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Segundo pesquisa, quanto mais uma mulher com excesso de peso emagrece, menores os níveis de hormônios associados ao câncer

Mesmo moderada, a perda de peso já pode reduzir significativamente os níveis de hormônios associados ao risco de câncer de mama. De acordo com uma nova pesquisa, a diminuição de 5% no peso corporal pode chegar a reduzir pela metade as chances dos tipos mais comuns de tumores de mama. O estudo foi feito no Centro de Pesquisa em Câncer Fred Hutchinson, nos Estados Unidos, e publicado nesta segunda-feira no periódico Journal of Clinical Oncology.

Esse trabalho é o primeiro ensaio clínico feito para estudar os efeitos do emagrecimento na incidência da doença. Ele se baseou em dados de 493 mulheres com obesidade ou sobrepeso, sedentárias e com idades entre 50 e 75 anos. As participantes foram divididas em quatro grupos de acordo com os hábitos os quais foram designadas a seguirem: somente atividade física (cerca de 20 minutos ao dia de caminhada rápida); exercícios e dieta; somente dieta; e nenhuma intervenção.

Essas mulheres foram acompanhadas durante um ano. Após esse período, a equipe mediu, por meio de exames de sangue, os níveis de alguns tipos de hormônios sexuais que estão relacionados ao risco de câncer de mama, entre eles diferentes tipos de estrogênio e testosterona. A equipe observou que as mulheres que fizeram tanto dieta quanto atividade física tiveram uma redução de até 25,8% nos níveis desses hormônios, dependendo do tipo. Essa diminuição foi de até 22,.4% entre as mulheres que apenas seguiram uma dieta.

Embora as participantes desses dois grupos tenham perdido, em média, 10% do peso ao longo do estudo, a pesquisa concluiu que uma redução de 5% do peso corporal já é suficiente para haver um impacto benéfico sobre os níveis hormonais, podendo diminuir as chances de câncer de mama em até 50%. Os resultados indicaram que quanto mais peso perdido, maior é o efeito positivo.

Segundo os autores do estudo, essas conclusões somente se aplicam a mulheres com sobrepeso ou obesidade que não estão fazendo reposição hormonal. “A quantidade de peso perdido foi a chave para as mudanças nos níveis hormonais, e o maior efeito foi obtido com uma associação de dieta e atividade física. Por isso, o ideal é que as mulheres, para emagrecer, incluam esses dois hábitos no dia-a-dia e assim reduzam os níveis de hormônios como o estrogênio”, diz Anne McTiernan, coordenadora do estudo. (Veja online)

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“Quando alguém sofre uma agressão de qualquer tipo, quem é o responsável? A resposta parece óbvia, o agressor! Nem sempre é assim que as coisas funcionam no caso de violência contra a mulher. Embora seja garantido a ela o direito de denúncia e proteção, na prática o que costuma acontecer é que a vítima é julgada como sendo responsável de alguma maneira pela violência. Violência não é só violência física, é também psicológica, simbólica e patrimonial. Quando uma mulher é obrigada a escutar comentários de péssimo gosto, que tem relação com seu corpo e a forma como ela está vestida, isso também é violência.

Quando se trata de abuso sexual, é comum ouvirmos que “a mulher facilitou”, andou em lugares perigosos, vestiu-se de maneira inapropriada, ou até mesmo “não se deu ao respeito”. Esse tipo de atitude acaba por impedir a mulher de procurar ajuda, afinal, ela mesma pode se sentir culpada uma vez que vive numa sociedade que mantém pensamentos como esse. Lugar de mulher é em qualquer lugar, em qualquer horário e com a roupa que ela quiser! A marcha das vadias é um movimento de abrangência mundial que visa eliminar, ou ao menos questionar essa lógica machista e bastante perigosa.

Ora, se um homem é vítima de agressão, ninguém o responsabiliza de forma alguma e nem deveria. O que nosso movimento quer defender é que uma mulher também deve poder ser livre para se vestir e se comportar como bem entender, tendo total autonomia sobre o seu corpo e que nada nem ninguém pode nele intervir sem sua autorização. Por fim, trata-se de uma marcha pela liberdade e igualdade de gêneros.

Dia 26 de maio de 2012

Concentração às 10h na Catedral Metropolitana (centro)

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Para Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres, profissional que não faz procedimento por princípio deve ser trocado

A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres, criticou a falta de médicos nos serviços que fazem aborto legal no País. Ela observou que muitos centros funcionam apenas na teoria porque profissionais se recusam a fazer o procedimento, alegando objeção de consciência. “É preciso que esses serviços coloquem outra pessoa no lugar”, disse Eleonora ontem, durante reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

A lei permite que gestações que coloquem a mulher em risco ou resultem de violência sexual possam ser interrompidas. Atualmente, existem no País 63 centros cadastrados para realização desse tipo de atendimento.

Além de considerar o número insuficiente, grupos feministas relatam que, com frequência, mulheres não conseguem ser atendidas nos serviços, sobretudo em instituições administradas por grupos religiosos.

O discurso da ministra arrancou elogios de grupos feministas, mas foi imediatamente respondido pelo representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no conselho, Clóvis Bonfleur. “Religião é um direito que tem de ser respeitado. É preciso pensar em alternativas. A obrigação de ofertar serviços de saúde é do Estado”, rebateu. Eleonora também citou resultados de pesquisas realizadas demonstrando a falta de qualidade nos serviços de atendimento às vítimas.

Além da melhoria da qualidade, a ministra defendeu a ampliação do acesso aos serviços. Algo que, em sua avaliação, pode ser alcançado com descentralização do atendimento.
Até 2009, 442 hospitais estavam aptos a atender casos de violência sexual e 60 a realizar aborto previsto em lei.

Atualmente, são 557 centros para atendimento das mulheres e 63 capacitados para fazer o aborto. De acordo com ministério, outros 30 estão sendo capacitados para também fazer a interrupção da gestação nos casos permitidos pela lei. “Esse número de 63 centros é insuficiente. Basta ver as estatísticas de estupro. No Rio, por exemplo, esse número chega a 20 casos por dia”, acrescentou a secretária de enfrentamento à violência contra a mulher, Aparecida Gonçalves.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, não fez comentários sobre a objeção de consciência alegada por médicos que trabalham nos serviços, mas afirmou que a pasta prepara um levantamento para verificar a qualidade de atendimento prestado às vítimas de violência.
Por meio da assessoria de imprensa, o ministério informou que ainda não está definida quando essa estratégia será iniciada e quais critérios serão analisados.

Polêmica

Nem bem foi montada, a estratégia já desperta críticas. O representante do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, o médico Arilson Cardoso da Silva, avalia que, mais importante do que registros de queixas ou análise de problemas está a capacitação dos profissionais.

O ministério informou ainda que estratégias serão montadas para melhorar a comunicação de dados de violência contra mulher. Durante a apresentação de ontem, foi informado que registros de violência passarão a ser obrigatoriamente inscritos nas fichas de atendimento de média e alta complexidade.

Governo quer acelerar inquéritos de estupro

O governo quer mudar as regras de coleta de provas de estupro e outros tipos de violência sexual para tornar o processo mais ágil. A proposta, dos Ministérios da Saúde e da Justiça, quer que material coletado por médico que atende a vítima seja sempre considerado legítimo. Atualmente, a vítima tem de fazer exame no Instituto Médico-Legal. “Isso facilitaria muito a coleta de provas e evitaria mais um desgaste para a vítima”, afirmou a coordenadora do Núcleo de Saúde da Mulher, Ester Vilela.

A estratégia integra um pacote de ações para tentar reduzir a violência contra a mulher. “O estupro virou presente de aniversário, embalado com fita de celofane. Não podemos conviver com isso”, afirmou a ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres, fazendo referência a crime ocorrido em Queimadas (PB). Há um mês, amigos simularam um assalto a uma festa para permitir que um aniversariante estuprasse as convidadas. Como as mulheres reconheceram o agressor, foram assassinadas. A secretaria deve articular ações com Judiciário, Defensoria Pública e Ministério Público para acelerar o julgamento de acusados de estupro. (Estadão, 16/3)

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Confira a programação dos eventos de formação da Escola do Legislativo para o mês de março.

1. Em Florianópolis:

– Drogas Por Quê? Desafios para a Educação
Dia 2 de março, das 8:00 às 18:00
Local: Auditório Antonieta de Barros na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina
Informações e Inscrições, clique aqui.

– Curso de Valores Humanos
De 3 de março a 15 de julho, das 8:30 às 18:00
Local: Hotel Baía Norte
Informações e Inscrições, clique aqui. 

2. Em Ibirama:

– Dia Internacional da Mulher – Comemoração
Dia 9 de março, das 19:00 às 22:00
Local: Sociedade Esportiva União
Informações e Inscrições, clique aqui.

3. Em Chapecó:

– Seminário “Navegação Segura e Combate à Pedofilia na Internet”
Dia 13 de março, das 9:30 às 17:30
Local: Auditório do Centro de Eventos Plínio Arlindo De Nes
Informações e Inscrições, clique aqui.

– Curso de Cerimonial Público e Empresarial, Protocolo
Dias 15 e 16 de março, das 9:00 às 18:00
Local: Auditório da Unidade Seminário – UFFS
Informações e Inscrições, clique aqui. 

4. Em Guaramirim:

– Curso de Formação Política – AVEVI
De 21 de março a 9 de maio, das 19:00 às 22:00
Local: Auditório da Câmara Municipal de Guaramirim
Informações e Inscrições, clique aqui.

Todos os evento são gratuitos. As vagas são limitadas. Participe e Divulgue!

As inscrições devem ser realizadas no endereço http://www.alesc.sc.gov.br/escola

Suporte para realizar a inscrição: informes.escola@alesc.sc.gov.br

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A campanha “Navegação Segura e Combate à Pedofilia na Internet” entra em uma nova fase a partir da próxima quarta-feira (24/8), quando será lançado o material educativo impresso para orientar pais, educadores, crianças e adolescentes. A campanha é desenvolvida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) com apoio da Assembléia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), da Escola do Legislativo e da ong SaferNet/Brasil. O lançamento será realizado às 14h, no plenário da ALESC.
O Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CIJ) do MPSC desenvolveu o material gráfico, impresso em parceria com Assembléia Legislativa. Desta forma, foram produzidos 100 mil cartazes e 750 mil folders, além de 400 mil cartilhas desenvolvidas pelo Instituto WCF Brasil, que serão distribuídos nas escolas públicas municipais para serem aplicados de forma multidisciplinar, no intuito de esclarecer sobre a necessidade de utilizar a internet com segurança e sobre os eventuais riscos do ambiente virtual para crianças e adolescentes.
Veja ou salve o folder e o cartaz da campanha.
No lançamento será feita a entrega simbólica do material da campanha a alunos da rede pública municipal de ensino de Florianópolis. Na mesma ocasião, será lançado o calendário do seminário “Navegação Segura e Combate à Pedofilia na Internet”, que terá o objetivo de apresentar os riscos e as técnicas de segurança na internet à educadores e estudantes em três eventos regionais no interior do Estado. Para ler ou baixar a cartilha sobre Navegação Segura na Internet, clique aqui.
O CIJ disponibiliza, ainda, um site, no Portal do MPSC, onde estão publicadas diversas informações educativas sobre o tema e pelo qual também é possível fazer denúncias de casos. No site são fornecidas dicas para os pais, educadores e para o público infantojuvenil. A ferramenta também tem como objetivo fortalecer a rede nacional de órgãos dedicados ao combate de atividades que se servem da Internet para ferir direitos caros à infância e juventude.

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O kit de material educativo “Escola sem homofobia” que provocou polêmica entre religiosos no Congresso e levou a presidente Dilma Rousseff a vetar sua distribuição tinha como público-alvo não só alunos do ensino médio, como informava o Ministério da Educação. O material também foi preparado para ser apresentado a alunos a partir dos 11 anos de idade que cursam o ensino fundamental do 6º ao 9º ano.

A faixa etária está registrada no caderno “Escola sem homofobia”, que orienta como o kit anti-homofobia deveria ser aplicado na sala de aula e apresentado a professores e pais. Fazem parte do kit três vídeos, um DVD e guias de orientação a professores.

Destinado a professores, gestores e outros profissionais da educação, o caderno ensina dinâmicas de grupo para trabalhar com estudantes do ensino fundamental, em temas como homossexualismo, bissexualismo. “Essas dinâmicas podem ser aplicadas à comunidade escolar e, em especial, a alunas/os do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e do ensino médio”, diz o caderno.

A destinação do kit contra a homofobia a alunos do ensino fundamental fica evidente no conteúdo do vídeo “Boneca na mochila”. Este é um dos filmetes do kit e traz na capa uma criança pequena com uma mochila. O vídeo conta uma história baseada em fato verídico: uma mãe é chamada às pressas na escola porque “flagraram” o filho com uma boneca na mochila. No caminho do colégio, num táxi, a mãe escuta essa notícia no rádio e fica ainda mais aflita.

O guia de discussão que acompanha o vídeo sugere dinâmicas para os professores trabalharem com os alunos e discutirem esse conteúdo. Um dos capítulos propõe mostrar os “mitos e estereótipos” mais comuns que envolvem gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, a partir das seguintes afirmações, que devem ser completadas pelos alunos: “Meninos que brincam de boneca e de casinha são…”; “Mulheres que dirigem caminhão são…”; “A pior coisa num gay é…”; “Garotas que partem para a briga são…”.

Ao propor debate sobre sexualidade, a cartilha recomenda questionar ao aluno: “Ser um menino mais sensível e uma menina mais durona significa que são ou serão gay e lésbica?”

No material do kit em poder do MEC, há seis Boletins Escola sem Homofobia (Boleshs), destinados aos estudantes, com brincadeiras, jogos, letras de música e dicas de filmes. Todos com o tema diversidade sexual e homofobia. Uma das letras de música incluídas foi a canção “A namorada”, de Carlinhos Brown, cujo refrão diz “namorada tem namorada”.

Na brincadeira de caça-palavras, os alunos têm que decifrar 16 palavras correspondentes a definições como: “pessoa que sente desconforto com seu órgão sexual (transexual)”, “nome da ilha que deu origem à palavra lésbica (Lesbos)”, “órgão sexual que é associado ao ser homem (pênis)”.

O boletim traz brincadeiras de “o que é o que é”, com conceitos de parada do orgulho LGBT, homofobia, diversidade sexual, entre outros. Na sessão sobre filmes, os alunos são orientados a procurar nas locadoras ou na escola “Brokeback Mountain”, história de dois jovens que trabalham numa fazenda e tem relacionamento amoroso; “A gaiola das loucas”, comédia sobre o dono de um cabaré gay que entra em apuros quando o filho dele, noivo da filha de um senador moralista, vai apresentar sua família. São sugeridos também “Milk”, com Sean Penn, e “Desejo proibido 2“.

Cartilha anti-homofobia exagerada: ‘o que é, o que é’ e filmes gays

Os boletins também trazem textos sobre esses temas. Na capa de um, “Terremoto no território machista”, o assunto tratado é sobre a capacidade do ser humano de interagir com pessoas diferentes. Outra edição é aberta com o texto “Homofóbicos são os outros?”, que relata história de uma jovem que é preconceituosa mas acredita não ser.

No guia do vídeo “Torpedo”, com a perseguição de alunos a duas estudantes que mantêm uma relação, as ONGs responsáveis pelo material sugerem que, após exibição, seja perguntado aos alunos: “É diferente a reação das pessoas quando veem duas garotas de mãos dadas e dois garotos de mãos dadas?”; “Um professor, ou uma professora, teria menos credibilidade se fosse homossexual, travesti, transexual ou bissexual? Por quê?”

O Ministério da Educação informou ontem que o material produzido seria indicado apenas para o ensino médio. E que a indicação para o ensino fundamental não seria aprovada. A distribuição do kit foi abortada por ordem da presidente Dilma. A professora Lilian do Valle, professora de Filosofia da Educação da Uerj, alerta:

– Quanto mais baixa a idade, mais delicada a situação. É uma idade muito sensível para questões afetivas e psiquícas. Uma palavra mal colocada pode resultar num dano maior do que simplesmente não falar nada. Tem que envolver um trabalho maior, interdisciplinar. Não é simplesmente aprovar uma lei e jogar o kit. É pedir demais do professor esse tipo de responsabilidade. Não se pode esperar que a escola resolva os problemas da sociedade. (O Globo, 27/5)

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