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Posts Tagged ‘Unidade Básica de Saúde (Postinho)’

Há tempos que a Saúde Pública virou moeda de apelação eleitoral. Não é por menos – embora os Programas de Atenção Básica estejam absorvendo grande parte da demanda – sempre haverá superlotação da atenção secundária e terciária – enquanto não houver um investimento eficaz e sustentável em Educação.

Enquanto a população acreditar que a Unidade Básica de Saúde (o Posto de Saúde) sirva como intermédio entre a consulta com o especialista – e a solicitação de “exames de rotina”; enquanto os pacientes não tiverem noção de auto cuidado, da percepção de saúde do próprio corpo – inundado as agendas dos médicos das Unidades Locais de Saúde de demandas sem critérios clínicos; não haverá atendimento suficiente em todos os segmentos da saúde.

Haverá o dia – espero eu – que toda criança saia da sua sala de aula com noção de auto cuidado e prevenção – para que a Saúde assuma suas responsabilidades, sem ter que abraçar a demanda da falta de conhecimento.

Pra pensar.

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Casos mais graves terão prioridade no atendimento

Uma dor incômoda, porém leve, ou um mal estar que parece não ter fim: sintomas que nos levam a imaginar que estamos diante de algum problema grave de saúde. Se isto ocorrer num final de semana, feriado ou noite, o caminho correto é procurar uma emergência.

Até 2008, a opção era buscar alguma emergência anexa a um dos hospitais públicos da Capital – e dividir  a fila de espera com pacientes de toda região metropolitana. Com a entrada em funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento 24 horas do Sul da Ilha, em 2008, e da UPA Norte, no inicio de 2009, a população de Florianópolis passou a contar com uma nova opção.

Com cerca de mil metros quadrados cada, estas unidades são maiores que as emergências hospitalares e, por sua localização, possibilitam um acesso mais rápido para quem mora na Capital.

Cada UPA de Florianópolis conta, por plantão, com dois médicos clínicos, dois pediatras, um cirurgião e um dentista, além de outros membros da equipe de apoio. Somente em 2010 estas unidades ultrapassaram os 250 mil atendimentos. Destes, apenas dois por cento precisaram ser encaminhados a um hospital – o restante foi resolvida na própria UPA.

Nos últimos sete anos, o número de médicos na Rede Municipal de Saúde de Florianópolis passou de 148 para 336. Além disso, a área física da nossa rede mais que dobrou no mesmo período. Tanto que, atualmente,  Florianópolis é modelo nacional nesta área.

Classificação de risco

As UPAs 24 horas são unidades de saúde que priorizam o atendimento de emergência. Ali, é a gravidade do caso – e não a ordem de chegada – que determina a rapidez com que o paciente será atendido. Por isso, casos que não sejam de urgência podem demorar mais a receberem atendimento numa UPA.

Vale lembrar que para casos que não são de urgência, a cidade conta com 50 Centros de Saúde – e que muitos dos casos que chegam às Upas poderiam ser resolvidos nos prórios Centros de Saúde.

Para determinar a urgência de cada caso, as UPAs de Florianópolis utilizam uma “Classificação de Risco”. Quanto maior a gravidade do caso maior será sua prioridade. Esta classificação,  (veja documento no final da matéria), garante que pacientes com maior risco sejam atendidos de imediato –  o que pode ser fundamental para salvar uma vida.

A classificação é feita por profissionais capacitados para este fim, que se basearão em critérios já estabelecidos e utilizados em países do primeiro mundo – como, por exemplo, a Inglaterra – para determinar a gravidade do caso. É a partir desta “Classificação de Risco” que se determina qual o tempo de espera pelo atendimento – que  pode ser imediato ou de até mais de duas horas de espera, a depender da demanda. (PMF)

  • Casos de urgência

1-    Parada cardiorrespiratória;

2-    Choque;

3-    Queda violenta na pressão arterial;

4-    Insuficiência respiratória;

5-    Trauma craniano;

6-    Dor torácica moderada;

7-    Dor abdominal moderada;

8-    Vômitos e diarréias;

9-    Ferimentos com febre;

10-  Dificuldade moderada para respirar.

  • Encaminhamento para centros de saúde:

 1-    Nenhum dos sintomas acima presentes;

2-    Trauma (machucado) leve;

3-    Sintomas leves de gripe;

4-    Dor abdominal leve;

5-    Tontura ( com estado geral normal);

6-    Conjuntivite;

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COMARCA: Capital

PROMOTORIA DE JUSTIÇA: 33ª Promotoria de Justiça da Capital

INQUÉRITO CIVIL N. 06.2012.00003633-4

Nº da Portaria de Instauração: 0016/2012

Data da Instauração: 01/06/2012

Partes: Conselho Local de Saúde – CLS-RV

Objeto: Apurar notícia da insuficiência de recursos humanos na Unidade Local de Saúde do Rio Vermelho, diante do número de habitantes da comunidade

Promotora de Justiça: Sonia Maria Demeda Groisman Piardi

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O Secretário de Saúde de Florianópolis, Clécio Antônio Espezim, considera a paralisação dos médicos da prefeitura injusta. Isso porque, segundo ele, há um esforço voltado para o atendimento da exigência da categoria. Desde o dia 21 de maio, uma comissão trabalha na elaboração de uma proposta para tentar suspender o desconto na gratificação do Programa de Saúde da Família. — A comissão tem 30 dias para elaborar esta proposta e está trabalhando para cumprir este prazo. Quem sabe, antecipá-lo — explicou.

A declaração do secretário se deve a nova paralisação dos médicos que começou na terça-feira. De acordo com a categoria, a secretaria não estaria cumprido os prazos, tendo em vista que as negociações já duram um ano. — A criação da comissão foi aceita pelos médicos em assembleia e conta, inclusive, com representantes deles. Se estão considerando os trabalhos atrasados, eles também têm responsabilidade sobre isso — comentou o secretário.

O desconto na gratificação do Programa de Saúde da Família é previsto em lei de 1998. Para suspendê-lo, a comissão deve criar esta proposta que será encaminhada à procuradoria do município para a elaboração de um projeto de lei. Este projeto, então, é mandado ao legislativo para ser aprovado.

Esta quarta-feira é o sexto dia de paralisação não consecutivo só este ano. Os médicos já pararam em outras duas mobilizações de dois dias cada. Desta vez, a greve deve durar três dias, indo até a quinta-feira.

Vacina contra Gripe A

Apesar da paralisação dos médicos e a suspensão das consultas, a vacinação contra a Gripe A está mantida em todos os postos. Esta é a última semana em todo o Brasil para a imunização contra o vírus H1N1, que já provocou a morte de oito pessoas em SC neste ano.

Fique atento aos serviços que serão prestados

:: Terça-feira

– Manhã: reforço de atendimento na UPA Sul

– Tarde: panfletagem proximidades da secretaria municipal de Saúde e shopping Iguatemi – Trindade

:: Quarta-feira

– Manhã: reforço de atendimento na UPA Sul

– Tarde: panfletagem na Rua Conselheiro Mafra, Centro, Florianópolis

– 15h: reunião comissão que elabora o projeto de lei que retira o desconto da gratificação do PSF – a reunião é fechada à imprensa

:: Quinta-feira

– Manhã: equipes de médicos percorrem os centros de saúde para conversar com pacientes e panfletar

– 14h – Assembleia geral – Local: Hotel Floph – Rua Artista Bittencourt, 14, Centro, Florianópolis

Entenda o caso

Os médicos municipais pressionam para que seja formulado e aprovado um projeto de lei que suspende o desconto na gratificação do Programa de Saúde da Família em Florianópolis. O decreto que garantiu o desconto foi elaborado em conjunto com os gestores municipais e iniciou a tramitação em 22 de março. Estiveram envolvidos no processo de discussão do assunto os secretários e representantes das secretarias de Saúde, de Governo, de Administração, de Finanças, de Planejamento e a procuradoria geral. (DC, 30/5)

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A Lei determina proteção especial a toda a pessoa que atinge os 60 anos de idade e cabe ao Promotor de Justiça da área da Cidadania zelar pelas garantias previstas no Estatuto do Idoso: “A atuação do Ministério Público vai se dar como um representante do Estado, no sentido de atender a essa população, que historicamente é mais vulnerável”, explica a Promotora de Justiça Sonia Maria Demeda Groisman Piardi, entrevistada do Alcance de maio. O programa estreia neste domingo (13/5), às 22 h, na TV UFSC (Canal 15 da NET em Florianópolis) e já está disponível no YouTube.

Sonia esclarece que todos são iguais perante a Lei e têm os mesmos deveres e direitos, mas o Estatuto do Idoso foi criado dentro do princípio de que algumas populações necessitam de mais atenção do Estado, “assim como acontece com a criança, o adolescente e com os portadores de deficiência”.

O tema predominante, durante o programa, foi o direito à saúde. Segundo a Promotora, a maior demanda, nas Promotorias de Justiça que cuidam de casos relacionados a idosos, são as reclamações por falta de atendimento médico pela rede pública. Mesmo assim, Sonia enfatiza que, antes de procurar um meio jurídico para conseguir um remédio, exame ou consulta, deve-se recorrer aos caminhos “normais”: o posto de saúde e a equipe do programa Médico de Família são as primeiras “portas do município” para a assistência ao idoso com problemas de saúde.

O Ministério Público, orienta a Promotora, passa a interferir apenas quando não for possível conseguir recursos nas formas tradicionais. Sonia Piardi explica que as ações judiciais geram atendimentos fora da previsão normal dos administradores, o que pode desestruturar o sistema de saúde. Por isso, ela recomenda que o idoso ou a família do idoso apenas procurem o Ministério Público quando esgotarem essas possibilidades.

Se for necessária a intervenção do Promotor de Justiça, seja por meio de um acordo ou de uma ação judicial, a atuação servirá para corrigir o sistema. “O Ministério Público é o advogado da sociedade, então precisa saber, conhecer o que a sociedade necessita, o que a sociedade reivindica, para se engajar nessas lutas também”, conclama a Promotora de Justiça da área da Cidadania, da Capital.

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A saúde pública é sempre assunto relevante e fonte de muitos problemas em todo o país.Em São José e região não poderia ser diferente. Mas, afinal, será que interessa a alguém que o caos se instale? São procedimentos emergenciais, cirurgias eletivas, consultas com especialistas represadas há anos colocando em risco a vida de centenas de pessoas. Em nosso município tem policlínica sem pediatra e a marcação de uma consulta com ginecologista pode demorar meses.

Recentemente o governo federal divulgou a classificação do IDSUS (Índice de Desenvolvimento do Sistema Único de Saúde), que avalia, numa escala de zero a 10, o acesso à assistência básica, ambulatorial, hospitalar e de emergência em todo país. Santa Catarina conquistou a melhor nota nacional, com 6,29, seguido do Paraná e Rio Grande do Sul. A média brasileira foi de 5,47. Entre os municípios da Grande Florianópolis, São José alcançou a 20ª colocação, com nota 5,95.

Os números apenas confirmam a realidade enfrentada diariamente pelas vítimas de um sistema deficiente e que não garante assistência a quem trabalha e faz a economia do país crescer. O SUS foi legalmente instituído para democratizar a assistência à saúde respeitando os princípios da universalidade, integralidade, descentralização, eficácia e eficiência.

No papel, o SUS é perfeito. Porém, na prática, deixa de cumprir muitos dos seus deveres, mesmo com o esforço de dirigentes públicos municipais buscando alternativas para aliviar o sofrimento de quem precisa de assistência, seja nos postos de saúde, policlínicas e hospitais. O usuário do SUS deveria ter seu problema solucionado ao invés de ficar em filas de espera intermináveis.

Em São Joséo governo municipal passará a gerenciar a saúde de maneira compartilhada com o Ministério Público, Câmara de Vereadores, Conselho Municipal de Saúde, profissionais da rede e servidores efetivos, com o compromisso de desenvolver ações para o setor. Enquanto isso, muitos josefenses estão procurando assistência na Unidade de Pronto Atendimento 24 horas instalada recentementeem Biguaçu. Elassão classificadas como de risco, por isso, o serviço não é negado.

Enfim, são inúmeros os fatos envolvendo a falta de assistência na saúde. Porém, precisamos de atuação focada, mobilização da sociedade civil organizada e estratégias permanentes para buscar na legalidade as medidas que garantam auxílio médico e hospitalar aos usuários da rede pública, que nada mais é do que qualidade de vida.

Mário Marcondes, empresário em São José

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Hoje, médicos da prefeitura de Florianópolis suspenderão os atendimentos nos mais de 50 postos de saúde da cidade. A paralisação integra o calendário de atividades dos médicos, que negociam a suspensão de desconto ilegal na gratificação do Programa de Saúde da Família (PSF) e o reajuste de 15% na mesma gratificação. As conversas ocorrem desde maio do ano passado e ainda não há previsão de uma reposta positiva por parte do município. Os postos de saúde permanecerão abertos. (DC, 21/3)


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