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Ano começa com a estruturação de ao menos três produtos com foco em ‘investimentos de impacto’ no país

Uma nova alternativa de investimento começa a surgir no Brasil: fundos que investem em projetos socioambientais, os chamados ‘investimentos de impacto’. Ao menos três estão sendo estruturados desde o final do ano na forma de fundos de participações (Fins). Juntas, as gestoras devem investir cerca de R$ 340 milhões em pequenas e médias empresas cujos projetos e produtos tenham impacto positivo na sociedade e no meio-ambiente.

Um deles é o Vox Capital Impact Investimos I, que está em fase de captação. A gestora é a pioneira neste tipo de investimento no país e, após quatro anos de operação e quatro projetos investidos, encontra condições para buscar investidores no mercado. O objetivo é investir R$ 40 milhões nos próximos dois anos e buscar mais seis empresas para investir. “Levamos este tempo para desenvolver o programa de negócios e tese de investimento até estruturar o veículo, que tem boa governança e dá conforto para o investidor”, diz Daniel Izzo, sócio e cofundador. O fundo exclui o investimento em empresas pré-operacionais, em parceria com aceleradoras. Hoje, são quatro no portfólio. Uma delas, a Sutil, que reúne em um site informações a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e teve investimento aprovado no final de 2012.

Outro fundo, que levantou R$ 100 milhões e já em fase operacional, investe em empresas com projetos sustentáveis na região da Amazônia legal, e é gerido pela Kaete InvestimentosO objetivo é investir em projetos ligados a energia renovável, florestas, logística e infraestrutura. Um dos sócios da gestora, Otávio Ottoni, conta que o primeiro investimento deve ser realizado entre março e abril. “Buscamos aumentar a produtividade de empresas com receita de até R$ 100 milhões após identificar gaps e, consequentemente, gerar retorno financeiro”, explica. “Um exemplo são grandes cooperativas de frutas, que não têm indústria para processo- Las, o que limita seu crescimento”.

A região chama a atenção da Kaete por ser isolada e ter maior necessidade de projetos que integrem as empresas ao mercado. Criada em 2011, um dos sócios da gestora foi um empreendedor bem sucedido em projetos sustentáveis na região.

A IR Capital também prepara um FIM. De acordo com Marcus Regueira, sócio-fundador da gestora, o produto tem potencial para atrair fundações que têm na carteira investimentos filantrópicos, bancos de desenvolvimento e também family offices e fundos de pensão. “O foco são projetos para as classes D e E, que são um ‘diamante’ social, pois querem agora mais qualidade em serviços e produtos”, conta. A gestora pretende investir R$ 200 milhões em projetos em quatro anos.

Investir em projetos responsáveis é um modo destes gestores se diferenciarem em um mercado em evidência, que atrai capital estrangeiro e recebe incentivos ao empreendedorismo por meio de programas governamentais, como o Startel Brasil, anunciado no final do ano pelo governo federal. Desde 2009, ao menos seis novos players entraram neste mercado, entre eles as próprias IR Capital e Kaete, além da Gera Venture Capital.

Pequenas butiques com capital estrangeiro, como a Grid Investments, também desembarcaram no país para pegar uma fatia do mercado. Entre seus sócios são empreendedores e gestores belgas. O brasileiro, Daniel Ibri, conta que a casa realiza o primeiro investimento em uma empresa que comercializa resíduos sólidos. A Vox investiu no ano passado R$ 8,5 milhões em parceria com uma gestora suíça, a Bamboo Finance, e não descarta nova parceria. (Brasil Econômico, 7/2)

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A indústria de café viveu uma grande dúvida nos últimos anos. Como ficaria a participação do café no cardápio diário dos consumidores brasileiros, tendo em vista o crescimento de outros segmentos, como refrigerantes, sucos concentrados, bebidas à base de soja e outros produtos prontos para beber?

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A mais recente pesquisa animou o setor. O café está em 95% dos lares brasileiros durante o café da manhã, um percentual superior ao dos anos anteriores, mostra pesquisa da Kantar Worldpanel. A Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) constatou, também, que o consumo diário médio de café subiu para o recorde de quatro xícaras por dia no Brasil, acima do de Itália, França e Estados Unidos, tradicionais consumidores.

O avanço do consumo, que deverá chegar a 21 milhões de sacas neste ano, ocorre porque a tecnologia colocou o café em todos os lugares, da loja de sapato à joalheria, diz Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic. Esse crescimento de consumo no lar e fora do lar faz com que o setor tenha evolução de 3,5% ao ano, uma taxa superior à do PIB (Produto Interno Bruto) e à da taxa da população, diz ele. As pesquisas da Abic indicam que o aumento de consumo é generalizado e vem também das classe C e D.  Outra constatação é que o consumidor está mais exigente e que, mesmo “controlando” preços, quer um produto de melhor qualidade. O café extraforte, o de melhor relação custo-benefício, perde espaço, enquanto cresce a procura por produto que ofereça mais qualidade.

O programa de qualidade da Abic monitora atualmente 476 marcas de café. Dessas, 115 são produtos classificados como gourmet, e 108, de qualidade superior. Em 2000, as marcas eram voltadas só para café tradicional, sem essa diferenciação de qualidade. Américo Sato, presidente da Abic, diz que a indústria já percebeu essa nova exigência dos consumidores e está intensificando os investimentos, principalmente na compra de equipamentos. A indústria investe mais, buscando inovação e diferenciação, e quer recuperar o valor perdido nas últimas década, diz Herszkowicz. (Folha, 7/2)

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Suzana Kahn e Renata Pereira receberão incentivo financeiro para pesquisar os mecanismos de funcionamento de dois tipos de câncer no exterior e começar o próprio laboratório no retorno ao Brasil

Suzana Kahn e Renata Pereira: as pesquisadoras pretendem aplicar o conhecimento adquirido no pós-doutorado para a realidade brasileira (Arquivo Pessoal)

Duas pesquisadoras brasileiras foram selecionadas pelo programa Pew Latin American Fellows Program in the Biomedical Sciences (Programa Pew de Parceiros Latino-americanos em Ciências Biomédicas) para receber uma bolsa de pós-doutorado nos Estados Unidos em suas áreas de interesse. Suzana Kahn e Renata Pereira realizam estudos sobre o câncer.

Suzana estuda o glioblastoma, um tipo de câncer que afeta o cérebro do paciente. Ele costuma ocorrer em pessoas entre 40 e 60 anos e suas causas ainda não são conhecidas. Já a pesquisa de Renata trata da relação entre as modificações no DNA causadas por proteínas e a leucemia, tipo de câncer que atinge o sangue.

O programa de bolsas para o qual elas foram selecionadas existe desde 1991 e é voltado para pesquisadores latino-americanos em nível de pós-doutorado. Além de um salário anual de 30.000 dólares (aproximadamente 5.000 reais por mês), durante dois anos, o bolsista recebe um adicional de 35.000 dólares quando retorna a sua país de origem após o término do programa, com objetivo de que ele possa montar seu próprio laboratório. O programa é promovido pela The Pew Charitable Trusts, instituição que incentiva a busca pelo conhecimento focado em grandes problemas mundiais. Ela foi criada pelos filhos de Joseph N. Pew (1886-1963), fundador da petroquímica Sun Oil Company, atual Sunoco.

Tumores cerebrais – Os glioblastomas, pesquisados por Suzana, são tumores de difícil tratamento. Mesmo quando a quimioterapia elimina até 99% das células cancerígenas, o 1% que resta é composto por células-tronco tumorais, também chamadas de reservatórios tumorais, que podem regenerar o câncer.

Em seu doutorado, realizado em parte no Brasil e em parte na França, Suzana observou que a quimioterapia provoca um aumento na quantidade dessas células. Além disso, de acordo com ela, há evidências científicas de que a quimioterapia leva ao surgimento de focos secundários do glioblastoma no paciente, ou seja, ela pode gerar uma migração desses reservatórios tumorais.

Durante o pós-doutorado, que tem início em janeiro de 2013, no Institute for Stem Cell Biology & Regenerative Medicine (Instituto de Biologia de Células-tronco e Medicina Regenerativa) em Stanford, Suzana pretende estudar mais a fundo os efeitos negativos da quimioterapia sobre as células-tronco tumorais, especialmente nos processos de multiplicação e migração das células. Ela ressalta que no laboratório de seu orientador, Dr. Irving L. Weissman, poderá observar as vias intracelulares que são ativadas nesse processo. “Quero ver tudo o que está acontecendo dentro das células quando são tratadas com esses quimioterápicos”, diz a pesquisadora.

Interesse pessoal – Suzana é formada em Biomedicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante a graduação, ela fez estágio no Laboratório de Morfogênese Celular, voltado para o estudo do glioblastoma. Mas seu interesse pela pesquisa do câncer é anterior à graduação. “Quando eu tinha 15 anos, meu irmão mais novo, que tinha 14 na época, teve linfoma. Ele fez quimioterapia e foi curado, mas comecei a observar que alguns pacientes não respondiam bem à terapia. Eu me interessei por essa área desde então, sempre quis saber o que estava se passando nessas células, achar uma cura ou aumentar a sobrevida dos pacientes”, diz Suzana.

Proteínas e leucemia – A pesquisa de Renata trata da relação entre as modificações epigenéticas e a leucemia. Essas modificações não ocorrem na sequência dos genes, mas na ativação ou inativação de um gene, determinada por modificações químicas no próprio DNA ou em proteínas que se associam a ele, como as histonas. De acordo com a pesquisadora, um descontrole nessas modificações epigenéticas pode levar ao aparecimento de tumores. “A célula pode proliferar muito mais do que deveria ou não morrer e gerar um tumor”, diz Renata.

O foco de sua pesquisa são duas proteínas, TET2 e JARID2, que apresentam alterações em pacientes com leucemia e estão associadas a modificações no DNA e nas histonas. O objetivo agora é descobrir como as alterações nessas proteínas perturbam o funcionamento do sistema imunológico e podem levar ao aparecimento da leucemia.

Área estratégica – No Brasil, Renata estudava infecções causadas por parasitas, já procurando entender as alterações no DNA que afetam a produção de proteínas. “Na minha pesquisa anterior a gente tinha ideia de que o parasita era capaz de induzir na célula hospedeira a produção de proteínas diferentes. Ele conseguia manipular a produção de proteínas pela célula para favorecer o processo infeccioso dele”, afirma Renata.

A pesquisadora explica que nos Estados Unidos poucas instituições de pesquisa trabalham com parasitas. O interesse principal do país é a pesquisa de câncer e doenças crônicas. “Por mais que tenha muita pesquisa no cenário internacional, existem variações em cada população que fazem com que o câncer seja diferente em todos os lugares, então essa é uma área estratégica para a pesquisa nacional também”, diz.

Renata está em San Diego, nos Estados Unidos, desde fevereiro de 2011, quando iniciou seu pós-doutorado. Ela desenvolve sua pesquisa no laboratório da Dra. Dr. Anjana Rao, no La Jolla Institute for Allergy and Immunology. Sua bolsa teve início em agosto desse ano e termina em agosto de 2014.

Incentivo à pesquisa – As duas pesquisadoras já fazem planos para continuarem seus trabalhos no retorno ao país, utilizando o auxílio financeiro fornecido pelo programa. “Quero criar um instituto de células-tronco tumorais para investigar os mecanismos de resistência dessas células à quimioterapia e os efeitos negativos que ela produz”, afirma Suzana.

Renata conta que pretende trazer o projeto de pesquisa da leucemia para o laboratório que criar no Brasil, mas não descarta a possibilidade de aplicar o conhecimento adquirido na área de biologia molecular para outras áreas, de importância mais específica do país, como o estudo de parasitas. “Ao começar um laboratório, a maior dificuldade é conseguir recursos para iniciar o trabalho, pois para conseguir verba é preciso ter produtividade. Então a ajuda inicial do programa é fundamental para conseguir financiamentos mais tarde”, diz a pesquisadora.

Mais: o que são células-tronco tumorais

O termo célula-tronco se refere a uma célula indiferenciada, que pode se transformar em qualquer tipo de célula do organismo. Por essa razão, elas são utilizadas em pesquisas para tratamentos de diversas doenças. Existem também células-tronco dentro de cada órgão, que formam as células apenas daquele tecido específico. As do cérebro, por exemplo, são as células tronco neurais, que se diferenciam em células do tecido nervoso. As células-tronco tumorais são aquelas que podem se transformar em qualquer tipo de célula dentro do tumor. As células-tronco tumorais do gliobastoma podem se transformar até em vasos sanguíneos, para garantir a nutrição do tumor. (Veja.com.br, 8/11)

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Já nos dias 22 e 23/11, ocorre a Jornada Latino-Americana de Direito e Meio Ambiente: Desafios para a Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade Brasil-Costa Rica, também em Florianópolis. Para mais informações, clique aqui.

 

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Promoção bacana do Banco Itaú dá coleção de livros infantis. Para pedir a sua, clique aqui.

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Promovido pela UP Trend e Murilo Bonato Eventos, nos dias 23 e 24 de outubro acontece a segunda edição do Congresso Universitário de Empreendedorismo – UNICONGRES, no Majestic Palace Hotel.

Com o objetivo de proporcionar aos participantes a oportunidade de conhecer grandes histórias de empreendedorismo e estratégias utilizadas em seus negócios de sucesso, o evento reunirá grandes nomes da área como o fundador do Peixe Urbano, Emerson Andrade, o consultor e ex-capitão do BOPE, Paulo Storani, o economista Richard Rytenband e também os fundadores da Organização Destino Azul, Diogo Guerreiro e Flávio Jardim.

Na programação, além das palestras, haverá painéis com debates sobre temas como coaching, inovação, tecnologia e web e financiamento. No primeiro dia (23), o painel será sobre “Coaching para Líderes”, reunindo um time de renomadas profissionais no assunto como a empresária e Coaching, Vanessa Tobias, a ex-presidente da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas de Santa Catarina (ADVB/SC) e sócia e diretora da Neo-Labor e da Kombo Tecnologia, Maria Carolina Linhares e a Coaching Camila Berni.

Já no segundo dia do evento, o tema do painel será sobre “Inovação, Tecnologia e Web”, com o CEO e Co-founder na Myreks, Bruno Malhado, o diretor da SocialBase, Radamés Martini e o sócio-fundador e Diretor da Softplan Poligraph, Moacir Marafon. Uma discussão sobre o tema Financiamento também será tema de painel, reunindo nomes destacados da área como o Superintendente do Banco do Brasil, Reinaldo K. Yokoyama.  

Ainda no dia 24, destaca-se também a palestra “Liderança nos Negócios”, com Deli Matsuo, atual Vice-Presidente de Gestão, Pessoas e TI do Grupo RBS e Ex- Diretor de Recursos Humanos do Google. Além disso, para quem participar do Congresso, haverá mais de R$ 20 mil em sorteios, entre bolsas de estudos, livros e produtos.

As inscrições podem ser feitas através do site do evento (www.unicongres.com.br), ou através da Blue Ticket, em até 6x (www.blueticket.com.br). Mais informações pelos telefones (48) 3037 1717 ou pelo e-mail: contato@unicongres.com.br.

Serviço:

II Congresso Universitário de Empreendedorismo – UNICONGRES

23 e 24 de outubro – Majestic Palace Hotel

Mais informações: (48) 3037 1717 – contato@unicongres.com.br

http://www.unicongres.com.br

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