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Posts Tagged ‘Europa’

Aconselhamento médicoA atuação de médicos estrangeiros e de brasileiros formados no exterior na rede pública de saúde pode ser facilitada por uma proposta em debate pelo governo federal. Hoje, esse ingresso é feito principalmente pelo Revalida, exame tido como difícil e com alta taxa de reprovação.

A ideia é lançar editais internacionais para que os médicos trabalhem vinculados à rede pública em cidades do interior e periferias carentes de assistência, com registro provisório de dois anos. Nesse período, o médico seria acompanhado por tutores e supervisores de instituições de ensino e teria aulas de português e sobre o SUS. Após dois anos, se quisesse ficar no país, o profissional teria que fazer o Revalida.

Essa proposta foi apresentada, anteontem, a reitores e coordenadores de cursos de medicina de universidades federais pelos ministérios de Saúde e Educação. O Ministério da Saúde calcula um deficit de 160 mil médicos, que será suprimido apenas em 2035 se mantida a presente situação. A expectativa é que a carência seja sanada principalmente por médicos de Portugal e Espanha, onde o índice de desemprego está alto. “Tem gente que diz que a proposta é importar médicos sem qualidade, que vão tomar o lugar dos brasileiros. Não achei que seja isso, pareceu algo bem organizado”, disse Ângela Cruz, reitora da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).

As entidades médicas no Brasil têm opinião contrária e criticam duramente a ideia de flexibilizar a entrada dos diplomas internacionais. Para o CFM (Conselho Federal de Medicina), o problema é a má distribuição de médicos. Estudo da entidade aponta que a proporção de médicos no país, na rede pública e privada, é de 2 médicos por 1.000 habitantes. Enquanto isso, no SUS o índice é de 1,13 no país e não passa de 1,35 no Sudeste.

O governo também estuda alterar o Revalida, para que o exame tenha o mesmo grau de exigência dos cursos nacionais. Uma possibilidade é calibrar a nota de corte pelo desempenho de formandos de medicina na prova. (Folha, 1/3)

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Associações de magistrados e de integrantes de Ministérios Públicos da Europa redigiram no dia 03 de fevereiro um documento crítico à Proposta de Emenda à Constituição nº 37 de 2011, que tira do MP brasileiro o poder de conduzir investigações criminais. A PEC propõe que essa incumbência passe a ser das polícias federal e civil.

O texto foi assinado por 17 instituições integrantes do Magistrados Europeus pela Democracia e pelas Liberdades (MEDEL) após brasileiros do Movimento do Ministério Público Democrático (MPD) cobrarem um posicionamento europeu sobre o tema.

O documento afirma que que o Ministério Público brasileiro é exemplo para a Europa e não deve perder a atribuição de investigar crimes. A PEC, diz o texto, causou “a maior estupefação no seio da reunião do Secretariado da MEDEL”. Leia a carta na íntegra, clicando aqui.

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António Cluny

O presidente do grupo, António Cluny, Procurador-Geral Adjunto junto ao Tribunal de Contas de Portugal, afirmou que “tal campanha, que me conta estar a decorrer no Brasil, parece ainda mais estranha, num momento em que o Ministério Público brasileiro é admirado em todo o Mundo e designadamente na Europa, por ser um exemplo de independência e eficácia na luta contra a corrupção”.

O Sindicato dos Magistrados do Ministério Publico de Portugal (SMMP), que integra o MEDEL, também encaminhou, individualmente, carta de apoio aos Membros do Ministério Público brasileiro na mobilização contra a PEC 37. Leia aqui!

Tramitação

A PEC 37 foi apresentada em 8 de junho de 2011 na Câmara dos Deputados pelo deputado Lourival Mendes (PT do B-MA). Já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora aguarda decisão do presidente da Casa de coloca-la em votação no plenário. Antes de entrar em vigor, a proposta precisa, obrigatoriamente, ser aprovada pelo plenário da Câmara e, depois, pela CCJ e pelo plenário do Senado. (CNPG)

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Sobre a saúde e a doença no mundo - DC 27-2-2013

DC, 27/2

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Cão é treinado na Holanda para detectar bactéria hospitalar: Beagle Cliff conseguir reconhecer micro-organismo causador de infecções graves com 83% de precisão. ‘Cão não precisou de uma amostra de fezes ou do contato físico com os pacientes’, afirma pesquisador ‘Tudo indica que eles podem detectar bactéria no ar em volta dos pacientes’.

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Um estudo realizado pela Universidade VU, de Amsterdã, na Holanda, revelou que cães podem detectar bactérias que causam infecções hospitalares graves, como a Clostridium difficile. Cliff, um beagle de dois anos usado no estudo, conseguiu detectar a superbactéria com 83% de precisão.

Os testes com Cliff foram feitos em dois hospitais de Amsterdã nos quais, como em outros países, os médicos estão tentando reduzir as taxas de infecção pela bactéria detectada pelo beagle. Os exames de laboratório usados atualmente são lentos, caros e podem atrasar o início do tratamento em até uma semana. A Clostridium difficile geralmente afeta pacientes idosos que estão sendo tratados com antibióticos. Ela provoca problemas na flora intestinal, diarreia e, em casos extremos, inflamação intestinal e a morte.

Os cientistas afirmaram que usar um cachorro nos hospitais para detectar os pacientes infectados é uma forma “rápida, eficaz e popular” de evitar a propagação da bactéria. A pesquisa foi divulgada na revista britânica especializada British Medical Journal.

Cheiro

Estudos anteriores demonstraram que cães são capazes de detectar vários tipos de câncer. A ideia de treinar um cachorro para detectar a Clostridium difficile surgiu quando os pesquisadores do Centro Médico da Universidade VU, de Amsterdã, notaram que as fezes contagiadas pela bactéria emitiam um odor específico.

Cliff, que nunca tinha sido treinado para aprender a detectar a bactéria, passou por dois meses de instrução para farejar os odores da bactéria em amostras de fezes e em pacientes contagiados. Cliff tinha que se sentar ou deitar quando o micro-organismo estivesse presente. Quando o beagle foi colocado à prova, foram apresentadas 50 amostras de fezes com a bactéria e 50 sem. Cliff identificou corretamente as 50 amostras positivas e 47 das 50 negativas.

Os números equivalem a uma qualificação de 100% em termos de sensibilidade (a proporção de positivos detectados corretamente) e 94% em especificidade (a proporção de negativos identificados corretamente). Depois, Cliff foi levado para as salas de dois hospitais para provar sua capacidade em meio aos pacientes. O cachorro conseguiu identificar corretamente 25 de 30 pacientes infectados (83% de sensibilidade) e 265 de 270 pacientes sem a bactéria (98% de especificidade).

‘Rápido e eficaz’

De acordo com os pesquisadores, Cliff “demonstrou ser rápido e eficaz, rastreando uma sala completa do hospital para buscar os pacientes com as infecções da C. difficile em menos de dez minutos”. “Para os propósitos de detecção, o cão não precisou de uma amostra de fezes ou do contato físico com os pacientes”, afirmaram os autores da pesquisa. “Tudo indica que os cães podem detectar a C. difficile no ar em volta dos pacientes”, acrescentaram.

Mas, os cientistas holandeses destacam que este foi um estudo inicial e agora deverão fazer pesquisas mais abrangentes. Também existem algumas dúvidas como a imprevisibilidade de se usar um animal como ferramenta de diagnóstico e o potencial que este animal teria de espalhar infecções. (Estadão, 17/12)

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Suzana Kahn e Renata Pereira receberão incentivo financeiro para pesquisar os mecanismos de funcionamento de dois tipos de câncer no exterior e começar o próprio laboratório no retorno ao Brasil

Suzana Kahn e Renata Pereira: as pesquisadoras pretendem aplicar o conhecimento adquirido no pós-doutorado para a realidade brasileira (Arquivo Pessoal)

Duas pesquisadoras brasileiras foram selecionadas pelo programa Pew Latin American Fellows Program in the Biomedical Sciences (Programa Pew de Parceiros Latino-americanos em Ciências Biomédicas) para receber uma bolsa de pós-doutorado nos Estados Unidos em suas áreas de interesse. Suzana Kahn e Renata Pereira realizam estudos sobre o câncer.

Suzana estuda o glioblastoma, um tipo de câncer que afeta o cérebro do paciente. Ele costuma ocorrer em pessoas entre 40 e 60 anos e suas causas ainda não são conhecidas. Já a pesquisa de Renata trata da relação entre as modificações no DNA causadas por proteínas e a leucemia, tipo de câncer que atinge o sangue.

O programa de bolsas para o qual elas foram selecionadas existe desde 1991 e é voltado para pesquisadores latino-americanos em nível de pós-doutorado. Além de um salário anual de 30.000 dólares (aproximadamente 5.000 reais por mês), durante dois anos, o bolsista recebe um adicional de 35.000 dólares quando retorna a sua país de origem após o término do programa, com objetivo de que ele possa montar seu próprio laboratório. O programa é promovido pela The Pew Charitable Trusts, instituição que incentiva a busca pelo conhecimento focado em grandes problemas mundiais. Ela foi criada pelos filhos de Joseph N. Pew (1886-1963), fundador da petroquímica Sun Oil Company, atual Sunoco.

Tumores cerebrais – Os glioblastomas, pesquisados por Suzana, são tumores de difícil tratamento. Mesmo quando a quimioterapia elimina até 99% das células cancerígenas, o 1% que resta é composto por células-tronco tumorais, também chamadas de reservatórios tumorais, que podem regenerar o câncer.

Em seu doutorado, realizado em parte no Brasil e em parte na França, Suzana observou que a quimioterapia provoca um aumento na quantidade dessas células. Além disso, de acordo com ela, há evidências científicas de que a quimioterapia leva ao surgimento de focos secundários do glioblastoma no paciente, ou seja, ela pode gerar uma migração desses reservatórios tumorais.

Durante o pós-doutorado, que tem início em janeiro de 2013, no Institute for Stem Cell Biology & Regenerative Medicine (Instituto de Biologia de Células-tronco e Medicina Regenerativa) em Stanford, Suzana pretende estudar mais a fundo os efeitos negativos da quimioterapia sobre as células-tronco tumorais, especialmente nos processos de multiplicação e migração das células. Ela ressalta que no laboratório de seu orientador, Dr. Irving L. Weissman, poderá observar as vias intracelulares que são ativadas nesse processo. “Quero ver tudo o que está acontecendo dentro das células quando são tratadas com esses quimioterápicos”, diz a pesquisadora.

Interesse pessoal – Suzana é formada em Biomedicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante a graduação, ela fez estágio no Laboratório de Morfogênese Celular, voltado para o estudo do glioblastoma. Mas seu interesse pela pesquisa do câncer é anterior à graduação. “Quando eu tinha 15 anos, meu irmão mais novo, que tinha 14 na época, teve linfoma. Ele fez quimioterapia e foi curado, mas comecei a observar que alguns pacientes não respondiam bem à terapia. Eu me interessei por essa área desde então, sempre quis saber o que estava se passando nessas células, achar uma cura ou aumentar a sobrevida dos pacientes”, diz Suzana.

Proteínas e leucemia – A pesquisa de Renata trata da relação entre as modificações epigenéticas e a leucemia. Essas modificações não ocorrem na sequência dos genes, mas na ativação ou inativação de um gene, determinada por modificações químicas no próprio DNA ou em proteínas que se associam a ele, como as histonas. De acordo com a pesquisadora, um descontrole nessas modificações epigenéticas pode levar ao aparecimento de tumores. “A célula pode proliferar muito mais do que deveria ou não morrer e gerar um tumor”, diz Renata.

O foco de sua pesquisa são duas proteínas, TET2 e JARID2, que apresentam alterações em pacientes com leucemia e estão associadas a modificações no DNA e nas histonas. O objetivo agora é descobrir como as alterações nessas proteínas perturbam o funcionamento do sistema imunológico e podem levar ao aparecimento da leucemia.

Área estratégica – No Brasil, Renata estudava infecções causadas por parasitas, já procurando entender as alterações no DNA que afetam a produção de proteínas. “Na minha pesquisa anterior a gente tinha ideia de que o parasita era capaz de induzir na célula hospedeira a produção de proteínas diferentes. Ele conseguia manipular a produção de proteínas pela célula para favorecer o processo infeccioso dele”, afirma Renata.

A pesquisadora explica que nos Estados Unidos poucas instituições de pesquisa trabalham com parasitas. O interesse principal do país é a pesquisa de câncer e doenças crônicas. “Por mais que tenha muita pesquisa no cenário internacional, existem variações em cada população que fazem com que o câncer seja diferente em todos os lugares, então essa é uma área estratégica para a pesquisa nacional também”, diz.

Renata está em San Diego, nos Estados Unidos, desde fevereiro de 2011, quando iniciou seu pós-doutorado. Ela desenvolve sua pesquisa no laboratório da Dra. Dr. Anjana Rao, no La Jolla Institute for Allergy and Immunology. Sua bolsa teve início em agosto desse ano e termina em agosto de 2014.

Incentivo à pesquisa – As duas pesquisadoras já fazem planos para continuarem seus trabalhos no retorno ao país, utilizando o auxílio financeiro fornecido pelo programa. “Quero criar um instituto de células-tronco tumorais para investigar os mecanismos de resistência dessas células à quimioterapia e os efeitos negativos que ela produz”, afirma Suzana.

Renata conta que pretende trazer o projeto de pesquisa da leucemia para o laboratório que criar no Brasil, mas não descarta a possibilidade de aplicar o conhecimento adquirido na área de biologia molecular para outras áreas, de importância mais específica do país, como o estudo de parasitas. “Ao começar um laboratório, a maior dificuldade é conseguir recursos para iniciar o trabalho, pois para conseguir verba é preciso ter produtividade. Então a ajuda inicial do programa é fundamental para conseguir financiamentos mais tarde”, diz a pesquisadora.

Mais: o que são células-tronco tumorais

O termo célula-tronco se refere a uma célula indiferenciada, que pode se transformar em qualquer tipo de célula do organismo. Por essa razão, elas são utilizadas em pesquisas para tratamentos de diversas doenças. Existem também células-tronco dentro de cada órgão, que formam as células apenas daquele tecido específico. As do cérebro, por exemplo, são as células tronco neurais, que se diferenciam em células do tecido nervoso. As células-tronco tumorais são aquelas que podem se transformar em qualquer tipo de célula dentro do tumor. As células-tronco tumorais do gliobastoma podem se transformar até em vasos sanguíneos, para garantir a nutrição do tumor. (Veja.com.br, 8/11)

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100 é um vídeo tocante produzido ao longo de quatro meses pela produtora de vídeo holandesa Imagine.

film maker Jeroen Wolf saiu pelas ruas de Amsterdã, a partir de outubro de 2011, pedindo para pessoas desconhecidas revelarem sua idade na frente das câmeras, com o objetivo de reunir um exemplar de cada, de 0 a 100 anos (um total de 5050 anos, se somados, revelados em 150 segundos).

Para assistir ao resultado, clique aqui.

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Olha que design criativo neste dispenser para chepas de cigarros. Um incentivo para parar de fumar!

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