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Sobre a saúde e a doença no mundo - DC 27-2-2013

DC, 27/2

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A Ideia de Justiça - Amartya Sen

Estou começando a ler o livro ‘A ideia de justiça‘, do indiano Nobel de Economia (1998), Amartya Sen. Só o prefácio já diz muito, vejam o primeiro parágrafo:

“No pequeno mundo onde as crianças levam sua existência”, diz Pip em Great Expectations, de Charles Dickens, “não há nada que seja percebido e sentido tão precisamente quanto a injustiça”. Espero que Pip esteja certo: ele recorda vividamente, depois de seu humilhante encontro com Estella, a “coerção caprichosa e violenta” que sofreu quando criança nas mãos da própria irmã. Mas a percepção firme de injustiças manifestas também se aplica aos seres humanos adultos. O que nos move, com muita sensatez, não é a compreensão de que o mundo é privado de uma justiça completa – coisa que poucos de nós esperamos -, mas a de que a nossa volta existem injustiças claramente remediáveis que queremos eliminar.

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Segundo pesquisadores, a vacina diminui problemas cardíacos pois previne as complicações da gripe, como inflamações

A vacina contra a gripe pode ter outros efeitos além de prevenir a infecção por vírus: ela também pode diminuir os riscos de o paciente desenvolver doenças cardiovasculares. Segundo duas pesquisas divulgadas no Congresso Cardiovascular Canadense de 2012, a vacina pode ser um importante tratamento para manter a saúde do coração e prevenir eventos como acidentes vasculares cerebrais (AVC) e ataques cardíacos.

Um dos estudos avaliou uma série de pesquisas publicadas desde os anos 1960. “Aqueles que receberam a vacina tiveram uma grande redução no risco de doenças cardiovasculares”, diz Jacob Udell, cardiologista da Universidade de Toronto e autor do estudo. Juntando todas as pesquisas, foram avaliados 3.227 pacientes. Cerca de 50% deles já tinham doenças cardíacas diagnosticadas, mas os efeitos benéficos foram registrados nos dois grupos. Metade dos pacientes recebeu a vacina, enquanto outra metade recebeu placebos, e todos foram observados ao longo de um ano.

Resultado: aqueles que receberam a vacina registraram uma queda de até 50% no risco de sofrer problemas como ataques cardíacos e AVCs se comparados aos que tomaram placebos. Esses mesmos voluntários tiveram 40% menos chances de morrer por causa desses problemas.

Os especialistas não têm certeza sobre o mecanismo que leva à redução de eventos cardíacos, mas sugerem que a vacina previne as complicações da gripe, como inflamações, que já foram relacionadas a ataques do coração. Jacob Udell afirma que esses resultados dão apoio à prática médica de sugerir a vacinação de indivíduos que tenham problemas cardíacos. Agora, o pesquisador pretende realizar um estudo maior para demonstrar a a efetividade da vacina em salvar a vida de pacientes com esse tipo de doença.

Implante — Um segundo estudo apresentado no Congresso examinou o efeito das vacinas em pacientes que receberam desfibriladores implantáveis. Esses aparelhos são pequenos geradores elétricos implantados em pacientes que estão correndo risco de sofrer uma morte decorrente de problemas cardíacos. Os desfibriladores estão programados para detectar arritmia e aplicar choques elétricos calibrados para restaurar o ritmo normal do coração. “Já havíamos percebido que os pacientes costumavam receber mais choques durante as temporadas de gripe. Em nossa pesquisa, estávamos tentando entender como poderíamos reduzir a quantidade de choques nessa época”, disse Ramanan Kumareswaran, cardiologista do Centro de Ciências da Saúde de Sunnybrook, no Canadá, e um dos autores do estudo.

Foram analisados 230 pacientes, que tinham entre 70 e 74 anos. Desses, 179 haviam recebido a vacina no último ano. Entre eles, 10,6% receberam pelo menos um choque durante a temporada de gripe. Já entre os que não foram vacinados a taxa foi de 13,7% . A pesquisa também precisa ser realizada em maior escala antes que seus resultados sejam confirmados. (Veja, 29/10)

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Ao analisar a genética dos tumores, cientistas os classificaram de acordo com características como a ocorrência de metástase e a reação ao uso de medicações. O detalhamento pode revolucionar o tratamento contra o mal

A rede de cientistas do Atlas Genômico do Câncer, projeto apoiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, acaba de concluir o primeiro mapeamento genético completo do câncer de mama. A análise dos dados coletados identificou quatro principais subtipos da doença, sendo que um deles se mostrou bastante peculiar: tem características moleculares muito próximas às de um tipo grave de câncer de ovário. Os resultados apontam para uma compreensão mais profunda dos mecanismos de ação de cada subtipo do câncer, além de carregarem a promessa de uma revolução no tratamento do tumor maligno que mais acomete as mulheres.

Em artigo publicado no último domingo, na versão on-line da revista Nature, os pesquisadores detalham a avaliação molecular das amostras de 825 pacientes com câncer de mama. A partir delas, foi possível gerar a caracterização de quatro principais subtipos do mal, cada um com uma biologia e perspectiva de sobrevivência. São eles: o HER2 amplificado, o Luminal A, o Luminal B e o câncer de mama basal. Um quinto tipo também foi observado, mas, por ter sido encontrado a uma quantidade muito pequena (oito espécimes), o estudo não conseguiu defini-lo rigorosamente.

“É uma classificação que foca principalmente a agressividade do tumor e se ele responde ou não a certas medicações. Por exemplo, o basal é um tipo de câncer que tem um comportamento mais agressivo e com um prognóstico pior”, detalha Célia Tosello, chefe do Departamento de Oncologia Clínica do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC). Ela explica que, se o basal for comparado aos casos de Luminal A, o paciente terá mais chances de metástase em uma víscera, como pulmão e fígado. “Já o Luminal A deve ter uma evolução muito boa e, se um dia tiver uma metástase, ela vai ser tardia e comprometerá os ossos”, esclarece a médica. No caso do câncer de mama HER2 amplificado, o tumor é mais suscetível a se espalhar no cérebro. Já o Luminal B e mais agressivo que o A, mas menos que os outros dois subtipos. A metástase nesse tipo de tumor, no entanto, pode ocorrer em qualquer parte do corpo.

Além das características de agravamento da doença, a sobrevivência no organismo também é um fator essencial para a classificação dos subtipos. Uma possível metástase deve ocorrer logo nos primeiros três anos no tipo basal e em cinco ou oito anos no paciente com Luminal A. O subtipo basal, também conhecido como triplo negativo, é mais frequente em mulheres jovens, negras e naquelas com os genes cancerígenos BRCA1 e BRCA2. São exatamente os distúrbios genéticos que acompanham esse grupo da doença que o tornam mais similar ao câncer ovariano seroso. Curiosamente, suas células também seriam parecidas às encontradas no câncer de pulmão.

“A semelhança molecular de um dos subtipos principais de câncer de mama e aquele encontrado no câncer de ovário nos dá um empurrão adicional para comparar tratamentos e resultados. Esse tesouro de informações genéticas terá de ser examinado em detalhes para identificar como podemos usá-lo funcionalmente e clinicamente”, declarou Harold Varmus, um dos autores da pesquisa e cientista doInstituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.

Perspectivas

Para o oncologista do Instituto Nacional do Câncer José Bines, o estudo mostra um avanço, mas nada na aplicação clínica deverá mudar imediatamente. “Todo mundo verifica, na prática, que o tumor de mama leva a uma série de doenças diferentes com o mesmo nome”, avalia. Com as definições e classificações, o artigo abre perspectivas para o desenvolvimento de determinados tratamentos, “além de uma seleção mais aprimorada da medicação a ser utilizada com cada subtipo da doença”, analisa Bines.

Entre as futuras aplicações clínicas resultantes dos resultados encontrados está a possível mudança no tratamento do tipo basal do câncer de mama. Como biologicamente ele é mais parecido com o câncer de ovário, pesquisadores deverão testar se as drogas usadas no órgão serão mais efetivas que aquelas indicadas para o tratamento de tumor maligno nas mamas. As antraciclinas, por exemplo, normalmente usadas no caso dos seios, poderiam ser imediatamente descartadas por não funcionarem no câncer ovariano.

Por outro lado, os pesquisadores detalham que análises computacionais já foram capazes de mostrar que o câncer de mama basal e o câncer de ovário do tipo seroso podem ser suscetíveis a agentes que inibem o crescimento dos vasos sanguíneos. Seriam drogas de quimioterapia, tais como a cisplatina, que cortariam o fornecimento de sangue ao tumor, assim como compostos que miram a reparação do DNA. (Correio Braziliense, 25/9)

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