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Posts Tagged ‘cirurgia’

A saúde continuará respirando por aparelhos

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Pele humana criada em laboratório

Pele humana criada em laboratório

Para a direção da Sociedade Brasileira de Queimaduras, os esforços vigorosos para a obtenção de pele para transplante, no Brasil e no exterior, a fim de suprir a demanda gerada pelo incêndio em Santa Maria, expõe claramente a fragilidade da assistência aos grandes queimados no país. “Não devemos mais permitir que um país com a dimensão e o potencial do Brasil dependa tanto de doação externa. Ela é bem-vinda e somos gratos, mas por outro lado esse auxílio internacional significa que nossos Bancos de Pele não estão em condições de suprir de forma adequada a demanda da população brasileira”, avalia o cirurgião plástico Marcelo Borges, responsável Técnico do Banco de Pele do IMIP, em Recife.

A pele estocada nos Bancos de Pele no Brasil é proveniente de doadores em morte encefálica ou post-mortem e geralmente retirada da região das costas, coxas e pernas. Tratada e armazenada, esta “matéria-prima” é de grande valia na assistência prestada aos queimados logo nos primeiros dias de tratamento, pois faz as vezes de curativo biológico, eficaz e seguro, até que a condição de Saúde deste paciente permita a realização de um enxerto com sua própria pele retirada de outras regiões.

“Estes substitutos temporários da pele, provenientes dos Bancos de Pele, são um ótimo recurso no tratamento, porém ainda escassos no Brasil. Além de ampliar a quantidade desses bancos com critérios geográficos, precisamos incorporar de forma imediata o uso da membrana amniótica e da pele de porco importada”, reivindica dr. Marcelo Borges, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras. “Paralelamente, precisamos apostar em pesquisas científicas de alternativas “abrasileiradas”, como a pele da rã ou, quem sabe, da tilápia. Isso sem falarmos na ampliação do uso das matrizes dérmicas, do cultivo de epitélio e na terapia gênica”, completa.

Para o cirurgião plástico Alfredo Gragnani Filho, que desenvolve pesquisas junto à Unifesp nas áreas de Cultura e terapia celular e células-tronco aplicadas à cirurgia, além de ampliar a quantidade de Bancos de Pele no país, também é necessário que se invista mais na conscientização da população para aumentar a quantidade de doadores. “Muitas vezes a família daquela pessoa que veio a óbito por morte cerebral tem a falsa crença de que a retirada da pele vai desfigurar aquele ente querido, e não é o caso. Os curativos conseguem disfarçar perfeitamente as áreas de onde o tecido foi retirado”, explica. “O ser humano cresce pelo amor ou pela dor. É chegada a hora de a sociedade civil fazer deste luto a oportunidade para um debate produtivo e profundo sobre as reais condições para acolhida aos queimados no país”, insiste dr. Borges.

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A modelo catarinense Pamela Baris Nascimento, 27, que já trabalhou como assistente de palco em programas de televisão, morreu durante uma lipoaspiração em uma clínica no Ipiranga (na zona sul de São Paulo). O caso ocorreu no último dia 19, mas a polícia só foi informada ontem pela manhã.

De acordo com a investigação, o fígado de Pamela acabou perfurado durante a cirurgia. Ela perdeu muito sangue, sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. O corpo já havia sido removido para São Francisco do Sul, em Santa Catarina, onde foi enterrado, quando a polícia soube do ocorrido. Segundo Nelson Junior, advogado do hospital Green Hill, onde o procedimento foi feito, foi opção da família enviar o corpo para a cidade natal e não comunicar primeiro as autoridades.

Foi a tia da vítima, Enedida Nascimento, 61, quem decidiu procurar a polícia. A mãe biológica da modelo morreu quando ela tinha apenas seis anos. “Ela chegou andando e saiu morta da clínica. Quando recebemos a notícia, ficamos revoltados. Eu nem fiquei sabendo que ela faria essa cirurgia, ela não me disse, pois eu não gostava dessas coisas”, contou Enedina.

Agora, o caso é investigado como homicídio culposo (quando não há a intenção de matar). A polícia aguarda a exumação do corpo e o resultado de exames do IML (Instituto Médico Legal). O delegado-titular do 17º Distrito Policial (Ipiranga), Evandro Luís de Melo Lemos, disse que vai pedir uma ordem judicial para ouvir o médico responsável pela cirurgia, Júlio César Yoshimura. A polícia também investiga se houve crime de fraude processual, já que não foi avisada sobre a remoção do corpo.

Os responsáveis pelo hospital Green Hill se reuniram com os familiares da jovem na noite do próprio dia 19 para informar o ocorrido e oferecer o apoio necessário.

Pamela, atualmente, não atuava mais na televisão e cursava biomedicina na FMU. Já era a terceira lipoaspiração a que ela se submetia.

Outros casos

Ao menos outras duas brasileiras morreram neste ano após se submeterem a cirurgias estéticas.

Em fevereiro, a paraense Graciane Carvalho Sampaio, 28, morreu após fazer lipoaspiração e implante de silicone em uma clínica nos EUA.

Em janeiro, a defensora pública Maria Luiza Coelho, 48, morreu após passar por uma cirurgia de lipoaspiração e sustentação dos seios no Hospital Unimed, em Boa Vista (RR). (Folha, 30/10)

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Sentiram minha falta? Eu explico.


Tirei uns dias de férias em família e foram ótimos. Planejando voltar com baterias recarregadas às minhas atividades no MPSC e ao blog, retornei no dia 1/8. Pois dois dias depois eu estava em casa, acamado, devido a uma dolorida infecção na perna, que começou a se manifestar na tarde do dia 2/8.

Eu criei este blog há quase dois anos, quando, devido a uma pequena queda, mas de graves conseqüências, precisei ficar afastado do trabalho, por muitos meses. Tive a tíbia e a fíbula gravemente fraturadas, em espiral. Tendões, ligamentos e vasos sanguíneos rompidos, uma cirurgia de 3 horas, duas placas e 21 parafusos de titânio, dois meses de cama, 8 de muletas e mais de um ano de fisio e hidroterapias. Precisava de um passatempo interessante para trabalhar em casa e… o blog é um sucesso de visitas, rivalizando com o meu primeiro blog!

Quase dois anos depois, a parte óssea está completamente recuperada, permitindo uma vida normal; atividades físicas incluídas. Contudo, infelizmente, amanhã passarei por uma nova cirurgia, desta vez para uma não programada retirada de todo o material, devido a uma infecção local por estafilococos. A cirurgia é de emergência, pois pretende-se evitar que a infecção se espalhe para os ossos, desenvolvendo uma osteomielite, o que seria perigoso mesmo, mas, segundo os médicos, a recuperação tende a ser bem mais rápida e menos dolorida. Veremos.

Bom, é isso! Em breve volto a postar com a regularidade de sempre.

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COMARCA: Capital

PROMOTORIA DE JUSTIÇA: 33ª Promotoria de Justiça da Capital

Inquérito Civil N. 06.2011.00002331-7

Data da Instauração: 04/04/2012

Data da Conclusão: 04/06/2012

Requerido: Secretaria Estadual de Saúde do Estado de Santa Catarina – Fundação de Apoio ao Hemosc/Cepom – FAHECE

Conclusão: Saúde Pública. Falta de médico especialista em cirurgia de cabeça e pescoço no CEPON. Escassez de horários para realização de cirurgias oncológicas. Contratação de especialista. Realização de cirurgias oncológicas por especialistas do HGCR, HRSJ, HNR e na MCD. Ampliação do acesso ao serviço. Previsão de ativação do centro cirúrgico e UTI do Hospital do CEPON. Arquivamento.

Promotora de Justiça: Sonia Maria Demeda Groisman Piardi.

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Aborto de anencéfalo não é crime! Vitória das mulheres que, devagar, vão tendo seus direitos conquistados e seu espaço e sua saúde protegidos.

Maioria dos ministros entende que feto com anencefalia é natimorto e, por isso, o que há é a antecipação do parto – e não o aborto em si; em vigor desde 1940, Código Penal brasileiro autoriza abortamento legal nos casos de estupro e quando a mãe corre risco

Numa decisão histórica, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu que mulheres que decidem interromper a gravidez de fetos anencéfalos e médicos que fazem o procedimento não cometem crime.

A maioria dos ministros entendeu que um feto com anencefalia é natimorto e, portanto, a interrupção da gravidez nesses casos não pode ser comparada ao aborto, considerado crime pelo Código Penal. A discussão iniciada há oito anos no STF foi encerrada em dois dias de julgamento.

A decisão livra as gestantes que esperam fetos com anencefalia – ausência de partes do cérebro – de buscarem autorização da Justiça para antecipar o parto. Algumas dessas liminares demoravam meses para serem obtidas.

E, em alguns casos, a mulher não conseguia autorização e acabava, à revelia, levando a gestação até o fim. Agora, diagnosticada a anencefalia, elas poderão se dirigir diretamente a seus médicos para realização do procedimento.

O Código Penal brasileiro, em vigor desde 1940, prevê somente dois casos para autorização de aborto legal: quando coloca em risco a saúde da mãe e em caso de gravidez resultante de estupro.

Qualquer mudança dessa legislação precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Por 8 votos a 2, o STF julgou que o feto anencefálico não tem vida e, portanto, não é possível acusar a mulher do crime de aborto. “Aborto é crime contra a vida. Tutela-se a vida em potencial.

No caso do anencéfalo, não existe vida possível”, afirmou o relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello.

Em seu voto, Carlos Ayres Britto afirmou que as gestantes carregam um “natimorto cerebral” no útero, sem perspectiva de vida.

“É preferível arrancar essa plantinha ainda tenra no chão do útero do que vê-la precipitar no abismo da sepultura”, declarou.

Além desse argumento, a maioria dos ministros reconheceu que a saúde física e psíquica da grávida de feto anencéfalo pode ser prejudicada se levada até o fim a gestação. Conforme médicos ouvidos na audiência pública realizada pelo STF em 2008, a gravidez de fetos em cérebro pode provocar uma série de complicações à saúde da mãe, como pressão arterial alta, risco de perda do útero e, em casos extremos, a morte da mulher. Por isso, ministros afirmaram que impedir a mulher de interromper a gravidez nesses casos seria comparável a uma tortura.

Obrigar a manutenção da gestação, disse Ayres Britto, seria impora outra pessoa que se assuma como mártir. “O martírio é voluntário”, afirmou. “O que se pede é o reconhecimento desse direito que tem a mulher de se rebelar contra um tipo de gravidez tão anômala, correspondente a um desvario da natureza”, disse. “Dar à luz é dar à vida e não à morte”, afirmou.

Na opinião do ministro, se os homens engravidas sem, a antecipação de partos de anencéfalos “estaria autorizada desde sempre”.

Atestado

O ministro Gilmar Mendes, que também foi favorável à possibilidade de interrupção da gravidez, sugeriu que o Ministério da Saúde edite normas que regulem os procedimentos que deverão ser adotados pelos médicos para garantir a segurança do tratamento.

Uma dessas regras poderia estabelecer que antes da realização do aborto o diagnóstico de anencefalia seja atestado em dois laudos emitidos por dois médicos diferentes.

Apenas dois ministros votaram contra a liberação do aborto – Ricardo Lewandowski e o presidente do STF, Cezar Peluso.

Lewandowski julgou que somente o Congresso poderia incluir no Código Penal uma terceira exceção ao crime de aborto. E citou as outras duas: caso a gravidez decorra de estupro ou se o aborto for necessário para salvar a vida da mãe.

“Não é lícito ao mais alto órgão judicante do País, a pretexto de empreender interpretação conforme a Constituição, envergar as vestes de legislador positivo, criando normas legais”, afirmou o ministro. “O aborto provocado de feto anencéfalo é conduta vedada de modo frontal pela ordem jurídica”, disse Peluso.

“O doente de qualquer idade, em estágio terminal, também sofre por seu estado mórbido e também causa sofrimento a muitas pessoas, parentes ou não, mas não pode por isso ser executado nem é licito receber ajuda para dar cabo à própria vida”,afirmou o ministro. “O feto portador de anencefalia tem vida.” Laico. Gilmar Mendes reclamou da decisão do ministro Marco Aurélio de negar a participação de setores religiosos no julgamento, fazendo sustentações orais no plenário do STF.

“As entidades religiosas são quase que colocadas no banco de réus, como se estivessem a fazer algo de indevido. E é bom que se diga que elas não estão fazendo algo de indevido ao fazer as advertências”, disse.

“Talvez daqui a pouco nós tenhamos a supressão do Natal do nosso calendário ou, por que não, a revisão do calendário gregoriano”, disse. “É preciso ter muito cuidado com esse tipo de delírio, de faniquitos anticlericais”, acrescentou.

Condição feminina

Para o advogado Luís Roberto Barroso, autor da ação que descriminaliza a interrupção da gravidez de anencéfalos, a decisão do STF “dá início a uma nova era para a condição feminina no País”. (Estadão, 13/4)

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