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Posts Tagged ‘AIDS’

COMARCA: Capital

PROMOTORIA DE JUSTIÇA: 33ª Promotoria de Justiça da Capital

INQUÉRITO CIVIL N. 06.2012.00003236-0

Nº da Portaria de Instauração: 0012/2012

Data da Instauração: 18/05/12

Partes: Grupo de Apoio de Prevenção à AIDS-GAPA; Secretaria de Saúde do Município de Florianópolis

Objeto: Apurar a notícia da dificuldade de acesso de pacientes para tratamento da dependência química e seus familiares ao médico do CAPs AD Continente, bem como a ausência de acolhimento, atendimento e serviços terapêuticos da Unidade

Promotora de Justiça: Sonia Maria Demeda Groisman Piardi.

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COMARCA: Capital

PROMOTORIA DE JUSTIÇA: 33ª Promotoria de Justiça da Capital

INQUÉRITO CIVIL N. 06.2012.00003085-1

Nº da Portaria de Instauração: 0010/2012

Data da Instauração: 10/05/12

Partes: Grupo de Apoio de Prevenção à AIDS-GAPA; Secretaria de Estado da Saúde

Objeto: Apurar a notícia da falta de kits para a realização de exames de HIV e Hepatites Virais.

Promotora de Justiça: Sonia Maria Demeda Groisman Piardi.

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Um estudo publicado na edição desta semana da revista PLoS ONE mostra que substâncias químicas derivadas da maconha podem inibir um subtipo de HIV detectado nos estágios avançados da Aids. De acordo com pesquisadores da Faculdade de Medicina de Monte Sinai, nos Estados Unidos, entender exatamente como isso ocorre poderá ajudar os cientistas a desenvolverem novas drogas que retardem a progressão da síndrome.

“Nós já sabíamos que os canabioides derivados da maconha têm efeitos terapêuticos em pacientes, mas não sabíamos que eles também influenciavam na disseminação do vírus”, explicou, em comunicado, a principal autora da pesquisa, Cristina Constantino. Em alguns países, como a Holanda e os EUA, a droga pode ser usada com fins medicinais, pois já se comprovou que ela melhora sintomas de dor, reduz a perda de peso e de apetite e os sintomas colaterais comuns quando a doença já está avançada.

Agora, os cientistas constataram que receptores de canabioides encontrados nas células do sistema imunológico podem também afetar a propagação do HIV. Essas substâncias, chamadas CB1 e CB2, evitam que, no estágio avançado, o vírus já mutante alcance os linfócitos que ainda não haviam sido atingidos. Para entrar nas células, o HIV precisa que uma determinada molécula forneça um alerta, indicando onde ele deve entrar. O CB1 e o CB2 bloqueiam o processo de sinalização, poupando os linfócitos ainda saudáveis de serem infectados. “Desenvolver drogas que desencadeiam a ativação dos receptores pode ser um tratamento a mais que, combinado à medicação antirretroviral, alivie os sintomas dos últimos estágios da Aids, além de prevenir que o vírus se espalhe”, disse Constantino.

O próximo passo da equipe é desenvolver um modelo animal que exiba características da fase final da doença. Dessa forma, os cientistas pretendem testar a segurança e a eficácia de um remédio que ative a resposta dos receptores de opioides em organismos vivos.

Insegurança alimentar

Também na PLoS, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Harvard alertou, em outro artigo, que, no combate à Aids, um importante elemento precisa ser considerado: a insegurança alimentar. Usando dados brasileiros, da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS) de 2006, os cientistas alegam que, estatisticamente, há uma relação entre fome e falta do uso de preservativos, o que aumenta potencialmente o risco de transmissão.

Segundo os autores, as políticas públicas precisam levar em conta não apenas a educação sexual, como as campanhas sobre as doenças sexualmente transmissíveis, mas também indicadores socioeconômicos. “Intervenções governamentais no plano da segurança alimentar poderão ter um impacto significativo na redução de infecções, principalmente nos países em desenvolvimento”, concluíram. (Correio Braziliense, 20/4)

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Inédito, o resultado ocorreu por meio de experimento feito com células-tronco. Os estudiosos da Universidade da Califórnia ainda não falam na cura da doença, mas acreditam em novas abordagens para o tratamento contra o HIV

Nos últimos 30 anos, pesquisadores do mundo todo têm procurado uma terapia efetiva contra o HIV. Apesar de avanços significativos, principalmente no desenvolvimento de vacinas, ainda não surgiu um tratamento que consiga eliminar de vez o vírus do organismo. Um estudo da Universidade da Califórnia (Ucla), baseado em células-tronco, pode ser a chave para medicamentos mais efetivos contra a Aids. Em modelos animais, os cientistas conseguiram, pela primeira vez, varrer completamente o HIV da corrente sanguínea.

Cautelosos, os pesquisadores evitam falar em cura. “Ainda estamos em uma fase muito inicial, não queremos alardear uma ideia que, em testes futuros, possa falhar”, salienta Scott G. Kitchen, professor da Divisão de Oncologia e Hematologia da Ucla. Principal autor do estudo, ele diz, contudo, que os resultados obtidos podem ser o alicerce de uma nova abordagem para combater o HIV em pessoas infectadas, com a expectativa de erradicar o vírus do organismo. “Os antirretrovirais têm feito um bom trabalho, mas há uma necessidade desesperadora de se desenvolver novas estratégias que erradiquem, de fato, a infecção”, salienta.

Poucas pessoas conhecem o mecanismo que faz do HIV um vírus tão perigoso. Uma vez na corrente sanguínea, ele ataca os sistemas de defesa do organismo, que são acionados quando se detecta a invasão de um corpo estranho. Sem resposta imune, o portador da síndrome fica fragilizado e suscetível às chamadas doenças oportunistas. Kitchen explica que, no caso de infecções virais não persistentes, como uma gripe, células de defesa chamadas linfócito T citotóxicos se mobilizam rapidamente, desencadeando uma potente resposta, que resulta na expulsão do vírus. Elas agem produzindo uma proteína especializada na caça e na eliminação dos micro-organismos invasores.

“Em infecções provocadas pelo HIV, uma resposta efetiva dos linfócitos T é vital para controlar a multiplicação do vírus durante os estágios agudo e crônico da Aids. Contudo, diferentemente do observado na maioria das infecções virais, no caso do HIV, as células não conseguem matá-lo”, diz o pesquisador. “Mesmo sob ação das mais eficazes terapias antirretrovirais, o HIV não sai do organismo. Pelo contrário, ele ataca os linfócitos, cuja contagem, no sangue, vai diminuindo. Devido à importância dessas células, há uma necessidade muito grande de explorar formas de estimular sua resposta”, conta.

Linfócitos restaurados

A atenção da comunidade científica tem se voltado, recentemente, à terapia gênica. Nesse tipo de tratamento, são produzidos antígenos que atacam diretamente o causador da doença ou da síndrome. “Em uma pesquisa anterior, examinamos a viabilidade de uma terapia gênica baseada em células-tronco hematopoéticas (TCTH)”, conta Jerome A. Zack, do Departamento de Microbiologia da Ucla. Essas estruturas, formadas no timo, um órgão localizado na caixa torácica, ainda são imaturas, mas, ao se desenvolverem, dão origem a todas as células que compõem o sangue.

Os pesquisadores constataram que as TCTH manipuladas com genes que visam um antígeno específico para o HIV humano são capazes de produzir uma grande quantidade linfócitos T maduros e completamente funcionais. A escassez natural dessas células no organismo é outro fator que impede, até agora, que elas consigam eliminar o vírus da Aids. O primeiro estudo foi todo realizado com tecidos cultivados in vitro. “Agora, o que fizemos foi checar, em organismos vivos, se, além de fazer com que o HIV pare de se replicar, a abordagem é válida para eliminá-lo totalmente da corrente sanguínea. Pela primeira vez, fomos capazes de chegar a esse resultado. Na prática, o que aconteceu foi que restauramos a capacidade dos linfócitos de combater e matar o vírus”, comemora.

Uma vez manipuladas, as células foram introduzidas no organismo de roedores infectados com o vírus do HIV. Esses animais também tiveram de ser modificados geneticamente para que apresentassem respostas semelhantes às que seriam obtidas por humanos (veja infografia). Seis semanas depois, os ratos foram examinados. Cem por cento deles apresentavam células humanas circulando na corrente sanguínea. O melhor, porém, ainda estava por vir. As células T se multiplicaram, o que ficou claro pela contagem do linfócito CD4 no sangue. Quando uma pessoa está infectada, a quantidade dessas estruturas é muito baixa. Além disso, o exame não detectou a presença do HIV.

“Isso significa que, nos ratos geneticamente modificados, a terapia foi eficaz. Ela erradicou o vírus da Aids do organismo, da mesma forma que um antibiótico expulsa as bactérias causadoras da pneumonia, por exemplo”, explica Jerome A. Zack. Ele ressalta, porém, que ainda falta muito para que a metodologia comece a ser testada em humanos. “Por mais que os ratos tenham sido manipulados para que seus organismos ficassem parecidos ao nosso, evidentemente eles não se transformaram em humanos. Precisamos encontrar e isolar a maior quantidade possível de antígenos que ataquem diretamente o HIV antes de começarmos a pensar em realizar experimentos clínicos”, esclarece.

Transmissão vertical

Um dos maiores sucessos no tratamento da Aids é a possibilidade de mulheres infectadas não transmitirem o vírus aos fetos. No Brasil, a chamada transmissão vertical está em queda, impactando no número de portadores de HIV com menos de 5 anos. Em 2000, havia 5,4 casos por 100 mil habitantes. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2009, a incidência diminuiu para três casos. A meta do governo é que, até 2015, a taxa de transmissão vertical seja de menos de 2%.

Investimento de R$ 15 milhões

Ministério da Saúde anunciou que vai investir R$ 15 milhões em pesquisa e produção de células-tronco em escala comercial. Desse valor, R$ 8 milhões serão destinados à conclusão de oito centros nacionais de terapia celular e R$ 7 milhões aplicados em pesquisas. Editais para a seleção desses estudos serão divulgados ainda neste ano. No país, há três centro nacionais de terapia em funcionamento: em Curitiba, em Salvador e em Ribeirão Preto (SP). (Correio Braziliense, 20/4)

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O Brasil é referência planetária no combate à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Em 1992, Santa Catarina promoveu o I Simpósio Nacional sobre Aids, trazendo para Florianópolis o pesquisador Luc Montagnier, coordenador da equipe francesa que descobriu o vírus. O evento, patrocinado pela Assembleia Legislativa do Estado e pelo Ministério da Saúde, e cientificamente embasado e legitimado pela Universidade Federal de Santa Catarina, acabou fornecendo as bases para o Programa de Aids do governo brasileiro. Nos dias 12 e 13 de março, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, aconteceu o II Simpósio, exatos 20 anos depois, envolvendo os mesmos parceiros, além do Hospital Universitário (HU).

Embora considerado “estável”, o quadro da doença no Brasil é extremamente preocupante. A síndrome ataca em todas as direções, e sua proliferação é favorecida pelo preconceito de igrejas e pela falta de vontade política. O simpósio de 1992 foi um divisor de águas. Tomou conhecimento, entendeu a gravidade do problema, deu consequência e implementou a política nacional de enfrentamento da Aids.

Vinte anos se passaram e a esperada vacina não apareceu. A epidemia, mesmo “estabilizada”, continua firme e forte, atingindo todos e todas, jovens, adultos e idosos. É importante discutir tratamento e qualidade de vida dos doentes. Os dilemas atuais , no entanto, são outros. Afinal, ante tanta educação e informação, por que a epidemia não regride? O governo não dará conta da tarefa sem a participação efetiva e consciente da sociedade. A prevenção e o controle desafiam os governos, as organizações sociais, as universidades, as famílias e cada um de nós.

A comunicação pública, livre de todo preconceito, terá papel fundamental nesta história de vida ou morte.

Moacir Loth, jornalista

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Professor Eduardo Gómez, da Rutgers University

Segundo o cientista político Eduardo Gómez, da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, o Brasil pode se orgulhar de ter adotado o melhor programa público de combate a AIDS do mundo.

Ele fez uma pesquisa comparando as políticas de Brasil e EUA para doenças para as quais os investimentos públicos podem eventualmente não ser bem vistos por determinados setores da sociedade, como Aids, sífilis, obesidade, entre outras.

Gómez aponta que, desde o início, nos anos 80, o governo, as organizações e as comunidades de portadores de HIV agiram de forma mais integrada no Brasil que nos EUA. “As comunidades de Aids em San Francisco e Nova York não se comunicavam. Quando a Aids apareceu nos EUA, houve muita discriminação. No Brasil também houve, mas o governo foi mais receptivo”, explica.

Leia na íntegra a notícia da agência G1 no Parceiro da Saúde.

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Subdiagnóstico da doença, causada por bactéria imune aos antibióticos comuns, afeta principalmente a ÁfricaSó 22 de 46 países do continente têm dados sobre a epidemia; Brasil é uma das 69 nações afetadas pela doença

Tuberculoso no século XXI

Um iceberg de tuberculose resistente a tratamento pode estar debaixo da superfície da epidemia da doença no mundo, em especial na África. O número de novos casos de tuberculose no mundo está caindo devagar, em torno de 1% ao ano.

De acordo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o número de casos de tuberculose resistente a medicamentos (conhecida pela sigla MDR-TB) é muito maior do que o conhecido hoje.

A OMS estima que só 12% (30 mil) dos casos dessa versão da doença foram reconhecidos em 2009. Menos de 5% receberam tratamento adequado.

Diagnóstico

Na África, continente mais afetado pela tuberculose, só 22 de 46 países têm dados sobre a forma resistente da doença. Assim, o número de casos pode ser bem maior. A combinação de tuberculose com HIV é particularmente letal na África. A doença, que afeta o pulmão e é causada por uma bactéria (bacilo de Koch), é um típico mal da pobreza que afeta mais adultos jovens, prejudicando ainda mais a economia de países pobres.

A forma resistente de tuberculose é causada por uma bactéria imune aos antibióticos mais usados (isoniazida e rifampicina). O tratamento é feito com drogas mais caras, mais tóxicas e por mais tempo (até dois anos, em vez dos usuais seis meses). Só os remédios custam de 50 a 200 vezes mais.

Em 2009, cerca de 3,3% dos novos casos de tuberculose eram de MDR-TB. Os dados mais recentes, de dezembro de 2010, informam que 69 países, inclusive o Brasil, tiveram casos de MDR-TB.

Tratamento

O Global Fund to Fight AIDS, Tuberculosis and Malaria (Fundo Global para o Combate à Aids, Tuberculose e Malária), com sede na Suíça, tem financiado o combate à doença em países pobres.

Recursos do fundo, que vêm de governos e instituições privadas, pagaram 14 mil tratamentos de tuberculose resistente em 2009 -60% do total mundial, de 23 mil. A Tanzânia é um dos 22 países com altos índices de tuberculose. Há poucos casos de MDR-TB, mas a prevalência baixa pode estar mascarada por falta de diagnóstico.

Laboratórios

Uma prioridade em países africanos é o estabelecimento de laboratórios capazes de detectar a tuberculose resistente e enfermarias isoladas para o seu tratamento.

O Hospital Kibong’oto, na região de Kilimanjaro, Tanzânia, é o centro nacional para tratamento de tuberculose. O Kibong’oto tem 340 leitos, 40 deles dedicados à MDR-TB. Lá, o Global Fund financiou um moderno laboratório de diagnóstico, completado no ano passado. “O paciente fica em média de seis a nove meses. Mas depois precisamos acompanhar o paciente no seu ambiente, para evitar a recidiva”, diz o diretor do hospital, o médico Liberate John Mleoh.

Um dos pacientes com a forma resistente da doença é o soldador Haruna Atuman, casado, com três filhos, diagnosticado em novembro. Vestido com uniforme branco e verde listrado para fácil identificação e sempre de máscara, ele toma 14 comprimidos por dia.

Morador de Dar es Salaam, sua família não conseguiu visitá-lo nenhuma vez. “Me sinto bem, agora que estou sendo tratado. Mas no começo não foi nada bom”, diz Atuman. “Como o ganhador de pão da casa, não me sinto feliz. Mas meus parentes têm de tolerar, eu estou doente”. (Folha, 21/5)

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