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Archive for novembro \16\UTC 2012

No confronto da escala de serviço com a jornada contratual, tribunal descobriu que 60% das horas não foram trabalhadas

O Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE) quer que todos os médicos do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, passem a bater o ponto depois que foi constatado o não-cumprimento das jornadas de trabalho. Os técnicos do TCE confrontaram a escala de trabalho dos médicos com a carga horária contratual e constataram que 60% das horas não estavam sendo cumpridas. Apesar da falta de controle de frequência, os vencimentos eram pagos integralmente.

A auditoria foi realizada no primeiro semestre do ano passado. Em decisão desta semana, os conselheiros deram um prazo de 30 dias, a partir da notificação, para a direção da unidade e a Secretaria de Estado da Saúde apresentarem um plano de ação.

De acordo com a vistoria, 77% dos médicos não tinham registro de frequência no relógio de ponto. Enquanto isso, 5 mil crianças estavam na fila de espera por cirurgias eletivas – aquelas não urgentes.

Ao mesmo tempo em que se identificou no hospital a presença de profissionais que não registraram o ponto, mas estavam realizando cirurgias, foi constatado que alguns médicos não estavam em nenhuma escala de trabalho.

Os auditores reconheceram que o sistema eletrônico utilizado apresentava falhas. Quando havia queda de energia elétrica, por exemplo, todos os registros do dia eram apagados.

Os técnicos também conferiram que entre 2007 e 2010, o hospital solicitou à Secretaria de Saúde a substituição do equipamento, o que não havia ocorrido até o fim da auditoria.

Médico devia cumprir 80 horas por mês, mas só fez seis

Também foi constatado que havia o pagamento de horas-plantão e de sobreaviso sem a comprovação da prestação do serviço. Um dos casos que chamaram a atenção foi o de um médico que deveria cumprir jornada mensal de 80 horas, mas trabalhou apenas seis horas e 20 minutos.

Com a falta de cumprimento da escala de trabalho, quem perde são as crianças. No primeiro semestre do ano passado, das 880 horas mensais disponíveis para atendimento nas quatro salas de cirurgia, a média mensal de utilização foi de 547,79 horas.

As 332,21 horas de ociosidade representam 37,75% do total da possibilidade de uso. Enquanto isso, em maio de 2011, 5 mil pacientes ficaram na fila de espera por uma cirurgia.

No caso da ortopedia, por exemplo, a ociosidade em junho de 2011 foi de 121,58 horas. Ao analisar o quantitativo de horas contratadas para cirurgia ortopédica e as efetivamente cumpridas, os auditores chegaram ao número de 456 horas sem serem utilizadas. Isso significa que em junho de 2011 havia médicos disponíveis no hospital para suprir a ociosidade detectada naquele mês.

“Antes de se pensar em contratação de novos médicos, é necessário reavaliar e disciplinar a utilização do centro cirúrgico, visando minimizar a ociosidade atualmente existente”, aponta o relatório técnico. (DC, 16/11)

DECLARAÇÕES

Dalmo de Oliveira, secretário de Estado da Saúde:

“A empresa que oferece a tecnologia (ponto) não conseguiu implantar o sistema. Queremos que passe a funcionar até o começo de 2013.”

Julio Garcia, conselheiro do TCE/SC:

“Essa auditoria flagra uma situação muito séria. E neste caso, por se tratar de saúde pública, devemos dar uma atenção ainda maior.”

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A greve também causou o fechamento da emergência do Instituto de Cardiologia

A greve na Saúde afetou totalmente o atendimento na Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis. Para cumprir a determinação da Justiça, que exigia o cumprimento de 70% dos serviços, precisaria de 30 servidores, mas na manhã desta sexta-feira apenas dois foram trabalhar.

A Secretaria de Estado da Saúde considerou o problema grave, pois havia 13 recém-nascidos na unidade de terapia intensiva (UTI), onde precisaria da atuação de seis profissionais. Dois servidores foram deslocados para o setor, e a direção teve que chamar outros 10 que não estavam na escala do dia para ajudar nas outras alas. Conforme à assessoria de imprensa, apenas os casos de emergência estão sendo atentados na maternidade.

Até a quinta-feira, os trabalhadores da Carmela Dutra e dos outros hospitais cumpriam sua jornada de trabalho parcialmente, em períodos de revezamento entre colegas. A partir desta sexta-feira, os acampamentos de paralisação foram afastados 200 metros dos hospitais, como determinou liminar da Justiça.

Piquetes reúnem 400 trabalhadores

Conforme o comando de greve, existiam 400 trabalhadores nos três piquetes montados em Florianópolis e São José, um deles próximo ao Hospital Governador Celso Ramos, Maternidade Carmela Dutra e Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemosc), outro perto do Infantil Joana de Gusmão e um terceiro nos arredores do Hospital Regional.

Além disso, o governo do Estado determinou o corte do ponto dos grevistas a partir desta sexta-feira. A decisão foi tomada na quinta-feira, quando o secretário Dalmo Claro de Oliveira disse que os diretores e gerentes dos hospitais deverão identificar quem não está trabalhando e enviar os relatórios para a Saúde até a próxima segunda-feira. A promessa é de cortar, também, a hora-plantão e o sobreaviso.

Fechada emergência do Instituto de Cardiologia

Na manhã desta sexta-feira, a secretaria ainda não tinha o balanço da adesão dos trabalhadores à greve, informação que deve ser divulgada no fim da tarde. O governo só antecipou que a emergência do Instituto de Cardiologia foi fechada e que os médicos iriam atender no Hospital Regional.

A secretaria também repassou que no Hospital Governador Celso Ramos, parte dos grevistas teria retornado, mas a direção não informou o número. Mesmo assim, a emergência estava lotada, com mais de 30 pacientes à espera de atendimento.

Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em estabelecimentos de Saúde Público Estadual e Privado de Florianópolis (Sindsaúde) e líder do comando de greve, Pedro Paulo das Chagas, os próprios grevistas tinham decidido que não bateriam mais o ponto na assembleia da última quarta-feira. Ele preferiu não avaliar o percentual de paralisação nesta sexta-feira, por se tratar de um dia de ponto facultativo, com apenas escala de plantão.

— Vamos ter um termômetro da greve na segunda-feira— acredita Chagas.

Reivindicações

O movimento grevista começou em 9 de outubro, depois de uma interrupção de 15 dias, retornou em 23 de outubro. A categoria reivindica a redução da jornada de trabalho para 30 horas, com a manutenção do salário e incorporação das horas extras, além da contratação de novos funcionários por meio de concurso. (DC, 16/11)

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Ainda não se viu a cor dos R$ 83 milhões em emendas federais para a estruturação das unidades de saúde, aprovados pela bancada catarinense no Congresso Nacional. Elas ainda precisam ser cadastradas no sistema de convênios do governo federal. Burocracia?!? Se precisarem, não deve ser difícil conseguir um bolsista para fazer essa digitação. Na falta desse profissional, o Secretário-Adjunto de Saúde, Acélio Casagrande viaja hoje a Brasília para tentar ajudar com esses trâmites.

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Suzana Kahn e Renata Pereira receberão incentivo financeiro para pesquisar os mecanismos de funcionamento de dois tipos de câncer no exterior e começar o próprio laboratório no retorno ao Brasil

Suzana Kahn e Renata Pereira: as pesquisadoras pretendem aplicar o conhecimento adquirido no pós-doutorado para a realidade brasileira (Arquivo Pessoal)

Duas pesquisadoras brasileiras foram selecionadas pelo programa Pew Latin American Fellows Program in the Biomedical Sciences (Programa Pew de Parceiros Latino-americanos em Ciências Biomédicas) para receber uma bolsa de pós-doutorado nos Estados Unidos em suas áreas de interesse. Suzana Kahn e Renata Pereira realizam estudos sobre o câncer.

Suzana estuda o glioblastoma, um tipo de câncer que afeta o cérebro do paciente. Ele costuma ocorrer em pessoas entre 40 e 60 anos e suas causas ainda não são conhecidas. Já a pesquisa de Renata trata da relação entre as modificações no DNA causadas por proteínas e a leucemia, tipo de câncer que atinge o sangue.

O programa de bolsas para o qual elas foram selecionadas existe desde 1991 e é voltado para pesquisadores latino-americanos em nível de pós-doutorado. Além de um salário anual de 30.000 dólares (aproximadamente 5.000 reais por mês), durante dois anos, o bolsista recebe um adicional de 35.000 dólares quando retorna a sua país de origem após o término do programa, com objetivo de que ele possa montar seu próprio laboratório. O programa é promovido pela The Pew Charitable Trusts, instituição que incentiva a busca pelo conhecimento focado em grandes problemas mundiais. Ela foi criada pelos filhos de Joseph N. Pew (1886-1963), fundador da petroquímica Sun Oil Company, atual Sunoco.

Tumores cerebrais – Os glioblastomas, pesquisados por Suzana, são tumores de difícil tratamento. Mesmo quando a quimioterapia elimina até 99% das células cancerígenas, o 1% que resta é composto por células-tronco tumorais, também chamadas de reservatórios tumorais, que podem regenerar o câncer.

Em seu doutorado, realizado em parte no Brasil e em parte na França, Suzana observou que a quimioterapia provoca um aumento na quantidade dessas células. Além disso, de acordo com ela, há evidências científicas de que a quimioterapia leva ao surgimento de focos secundários do glioblastoma no paciente, ou seja, ela pode gerar uma migração desses reservatórios tumorais.

Durante o pós-doutorado, que tem início em janeiro de 2013, no Institute for Stem Cell Biology & Regenerative Medicine (Instituto de Biologia de Células-tronco e Medicina Regenerativa) em Stanford, Suzana pretende estudar mais a fundo os efeitos negativos da quimioterapia sobre as células-tronco tumorais, especialmente nos processos de multiplicação e migração das células. Ela ressalta que no laboratório de seu orientador, Dr. Irving L. Weissman, poderá observar as vias intracelulares que são ativadas nesse processo. “Quero ver tudo o que está acontecendo dentro das células quando são tratadas com esses quimioterápicos”, diz a pesquisadora.

Interesse pessoal – Suzana é formada em Biomedicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante a graduação, ela fez estágio no Laboratório de Morfogênese Celular, voltado para o estudo do glioblastoma. Mas seu interesse pela pesquisa do câncer é anterior à graduação. “Quando eu tinha 15 anos, meu irmão mais novo, que tinha 14 na época, teve linfoma. Ele fez quimioterapia e foi curado, mas comecei a observar que alguns pacientes não respondiam bem à terapia. Eu me interessei por essa área desde então, sempre quis saber o que estava se passando nessas células, achar uma cura ou aumentar a sobrevida dos pacientes”, diz Suzana.

Proteínas e leucemia – A pesquisa de Renata trata da relação entre as modificações epigenéticas e a leucemia. Essas modificações não ocorrem na sequência dos genes, mas na ativação ou inativação de um gene, determinada por modificações químicas no próprio DNA ou em proteínas que se associam a ele, como as histonas. De acordo com a pesquisadora, um descontrole nessas modificações epigenéticas pode levar ao aparecimento de tumores. “A célula pode proliferar muito mais do que deveria ou não morrer e gerar um tumor”, diz Renata.

O foco de sua pesquisa são duas proteínas, TET2 e JARID2, que apresentam alterações em pacientes com leucemia e estão associadas a modificações no DNA e nas histonas. O objetivo agora é descobrir como as alterações nessas proteínas perturbam o funcionamento do sistema imunológico e podem levar ao aparecimento da leucemia.

Área estratégica – No Brasil, Renata estudava infecções causadas por parasitas, já procurando entender as alterações no DNA que afetam a produção de proteínas. “Na minha pesquisa anterior a gente tinha ideia de que o parasita era capaz de induzir na célula hospedeira a produção de proteínas diferentes. Ele conseguia manipular a produção de proteínas pela célula para favorecer o processo infeccioso dele”, afirma Renata.

A pesquisadora explica que nos Estados Unidos poucas instituições de pesquisa trabalham com parasitas. O interesse principal do país é a pesquisa de câncer e doenças crônicas. “Por mais que tenha muita pesquisa no cenário internacional, existem variações em cada população que fazem com que o câncer seja diferente em todos os lugares, então essa é uma área estratégica para a pesquisa nacional também”, diz.

Renata está em San Diego, nos Estados Unidos, desde fevereiro de 2011, quando iniciou seu pós-doutorado. Ela desenvolve sua pesquisa no laboratório da Dra. Dr. Anjana Rao, no La Jolla Institute for Allergy and Immunology. Sua bolsa teve início em agosto desse ano e termina em agosto de 2014.

Incentivo à pesquisa – As duas pesquisadoras já fazem planos para continuarem seus trabalhos no retorno ao país, utilizando o auxílio financeiro fornecido pelo programa. “Quero criar um instituto de células-tronco tumorais para investigar os mecanismos de resistência dessas células à quimioterapia e os efeitos negativos que ela produz”, afirma Suzana.

Renata conta que pretende trazer o projeto de pesquisa da leucemia para o laboratório que criar no Brasil, mas não descarta a possibilidade de aplicar o conhecimento adquirido na área de biologia molecular para outras áreas, de importância mais específica do país, como o estudo de parasitas. “Ao começar um laboratório, a maior dificuldade é conseguir recursos para iniciar o trabalho, pois para conseguir verba é preciso ter produtividade. Então a ajuda inicial do programa é fundamental para conseguir financiamentos mais tarde”, diz a pesquisadora.

Mais: o que são células-tronco tumorais

O termo célula-tronco se refere a uma célula indiferenciada, que pode se transformar em qualquer tipo de célula do organismo. Por essa razão, elas são utilizadas em pesquisas para tratamentos de diversas doenças. Existem também células-tronco dentro de cada órgão, que formam as células apenas daquele tecido específico. As do cérebro, por exemplo, são as células tronco neurais, que se diferenciam em células do tecido nervoso. As células-tronco tumorais são aquelas que podem se transformar em qualquer tipo de célula dentro do tumor. As células-tronco tumorais do gliobastoma podem se transformar até em vasos sanguíneos, para garantir a nutrição do tumor. (Veja.com.br, 8/11)

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O aldicarbe, principal agrotóxico utilizado de forma irregular como raticida doméstico (chumbinho), foi banido do mercado brasileiro, no mês de outubro. Estimativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)apontam que o produto é responsável por quase 60% dos oito mil casos de intoxicação relacionados a chumbinho, no Brasil, todos os anos.

“Os motivos do banimento do aldicarbe do mercado nacional estão relacionados à alta incidência de intoxicações humanas e de envenenamento de animais, devido ao desvio de uso do referido agrotóxico”, explica o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agenor Álvares. Além disso, o aldicarbe possui a mais elevada toxicidade aguda entre todos os ingredientes ativos de agrotóxicos, até então autorizados para uso no Brasil.

O único produto a base de aldicarbe que possuía autorização de uso, no país, era o Temik 150, da empresa Bayer S/A. Trata-se de um agrotóxico granulado, classificado como extremamente tóxico, que tinha aprovação para uso exclusivamente agrícola, como inseticida, acaricida e nematicida, para aplicação nas culturas de batata, café, citros e cana-de-açúcar.

Chumbinho – O uso do aldicarbe como raticida doméstico, sob a forma do popular chumbinho, não é autorizado pelas autoridades brasileiras. “O chumbinho é um produto ilegal e perigoso para a saúde da população, sendo o uso e comércio deste agrotóxico como raticida doméstico enquadrado como uma atividade ilícita e criminosa”, afirma Álvares.

Por se tratar de um produto clandestino, o chumbinho não possui rótulo com orientações quanto ao manuseio e segurança, informações médicas, telefones de emergência, descrição do ingrediente ativo e antídotos que devem ser utilizados em casos de envenenamento. “Sem essas informações os profissionais de saúde tem mais dificuldade de agir para salvar a vida das pessoas intoxicadas pelo chumbinho”, diz o diretor da Anvisa.

Os sintomas típicos de intoxicação por chumbinho ocorrem em menos de uma hora após a ingestão e os principais sinais clínicos são: náuseas, vômito, sudorese, salivação excessiva, visão borrada, contração da pupila, dor abdominal, diarreia, tremores, taquicardia, entre outros.

Em caso de intoxicação deve-se ligar, de forma gratuita, para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001. O serviço é disponível para todo país e conta com profissionais especializados na orientação do tratamento de casos de intoxicação.

Ineficaz como raticida – Além de possuir elevada toxicidade aguda, o chumbinho é ineficaz no combate doméstico de roedores. Normalmente, como o primeiro animal que ingere o veneno morre de imediato, os demais ratos observam e não consomem aquele alimento envenenado.

Já os raticidas legalizados, próprios para esse fim e com registro junto a Anvisa, agem como anticoagulantes, provocando envenenamento lento nos ratos. Dessa forma, a morte do animal não fica associada ao alimento ingerido, o que faz com que todos os ratos da colônia ingiram esse tipo de veneno.

Cancelamento  – O cancelamento do registro dos produtos a base de aldicarbe segue as recomendações de restrição de uso deste ingrediente ativo, decorrentes da reunião da Comissão de Reavaliação Toxicológica, realizada em 2006. Na época, bem como nos anos subsequentes, foram estabelecidas uma série de medidas restritivas para a continuidade do uso do aldicarbe no Brasil, tais como: I- exclusão de uso do produto em diversas culturas, II- Restrição de venda aos estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo, exclusivamente para agricultores certificados e propriedades cadastradas para uso do produto, III- diminuição do número de revendas de mais de 200 para 34 canais e IV- inclusão de agente amargante e de emético (substância que induz ao vômito) na formulação do produto.

Após o processo de reavaliação, a empresa Bayer S/A apresentou, em 2011, um cronograma de descontinuidade de comercialização e de encerramento de importação, distribuição e utilização do produto. A empresa se comprometeu, ainda, a efetuar o recolhimento de qualquer sobra do produto em posse de agricultores.

Em junho de 2012, a Anvisa cancelou o informe de avaliação toxicológica dos agrotóxicos a base de aldicarbe. Em outubro de 2012, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou o cancelamento do registro do Temik 150.

Com os cancelamentos, estão proibidos no Brasil a produção, a comercialização e o uso de qualquer agrotóxico à base de aldicarbe. (Blog da Saúde/MS)

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O que colocamos no prato exerce grande influência a curto e a longo prazo no processo de aprendizado e memorização. Estudantes que estão prestes a entrar na maratona dos vestibulares podem ter na alimentação uma poderosa aliada. Saiba como:

1- Priorize o café da manhã,  o benefício já começa cedo pela manhã, ao garantir nutrientes importantes para a capacidade cerebral.  Inclua sempre um cereal integral como aveia em flocos, quinua, amaranto, pães integrais, que oferecem as vitaminas do complexo B capaz de melhorar a função cognitiva. Os carboidratos integrais de modo geral ajudam a manter a glicemia (açúcar no sangue) controlada, e a glicose é a principal fonte de energia do cérebro

2- Inclua ovo mexido, omelete ou panqueca no desjejum. O ovo é rico em colina,  precursora da síntese de acetilcolina, um neurotransmissor associado com a função cognitiva e memória. O ovo deve estar presente principalmente no jantar da véspera da prova e no café da manhã antes de sair de casa

3-  Alimentação fracionada – de 3 em 3 horas – ajuda a manter a glicemia (açúcar no sangue) dentro da normalidade, favorecendo a circulação e “alimentação do cérebro”

4-  Opções para incluir nos lanches intermediários (manhã ou tarde)

– Frutas frescas (melão, melancia, manga, uva, goiaba, mamão)
– Frutas oleaginosas (castanhas, nozes, avelã, macadâmia), são ricas em zinco, um mineral que contribui contra a aceleração do envelhecimento do cérebro
– Ovo de codorna temperado com azeite  ou partido dentro de um sanduíche. O ovo de codorna também é fonte de colina
– Sementes de abóbora ou girassol: são boas fontes de magnésio, que ajuda a controlar a ansiedade, tão característica nessa fase

5- Entre as refeições e antes de estudar tome uma xícara de chá verde. As catequinas presentes no chá  têm forte ação antioxidante e  propriedades que atuam no sistema nervoso central. O efeito benéfico na memória pode ser também atribuído à cafeína presente no chá, que ajuda a melhorar a concentração e atenção, contribuindo com o  aprendizado e registro de informações. No dia da prova leve o chá verde gelado numa garrafinha

6- Outra opção: chá mate batido com um pouco de açúcar, gelo e limão. Além do efeito da cafeína, o limão é fonte de vitamina C, que ajuda a combater a fadiga e o cansaço, além de hidratar e refrescar nos dias quentes

7- Evite refeições volumosas. O excesso de alimento reduz a capacidade de concentração porque grande parte da circulação sanguínea volta-se ao trato digestivo, reduzindo a oxigenação cerebral. Por isso, refeições leves são mais indicadas às vésperas de provas, com alimentos de fácil digestão (frutas, legumes, verduras, carnes grelhadas, cereais integrais)

8- Evitar alimentos calmantes (maça, alface, maracujá, camomila, erva cidreira, melissa) antes de concentrar-se nos estudos. Esses alimentos são mais indicados antes de dormir, já que relaxam e induzem ao sono

9- Aumente o consumo de peixes, principalmente aqueles que são fontes de ômega 3 (salmão, cavala, arenque, salmão, atum e a sardinha). A presença de ômega 3  na dieta  favorece o aprendizado e memorização

10-  Precisamos lembrar que o cérebro  tem grande quantidade de gorduras. Os ácidos graxos poli-insaturados regulam a energia na região cerebral e são componentes da estrutura das células nervosas e da bainha de mielina, que auxilia na rapidez com que as informações são transmitidas de uma célula para a outra.  Assim, as gorduras boas são importantes: azeite de oliva, abacate, frutas oleaginosas e o óleo de canola e a linhaça (óleo ou semente)

11- Temperos como alecrim e cúrcuma (açafrão da terra) também trazem benefícios. O alecrim ajuda a melhorar a disposição e estado de alerta, e o açafrão protege os neurônios. Pode-se temperar com o açafrão legumes e frango, como também colocar na finalização do arroz e na elaboração de molhos. O alecrim dá um sabor especial no ovo mexido ou no omelete

12- Aqui vai uma boa notícia:  chocolate meio amargo (50- 70% de cacau) é uma excelente opção. Sem exagero, claro. Uma unidade pequena, aproximadamente 30 gramas já é suficiente.  O cacau melhora a função cognitiva. Pode-se também colocar o cacau em pó em vitaminas, sucos e salpicar nas frutas ou cereais. (Veja.com.br, 6/11)

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INFORMAÇÕES GERAIS
Data: 15 a 17 de novembro de 2012
Local: Mercure Camboriu Internacional
Cidade: Balneário Camboriu – SC

COMISSÃO ORGANIZADORA/CIENTÍFICA
Klaus Peplau – Presidente da SBCM-SC
Carlos Roberto Seara Filho – Presidente do Congresso
Fernando Oto dos Santos
Helena Elisa Piazza
Luiz Afonso dos Santos
Paula Regina Fischer

PUBLICO ALVO
Médicos clínicos gerais;
Médicos que atuem em pronto-socorros, ambulatórios e hospitais;
Médicos especialistas com interesse na área;
Médicos residentes e estudantes de medicina;
Outros profissionais da saúde: Enfermeiros, Fisioterapeutas, Nutricionistas e Psicólogos;

SECRETARIA EXECUTIVA
Praxis Feiras e Eventos – www.praxis.srv.br – Fone/Fax: 48 3028-5154

INFORMAÇÕES
Tayana – 47 9982-2205 – tayana@promotes.com.br

PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA
(Sujeita a alterações)

15/11/2012 – QUINTA-FEIRA

SALA 01 – CURSO 1

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
09h00 – CRISE HIPERTENSIVA E EMERGÊNCIA HIPERTENSIVA
10h00 – HAS – COMPLICAÇÕES AGUDAS E CRÔNICAS FREQUENTES
11h00 – TRATAMENTO RACIONAL E OTIMIZADO
12h00 – TRATAMENTO EM SITUAÇÕES ESPECIAIS E HIPERTENSÃO REFRATÁRIA

DOENÇA PÉPTICA
14h00 – DISPEPSIAS
15h00 – DRGE: ATÉ QUANDO TRATAR E QUANDO INDICAR CIRURGIA
16h00 – HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA
17h00 – DOENÇA ULCEROSA PÉPTICA
18h00 – ALIMENTOS PROTETORES OU FUNCIONAIS – PRÉ E PRÓ-BIÓTICOS

SALA 02 – CURSO 2
DIABETES MELLITUS
09h00 – EMERGÊNCIAS EM DIABETES
10h00 – CO-MORBIDADES: MANEJO CLÍNICO
11h00 – PREVENÇÃO DAS COMPLICAÇÕES
12h00 – TRATAMENTO: OTIMIZAÇÃO E RACIONALIZAÇÃO

DOENÇA ISQUÊMICA DO CORAÇÃO
14h00 – ANGINA INSTÁVEL
15h00 – RISCO DE MORTE SÚBITA
16h00 – CHOQUE CARDIOGÊNICO
17h00 – SINDROMES CORONARIANAS AGUDAS: ATENDIMENTO PRÉ E HOSPITALAR
18h00 – INSUFICIÊNCIA CARDÍACA E DOENÇA ISQUÊMICA

SALA 03 – I SIMPÓSIO DAS LIGAS ACADÊMICAS DE SANTA CATARINA
TEMAS EM SERVIÇOS DE PRONTO-ATENDIMENTO
09h00 – TAQUIARRITMIAS
09h50 – INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA
10h20 – PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE
11h00 – EPILEPSIAS
11h40 – ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ISQUÊMICO

ABDÔMEN AGUDO
14h00 – INTRODUÇÃO E ABORDAGEM INICIAL DO ABDÔMEN AGUDO
14h40 – ABDÔMEN AGUDO INFLAMATÓRIO
15h20 – ABDÔMEN AGUDO OBSTRUTIVO
16h00 – ABDÔMEN AGUDO PERFURADO
16h40 – ABDÔMEN AGUDO ISQUÊMICO
17h20 – ABDÔMEN AGUDO HEMORRÁGICO

16/11/2012 – SEXTA-FEIRA

SALA 01

MINI CONFERÊNCIAS
09h00 – EDEMA AGUDO DE PULMÃO
09h30 – DIFICULDADES NA PRÁTICA MÉDICA
10h00 – ABERTURA
MESA REDONDA
10h30 – A ARTE CLÍNICA DE CURAR É LEVAR A CADA PACIENTE A CIÊNCIA MÉDICA

— Intervalo —

SALA 01
CONFERÊNCIAS
14h00 – AVC NA EMERGÊNCIA – DIAGNÓSTICO E CONDUTA
15h00 – SEPSE: ORIGENS E COMPLICAÇÕES
16h00 – DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS E CONSTIPAÇÃO FUNCIONAL
17h00 – OBESIDADE: A EPIDEMIA E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA SAÚDE PÚBLICA E PRIVADA
18h00 – SINTOMAS, TRATAMENTOS E DESFECHOS CLÍNICOS

SALA 02
MINI CONFERÊNCIAS
09h00 – TRATAMENTO OBJETIVO DAS DISLIPIDEMIAS
09h30 – CÁLCIO E VITAMINA D – NOVAS PERSPECTIVAS
10h00 – ABERTURA – SALA 1

— Intervalo —

SALA 02
CONFERÊNCIAS
14h00 – ANSIEDADE E DISTÚRBIO BIPOLAR
15h00 – EMPREGO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS EM AMBULATÓRIOS
16h00 – DIREITO MÉDICO E JUDICILIZAÇÃO DA PRÁTICA MÉDICA
17h00 – DIABETES NO IDOSO: O QUE MUDA NA COMPREENSÃO E NO MANEJO
MESA REDONDA
18h00 – ALTERAÇÕES METABÓLICAS:
– HAS
– DIABETES MELLITUS
– OBESIDADE

17/11/2012 – SÁBADO

SALA 01
MINI CONFERÊNCIAS
08h30 – CONTROVÉRSIAS NO USO DE ANTIMICROBIANOS
09h30 – VENTILAÇÃO MECÂNCIA – O QUE O EMERGENCISTA DEVE SABER
CONFERÊNCIAS
10h00 – PACIENTES DIFÍCEIS X FAMÍLIA PROBLEMA
11h00 – O LADO HUMANO DA MEDICINA

— Intervalo —

SALA 01
MESA REDONDA
13h30 – MESA REDONDA: ATENDIMENTO E CONDUTAS NO POLITRAUMATIZADO: QUEM SABE O QUE FAZER?
CONFERÊNCIAS
15h00 – ANTIBIOTICOTERAPIA: QUEM SABE USAR?
16h00 – PARADA CARDIO RESPIRATÓRIA CEREBRAL: NOVOS CONCEITOS E CONDUTAS

SALA 02
CONFERÊNCIA
08h30 – ZOONOSES DE INTERESSE CLÍNICO (DENGUE FEBRE AMARELA, LEPTOSPIROSE)
MINI CONFERÊNCIA
09h30 – DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS LINFONODOMEGALIAS
CONFERÊNCIA
10h00 – USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS: PRINCÍPIOS E PRÁTICA
MINI CONFERÊNCIAS
11h00 – ARTRITE REUMATOIDE-TERAPÊUTICA CLÍNICA
11h30 – FIBROMIALGIA E SÍNDROMES MIOFACIAIS
12h00 – ASMA NA EMERGÊNCIA

— Intervalo —

SALA 02
CONFERÊNCIAS
14h00 – DISTÚRBIOS HIDROELETROLÍTICOS E REPOSIÇÃO VOLÊMICA
15h00 – TERMINALIDADE – O QUE PRECISAMOS SABER?
MINI CONFERÊNCIAS
16h00 – ANEMIAS CARENCIAIS
16h30 – PROVAS DE FUNÇÃO HEPÁTICA: SUA IMPORTÂNCIA CLÍNICA
17h00 – PNEUMONIA BACTERIANA – TRATAMENTO NO ADULTO E NO IDOSO: EXISTE DIFERÊNÇA?

PALESTRANTES CONVIDADOS CONFIRMADOS
Amaury Mielle Filho (SC)
Amely Pereira Silva Balthazar (SC)
Celmo Celeno Porto (GO)
Cesar Alfredo Pusch Kubiak (PR)
Emilton Lima Junior (PR)
Fernando Sabia Tallo (SP)
Francisco Luiz Mafra Magalhães (PR)
Helena Elisa Piazza (SC)
Hélio Penna Guimarães (SP)
Itairan da Silva Terres (SC)
Juliano Fonseca Tonello (SC)
Luciano Castro Gomes de  Mello (RS)
Luis Antonio da Silva Sá (PR)
Luiz Henrique Melo (SC)
Maria Betania Beppler (SC)
Murillo Ronald Capella (SC)
Roland Amauri Dagnoni (SC)
Siegmar Starke (SC)

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