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Posts Tagged ‘câncer’

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A costureira Ivanete Alencar, 62 anos, fez esta semana mais um exame preventivo contra o câncer de colo de útero no posto de saúde do Bairro Itacorubi, na Capital. Na terça-feira, o projeto que atende Ivanete e outras mulheres da região foi reconhecido.

A iniciativa saiu vencedora entre 83 propostas e levou o Prêmio Boa Prática, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde. Foram 52 selecionados por uma comissão julgadora formada por especialistas no tema. Entre eles, representantes Ministério Público Estadual, da Universidade Federal de SC (UFSC), do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde em SC. – Que bom que podemos fazer os exames em um posto de saúde sem a necessidade de pagar – diz.

O projeto inclui mulheres de 25 a 65 anos. De acordo com técnicos, algumas mesmo com mais idade, contam nunca ter feito exames preventivos. Além disso, os exames podem ser feitos todos os dias, diferente de outros postos onde a consulta ocorre com calendário fixado.

Objetivo é manter a iniciativa na nova gestão municipal

Esta foi a primeira 1a edição do Prêmio de Boas Práticas em Saúde – Caminhos para uma transição governamental adequada. Trata-se de um reconhecimento publico às equipes ou profissionais que trabalham para melhorar a vida das pessoas em Florianópolis. Para ser inscrito, a prática tinha que existir há pelo menos dois meses.

A ideia, explica Edenice Reis da Silveira, gerente de planos, metas e políticas de saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, é que a premiação seja realizada anualmente, a exemplo de Portugal, que já está na 6a edição. A cada edição do prêmio haverá um tema. O deste ano fez parte de uma estratégia: – Estamos numa troca de administração e a intenção é fortalecer essas práticas para que elas tenham continuidade independente das gestões.

O trabalho vencedor deste ano é assinado por Luciana Cristina dos Santos, Evelise Ribeiro Gonçalves, Cléia Maria dos Santos, Simone Antunes Macedo e Paulo Bittencourt. (DC, 9/12)

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Suzana Kahn e Renata Pereira receberão incentivo financeiro para pesquisar os mecanismos de funcionamento de dois tipos de câncer no exterior e começar o próprio laboratório no retorno ao Brasil

Suzana Kahn e Renata Pereira: as pesquisadoras pretendem aplicar o conhecimento adquirido no pós-doutorado para a realidade brasileira (Arquivo Pessoal)

Duas pesquisadoras brasileiras foram selecionadas pelo programa Pew Latin American Fellows Program in the Biomedical Sciences (Programa Pew de Parceiros Latino-americanos em Ciências Biomédicas) para receber uma bolsa de pós-doutorado nos Estados Unidos em suas áreas de interesse. Suzana Kahn e Renata Pereira realizam estudos sobre o câncer.

Suzana estuda o glioblastoma, um tipo de câncer que afeta o cérebro do paciente. Ele costuma ocorrer em pessoas entre 40 e 60 anos e suas causas ainda não são conhecidas. Já a pesquisa de Renata trata da relação entre as modificações no DNA causadas por proteínas e a leucemia, tipo de câncer que atinge o sangue.

O programa de bolsas para o qual elas foram selecionadas existe desde 1991 e é voltado para pesquisadores latino-americanos em nível de pós-doutorado. Além de um salário anual de 30.000 dólares (aproximadamente 5.000 reais por mês), durante dois anos, o bolsista recebe um adicional de 35.000 dólares quando retorna a sua país de origem após o término do programa, com objetivo de que ele possa montar seu próprio laboratório. O programa é promovido pela The Pew Charitable Trusts, instituição que incentiva a busca pelo conhecimento focado em grandes problemas mundiais. Ela foi criada pelos filhos de Joseph N. Pew (1886-1963), fundador da petroquímica Sun Oil Company, atual Sunoco.

Tumores cerebrais – Os glioblastomas, pesquisados por Suzana, são tumores de difícil tratamento. Mesmo quando a quimioterapia elimina até 99% das células cancerígenas, o 1% que resta é composto por células-tronco tumorais, também chamadas de reservatórios tumorais, que podem regenerar o câncer.

Em seu doutorado, realizado em parte no Brasil e em parte na França, Suzana observou que a quimioterapia provoca um aumento na quantidade dessas células. Além disso, de acordo com ela, há evidências científicas de que a quimioterapia leva ao surgimento de focos secundários do glioblastoma no paciente, ou seja, ela pode gerar uma migração desses reservatórios tumorais.

Durante o pós-doutorado, que tem início em janeiro de 2013, no Institute for Stem Cell Biology & Regenerative Medicine (Instituto de Biologia de Células-tronco e Medicina Regenerativa) em Stanford, Suzana pretende estudar mais a fundo os efeitos negativos da quimioterapia sobre as células-tronco tumorais, especialmente nos processos de multiplicação e migração das células. Ela ressalta que no laboratório de seu orientador, Dr. Irving L. Weissman, poderá observar as vias intracelulares que são ativadas nesse processo. “Quero ver tudo o que está acontecendo dentro das células quando são tratadas com esses quimioterápicos”, diz a pesquisadora.

Interesse pessoal – Suzana é formada em Biomedicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante a graduação, ela fez estágio no Laboratório de Morfogênese Celular, voltado para o estudo do glioblastoma. Mas seu interesse pela pesquisa do câncer é anterior à graduação. “Quando eu tinha 15 anos, meu irmão mais novo, que tinha 14 na época, teve linfoma. Ele fez quimioterapia e foi curado, mas comecei a observar que alguns pacientes não respondiam bem à terapia. Eu me interessei por essa área desde então, sempre quis saber o que estava se passando nessas células, achar uma cura ou aumentar a sobrevida dos pacientes”, diz Suzana.

Proteínas e leucemia – A pesquisa de Renata trata da relação entre as modificações epigenéticas e a leucemia. Essas modificações não ocorrem na sequência dos genes, mas na ativação ou inativação de um gene, determinada por modificações químicas no próprio DNA ou em proteínas que se associam a ele, como as histonas. De acordo com a pesquisadora, um descontrole nessas modificações epigenéticas pode levar ao aparecimento de tumores. “A célula pode proliferar muito mais do que deveria ou não morrer e gerar um tumor”, diz Renata.

O foco de sua pesquisa são duas proteínas, TET2 e JARID2, que apresentam alterações em pacientes com leucemia e estão associadas a modificações no DNA e nas histonas. O objetivo agora é descobrir como as alterações nessas proteínas perturbam o funcionamento do sistema imunológico e podem levar ao aparecimento da leucemia.

Área estratégica – No Brasil, Renata estudava infecções causadas por parasitas, já procurando entender as alterações no DNA que afetam a produção de proteínas. “Na minha pesquisa anterior a gente tinha ideia de que o parasita era capaz de induzir na célula hospedeira a produção de proteínas diferentes. Ele conseguia manipular a produção de proteínas pela célula para favorecer o processo infeccioso dele”, afirma Renata.

A pesquisadora explica que nos Estados Unidos poucas instituições de pesquisa trabalham com parasitas. O interesse principal do país é a pesquisa de câncer e doenças crônicas. “Por mais que tenha muita pesquisa no cenário internacional, existem variações em cada população que fazem com que o câncer seja diferente em todos os lugares, então essa é uma área estratégica para a pesquisa nacional também”, diz.

Renata está em San Diego, nos Estados Unidos, desde fevereiro de 2011, quando iniciou seu pós-doutorado. Ela desenvolve sua pesquisa no laboratório da Dra. Dr. Anjana Rao, no La Jolla Institute for Allergy and Immunology. Sua bolsa teve início em agosto desse ano e termina em agosto de 2014.

Incentivo à pesquisa – As duas pesquisadoras já fazem planos para continuarem seus trabalhos no retorno ao país, utilizando o auxílio financeiro fornecido pelo programa. “Quero criar um instituto de células-tronco tumorais para investigar os mecanismos de resistência dessas células à quimioterapia e os efeitos negativos que ela produz”, afirma Suzana.

Renata conta que pretende trazer o projeto de pesquisa da leucemia para o laboratório que criar no Brasil, mas não descarta a possibilidade de aplicar o conhecimento adquirido na área de biologia molecular para outras áreas, de importância mais específica do país, como o estudo de parasitas. “Ao começar um laboratório, a maior dificuldade é conseguir recursos para iniciar o trabalho, pois para conseguir verba é preciso ter produtividade. Então a ajuda inicial do programa é fundamental para conseguir financiamentos mais tarde”, diz a pesquisadora.

Mais: o que são células-tronco tumorais

O termo célula-tronco se refere a uma célula indiferenciada, que pode se transformar em qualquer tipo de célula do organismo. Por essa razão, elas são utilizadas em pesquisas para tratamentos de diversas doenças. Existem também células-tronco dentro de cada órgão, que formam as células apenas daquele tecido específico. As do cérebro, por exemplo, são as células tronco neurais, que se diferenciam em células do tecido nervoso. As células-tronco tumorais são aquelas que podem se transformar em qualquer tipo de célula dentro do tumor. As células-tronco tumorais do gliobastoma podem se transformar até em vasos sanguíneos, para garantir a nutrição do tumor. (Veja.com.br, 8/11)

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Principal evento científico de queimaduras do país começa nesta quarta-feira, em Florianópolis, reunindo autoridades internacionais

A Sociedade Brasileira de Queimaduras vai realizar em Florianópolis, de 10 a 13 de outubro, o maior evento nacional ligado à prevenção, tratamento e reabilitação das queimaduras, trauma sofrido por cerca de um milhão de pessoas a cada ano no Brasil. Quase 200 especialistas do país e do exterior farão conferências no VIII Congresso Brasileiro de Queimaduras, que será aberto nesta quarta-feira, no Hotel Majestic, com uma palestra da Embaixadora da Unesco Kim Phuc, ícone da Guerra do Vietnã que hoje se dedica à promoção dos Direitos Humanos.

Com inscrições esgotadas, o VIII Congresso Brasileiro de Queimaduras vai reunir 500 profissionais da área da Saúde, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, nutricionistas, estudantes e residentes de medicina. O cirurgião pediatra americano Martin Eichelberger, fundador da organização Safe Kids Worldwide – que é referência mundial em prevenção de lesões na infância – também já confirmou presença no evento motivado pela relevância do tema e pela possibilidade de se reverter a situação no Brasil, onde 2/3 das vítimas de queimaduras são crianças.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras, o cirurgião plástico Dilmar Leonardi, os dados são ainda mais dramáticos do que parecem se considerarmos as seqüelas vitalícias deixadas tanto no âmbito estético quanto funcional. “Uma queimadura grave, em especial quando ocorrida na infância, dificulta a aprendizagem e a inserção laboral e, muito comumente, leva à exclusão social da vítima, exigindo esforços continuados de toda a família”, avalia. “Por isso a programação do Congresso inclui apresentações e debates sobre o primeiro atendimento, tratamento, reabilitação e também a busca de alternativas para a reinserção do paciente, que é uma questão urgente a ser tratada”, defende.

Para o presidente do Congresso Brasileiro de Queimaduras, o cirurgião pediatra Maurício Pereima, o maior evento científico nacional na área de queimaduras segue a tendência mundial de se buscar um atendimento normatizado às vítimas destes traumas. “Profissionais de todo o país terão a oportunidade de compartilhar opiniões, experiências, dúvidas e conhecimentos, e como produto final teremos condutas cada vez mais uniformes e seguras adotadas no Brasil”, destaca o especialista. “Também será uma oportunidade para chamarmos a atenção da população para a problemática da queimadura, alertando sobre a grande incidência de acidentes domésticos com líquidos aquecidos e álcool líquido e sobre outras formas de prevenção”, completa.

Embaixadora da Unesco e ícone da Guerra do Vietnã, Kim Phuc fará conferência de abertura

A abertura do VIII Congresso Brasileiro de Queimaduras será com uma palestra da Embaixadora da Unesco Kim Phuc, que ficou famosa há 40 anos por sua foto fugindo nua das chamas na Guerra do Vietnã. Na ocasião em que foi flagrada pelo fotógrafo Huynh Cong Ut, Kim Phuc, então com nove anos, teve 65% do corpo queimado e só recebeu cuidados médicos por pressão do fotógrafo que fazia a cobertura do bombardeio no vilarejo Trang Bang, a 40 quilômetros de Saigon. Posteriormente, a foto rendeu ao seu autor o Prêmio Pulitzer de jornalismo.

Kim Phuc, que é casada e tem dois filhos, tornou-se ativista dos Direitos Humanos, e hoje corre o mundo como presidente da Kim Foundation, organização que criou para oferecer suporte às crianças vítimas de conflitos armados. Além das cicatrizes, que a acompanhariam para sempre, a Embaixadora da Unesco nunca conseguiu se desvencilhar da imagem que a popularizou, mundo a fora, como ícone do drama que assolou durante 15 anos o Sudeste Asiático.

Morando no Canadá, após concluir a faculdade em Cuba, Kim Phuc hoje se divide entre os quatro cantos do mundo, onde compartilha sua emocionante experiência de superação. Desta vez, além de abrir o Congresso de Queimaduras em Florianópolis, no dia 10 de outubro, a ativista dos direitos humanos fará uma palestra na Unisul Pedra Branca, em Palhoça, na Grande Florianópolis. O encontro viabilizado através de uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Queimaduras e a universidade acontece no dia 11, às 15h, no Auditório G, com acesso liberado conforme a capacidade do auditório.

Além de Kim Phuc, que esteve apenas uma vez no Brasil, também destacam-se entre os palestrantes internacionais do Congresso Scott A. Brubaker, Diretor Chefe de Política da Associação Americana de Bancos de Tecidos; Pavel Brychta, que presidiu a Associação Europeia de Queimaduras até o ano passado; Linda Guerrero, fundadora do primeiro banco de pele da Colômbia; Ivette Icaza, da Associação Pró-Crianças Queimadas da Nicarágua; Marisa Herson, que chefiou até recentemente o Banco de Tecidos de Melbourne/Austrália; Elisabeth Greenfield, diretora da Sociedade Internacional de Queimaduras; Alberto Bolgiani, presidente da Federação Latinoamericana de Queimaduras; e Nicole Gibran, atual presidente da Sociedade Norteamericana de Queimaduras.

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Ao analisar a genética dos tumores, cientistas os classificaram de acordo com características como a ocorrência de metástase e a reação ao uso de medicações. O detalhamento pode revolucionar o tratamento contra o mal

A rede de cientistas do Atlas Genômico do Câncer, projeto apoiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, acaba de concluir o primeiro mapeamento genético completo do câncer de mama. A análise dos dados coletados identificou quatro principais subtipos da doença, sendo que um deles se mostrou bastante peculiar: tem características moleculares muito próximas às de um tipo grave de câncer de ovário. Os resultados apontam para uma compreensão mais profunda dos mecanismos de ação de cada subtipo do câncer, além de carregarem a promessa de uma revolução no tratamento do tumor maligno que mais acomete as mulheres.

Em artigo publicado no último domingo, na versão on-line da revista Nature, os pesquisadores detalham a avaliação molecular das amostras de 825 pacientes com câncer de mama. A partir delas, foi possível gerar a caracterização de quatro principais subtipos do mal, cada um com uma biologia e perspectiva de sobrevivência. São eles: o HER2 amplificado, o Luminal A, o Luminal B e o câncer de mama basal. Um quinto tipo também foi observado, mas, por ter sido encontrado a uma quantidade muito pequena (oito espécimes), o estudo não conseguiu defini-lo rigorosamente.

“É uma classificação que foca principalmente a agressividade do tumor e se ele responde ou não a certas medicações. Por exemplo, o basal é um tipo de câncer que tem um comportamento mais agressivo e com um prognóstico pior”, detalha Célia Tosello, chefe do Departamento de Oncologia Clínica do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC). Ela explica que, se o basal for comparado aos casos de Luminal A, o paciente terá mais chances de metástase em uma víscera, como pulmão e fígado. “Já o Luminal A deve ter uma evolução muito boa e, se um dia tiver uma metástase, ela vai ser tardia e comprometerá os ossos”, esclarece a médica. No caso do câncer de mama HER2 amplificado, o tumor é mais suscetível a se espalhar no cérebro. Já o Luminal B e mais agressivo que o A, mas menos que os outros dois subtipos. A metástase nesse tipo de tumor, no entanto, pode ocorrer em qualquer parte do corpo.

Além das características de agravamento da doença, a sobrevivência no organismo também é um fator essencial para a classificação dos subtipos. Uma possível metástase deve ocorrer logo nos primeiros três anos no tipo basal e em cinco ou oito anos no paciente com Luminal A. O subtipo basal, também conhecido como triplo negativo, é mais frequente em mulheres jovens, negras e naquelas com os genes cancerígenos BRCA1 e BRCA2. São exatamente os distúrbios genéticos que acompanham esse grupo da doença que o tornam mais similar ao câncer ovariano seroso. Curiosamente, suas células também seriam parecidas às encontradas no câncer de pulmão.

“A semelhança molecular de um dos subtipos principais de câncer de mama e aquele encontrado no câncer de ovário nos dá um empurrão adicional para comparar tratamentos e resultados. Esse tesouro de informações genéticas terá de ser examinado em detalhes para identificar como podemos usá-lo funcionalmente e clinicamente”, declarou Harold Varmus, um dos autores da pesquisa e cientista doInstituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.

Perspectivas

Para o oncologista do Instituto Nacional do Câncer José Bines, o estudo mostra um avanço, mas nada na aplicação clínica deverá mudar imediatamente. “Todo mundo verifica, na prática, que o tumor de mama leva a uma série de doenças diferentes com o mesmo nome”, avalia. Com as definições e classificações, o artigo abre perspectivas para o desenvolvimento de determinados tratamentos, “além de uma seleção mais aprimorada da medicação a ser utilizada com cada subtipo da doença”, analisa Bines.

Entre as futuras aplicações clínicas resultantes dos resultados encontrados está a possível mudança no tratamento do tipo basal do câncer de mama. Como biologicamente ele é mais parecido com o câncer de ovário, pesquisadores deverão testar se as drogas usadas no órgão serão mais efetivas que aquelas indicadas para o tratamento de tumor maligno nas mamas. As antraciclinas, por exemplo, normalmente usadas no caso dos seios, poderiam ser imediatamente descartadas por não funcionarem no câncer ovariano.

Por outro lado, os pesquisadores detalham que análises computacionais já foram capazes de mostrar que o câncer de mama basal e o câncer de ovário do tipo seroso podem ser suscetíveis a agentes que inibem o crescimento dos vasos sanguíneos. Seriam drogas de quimioterapia, tais como a cisplatina, que cortariam o fornecimento de sangue ao tumor, assim como compostos que miram a reparação do DNA. (Correio Braziliense, 25/9)

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COMARCA: Capital

PROMOTORIA DE JUSTIÇA: 33ª Promotoria de Justiça da Capital

Inquérito Civil N. 06.2011.00002331-7

Data da Instauração: 04/04/2012

Data da Conclusão: 04/06/2012

Requerido: Secretaria Estadual de Saúde do Estado de Santa Catarina – Fundação de Apoio ao Hemosc/Cepom – FAHECE

Conclusão: Saúde Pública. Falta de médico especialista em cirurgia de cabeça e pescoço no CEPON. Escassez de horários para realização de cirurgias oncológicas. Contratação de especialista. Realização de cirurgias oncológicas por especialistas do HGCR, HRSJ, HNR e na MCD. Ampliação do acesso ao serviço. Previsão de ativação do centro cirúrgico e UTI do Hospital do CEPON. Arquivamento.

Promotora de Justiça: Sonia Maria Demeda Groisman Piardi.

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Especialistas alertam que o público perigosamente subestima os riscos de saúde ligados a fumar maconha.

A British Lung Foundation realizou um levantamento de 1.000 adultos e constatou que um terço erroneamente acredita que a cannabis não prejudica a saúde. E 88% pensavam incorretamente que cigarros de tabaco seriam mais prejudiciais do que os de maconha – quando um cigarro de maconha traz os mesmos riscos de um maço de cigarros. A British Lung Foundation afirma quer a falta de consciência é “alarmante”.

Amplamente utilizado

Os números mais recentes mostram que 30% das pessoas entre 16 e 59 anos de idade na Inglaterra e no País de Gales usaram cannabis em suas vidas. Um novo relatório do BLF diz que há ligações científicas entre fumar maconha e a ocorrência de tuberculose, bronquite aguda e câncer de pulmão. O uso de cannabis também tem sido associado ao aumento da possibilidade de o usuário desenvolver problemas de saúde mental, como a esquizofrenia.

Parte da razão para isso, dizem os especialistas, é que as pessoas, ao fumar maconha, fazem inalações mais profundas e mantêm a fumaça por mais tempo do que quando fumam cigarros de tabaco. Isso significa que alguém fumando um cigarro de maconha traga quatro vezes mais alcatrão do que com um cigarro de tabaco, e cinco vezes mais monóxido de carbono, diz a BLF. A pesquisa descobriu que particularmente os jovens desconhecem os riscos.

Campanha pública

Quase 40% dos entrevistados com até 35 anos de idade – a faixa etária mais propensa a ter fumado cannabis – acreditam que maconha não é prejudicial. No entanto, cada cigarro de cannabis aumenta suas chances de desenvolver câncer de pulmão para o equivalente aos riscos de quem fuma um pacote inteiro de 20 cigarros de tabaco, a BLF advertiu.

A chefe-executiva da BLF, Helena Shovelton, disse: “É alarmante que, enquanto pesquisas continuam a revelar as múltiplas consequências para a saúde do uso de maconha, ainda há uma perigosa falta de sensibilização do público sobre o quão prejudicial esta droga pode ser.” “Este não é um problema de nicho – a cannabis é uma das drogas recreativas mais utilizadas no Reino Unido, já que quase um terço da população afirma ter provado.”

“Precisamos, portanto, de uma campanha de saúde pública – à semelhança das que têm ajudado a aumentar a conscientização sobre os perigos de se comer alimentos gordurosos ou fumar tabaco – para finalmente acabar com o mito de que fumar maconha é de algum modo um passatempo seguro.”

O relatório do BLF recomenda a adoção de um programa de educação pública para aumentar a conscientização do impacto de fumar maconha e um maior investimento na pesquisa sobre as consequências para a saúde de seu uso. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. (Estadão, 6/6)

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