agressivo e com um prognóstico pior”, detalha Célia Tosello, chefe do Departamento de Oncologia Clínica do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC). Ela explica que, se o basal for comparado aos casos de Luminal A, o paciente terá mais chances de metástase em uma víscera, como pulmão e fígado. “Já o Luminal A deve ter uma evolução muito boa e, se um dia tiver uma metástase, ela vai ser tardia e comprometerá os ossos”, esclarece a médica. No caso do câncer de mama HER2 amplificado, o tumor é mais suscetível a se espalhar no cérebro. Já o Luminal B e mais agressivo que o A, mas menos que os outros dois subtipos. A metástase nesse tipo de tumor, no entanto, pode ocorrer em qualquer parte do corpo.

Além das características de agravamento da doença, a sobrevivência no organismo também é um fator essencial para a classificação dos subtipos. Uma possível metástase deve ocorrer logo nos primeiros três anos no tipo basal e em cinco ou oito anos no paciente com Luminal A. O subtipo basal, também conhecido como triplo negativo, é mais frequente em mulheres jovens, negras e naquelas com os genes cancerígenos BRCA1 e BRCA2. São exatamente os distúrbios genéticos que acompanham esse grupo da doença que o tornam mais similar ao câncer ovariano seroso. Curiosamente, suas células também seriam parecidas às encontradas no câncer de pulmão.

“A semelhança molecular de um dos subtipos principais de câncer de mama e aquele encontrado no câncer de ovário nos dá um empurrão adicional para comparar tratamentos e resultados. Esse tesouro de informações genéticas terá de ser examinado em detalhes para identificar como podemos usá-lo funcionalmente e clinicamente”, declarou Harold Varmus, um dos autores da pesquisa e cientista doInstituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.

Perspectivas

Para o oncologista do Instituto Nacional do Câncer José Bines, o estudo mostra um avanço, mas nada na aplicação clínica deverá mudar imediatamente. “Todo mundo verifica, na prática, que o tumor de mama leva a uma série de doenças diferentes com o mesmo nome”, avalia. Com as definições e classificações, o artigo abre perspectivas para o desenvolvimento de determinados tratamentos, “além de uma seleção mais aprimorada da medicação a ser utilizada com cada subtipo da doença”, analisa Bines.

Entre as futuras aplicações clínicas resultantes dos resultados encontrados está a possível mudança no tratamento do tipo basal do câncer de mama. Como biologicamente ele é mais parecido com o câncer de ovário, pesquisadores deverão testar se as drogas usadas no órgão serão mais efetivas que aquelas indicadas para o tratamento de tumor maligno nas mamas. As antraciclinas, por exemplo, normalmente usadas no caso dos seios, poderiam ser imediatamente descartadas por não funcionarem no câncer ovariano.

Por outro lado, os pesquisadores detalham que análises computacionais já foram capazes de mostrar que o câncer de mama basal e o câncer de ovário do tipo seroso podem ser suscetíveis a agentes que inibem o crescimento dos vasos sanguíneos. Seriam drogas de quimioterapia, tais como a cisplatina, que cortariam o fornecimento de sangue ao tumor, assim como compostos que miram a reparação do DNA. (Correio Braziliense, 25/9)

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Insetos são infectados com bactéria que os torna imunes ao vírus da doença. Mosquitos protegidos devem ser introduzidos no ambiente em 2014; método teve sucesso em cidades na Austrália

Cristiane Maria Vicente, funcionária da Fiocruz, segura gaiola com mosquitos da dengue

O Brasil começa a dar os primeiros passos em uma ambiciosa estratégia internacional de combate à dengue: a introdução na natureza de exemplares do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, imunes à doença. A iniciativa, capitaneada pela Fiocruz, (Fundação Oswaldo Cruz), foi anunciada ontem no Congresso Internacional de Medicina Tropical, no Rio de Janeiro. O trabalho está em fase de testes iniciais e, se tudo der certo, os primeiros aedes “vacinados” contra a dengue devem ganhar as ruas do país em estudos controlados no segundo semestre de 2014. Ainda não se sabe em quais cidades o teste vai começar.

Em laboratório, cientistas contaminam os embriões do Aedes aegypti com uma variante da bactéria wolbachia, que é encontrada em cerca de 70% dos insetos na natureza, incluindo moscas-das-frutas e pernilongos “comuns”. No organismo do mosquito, a bactéria impede o desenvolvimento do vírus da dengue, tornando-o imune. “Os mecanismos que provocam isso são complexos, desde mudanças no sistema imune até a competição por nutrientes no interior das células”, diz Luciano Moreira, pesquisador da Fiocruz e chefe do projeto “Eliminar a Dengue: Desafio Brasil”. “O método é seguro. A bactéria já faz parte do dia a dia. Não se trata de uma alteração genética ou da introdução de um micro-organismo novo.”

Uma vez introduzida na população de mosquitos, a bactéria consegue se espalhar com facilidade. Embora a contaminação seja só vertical (dos pais para a prole), os mosquitinhos infectados têm mais sucesso na reprodução. As fêmeas contaminadas têm descendentes com a bactéria independentemente de o macho estar infectado. No caso das fêmeas que não apresentam o wolbachia mas que copulam com machos com a bactéria, quase todos os ovos fecundados acabam morrendo. Ou seja: fêmeas com a wolbachia produzem mais ovos, que vão originar novos mosquitos que já nascem com a bactéria e, portanto, imunes à dengue.

O método, criado na Austrália, já foi testado em duas cidades daquele país. A população de insetos foi substituída pela variante imune. “Monitoramos essas áreas [da Austrália] e vimos que, até agora, 18 meses depois, elas continuam com praticamente 100% dos mosquitos com a bactéria”, diz Scott O’Neill, professor da Universidade Monash, em Melbourne, e um dos autores do trabalho australiano, publicado em 2011 na “Nature”.

Antes de começar os testes com o mosquito na natureza, os cientistas da Fiocruz vão fazer pequenas adaptações no método australiano. “Os vírus que circulam nos dois países têm algumas diferenças. Isso precisa ser levado em consideração”, explica Luciano Moreira. (Folha, 25/9)

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Saúde e MPSC discutem gestão por organizações sociais

Na quarta-feira passada (19/9), o Secretário de Estado da Saúde e ex-presidente da Federação das Unimeds, Dalmo Claro de Oliveira, esteve no Ministério Público. Essa foi a primeira reunião após a visita à Secretaria pelo Procurador-Geral de Justiça, Lio Marcos Marin, no contato com os stakeholders, como parte da implantação do Planejamento Estratégico. Dentro da Iniciativa Estratégica de “Criar políticas de relacionamento com os stakeholders“, os representantes das duas instituições decidiram promover encontros para tratar sobre problemas específicos.
No encontro, o PGJ, juntamente com a Coordenadora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor (CDH), Promotora de Justiça Caroline Moreira Suzin, recebeu a equipe da Secretaria da Saúde para discutir sobre a transferência da gestão de unidades de saúde para organizações sociais (as chamadas OS). O próximo passo será trazer para a discussão os Promotores de Justiça que atuam em procedimentos específicos relacionados ao assunto.
Os representantes da Secretaria da Saúde destacaram a importância dessas reuniões visando a solução de conflitos e diminuição de demandas. Os técnicos salientaram a postura do Ministério Público de ouvir a Secretaria para compreender suas dificuldades e contribuir nas soluções dos problemas.
Stakeholders são todos os entes à montante e a jusante de uma organização, ou seja, aqueles que a impactam e aqueles aos quais a organização causa algum tipo de impacto.

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