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Posts Tagged ‘vacinação’

Miriam Tendler

A médica infectologista Miriam Tendler sempre viu o desafio de vencer a esquistossomose, doença que atinge 200 milhões de pessoas no mundo, como uma missão. “Estava convencida de que, se a gente não fizesse essa vacina, dificilmente o mundo desenvolvido faria”, afirma. Na semana passada, a eficácia de sua vacina em seres humanos foi comprovada. A missão estava cumprida.

O sucesso da vacina, a primeira desenvolvida para erradicar uma doença parasitária, abre as portas para sua fabricação. Ela não apenas funciona, mas o faz com segurança, anunciaram os pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz. Também servirá de base para a criação de vacinas contra outras doenças provocadas por vermes (helmintos). Estima-se que sua produção em escala industrial comece em quatro anos. “O descaso com a doença foi o que me prendeu ao assunto”, diz Miriam. Ela dedicou 30 anos à coordenação da pesquisa, que já entrou para a história científica mundial.

A esquistossomose é uma doença crônica, típica de áreas sem saneamento básico. Comum em regiões pobres, com infraestrutura precária, ela ainda preocupa no Brasil, onde 55% dos municípios não têm rede coletora de esgoto. O contágio acontece pelas fezes do caramujo hospedeiro, encontrado em lagos, represas e cursos d’água de correnteza fraca. As larvas liberadas pelo animal penetram através da pele humana sem a necessidade de cortes. As fezes de um doente saem com ovos das larvas, que voltam a contaminar o ambiente sem saneamento, num ciclo permanente. O resultado da doença é visível: a imagem de crianças com barrigas extremamente dilatadas é seu sinal mais repugnante, típico da fase crônica e mais grave. No início, a esquistossomose pode não revelar sintomas.

No quadro agudo, mais comum, a vítima tem coceiras, febre, diarréia, náuseas e dores de cabeça. E uma doença que raramente mata, mas devasta. Do ponto de vista social, a esquistossomose só não causa mais estrago que a malária, outro mal transmitido por parasitas.

Miriam tem uma família criativa. Mãe do roteirista Daniel Tendler e cunhada do cineasta Sílvio Tendler, ela tratou sua pesquisa como uma obra de arte. Ela também sabe que a saga em busca de uma vacina no Brasil tem ingredientes de um roteiro cinematográfico, com uma heroína e vários vilões. Entre eles, cientistas estrangeiros céticos quanto à capacidade brasileira de desenvolver uma vacina de ponta e o desinteresse da indústria por um produto voltado para pobres. No meio da história, os desafios da heroína incluem a falta de peças de reposição de equipamentos importados, que chegou a atrasar parte dos trabalhos de Miriam. Os estudos da equipe do Instituto Oswaldo Cruz abrem portas para outros avanços científicos, que não se limitam a dar esperança a vítimas da esquistossomose nas comunidades mais carentes. A vacina contra a doença provou ser também eficaz no combate à fasciolose, a principal verminose do gado. A possibilidade de usála numa área mais sensível para a economia atraiu o interesse de vários laboratórios particulares, que estabeleceram uma parceria com o Oswaldo Cruz. A abrangência trouxe recursos para a pesquisa, mas o foco de Miriam sempre foi a vacina humana.
“O descaso com a esquistossomose foi o que me prendeu ao assunto”

Enquanto a vacina não é produzida em larga escala, aos 62 anos Miriam nem pensa em se aposentar. Ela seguirá dividindo seu tempo entre o trabalho e suas outras paixões: nadar diariamente e conviver com os netos, Olívia, de 2 anos, e Caetano, de 6. Sobre ter recebido destaque por ser uma mulher no mundo científico, tradicionalmente masculino, ela hoje admite seu papel de pioneira. “Antes me incomodava, mas agora vejo que foi importante. A mulher luta para ser aceita, e o interesse por mim ajudou a dar destaque à pesquisa.” (Época, 17/6)

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O Secretário de Saúde de Florianópolis, Clécio Antônio Espezim, considera a paralisação dos médicos da prefeitura injusta. Isso porque, segundo ele, há um esforço voltado para o atendimento da exigência da categoria. Desde o dia 21 de maio, uma comissão trabalha na elaboração de uma proposta para tentar suspender o desconto na gratificação do Programa de Saúde da Família. — A comissão tem 30 dias para elaborar esta proposta e está trabalhando para cumprir este prazo. Quem sabe, antecipá-lo — explicou.

A declaração do secretário se deve a nova paralisação dos médicos que começou na terça-feira. De acordo com a categoria, a secretaria não estaria cumprido os prazos, tendo em vista que as negociações já duram um ano. — A criação da comissão foi aceita pelos médicos em assembleia e conta, inclusive, com representantes deles. Se estão considerando os trabalhos atrasados, eles também têm responsabilidade sobre isso — comentou o secretário.

O desconto na gratificação do Programa de Saúde da Família é previsto em lei de 1998. Para suspendê-lo, a comissão deve criar esta proposta que será encaminhada à procuradoria do município para a elaboração de um projeto de lei. Este projeto, então, é mandado ao legislativo para ser aprovado.

Esta quarta-feira é o sexto dia de paralisação não consecutivo só este ano. Os médicos já pararam em outras duas mobilizações de dois dias cada. Desta vez, a greve deve durar três dias, indo até a quinta-feira.

Vacina contra Gripe A

Apesar da paralisação dos médicos e a suspensão das consultas, a vacinação contra a Gripe A está mantida em todos os postos. Esta é a última semana em todo o Brasil para a imunização contra o vírus H1N1, que já provocou a morte de oito pessoas em SC neste ano.

Fique atento aos serviços que serão prestados

:: Terça-feira

– Manhã: reforço de atendimento na UPA Sul

– Tarde: panfletagem proximidades da secretaria municipal de Saúde e shopping Iguatemi – Trindade

:: Quarta-feira

– Manhã: reforço de atendimento na UPA Sul

– Tarde: panfletagem na Rua Conselheiro Mafra, Centro, Florianópolis

– 15h: reunião comissão que elabora o projeto de lei que retira o desconto da gratificação do PSF – a reunião é fechada à imprensa

:: Quinta-feira

– Manhã: equipes de médicos percorrem os centros de saúde para conversar com pacientes e panfletar

– 14h – Assembleia geral – Local: Hotel Floph – Rua Artista Bittencourt, 14, Centro, Florianópolis

Entenda o caso

Os médicos municipais pressionam para que seja formulado e aprovado um projeto de lei que suspende o desconto na gratificação do Programa de Saúde da Família em Florianópolis. O decreto que garantiu o desconto foi elaborado em conjunto com os gestores municipais e iniciou a tramitação em 22 de março. Estiveram envolvidos no processo de discussão do assunto os secretários e representantes das secretarias de Saúde, de Governo, de Administração, de Finanças, de Planejamento e a procuradoria geral. (DC, 30/5)

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Junto com a chegada do inverno, é comum que cheguem os espirros, febre, narizes trancados, tosse e dores de garganta. Sintomas como esses são típicos de uma doença que assola boa parte da população durante o inverno: a gripe.

Além da representar grande desconforto e fazer muitas pessoas perderem dias de trabalho e de convívio social, a gripe representa uma janela para a entrada de outras bactérias no organismo, e muitas vezes, pode levar a complicações mais sérias, como a pneumonia bacteriana, otite, sinusite, desidratação e agravamento de doenças crônicas.

De acordo com Luiz Fernando Jobim, chefe do serviço de imunologia do Clínicas de Porto Alegre, é importante diferenciar a gripe do resfriado: A gripe costuma deixar o pessoal de cama, com febrão e sintomas mais acentuados. Popularmente, muita gente diz que está gripado quando é só resfriado. Isso é um erro.

Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que a gripe atinge, todos os anos, cerca de 600 milhões de pessoas ao redor do mundo entre 5 a 10% da população adulta e entre 20 a 30% das crianças. Causada pelo vírus influenza, provoca entre 250 mil a 500 mil mortes e milhões de internações. No Brasil, a gripe afeta de sete a 14 milhões de pessoas em idade produtiva por ano, de acordo com a médica Isabella Ballalai, diretora da Associação Brasileira de Imunização.

Um das apostas de quem quer driblar a doença e sair mais fortalecido de um inverno rigoroso é a vacina. Além de reduzir o número de infectados, as campanhas de vacinação têm tido reflexos, ao longo dos anos, na redução de casos de óbitos pelo vírus em todo o país. Em 2010, 148 pessoas morreram por conta de complicações. No ano passado, o Ministério da Saúde registrou 53 mortes, o que representa uma redução de 64%.

Sul do país é a região que mais adere à campanha

Entre os adultos saudáveis, a vacina pode prevenir entre 70% e 90% de casos de gripe. Entre idosos, reduz as doenças graves e complicações em até 60%, e as mortes em 80%. A vacinação pode reduzir ainda entre 32% e 45% as hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade. No Brasil, as vacinas mais comuns são a alemã, a francesa, a australiana e a brasileira (produzida pelo Butantã com tecnologia francesa).

A campanha nacional do Ministério da Saúde, que vai até 1º de junho, teve a maior adesão da população na região Sul. De acordo com Carla Domingues, coordenadora geral do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, os estados do Sul são os que têm maior cobertura por causa do frio. Essa adesão é maior porque a população entende que tem maior risco de adoecer. O mito de que a vacina faz mal já foi supertado.

Além da vacinação, Carla destaca que outro fator que está associado à redução de mortes por gripe é que a população está aprendendo a lidar com situações de prevenção não-farmacológica, como o uso de lenços, a limpeza do ambiente, maçanetas, corrimão e dos locais onde o vírus pode estar colocado.

Como não há doses para todos, a estratégia do Ministério da Saúde foi de vacinar preferencialmente os grupos de risco, que são as crianças de seis meses a dois anos, gestantes, idosos, indígenas, trabalhadores de saúde e portadores de doenças crônicas. O adultos ou jovens dificilmente têm complicações em decorrência da gripe. (Santa, 28/5)

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Os padrões de excelência consagrados no setor privado na área de comunicação corporativa estão cada vez mais disseminados no setor público com o aumento da presença das agências dentro dos governos, autarquias e estatais. Ferramentas de comunicação estratégica, como análise de imagem e índices de avaliação de resultados, já foram incorporadas à rotina de muitas entidades públicas, assim como o uso intensivo das redes sociais.

A FSB Comunicações atende ao Ministério da Saúde, que tem diversas ramificações. Na realidade, pelo tamanho da estrutura, há vários ministérios dentro do Ministério da Saúde, destaca o sócio-diretor da FSB, Moisés Andrade Gomes. A agência tem 42 profissionais só para dar atendimento ao ministério.

Uma das principais ações da FSB na pasta da Saúde foi a divulgação da Campanha Nacional de Vacinação e Eliminação à Rubéola. O plano de comunicação criou um cronograma de ações para manter o assunto na imprensa durante os quatro meses de campanha. No governo federal, a FSB atende também os ministérios dos Esportes e do Turismo.

A FSB também se destacou numa área cada vez mais importante: o trabalho nas redes sociais. A agência ganhou a medalha de prata no Festival de Cannes em 2011 na Categoria Melhor Uso de Mídia Social, com um trabalho para o governo do Estado do Rio de Janeiro, tendo como cenário a reação das organizações que dominavam o tráfico de drogas durante o processo de pacificação das favelas. A estratégia foi aproximar a ação e os policiais aos cidadãos conectados às redes, humanizando a atuação do Estado. O plano incluiu treinamento de porta-vozes para a Web.

Outra grande do setor, a CDN Comunicação Corporativa, desenvolveu uma campanha para a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) para divulgar a imagem do Brasil no exterior. Segundo o vice-presidente da CDN, Andrew Greenlees, além de promover teleconferências de autoridades brasileiras com a imprensa internacional, a agência fez um trabalho com analistas de mercado e grupos de estudos acadêmicos nos Estados Unidos e na Europa.

O trabalho rendeu duas premiações à CDN: Stevie International Business Award 2011, na categoria Campanha de Comunicação do Ano Global Issues, com a atuação desenvolvida em parceria com a Fleishman-Hillards, e o Golden World Awards for Excellence in PR – concedido em 2010 pela Associação Internacional de Relações Públicas (IPRA) na categoria Media Relations, com as ações realizadas durante a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 15).

A CDN também responde pelo atendimento do Banco Central, Ministério do Trabalho, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Em busca de experiência internacional, a agência S/A Comunicação firmou parceria com a Kreab & Gavin Anderson, com sede em Estocolmo e Londres. De acordo com o diretor-geral da S/A, Marco Antonio Sabino, a companhia atuou na Islândia durante a crise financeira em 2008 e no Japão, após o tsunami, no ano passado. (Valor, 26/4)

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Imunização provocou sono súbito em crianças e adolescentes

A Agência Europeia de Medicamentos recomendou a restrição do uso da vacina contra a gripe H1N1 do laboratório GSK (GlaxoSmithKline) em crianças e adolescentes por causa do risco de narcolepsia (sono súbito e incontrolável durante o dia).

A agência afirmou ontem que a vacina Pandemrix deve ser usada em pessoas com menos de 20 anos apenas na ausência da vacina trivalente sazonal contra a gripe, devido a sua ligação com casos, ainda que raros, de narcolepsia em jovens. Em geral, a relação risco-benefício da vacina continua sendo positiva, de acordo com a agência.

Mais de 31 milhões de doses da Pandemrix foram aplicados em pessoas em 47 países. A GSK disse ter sido notificada de 335 casos de narcolepsia, sendo que dois terços deles ocorreram na Finlândia e na Suécia. Segundo o Ministério da Saúde, a vacina adquirida em 2010 para imunização contra a H1N1 no Brasil não é a Pandemrix e não houve nenhum caso de narcolepsia no país.

No ano passado, o ministério comprou as vacinas de três fornecedores diferentes (GSK, Butantan e Fundo Rotatório da Opas). Em 2011, o fornecedor da vacina foi o Instituto Butantan.

A Pandemrix foi usada amplamente no mundo em 2009 e 2010 durante a pandemia da gripe H1N1, conhecida como suína. A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou que a pandemia chegou ao fim em agosto do passado.

A infectologista pediátrica da Universidade Federal de São Paulo Lily Weckx afirma que a narcolepsia é um efeito colateral muito raro e que a reação é imediata, ou seja, não há possibilidade de a pessoa ter tomado a vacina em 2010 e apresentar o problema agora.

Na campanha nacional de vacinação contra a H1N1, foram incluídas crianças de seis meses a cinco anos de idade e adultos de 20 a 29 anos entre os públicos-alvos. Hoje, a vacina é oferecida junto com a das gripes sazonais. (Folha, 22/7)

Nota do blog: O MPSC imunizou todos os seus colaboradores, jovens e velhos. Será por isso o meu soninho vespertino?!?       :))

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Meta é imunizar idosos, crianças de seis meses a dois anos, além de gestantes, indígenas e trabalhadores da saúde

Índios estão sendo vacinados também

A campanha de vacinação contra a influenza sazonal começou na segunda-feira da semana passada no Brasil todo. Em Santa Catarina, cerca de 333 mil pessoas já foram vacinadas. Ainda faltam mais de 600 mil catarinenses, entre idosos com mais de 60 anos, crianças de seis meses a dois anos, gestantes, indígenas e trabalhadores da saúde de unidades que fazem atendimento para Influenza.

A vacinação contra a gripe segue até 13 de maio. A meta no Estado é vacinar contra a influenza sazonal, pelo menos, 80% da população alvo, ou seja, cerca de 1 milhão de pessoas. Além da imunização contra a gripe, a vacina pneumocócica 23 valente será aplicada em idosos que moram em instituições e a vacina contra o tétano também estará disponível para as pessoas com mais de 60 anos.

No último sábado, FlorianópolisJaraguá do Sul eJoinville mobilizaram a população no Dia D de Vacinação Nacional contra a Gripe.

Pela primeira vez desde 1999, a campanha passou a incluir crianças de seis meses a menores de dois anos (1 ano 11 meses e 29 dias), gestantes em qualquer período da gravidez e trabalhadores dos serviços de saúde que atuam no atendimento de pacientes e na investigação de casos de infecções respiratórias. (DC, 2/5)

Os números

Crianças
Meta – 127.892
Imunizados – 51.348

Trabalhadores na saúde
Meta – 61.194
Imunizados- 20.366

Gestantes
Meta -77.738
Imunizados – 19.893

Índios
Meta: 9.587
Imunizados: 1.875

Idosos
Meta – 633.510
Imunizados – 239.272

Fonte: Vigilância Epidemiológica do Estado

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