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Posts Tagged ‘saúde da mulher’

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Ao analisar a genética dos tumores, cientistas os classificaram de acordo com características como a ocorrência de metástase e a reação ao uso de medicações. O detalhamento pode revolucionar o tratamento contra o mal

A rede de cientistas do Atlas Genômico do Câncer, projeto apoiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, acaba de concluir o primeiro mapeamento genético completo do câncer de mama. A análise dos dados coletados identificou quatro principais subtipos da doença, sendo que um deles se mostrou bastante peculiar: tem características moleculares muito próximas às de um tipo grave de câncer de ovário. Os resultados apontam para uma compreensão mais profunda dos mecanismos de ação de cada subtipo do câncer, além de carregarem a promessa de uma revolução no tratamento do tumor maligno que mais acomete as mulheres.

Em artigo publicado no último domingo, na versão on-line da revista Nature, os pesquisadores detalham a avaliação molecular das amostras de 825 pacientes com câncer de mama. A partir delas, foi possível gerar a caracterização de quatro principais subtipos do mal, cada um com uma biologia e perspectiva de sobrevivência. São eles: o HER2 amplificado, o Luminal A, o Luminal B e o câncer de mama basal. Um quinto tipo também foi observado, mas, por ter sido encontrado a uma quantidade muito pequena (oito espécimes), o estudo não conseguiu defini-lo rigorosamente.

“É uma classificação que foca principalmente a agressividade do tumor e se ele responde ou não a certas medicações. Por exemplo, o basal é um tipo de câncer que tem um comportamento mais agressivo e com um prognóstico pior”, detalha Célia Tosello, chefe do Departamento de Oncologia Clínica do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC). Ela explica que, se o basal for comparado aos casos de Luminal A, o paciente terá mais chances de metástase em uma víscera, como pulmão e fígado. “Já o Luminal A deve ter uma evolução muito boa e, se um dia tiver uma metástase, ela vai ser tardia e comprometerá os ossos”, esclarece a médica. No caso do câncer de mama HER2 amplificado, o tumor é mais suscetível a se espalhar no cérebro. Já o Luminal B e mais agressivo que o A, mas menos que os outros dois subtipos. A metástase nesse tipo de tumor, no entanto, pode ocorrer em qualquer parte do corpo.

Além das características de agravamento da doença, a sobrevivência no organismo também é um fator essencial para a classificação dos subtipos. Uma possível metástase deve ocorrer logo nos primeiros três anos no tipo basal e em cinco ou oito anos no paciente com Luminal A. O subtipo basal, também conhecido como triplo negativo, é mais frequente em mulheres jovens, negras e naquelas com os genes cancerígenos BRCA1 e BRCA2. São exatamente os distúrbios genéticos que acompanham esse grupo da doença que o tornam mais similar ao câncer ovariano seroso. Curiosamente, suas células também seriam parecidas às encontradas no câncer de pulmão.

“A semelhança molecular de um dos subtipos principais de câncer de mama e aquele encontrado no câncer de ovário nos dá um empurrão adicional para comparar tratamentos e resultados. Esse tesouro de informações genéticas terá de ser examinado em detalhes para identificar como podemos usá-lo funcionalmente e clinicamente”, declarou Harold Varmus, um dos autores da pesquisa e cientista doInstituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.

Perspectivas

Para o oncologista do Instituto Nacional do Câncer José Bines, o estudo mostra um avanço, mas nada na aplicação clínica deverá mudar imediatamente. “Todo mundo verifica, na prática, que o tumor de mama leva a uma série de doenças diferentes com o mesmo nome”, avalia. Com as definições e classificações, o artigo abre perspectivas para o desenvolvimento de determinados tratamentos, “além de uma seleção mais aprimorada da medicação a ser utilizada com cada subtipo da doença”, analisa Bines.

Entre as futuras aplicações clínicas resultantes dos resultados encontrados está a possível mudança no tratamento do tipo basal do câncer de mama. Como biologicamente ele é mais parecido com o câncer de ovário, pesquisadores deverão testar se as drogas usadas no órgão serão mais efetivas que aquelas indicadas para o tratamento de tumor maligno nas mamas. As antraciclinas, por exemplo, normalmente usadas no caso dos seios, poderiam ser imediatamente descartadas por não funcionarem no câncer ovariano.

Por outro lado, os pesquisadores detalham que análises computacionais já foram capazes de mostrar que o câncer de mama basal e o câncer de ovário do tipo seroso podem ser suscetíveis a agentes que inibem o crescimento dos vasos sanguíneos. Seriam drogas de quimioterapia, tais como a cisplatina, que cortariam o fornecimento de sangue ao tumor, assim como compostos que miram a reparação do DNA. (Correio Braziliense, 25/9)

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Segundo pesquisa, quanto mais uma mulher com excesso de peso emagrece, menores os níveis de hormônios associados ao câncer

Mesmo moderada, a perda de peso já pode reduzir significativamente os níveis de hormônios associados ao risco de câncer de mama. De acordo com uma nova pesquisa, a diminuição de 5% no peso corporal pode chegar a reduzir pela metade as chances dos tipos mais comuns de tumores de mama. O estudo foi feito no Centro de Pesquisa em Câncer Fred Hutchinson, nos Estados Unidos, e publicado nesta segunda-feira no periódico Journal of Clinical Oncology.

Esse trabalho é o primeiro ensaio clínico feito para estudar os efeitos do emagrecimento na incidência da doença. Ele se baseou em dados de 493 mulheres com obesidade ou sobrepeso, sedentárias e com idades entre 50 e 75 anos. As participantes foram divididas em quatro grupos de acordo com os hábitos os quais foram designadas a seguirem: somente atividade física (cerca de 20 minutos ao dia de caminhada rápida); exercícios e dieta; somente dieta; e nenhuma intervenção.

Essas mulheres foram acompanhadas durante um ano. Após esse período, a equipe mediu, por meio de exames de sangue, os níveis de alguns tipos de hormônios sexuais que estão relacionados ao risco de câncer de mama, entre eles diferentes tipos de estrogênio e testosterona. A equipe observou que as mulheres que fizeram tanto dieta quanto atividade física tiveram uma redução de até 25,8% nos níveis desses hormônios, dependendo do tipo. Essa diminuição foi de até 22,.4% entre as mulheres que apenas seguiram uma dieta.

Embora as participantes desses dois grupos tenham perdido, em média, 10% do peso ao longo do estudo, a pesquisa concluiu que uma redução de 5% do peso corporal já é suficiente para haver um impacto benéfico sobre os níveis hormonais, podendo diminuir as chances de câncer de mama em até 50%. Os resultados indicaram que quanto mais peso perdido, maior é o efeito positivo.

Segundo os autores do estudo, essas conclusões somente se aplicam a mulheres com sobrepeso ou obesidade que não estão fazendo reposição hormonal. “A quantidade de peso perdido foi a chave para as mudanças nos níveis hormonais, e o maior efeito foi obtido com uma associação de dieta e atividade física. Por isso, o ideal é que as mulheres, para emagrecer, incluam esses dois hábitos no dia-a-dia e assim reduzam os níveis de hormônios como o estrogênio”, diz Anne McTiernan, coordenadora do estudo. (Veja online)

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“Quando alguém sofre uma agressão de qualquer tipo, quem é o responsável? A resposta parece óbvia, o agressor! Nem sempre é assim que as coisas funcionam no caso de violência contra a mulher. Embora seja garantido a ela o direito de denúncia e proteção, na prática o que costuma acontecer é que a vítima é julgada como sendo responsável de alguma maneira pela violência. Violência não é só violência física, é também psicológica, simbólica e patrimonial. Quando uma mulher é obrigada a escutar comentários de péssimo gosto, que tem relação com seu corpo e a forma como ela está vestida, isso também é violência.

Quando se trata de abuso sexual, é comum ouvirmos que “a mulher facilitou”, andou em lugares perigosos, vestiu-se de maneira inapropriada, ou até mesmo “não se deu ao respeito”. Esse tipo de atitude acaba por impedir a mulher de procurar ajuda, afinal, ela mesma pode se sentir culpada uma vez que vive numa sociedade que mantém pensamentos como esse. Lugar de mulher é em qualquer lugar, em qualquer horário e com a roupa que ela quiser! A marcha das vadias é um movimento de abrangência mundial que visa eliminar, ou ao menos questionar essa lógica machista e bastante perigosa.

Ora, se um homem é vítima de agressão, ninguém o responsabiliza de forma alguma e nem deveria. O que nosso movimento quer defender é que uma mulher também deve poder ser livre para se vestir e se comportar como bem entender, tendo total autonomia sobre o seu corpo e que nada nem ninguém pode nele intervir sem sua autorização. Por fim, trata-se de uma marcha pela liberdade e igualdade de gêneros.

Dia 26 de maio de 2012

Concentração às 10h na Catedral Metropolitana (centro)

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Estudo apontou que as chances de a criança desenvolver o problema são associadas a poluentes emitidos principalmente por automóveis

Dia a dia em cidades como São Paulo

Mulheres grávidas expostas a altas concentrações de poluentes do ar podem dobrar as chances de seus filhos desenvolverem obesidade até os sete anos de idade em comparação com gestantes menos sujeitas ao contato com a poluição. Essa é a conclusão de um estudo desenvolvido na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e publicado na edição deste mês do periódico American Journal of Epidemiology. O trabalhou associou o risco principalmente a uma determinada classe de poluentes, os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAP), compostos que são liberados especialmente com a combustão incompleta de diesel, gasolina e tabaco.

Resultado

Mulheres mais expostas ao HAP podem dobrar o risco de seus filhos desenvolverem obesidade até os sete anos de idade

“A obesidade é uma doença complexa e envolve vários fatores de risco que não somente aqueles relacionados às nossas escolhas individuais, como dieta e exercícios físicos”, afirma o coordenador do estudo, Andrew Rundle. “Para muitas pessoas, a exposição pré-natal à poluição do ar pode interferir na balança e torná-las ainda mais suscetíveis à obesidade”, diz.

A pesquisa — Foram selecionadas 702 mulheres grávidas e não fumantes para o estudo. Elas tinham entre 18 e 25 anos e viviam na cidade de Nova York. No terceiro trimestre da gestação e ao longo de dois dias inteiros, elas usaram uma mochila equipada para calcular os níveis de poluição atmosférica dos ambientes onde estavam. Mais tarde, os pesquisadores acompanharam seus filhos até eles terem sete anos de idade.

Os resultados indicaram que, em comparação com os filhos das mulheres que foram menos expostas ao HAP, as crianças cujas mães mais tiveram contato com os poluentes apresentaram 1,7 mais chances de serem obesos aos cinco anos de idade e 2,2 mais chances, aos sete anos. Nessa idade, essas crianças tinham, em média, 1,5 quilo a mais de gordura do que as outras. Não foi encontrada associação entre obesidade infantil com níveis socioeconômicos e cigarros em casa.

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Exposição à poluição no útero materno está associada a problemas de comportamento na infância

De acordo com os autores do estudo, essa é uma das primeiras evidências de que a poluição do ar pode contribuir para a obesidade em seres humanos. Pesquisas anteriores feitas em ratos mostraram que a exposição pré-natal ao HAP pode provocar aumento da massa de gordura. Além disso, um trabalho feito em laboratório com células humanas indicou que os poluentes podem impedir o processo normal pelo qual a célula de uma pessoa quebra as moléculas de gordura.

O que são Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos (HAP)?

Segundo a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos são uma classe de compostos orgânicos. Dos hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, 16 são indicados pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos como sendo poluentes prioritários, que têm sido cuidadosamente estudados devido à sua toxicidade, persistência e predominância no meio ambiente. Os HAP podem causar efeitos toxicológicos no crescimento, metabolismo e reprodução de todos os componentes do meio ambiente.

Conheça a pesquisa

Título original: Association of Childhood Obesity With Maternal Exposure to Ambient Air Polycyclic Aromatic Hydrocarbons During Pregnancy

Onde foi divulgada: periódico American Journal of Epidemiology

Quem fez: Andrew Rundle, Lori Hoepner, Abeer Hassoun, Sharon Oberfield, Greg Freyer e outros

Instituição: Universidade de Columbia, Estados Unidos

Dados de amostragem: 702 grávidas de 18 a 35 anos, não fumantes e que moravam em Nova York (Veja, 17/4)

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