Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Grande Florianópolis’

Como vem se noticiando desde o fim de semana passado, chega a vinte e três o número de crianças que passaram mal nos últimos dias, após ingerirem leite pasteurizado em Santa Catarina. Delas, sete continuavam internadas até ontem: três em Tubarão, uma em Joinville, uma em Navegantes e outra em Itajaí.

Os pacientes apresentaram cianose central aguda (escurecimento da boca e arredores) causada pela ingestão de uma substância conservante chamada nitrito.

Segundo Fábio Gaudenzi, diretor de Vigilância Epidemiológica (Dive), é como se a pessoa estivesse com a garganta bloqueada por algum objeto e a dificuldade de respirar deixa o rosto com a coloração roxa. “A maioria dos casos foi considerada relativamente leve, mas causou uma grande preocupação às famílias”, disse Gaudenzi.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc) e a Vigilância Sanitária do Estado iniciaram uma investigação que apontou para a contaminação da marca de leite Holandês, de Biguaçu, cidade vizinha a Florianópolis. A principal suspeita é de que tenha ficado algum resíduo após o processo de limpeza das tubulações de pasteurização do leite.

A fábrica foi interditada, assim como a venda dos alimentos da marca. Todos os lotes de leite Holandês foram apreendidos e inutilizados. (Estadão, 25/9)

Anúncios

Read Full Post »

COMARCA: Capital

PROMOTORIA DE JUSTIÇA: 33ª Promotoria de Justiça da Capital

Proc. Preparatório N. 06.2007.00000185-0

Data da Instauração: 17/12/2008

Data da Conclusão: 07/05/2012

Parte: a coletividade.

Conclusão:  SAÚDE PÚBLICA. Qualidade da água distribuída pela CASAN para consumo dos habitantes da Grande Florianópolis. Assunto objeto de TAC no IC 06.2008.000165-3, em fase de execução e da ACP 023.10.034014-0. Arquivamento.

Promotora de Justiça: Sonia Maria Demeda Groisman Piardi

Read Full Post »

O lançamento do livro Queimaduras: Atendimento Pré-Hospitalar, organizado pelo presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), o cirurgião plástico Dilmar Leonardi, e pela doutora em Enfermagem e professora de Medicina da Unisul, Nazaré Otília Nazário, foi prestigiado por estudantes, colegas e autoridades na noite de quinta-feira, na Unisul Pedra Branca, em Palhoça. Entreos presentes estavam a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras, dra. Maria Cristina Serra, o ex-presidente da SBQ, dr. Flávio Nadruz Novaes, o Coordenador do Curso de Medicina da Unisul e ex-Secretário de Estado da Saúde, dr. João Guizzo Filho, o presidente do Congresso Brasileiro de Queimaduras, dr. Maurício Pereima, e o vice-presidente da Associação Médica Brasileira, dr. Murillo Ronald Capella.

No Brasil, um milhão de pessoas são vítimas de queimaduras a cada ano. “Quando o trauma envolve queimaduras, o prognóstico está diretamente associado à forma como foi prestado o primeiro socorro. Com um primeiro atendimento especializado e multiprofissional, é possível tanto amenizar o sofrimento do paciente nos momentos seguintes ao acidente quando reduzir as sequelas funcionais da vítima, daí a importância de disseminarmos e multiplicarmos estes conhecimentos”, avalia dr. Leonardi.

Organizado em 13 capítulos, o livro revisa o atendimento pré-hospitalar na atualidade, não apenas fornecendo informações técnicas, mas, também, abordando aspectos inerentes a qualquer serviço de urgência, como a história, a legislação, a ética e o cuidado humanizado. “Assim, a obra pretende contribuir e, quem sabe, oferecer elementos para se pensar na sistematização do atendimento pré-hospitalar das vítimas de queimaduras, sem esquecer que tão importante quanto a capacitação dos profissionais envolvidos é a conscientização da população para a prevenção destes traumas”, defende a autora, dra. Nazaré.

Dos acidentes envolvendo queimaduras no Brasil, dois terços são protagonizados por crianças, que passam a conviver com as sequelas, estéticas e funcionais, para o resto de suas vidas. “Isso justifica investimentos, parcerias e iniciativas cada vez mais maciças em campanhas de prevenção das queimaduras na infância, em especial porque, em 80,7% dos casos, um dos pais estava presente no local do acidente, mas não estava alerta para o risco daquela situação”, defende o presidente da SBQ.

Dilmar Leonardi, Maria Cristina Serra e Flávio Novaes

Read Full Post »

O presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras, dr. Dilmar Leonardi, estará no dia 11 de abril em Palhoça, na Grande Florianópolis, para a solenidade de lançamento do livro Queimaduras: Atendimento Pré-Hospitalar, organizado em parceria com a professora do curso de Medicina da Unisul, dra. Nazaré Otília Nazário. Também confirmaram presença no evento, que inicia às 19h no auditório da Unisul Pedra Branca, a vice-presidente da SBQ, dra. Maria Cristina Serra, e o presidente da Federação Latinoamericana de Queimaduras, dr. Alberto Bolgiani.

No Brasil, um milhão de pessoas são vítimas de queimaduras a cada ano. “Quando o trauma envolve queimaduras, o prognóstico está diretamente associado à forma como foi prestado o primeiro socorro. Com um primeiro atendimento especializado e multiprofissional, é possível tanto amenizar o sofrimento do paciente nos momentos seguintes ao acidente quando reduzir as sequelas funcionais da vítima, daí a importância de disseminarmos e multiplicarmos estes conhecimentos”, avalia dr. Leonardi, que este ano vai trazer para Florianópolis um grande evento internacional nesta área.

Para o Coordenador do curso de Medicina no Campus Pedra Branca e ex-Secretário de Estado da Saúde, dr. João Guizzo Filho, o tema eleito define por si só a relevância da obra. “As questões do ensino, da pesquisa e da assistência não podem correr desvinculadas, por isso a universidade apostou nesta parceria”, destaca. “O livro vem ao encontro dos anseios dos estudantes e dos próprios profissionais da Saúde, em especial os que prestam o primeiro socorro ao queimado e as equipes de Saúde da Família”, completa.

Organizado em 13 capítulos, o livro revisa o atendimento pré-hospitalar na atualidade, não apenas fornecendo informações técnicas, mas, também, abordando aspectos inerentes à qualquer atendimento de urgência, como a história, a legislação, a ética e o cuidado humanizado. “Assim, a obra pretende contribuir e, quem sabe, oferecer elementos para se pensar na sistematização do atendimento pré-hospitalar ao paciente vítima de queimaduras, sem esquecer que tão importante quanto a capacitação dos profissionais envolvidos com tal atendimento é a conscientização da população para a prevenção de queimaduras”, defende a autora, dra. Nazará Nazário.

Na solenidade de lançamento, o presidente da SBQ também anunciará a realização do VIII Congresso Brasileiro de Queimaduras em Florianópolis, de 10 a 13 de outubro. Quase 200 palestrantes da Suíça, Áustria, República Tcheca, Estados Unidos, Austrália e vários países da América do Sul já confirmaram presença no evento, que além das conferências com tradução simultânea, mesas-redondas e feira de produtos, engloba o I Simpósio Internacional Wound Care e o Curso Internacional de Reabilitação em Queimaduras – Máscaras de Compressão e Talas Termoplásticas, ministrado pela Organização Internacional Physicians for Peace.

Dados dramáticos

No Brasil, dois terços dos acidentes envolvendo queimaduras são protagonizados por crianças, que passam a conviver com as sequelas, estéticas e funcionais, para o resto de suas vidas. “Isso justifica investimentos, parcerias e iniciativas cada vez mais maciças em campanhas de prevenção das queimaduras na infância, em especial porque, em 80,7% dos casos, um dos pais estava presente no local do acidente, mas não estava alerta para o risco daquela situação”, defende o presidente da SBQ, dr. Dilmar Leonardi.

Para o cirurgião pediátrico do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, e presidente do VIII Congresso Brasileiro de Queimaduras, dr. Mauricio Pereima, a liberação da venda do álcool líquido agrava ainda mais a situação. A combustão resultante de um litro de álcool etílico hidratado libera 4800 Kcal, quantidade de calor suficiente para elevar a temperatura da pele em nível de produzir destruição celular irreversível. Ou seja, apesar de ser vendido em qualquer supermercado e, quase sempre, ser armazenado em casa sem nenhum critério de segurança, o álcool líquido, quando inflamado, provoca a coagulação do protoplasma celular, com consequente morte dos tecidos de forma quase instantânea.

“Em Florianópolis, uma pesquisa realizada no período em que a venda de álcool líquido foi limitada no Brasil, apontou uma redução de quase 30% nos casos de queimaduras infantis, se considerarmos a diminuição da incidência e da abrangência das lesões”, destaca dr. Maurício. “O Brasil é o único país no qual o álcool se sobressai como agente causal de queimaduras. Seu mal uso acarreta quase 20% do total de ocorrências do gênero e isso é vergonhoso, pois a literatura científica internacional nem mesmo menciona o álcool como causa de lesões térmicas em outros países”, completa.

Segundo artigos publicados na Revista Brasileira de Queimaduras, além da presença de adultos no momento do acidente, ainda chama a atenção o fato de que, quase sempre, a criança estava em ambiente doméstico quando o trauma ocorreu, o que reitera a necessidade de maior preparo dos pais ou responsáveis sobre as medidas capazes de prevenir queimaduras na infância. Análises realizadas em unidades de queimados em vários hospitais pediátricos mostram que os acidentes ocorreram em ambiente intradomiciliar em 84,6% dos casos, no Hospital Universitário de São Paulo, em 66% dos casos em um hospital de referência no Estado de Goiás, e em 74% dos casos entre as crianças internadas no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

“As zonas de maior risco são a cozinha e o pátio da casa”, alerta dr. Maurício Pereima, que aponta o escaldamento como grande vilão destes traumas. A causa mais frequente de queimaduras em crianças é o líquido aquecido, especialmente quando os pais deixam o cabo das panelas à vista enquanto cozinham, o que desperta a curiosidade das crianças mais pequenas. “Em média, metade dos casos de queimaduras na infância são provocados por líquido aquecido, um dado dramático que poderia ser revertido com maior atenção e comprometimento de quem está responsável por uma criança”, defende o cirurgião. Apesar de todos os avanços nos tratamentos, as queimaduras se mantêm entre as principais causas externas de morte registradas no Brasil.

Como proteger as crianças

• Mantenha a criança longe da cozinha e do fogão, principalmente durante o preparo das refeições;

• Cozinhe nas bocas de trás do fogão e sempre com os cabos das panelas virados para trás, para evitar que as crianças entornem os conteúdos sobre elas. O uso de protetores de fogão é um cuidado a mais para evitar que a criança tenha acesso às panelas;

• Evite carregar as crianças no colo enquanto mexe em panelas no fogão ou manipula líquidos quentes. Até um simples cafezinho pode provocar graves queimaduras na pele de um bebê;

• Quando estiver tomando ou segurando líquidos quentes, fique longe das crianças;

• Não utilize toalhas de mesa compridas ou jogos americanos. As mãozinhas curiosas podem puxar estes tecidos, causando escaldadura ou queimadura de contato;

• Durante o banho do bebê: coloque primeiro a água fria e verifique a temperatura da banheira com o cotovelo ou dorso da mão;

• Não deixe as crianças brincarem por perto quando você estiver passando roupa nem largue o ferro elétrico ligado sem vigilância. Cuidado com os fios dos outros eletrodomésticos. Se possível, mantenha-os no alto;

• Fogos de artifício devem ser manipulados por profissionais e nunca por crianças. Nas festas juninas não permita brincadeiras com balões ou de saltar fogueira.

• Não deixe fósforos, isqueiros e outras fontes de energia ao alcance das crianças;

• Guarde todos os líquidos inflamáveis em locais altos e trancados, longe do alcance das crianças;

• Guarde o álcool longe do alcance das crianças. O mais seguro é substituir qualquer versão de álcool por outros produtos de limpeza doméstica;

• Nunca jogue álcool engarrafado sobre chamas ou brasas, nem utilize este produto para cozinhar. O álcool poderá explodir, provocando queimaduras graves ou até fatais;

• Velas ou candeeiros acesos em móveis de madeira, perto de cortina, mosquiteiro ou colchões podem causar incêndio em poucos minutos;

• Só acenda velas em recipientes fundos (como jarros de vidro) ou num prato fundo com água;

• Apague velas e candeeiros quando sair de casa, mesmo que seja uma ida à casa da vizinha;

• Deixe itens inflamáveis como roupas, móveis, jornais e revistas longe da lareira, do aquecedor e do radiador;

• Tire todos os aquecedores portáteis do alcance das crianças. (Fonte: Safe Kids – http://criancasegura.org.br/)

Read Full Post »

A saúde pública é sempre assunto relevante e fonte de muitos problemas em todo o país.Em São José e região não poderia ser diferente. Mas, afinal, será que interessa a alguém que o caos se instale? São procedimentos emergenciais, cirurgias eletivas, consultas com especialistas represadas há anos colocando em risco a vida de centenas de pessoas. Em nosso município tem policlínica sem pediatra e a marcação de uma consulta com ginecologista pode demorar meses.

Recentemente o governo federal divulgou a classificação do IDSUS (Índice de Desenvolvimento do Sistema Único de Saúde), que avalia, numa escala de zero a 10, o acesso à assistência básica, ambulatorial, hospitalar e de emergência em todo país. Santa Catarina conquistou a melhor nota nacional, com 6,29, seguido do Paraná e Rio Grande do Sul. A média brasileira foi de 5,47. Entre os municípios da Grande Florianópolis, São José alcançou a 20ª colocação, com nota 5,95.

Os números apenas confirmam a realidade enfrentada diariamente pelas vítimas de um sistema deficiente e que não garante assistência a quem trabalha e faz a economia do país crescer. O SUS foi legalmente instituído para democratizar a assistência à saúde respeitando os princípios da universalidade, integralidade, descentralização, eficácia e eficiência.

No papel, o SUS é perfeito. Porém, na prática, deixa de cumprir muitos dos seus deveres, mesmo com o esforço de dirigentes públicos municipais buscando alternativas para aliviar o sofrimento de quem precisa de assistência, seja nos postos de saúde, policlínicas e hospitais. O usuário do SUS deveria ter seu problema solucionado ao invés de ficar em filas de espera intermináveis.

Em São Joséo governo municipal passará a gerenciar a saúde de maneira compartilhada com o Ministério Público, Câmara de Vereadores, Conselho Municipal de Saúde, profissionais da rede e servidores efetivos, com o compromisso de desenvolver ações para o setor. Enquanto isso, muitos josefenses estão procurando assistência na Unidade de Pronto Atendimento 24 horas instalada recentementeem Biguaçu. Elassão classificadas como de risco, por isso, o serviço não é negado.

Enfim, são inúmeros os fatos envolvendo a falta de assistência na saúde. Porém, precisamos de atuação focada, mobilização da sociedade civil organizada e estratégias permanentes para buscar na legalidade as medidas que garantam auxílio médico e hospitalar aos usuários da rede pública, que nada mais é do que qualidade de vida.

Mário Marcondes, empresário em São José

Read Full Post »

As cinzas do Puyehue invadiram a Argentina novamente e chegaram ao sul do Brasil

Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde divulga nota atualizada sobre as cinzas expelidas pelo vulcão chileno Puyehue e que chegaram a Santa Catarina na semana passada:

Nota de Orientação DIVE SES-SC atualizada

Read Full Post »

Unidade alivia, mas ainda não resolve. Hospital Celso Ramos reforma instalações e terá atendimento ampliado

Filas, horas de espera e dor. Em todas as emergências dos hospitais da Grande Florianópolis, a cena se repete.

Com a inauguração da emergência do Hospital Celso Ramos, amanhã, a expectativa é de que, a partir de quinta-feira, já seja possível desafogar as demais unidades de emergência na Grande Florianópolis. Da média de 240 atendimentos diários feitos na emergência do Celso Ramos antes da reforma, a estimativa da Secretaria de Saúde é de que esse número seja ampliado para 340. Foram investidos R$ 2,4 milhões na obra.

Gestores da saúde e a população esperam sentir no dia a dia a diferença. De acordo com o secretário da Saúde do Estado, Dalmo de Oliveira, a nova unidade vai trazer impactos e desafogar os atendimentos. Mas só com investimentosem mais Unidadesde Pronto Atendimento, o que deve ocorrer nos próximos anos, é que os hospitais poderão ficar mais focados nos atendimentos de média e alta complexidade. No Celso Ramos, o atendimento seguirá a linha do Regional, e uma classificação de risco deve determinar a ordem do atendimento.Em São José, o Hospital Regional atende na emergência, entre600 a800 pessoas por dia. Mas faltam médicos. Segundo o secretário de Saúde, as inscrições para o concurso para a contratação de 596 profissionais da área da saúde devem ser aberta em novembro.

Na emergência do Hospital Florianópolis, a situação é parecida. Ontem, a auxiliar de serviços gerais, Marisete Rosa, 43 anos, que mora no Morro da Caixa, reclamava de dores no peito e falta de ar. Ela contou que está se sentindo mal desde sexta-feira, quando procurou a unidade de saúde, mas teve que voltar pra casa por falta de médicos. A diretora do hospital, Kátia Gerent, explica que, como a unidade está em obras desde2009, aemergência atende de forma limitada: – Não temos centro cirúrgico e nem UTI e nem internação. Estamos com um pediatra, um clínico e um cirurgião.

Mesmo assim, segundo a direção, o hospital atende de170 a200 pessoas por dia. No Hospital Universitário, o responsável clínico da emergência, Alfredo Schimith, afirma que os pacientes que deveriam ser direcionados aos postos congestionam a emergência e acredita que, com a abertura da unidade no Celso Ramos, atendimentos de alta complexidade devem diminuir. (DC, 18/10)

Read Full Post »

Older Posts »